Motorista Comprometido

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domingo, 25 de dezembro de 2011

Segmento de caminhões e ônibus sofre com falta de motoristas

Apesar do Brasil ter passado relativamente bem pela crise internacional que assolou o mundo nesse ano de 2011, mas alguns problemas atingiram nosso país. Há quatro anos não tínhamos um mês de novembro tão ruim no mercado de trabalho.
Vários segmentos do país como indústria, construção civil e agricultura desaceleraram, mas um setor em especial vive dias diferentes. As empresas de transporte de cargas e passageiros têm reclamado que não temos mais mão-de-obra, ou seja, faltam motoristas.
Algumas empresas transportadoras encontraram um meio curioso para sanar esse problema: promover funcionários a motoristas. Oferecem treinamentos para que possam tirar habilitação necessária e que possam dirigir carretas.
E não são somente as empresas transportadoras que enfrentam problemas com a falta de motoristas. As empresas de ônibus também têm enfrentando falta de pessoas qualificadas para isso.
Os ônibus de uma maneira geral ganharam novas tecnologias e tais tecnologias precisam ser dominadas pelos novos motoristas. A dificuldade só aumenta, já que agora é preciso ficar de olho na estrada e em um painel com mais ou menos 40 botões e cada um com funções específicas como: controlar o som, aparelho de TV, ar-condicionado ou as portas.
Segundo estimativas feitas pela Confederação Nacional do Transporte, faltam no mercado 40 mil motoristas profissionais de caminhão e ônibus em todo o país. Para se ter noção da gravidade da situação, a instituição oferecer cursos gratuitos para que as pessoas possam se qualificar para trabalhar na área.
Esse tipo de dado é importante por alguns motivos. O principal deles, a meu ver, é que a profissão não é bem remunerada e nem bem respeitada. Um motorista de caminhão ganha pelo sindicato só R$ 1.129 reais, o que é muito pouco.
O mesmo acontece com os motoristas de ônibus. O que se espera com essa falta de profissionais no mercado é que os salários aumentem e a profissão seja mais valorizada, afinal de contas, não é para qualquer um fazer o transporte de cargas que valem muito dinheiro ou de cuidar de diversas vidas nas péssimas estradas brasileiras.
Valorizando esses profissionais, teremos menos acidentes, pessoas com melhores condições de vida e mais pessoas interessadas em trabalhar com isso. Enquanto esse cenário não melhorar vão continuar faltando profissionais qualificados para dirigir ônibus e caminhões.

Pbublicado em 23/12/2011 no http://carros.viaki.com/

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