Motorista Comprometido

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Notícias

sábado, 31 de dezembro de 2011

Mulheres assumem o volante dos ônibus coletivos

Passageiros se espantam quando vêem uma mulher dirigindo, diz motorista.

O transporte coletivo em Sertãozinho está cada vez mais feminino. As mulheres, que antes trabalhavam apenas como cobradoras, agora estão assumindo os cargos de motorista.
As mãos delicadas dirigem veículos de até 13 metros de comprimento e que, quando estão lotados de passageiros, chegam a pesar até 14 toneladas. “É muito do cuidado que a gente tem. Tem passageiro, principalmente homem, que se espanta quando vê que é uma mulher que está dirigindo”, conta a motorista Daniela Pereira.
Regiane Helena Ramos é a mais nova na empresa. Há sete meses deixou o emprego de mototaxista para comandar o volante do ônibus. “Nunca imaginava estar aqui dentro. No começo eu pensava que nem ia consegui. Mas aos poucos eu fui me adaptando e hoje adoro o que eu faço, por mim eu ficava o dia inteiro aqui”, conta.
Já a motorista Lidia Bolzzoni mostra que entende do assunto. Em 24 anos de profissão, já dirigiu carretas, ambulâncias, guinchos e até transportou produtos perigosos como ácido sulfúrico e amônia. “Ao longo do tempo a gente vai pegando experiência e vê que mulher é capaz no transito”, afirma.
Para o encarregado de tráfego Luiz Ricardo Rosado, a empresa aprova o trabalho das mulheres. “Elas zelam mais pelas ferramentas de trabalho, tem um cuidado com os passageiros, ajudam no embarque e desembarque de pessoas idosas. O carinho que elas têm está ajudando a transformar o transporte público em Sertãozinho”, afirma.
Publicado em 31/12/2011 no site http://eptv.globo.com/noticias

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Campanha orienta motoristas sobre cuidados nos cruzamentos de linhas férreas

Em 2010, a média de acidentes nas ferrovias foi de 16,1 a cada um milhão de quilômetros percorridos, aponta Pesquisa CNT de Ferrovias.

Milhares de brasileiros se preparam para viajar neste fim de ano. Aos motoristas que utilizam as estradas do país, a dica é não se preocupar apenas com a manutenção dos veículos e o cuidado na direção. Para ter mais segurança, eles também devem ficar atentos aos cruzamentos de linhas férreas.

Em casos de emergência, um trem de carga pode precisar de até um quilômetro para conseguir parar completamente. Por esse motivo, a Ferrovia Centro-Atlântica deu início a uma campanha que pretende orientar condutores de todos os tipos de veículos e pedestres para um comportamento seguro em relação às linhas de trem.

Até o réveillon, funcionários da empresa irão alertar motoristas do Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Bahia e o Distrito Federal (locais por onde passa a malha da ferrovia) distribuindo materiais de esclarecimento.

Os panfletos indicam a necessidade de respeitar a sinalização; parar, olhar e escutar antes de atravessar; não passar entre vagões e, ainda, lembrar que o preferencial é sempre do trem. A Ferrovia Centro-Atlântica conta com 500 locomotivas e mais de 12 mil vagões, que cruzam 316 municípios do país.

De acordo com a Pesquisa CNT de Ferrovias 2011, o número de acidentes nas ferrovias caiu 78,7% de 1997 a 2010, mas os casos ainda preocupam o setor. No ano passado, o índice médio de acidentes a cada um milhão de quilômetros percorridos foi de 16,1, enquanto o índice internacional aceito é entre oito e 13 acidentes.
Publicado em 22/12/2011 por Aerton Guimarães - Agência CNT de Notícias.

Placas de alerta para controle de velocidade não são mais obrigatórias

Resolução determina que os órgãos de trânsito informem a velocidade da via, além de manter visíveis os radares de fiscalização.
Uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) pôs fim à obrigatoriedade da existência de placas de sinalização que alertam aos condutores onde há radares de controle de velocidade. Publicada na última quinta-feira (22), a norma já está em vigor e alterou uma regra válida desde 2006.

A resolução dispõe sobre outros dois pontos importantes. Primeiro, os órgãos de trânsito devem informar aos motoristas qual é a velocidade máxima permitida nas pistas, por meio de placas dispostas ao longo das vias e, segundo, os equipamentos eletrônicos de fiscalização devem ser visíveis, não podem ficar escondidos.

De acordo com o diretor da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC & Logística), Neuto Gonçalves dos Reis, a mudança é positiva. “É uma tentativa de redução do número de acidentes nas estradas, mais uma política alinhada às ações do Denatran [Departamento Nacional de Trânsito] por mais segurança nas estradas”, destaca.

A velocidade será controlada por quatro tipos de dispositivos: fixo (instalação em local permanente), estático (instalação em veículo parado ou em suporte apropriado), móvel (veículo em movimento) e portátil (medidor voltado manualmente para o veículo alvo). Os equipamentos devem ser aprovados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

Passou a ser permitido o uso de radares móveis, estáticos ou portáteis nos trechos onde não exista sinalização. Nestes casos, vale o previsto no artigo 61 do Código Brasileiro de Trânsito (CTB). Para rodovias, o limite é de 110 km/h para automóveis, 90 km/h para ônibus e 80 km/h para caminhões. Nas estradas sem pavimento, os veículos não podem passar de 60 km/h.

“O limite precisa ser obedecido, não apenas em frente aos radares, mas na estrada toda. Há acidentes que acontecem porque os motoristas pisam no freio bruscamente quando se deparam com a fiscalização”, alerta Gonçalves. Ainda de acordo com o diretor da NTC & Logística, essa é a medida que efetivamente funciona, enquanto a fiscalização manual, feita pelos guardas, tende a ser cada vez menor.

Sobre a instalação de novos radares, a norma continua igual: deve ser realizado estudo técnico para comprovar a necessidade de controle de velocidade no local, desde que se garanta a visibilidade do dispositivo. 
Publicado em 26/12/2011 por Rosalvo Júnior - Agência CNT de Notícias.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Pesquisa sobre acidentes que ocorrem com veiculos de carga...

Segundo a reportagem publicada na Revista Transporte Moderno, nr. 446, Ano 48, páginas 60 e 61, é divulgado o seguinte:

  • 76% dos acidentes que ocorrem com veículos que transportam carga, o fator é o motorista;
  • 43% têm como origem a imprudência;
  • 12% a velocidade;
  • 11% a imperícia;
  • 10% a fadiga.
Nos Estados Unidos a profissão de motorista de caminhão é classificada como a 10a. mais perigosa do país, ao registrar 25 mortes por ano entre cada 100 mil motoristas de caminhão.No Brasil são 243 mortes por ano.

Volvo lança tecnologia que acorda condutores de caminhão

A tecnologia em prol da segurança vem crescendo em todos os segmentos automotivos. E os caminhões não são exceção. A empresa sueca Volvo resolveu desenvolver um novo mecanismo de alerta para os caminhoneiros.
A novidade é chamada de DAS (Detector de Atenção, em português) que é baseada em sensores que detectam quando um condutor está saindo do seu curso normal. Além disso, ele envia sinais visuais e sonoros se o motorista mostrar sintomas de cansaço como condução irregular.
Trata-se de um dispositivo invisível, que não atrapalha o motorista enquanto ele está dirigindo. Ele só avisa quando realmente tiver algum perigo na estrada que o motorista precise saber.
O objetivo dessa nova tecnologia é evitar acidentes nas estradas provocados, principalmente, pelo cansaço e desgaste físico dos motoristas. Segundo pesquisas recentes, sentir sono no volante é tão perigoso quanto dirigir alcoolizado.
Além desse fator, existe o agravante de que esses acidentes são muito mais graves do que as colisões causadas por imprudências, já que o motorista está dormindo e tem o tempo de reação retardado pelo fator sono.
A idéia de criar um dispositivo específico para evitar que os condutores de caminhão durmam é excelente. Pelas estradas serem monótonas e sempre com o mesmo cenário, muitas vezes os motoristas entram em estado de sonolência e ter um aparelho que avise quando algo de estranho estiver acontecendo, pode salvar a vida de muitas pessoas.
Falta saber se a Volvo cobrará muito caro por essa inovação ou se será um acessório vindo de fábrica. Mas dependendo do valor, é válido investir, pois é um aparelho que pode salvar sua vida.

Publicado em 20/12/2011 no http://carros.viaki.com/

Segmento de caminhões e ônibus sofre com falta de motoristas

Apesar do Brasil ter passado relativamente bem pela crise internacional que assolou o mundo nesse ano de 2011, mas alguns problemas atingiram nosso país. Há quatro anos não tínhamos um mês de novembro tão ruim no mercado de trabalho.
Vários segmentos do país como indústria, construção civil e agricultura desaceleraram, mas um setor em especial vive dias diferentes. As empresas de transporte de cargas e passageiros têm reclamado que não temos mais mão-de-obra, ou seja, faltam motoristas.
Algumas empresas transportadoras encontraram um meio curioso para sanar esse problema: promover funcionários a motoristas. Oferecem treinamentos para que possam tirar habilitação necessária e que possam dirigir carretas.
E não são somente as empresas transportadoras que enfrentam problemas com a falta de motoristas. As empresas de ônibus também têm enfrentando falta de pessoas qualificadas para isso.
Os ônibus de uma maneira geral ganharam novas tecnologias e tais tecnologias precisam ser dominadas pelos novos motoristas. A dificuldade só aumenta, já que agora é preciso ficar de olho na estrada e em um painel com mais ou menos 40 botões e cada um com funções específicas como: controlar o som, aparelho de TV, ar-condicionado ou as portas.
Segundo estimativas feitas pela Confederação Nacional do Transporte, faltam no mercado 40 mil motoristas profissionais de caminhão e ônibus em todo o país. Para se ter noção da gravidade da situação, a instituição oferecer cursos gratuitos para que as pessoas possam se qualificar para trabalhar na área.
Esse tipo de dado é importante por alguns motivos. O principal deles, a meu ver, é que a profissão não é bem remunerada e nem bem respeitada. Um motorista de caminhão ganha pelo sindicato só R$ 1.129 reais, o que é muito pouco.
O mesmo acontece com os motoristas de ônibus. O que se espera com essa falta de profissionais no mercado é que os salários aumentem e a profissão seja mais valorizada, afinal de contas, não é para qualquer um fazer o transporte de cargas que valem muito dinheiro ou de cuidar de diversas vidas nas péssimas estradas brasileiras.
Valorizando esses profissionais, teremos menos acidentes, pessoas com melhores condições de vida e mais pessoas interessadas em trabalhar com isso. Enquanto esse cenário não melhorar vão continuar faltando profissionais qualificados para dirigir ônibus e caminhões.

Pbublicado em 23/12/2011 no http://carros.viaki.com/

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Palestra VIP para Motoristas (Ônibus, Caminhões e Vans)

  • Construindo o "Comprometimento Profissional" para os novos tempos;
  • Palestras Motivacionais - Hands On; 
  • Palestra VIP para motoristas de ônibus, caminhões e vans.
                             "O Motorista é o Lider da Operação!"

  Para consultas e agendamentos das palestras in company, entrar em contato pelo    e-mail: treinamentos@highpluss.com.br

  Acesse o link: http://palestranterovani.blogspot.com/

domingo, 11 de dezembro de 2011

Falta de capacitação reduz contratações de motoristas na região...

Dificuldade: Empresários e sindicatos dizem que falta de especialização tem complicado contratação de motoristas

Júlio Amaral
Volta Redonda
Apesar de as empresas de ônibus e transporte de cargas anunciarem constantemente a necessidade de novas contratações, um quesito muito importante está impedindo que estas vagas sejam preenchidas: a falta de motoristas especializados e capacitados com a nova tecnologia dos veículos que estão sendo adquiridos pelas grandes empresas do setor.
De acordo com o presidente do Sinditac (Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas de Volta Redonda e Região Sul Fluminense), Francisco Wild Bittencurt Ferreira, os caminhões e ônibus que saem das fábricas estão mais sofisticados e informatizados, exigindo maior capacitação dos condutores e dificultando o recrutamento. Com isso, algumas empresas sofrem prejuízos com a falta de mão de obra, pois muitos de seus caminhões ficam parados por falta de motoristas. Dessa forma, muitos empresários têm de contratar serviços terceirizados ou repassar a carga para profissionais autônomos, reduzindo os lucros.
Segundo Wild, o total de caminhoneiros autônomos na região chega a 1.800, com os terceirizados respondendo por 84% do transporte de cargas no Brasil.
- Atualmente o custo operacional de uma transportadora gira em torno de 18%, com o terceirizado recebendo em torno de 65 a 70% do valor do frete - declarou.
O presidente do Sinditac explica que os cursos de capacitação costumam ser bancados pelas empresas que vendem os caminhões.
- O único serviço que o sindicato realiza é orientar os motoristas a adquirir o Registro Nacional de Transporte Rodoviário de Cargas (RNTRC) - afirmou.

Investimento em qualificação
Para o diretor presidente de uma empresa de transporte de cargas de Barra Mansa, Cláudio Manes, a falta de motoristas afeta todo o país. Graças ao aquecimento da economia, os empresários foram forçados a expandir a frota, e com isso houve uma diminuição proporcional de profissionais capacitados. Hoje em dia os veículos possuem rastreadores de satélites e sistema de comunicação, o que exige um melhor preparo por parte dos profissionais.
- A nossa empresa criou uma escola de capacitação para motoristas com palestras e cursos de direção defensiva. Após todos os procedimentos de admissão, os novos contratados percorrem distâncias curtas ao lado de um motorista mais experiente durante três meses. Depois esta distância vai aumentando trimestralmente até adquirir experiência e começar a viajar sozinho - explicou.
Segundo Manes, a companhia possui 14 veículos parados, aguardando o término do curso de capacitação, o que força a contratação do serviço de terceiros - cerca de 200 por dia, além dos 360 pertencentes à frota.
Sindicato confirma falta de profissionais
Segundo o presidente do Sulcarj (Sindicato das empresas de Transporte de Carga e Logística do Sul Fluminense), José Marciano de Oliveira, a maior dificuldade das transportadoras é conseguir motoristas para caminhões pesados, pois, neste caso, é preciso passar por um processo de aprendizado maior: os veículos estão aumentando de tamanho e capacidade de carga.
- Muitas vezes as empresas contratam até mesmo se o funcionário não possuir a experiência necessária, mas isso não pode acontecer. É uma função de muita responsabilidade e que coloca a vida de pessoas em risco - alertou.
Capacitação é o melhor caminho
Atentos ao problema, o Sulcarj, Sindpass (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros) e o Sest/Senat elaboraram um Projeto de Formação Profissional para Condutores, onde todos os motoristas que possuem habilitação categoria "D" ou "E" podem participar gratuitamente. O curso é dividido em duas etapas: a teórica, ministrada na Sede do Sulcarj por um instrutor credenciado pelo Detran (Departamento Estadua de Trânsito), e a prática, que é dada pelo Sest/Senat. Os candidatos aprovados são indicados para as empresas da região.
Os interessados poderão entrar em contato com o Sulcarj pelo telefone 3323-2655 ou se dirigindo até o sindicato, na Rua Contador Cícero Cunha, número 25, no Centro de Barra Mansa.
- Tanto as transportadoras quanto as empresas de ônibus estão desenvolvendo internamente o mesmo trabalho feito por nós. Algumas empresas também vêm criando campanhas e promovendo benefícios, premiações e treinamentos internos - explicou José Marciano.

Publicado em 10/12/2011, às 18h15- Diário do Vale.

Sindicato dos Motoristas apoia retirada dos cobradores de ônibus de SP.

Sindicato se mostra favorável à retirada de cobradores
Para o diretor do Sindmotoristas, Nailton Francisco de Souza, função do cobrador perdeu utilidade. Ele defende pagamento de R$ 250 a mais para motoristas que dirigem sem cobrador
ADAMO BAZANI – CBN

O projeto de lei 457 de 2011, de autoria do vereador Antônio Carlos Rodrigues, do PR, que prevê a extinção da função de cobrador nos ônibus da Capital Paulista, em especial os que servem corredores, tem levantado muita polêmica. Vários passageiros se colocam favoráveis à presença do cobrador por entenderem que ele não apenas recebe o dinheiro das passagens, mas auxilia o motorista na visualização do embarque e desembarque, ajuste de espelhos internos e retrovisores, e contribui com o usuário nas informações sobre as linhas e pontos e ajuda pessoas com volumes e crianças a passarem pela catraca.
Mas o Sindmotoristas, o Sindicato que representa os motoristas e cobradores, praticamente descartou a importância dos cobradores.
O diretor do Sindicato dos Trabalhadores, Nailton Francisco de Souza, usou o mesmo discurso das empresas de ônibus e disse que pouca gente paga as tarifas com dinheiro e que o cobrador fica boa parte do tempo ocioso dentro do ônibus.
Ele é favorável à retirada dos cobradores e o pagamento de mais R$ 250 para motoristas que dirigirem sem o colega de trabalho. Além disso, defende pagamento de adicional por insalubridade para os motoristas por conta disso, o que permitiria que eles se aposentassem pelo INSS – Instituto Nacional de Seguro Social com 25 anos de contribuição.
Para as empresas, a substituição, mesmo com as exigências se torna vantajosa. Hoje, o salário de um motorista na Capital por 30 dias trabalhados é de R$ 1.676,00. Com a retirada do cobrador, pela proposta do sindicato dos trabalhadores, esse salário subiria para R$ 1.899. No entanto, as empresas de ônibus deixariam de pagar os R$ 978,00 para 30 dias de salário de cobrador.
Assim, atualmente, o custo do salário por equipe em cada “pegada” ou turno, é de R$ 2654,00.
Pela proposta do vereador Antônio Carlos Rodrigues, do PR, mais a sugestão do representante dos trabalhadores, com a extinção dos cobradores, os custos por viagem seriam de R$ 1899,00. Uma economia de R$ 755,00 para o bolso das empresas a cada equipe de trabalho.
Vários trabalhadores acharam estranha a posição do Sindmotoristas. Atualmente, são cerca de 15 mil cobradores na cidade de São Paulo.
Nailton afirma que pode haver um outro funcionário dentro do ônibus, mas não cobrando passagem. No entanto, o salário deste possível auxiliar poderia ser menor que de um cobrador. Além disso, Nailton se declarou favorável à proposta do vereador Antônio Carlos Rodrigues.
Mas o projeto de lei de Antônio Carlos Rodrigues não prevê a presença de mais um funcionário nos ônibus, mesmo nos convencionais, articulados e biarticulados.
O fim da função do cobrador não seria imediato, segundo o Sindimotoristas. Em acordo feito com o SPUrbanuss, sindicato que representa as empresas de ônibus, em maio de 2011, a representação dos trabalhadores pediu que os cobradores fossem requalificados e aproveitados em outras funções.
Só não ficou definido se haveria vaga para tanta gente que perderia sua função de cobrador.
Desde os anos de 1990 é discutida pelas empresas a extinção dos cobradores. Mas as reivindicações dos donos de empresas de ônibus ganharam mais respaldo e força em 2009, na segunda gestão do prefeito Gilberto Kassab, com novo partido, PSD.
A SPTrans informou que o pagamento eletrônico de passagens e que o Bilhete Único, criado em 2003 e que oferece integrações entre ônibus, trens e metrô, é predominante e que apenas 8% da tarifa são pagos a dinheiro.
Para os cobradores, restam a preocupação e a incerteza.
Parte da categoria alega que se é proibido o dono de um carro particular dirigir e falar ao celular pelo risco de perda de atenção, dirigir, cobrar passagem, dar troca, informar o passageiro e ajudar quem tem mais dificuldade na travessia da catraca tiraria ainda muito mais a atenção do condutor, aumentando o risco de acidentes com ônibus.
Fonte: publicado por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.
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