Motorista Comprometido

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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Aumentam multas a motoristas de ônibus em São Paulo

No ano passado, o número de multas aplicadas pela SPTrans as motoristas de ônibus subiu 29% chegando a 196 mil autuações. Os maiores problemas não foram em relação a atividade dos transportes em si, mas erros que podem ser praticados por qualquer motorista imprudente, inclusive os não profissionais. Entre estas infrações figuram na ordem: dirigir e falar ao celular, dirigir perigosamente, não usar o cinto de segurança e excesso de velocidade. Foto: Blog Meu Transporte

Aumentam multas a motoristas de ônibus em São Paulo
A maioria das infrações anotadas pela SPTrans é sobre dirigir e falar ao celular e ultrapassar sinal vermelho
ADAMO BAZANI – CBN

No dia 13 de fevereiro deste ano, motoristas e cobradores de ônibus de São Paulo ameaçaram entrar em greve por conta do alto número de multas que as empresas recebiam da SPTrans , gerenciadora dos transportes municipais, e que eram descontadas dos salários dos profissionais.
Depois de negociações entre empresas e sindicato dos motoristas, as companhias de ônibus decidiram não mais descontar as infrações anotadas pelos fiscais da SPTrans, através do Resam – Regulamento de Sanções e Multas, o que evitou a greve.
De acordo com a SPTrans, em todo o ano passado, o número de motoristas pegos cometendo diversos tipos de infrações aumentou 29%. Foram 196 mil multas em 2011 contra 152 mil no ano de 2010.
A média é de um motorista de ônibus multado a cada 3 minutos. Isso sem contar as infrações que não foram observadas pela SPTrans, pois é impossível fiscalizar todos os ônibus ao mesmo tempo e as anotadas pelos técnicos da CET – Companhia de Engenharia de Tráfego.
Quem pensa que a maior parte das multas se refere a problemas específicos dos transportes coletivos se engana.
A maioria das infrações é sobre erros que são praticados por qualquer tipo de motoristas, inclusive os que não são profissionais, como falar ao celular e dirigir, desrespeitar o sinal vermelho e não usar o cinto de segurança. Veja as principais infrações cometidas pelos motoristas de ônibus da Capital Paulista:

1º) DIRIGIR FALANDO AO CELULAR: Foi a infração mais comum entre os motoristas de ônibus. No total, foram 7 mil 800 multas para este tipo de infração, o que representa aumento de 18% em relação a 2010 quando 6 mil autuações deste gênero foram anotadas. O Sindicato dos Motoristas se defende dizendo que os condutores muitas vezes atendem ligações feitas pelos próprios fiscais das empresas de ônibus.
2º) DIRIGIR PERIGOSAMENTE: Colocando em risco a vida do passageiro com ações como ultrapassar o sinal vermelho ou ultrapassagens arriscadas. Este tipo de infração aumentou 22% em relação a 2010 com 7 mil 300 multas no ano passado.
3º) FALTA DE CINTO DE SEGURANÇA: A SPTrans no ano passado flagrou 3 mil 500 vezes motoristas de ônibus não usando o equipamento obrigatório.
4º) EXCESSO DE VELOCIDADE: Motoristas de ônibus dirigindo em velocidade acima dos 60 quilômetros por hora permitidos para o sistema ou acima dos limites da via com estipulações ainda menores também foram comuns de ser achados. Foram 2 mil 600 autuações.
A SPTrans determinou a instalação de um painel que informa em tempo real a velocidade para os passageiros poderem denunciar casos de excesso.
Dos 15 mil veículos de transporte coletivo de São Paulo, 2 mil 180 possuem as telas.

Publicado em 29/02/2012 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus

domingo, 26 de fevereiro de 2012

A BR-364 se tornou um “calvário” para muitos motoristas

Enfrentar a BR 364 na maioria dos trechos no estado tem sido desafiante para motoristas, seja de carro, moto ou ônibus as condições da pista dificultam a vida de quem precisa ir de uma cidade a outra. Na rodoviária de Cacoal muitos passageiros têm reclamado da situação da rodovia, para evitar acidentes os trechos são percorridos em uma velocidade menor que o normal.
A dona de casa Lúcia Souza e Silva veio de Ji-Paraná a Cacoal de ônibus, segundo ela apesar de ter veículo próprio ficou com medo de enfrentar os buracos da rodovia. “Olha eu prefiro vir de ônibus porque a estrada está horrível, o ruim é a demora, já que conforme aumentam os buracos a gente demora mais pra chegar”, reclamou. A filha da senhora, Maria Lúcia também achou a rodovia péssima. “Eu não vinha pra cá há muitos anos e fiquei chocada, nem parece asfalto”, disse.
Mas o trecho de Cacoal a Ji-Paraná não é o único que gera reclamações. O trajeto de Cacoal a Pimenta Bueno também tem sérios problemas, conforme contou o comerciante Antônio Pedro, que mora na cidade vizinha a Cacoal. “Olha o pior é que falta acostamento e a buraqueira, que está pra todo lado também”, denunciou. A preferência pelo ônibus para enfrentar o trecho danificado é da maioria, já que de carro os danos ao veículo são ainda piores. Antônio Pedro optou pelo transporte rodoviário após sofrer um acidente de carro. “Não foi por causa dos buracos, mas hoje eu não enfrentaria esta BR de jeito nenhum”, disse.

CONVOCAÇÃO

Nas redes sociais tem sido divulgado um abaixo assinado para pedir melhorias na rodovia junto ao governo federal. “Se não começarmos as obras de restauração até maio, junto com o início do período de seca em Rondônia, vamos perder um ano de trabalho e a situação ficará ainda pior”, alertou Acir Gurgacz, senador. Acir convocou o diretor presidente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), general Jorge Fraxe, para explicar o processo de licitação da rodovia na Comissão de Agricultura, no dia 1º de março.
Na segunda-feira, o ex-vereador de Cacoal Espedito Alves de Macedo morreu na BR-364, quando chegava em Ji-Paraná. Ele teria desviado de três buracos em sua pista e bateu de frente com uma camionete. A mulher de Espedito, Maria Cleide foi levada inconsciente para o Hospital Municipal de Ji-Paraná. O motorista da camionete foi salvo pelo airbag. “Era uma subida. Ele destampou em cima”, controu. Diversos outros acidentes também foram registrados.
Publicado em 25/02/2012 no site http://www.diariodaamazonia.com.br

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Acidente de trem provoca debate sobre segurança dos transportes na Argentina

Especialistas e sindicalistas afirmam que baixo investimento pode estar por trás de tragédia que deixou 50 mortos e feriu centenas.

O acidente de trem que deixou 50 mortos e quase 700 feridos em Buenos Aires na quarta-feira provocou um debate sobre a segurança dos transportes públicos da Argentina. Especialistas e sindicalistas ferroviários disseram que os baixos investimentos podem estar por trás da tragédia com o trem da empresa TBA (Trens de Buenos Aires).

Em alta velocidade, o trem bateu na plataforma da movimentada estação do bairro de Onze, em Buenos Aires. Trata-se do acidente mais grave do país desde os anos 1970 e o terceiro pior da história da Argentina.

Segundo sindicalistas ferroviários, a estrutura da rede de trens do país é tão ultrapassada que a sinalização, em muitos casos, é da década de 1920. Passageiros reclamam de superlotação e atrasos constantes na rede, que é operada por empresas privadas, mas recebe pesados subsídios do governo.

O engenheiro argentino Andrés Fingeret, diretor do Instituto de Políticas para o Transporte e o Desenvolvimento (ITDP), disse à BBC Brasil que os países da América Latina deixaram o transporte público em segundo plano, dando prioridade aos carros e à infraestrutura ligada a eles, como estradas, sem dar a mesma atenção aos trens, por exemplo. Para ele, a "cultura do carro faz com que as autoridades e os investimentos estejam no lugar errado".

O acidente aconteceu no momento em que é discutida a redução ou eliminação dos subsídios do governo federal aos transportes públicos e outros setores da economia.

Um estudo realizado pelos especialistas em infraestrutura Lucio Castro e Paula Szenkman, do Centro de Implementação de Políticas Públicas para Equidade e Crescimento Econômico (CIPPEC), de Buenos Aires, indicou que as empresas de transporte público são hoje dependentes destes recursos do Estado. Porém, mesmo com este dinheiro, não houve melhoria nos serviços.

"A partir de 2003 (quando surgiram os subsídios), aumentou a quantidade de passageiros e caiu a oferta de assentos no sistema de transporte público. Desde então, dentro do sistema de transporte público, o setor que menos investimentos recebeu foi o ferroviário e o que mais recebeu foi o das estradas", afirmou Castro.

Manutenção e renovação

Num comunicado, a Central de Trabalhadores Argentinos (CTA) disse que o acidente não ocorreu "por acaso", mas por "falta de controle e de investimentos".

O ex-diretor nacional de Transporte Ferroviário da Argentina Juan Alberto Roccatagliata diz que a situação da rede na zona metropolitana de Buenos Aires ainda é melhor que em outras regiões do país.

"A rede ferroviária em nível nacional é muito antiga e necessita de uma renovação quase total, enquanto na região metropolitana a situação é melhor. Houve renovações, ainda que não tenham sido suficientes", disse ele.

"Essas são coisas que acontecem até no primeiro mundo, mas certamente há um déficit de planejamento e execução, porque se são tomadas as precauções necessárias se reduz a probabilidade de haver esses acidentes."

Pablo Martorelli, presidente do Instituto Nacional Ferroviário da Argentina, disse que “não é preciso exagerar”. “O trem continua sendo um meio de transporte seguro, no qual, às vezes, acontecem acidentes", afirmou. Ainda assim, ele reconheceu que algumas linhas têm uma manutenção "pobre e deficiente".

Causas do acidente

Logo após a tragédia, sobreviventes contaram, diante das câmeras de televisão, que o trem estava lotado, tinha algumas portas abertas, e não teria conseguido frear ao chegar à plataforma, na estação final do percurso.

O secretário de Transportes, Juan Pablo Schiavi, disse que as causas do acidente ainda são "uma incógnita". "O maquinista tem 28 anos e tinha assumido o controle da viagem apenas algumas estações antes. O trem passou por uma revisão na véspera e estaria em boas condições. Vamos esperar a investigação da justiça", disse.

Segundo Schiavi, "um trem no horário mais cheio transporta cerca de 2,5 mil passageiros. Neste caso (no momento do acidente), havia algo entre 1,2 e 1,5 mil passageiros".

De acordo com dados oficiais, a linha Sarmiento, onde ocorreu o acidente, transporta cerca de 300 mil passageiros diariamente. No horário de maior movimento, há um trem a cada oito minutos.

A presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, lamentou o acidente e, em nota, expressou seu “profundo pesar pela morte de cidadãos na tragédia ferroviária”. Na quarta-feira, o governo argentino decretou dois dias de luto oficial.

Outros acidentes

O último grave acidente de trem no país aconteceu apenas três meses atrás, quando seis meninas e dois professores de uma escola católica morreram depois que o ônibus em que viajavam para um retiro espiritual foi atingido por um trem de carga, na cidade de Zanjitas.

Pouco antes, em setembro, outro acidente envolvendo um ônibus e dois trens deixou 11 mortos e mais de 200 feridos.De acordo com a imprensa argentina, só no ano de 2011, cinco acidentes envolvendo trens deixou 23 mortos e cerca de 300 feridos no país.

A maior tragédia ferroviária da história argentina aconteceu em 1970, quando uma batida entre dois trens causou a morte de 236 pessoas, no norte de Buenos Aires.

O segundo acidente mais grave ocorreu em 1978. Um caminhão colidiu com uma vagão de trem, deixando 55 vítimas fatais.

Fonte: ultimosegundo.ig.com.br

Publicado em 24/02/2012 no site http://www.marataizes.com.br/noticias/news2.php?codnot=284667#

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Mini Clubman perde a porta e os bancos traseiros para se tornar veículo de carga

Nos quatro cantos do mundo, os veículos da Mini são sinônimo de status, conforto e elegância. O charme inconfundível da família Cooper sonda principalmente as ruas da Inglaterra, país nativo da marca, pertencente ao grupo BMW. A gama da Mini é composta por hatches, cupê, conversíveis, perua e até mesmo por um utilitário-esportivo, o Countryman.

Porém, a marca resolveu “ousar” novamente e apresentou na última semana o novo Clubvan, seu primeiro modelo comercial desde que foi adquirida pela be-eme. O Clubvan será apresentado como carro-conceito no Salão de Genebra, em março, e nos próximos meses deverá ganhar as ruas europeias.

Baseado no Clubman, o Mini Clubvan foi criado para atender, sobretudo as lojas caríssimas dos grandes centros urbanos, para transportar a encomenda dos clientes milionários até a sua residência, ou até mesmo para as dondocas carregarem seus cachorrinhos com pedigree.

Para atender as necessidades dos futuros clientes, a porta e os assentos traseiros do Clubman foram retirados, para dar lugar a um compartimento para cargas. Apesar das alterações, o espaço não é tão extenso como os de veículos propriamente comerciais. Mais detalhes do utilitário Premium serão revelados pela Mini no evento suíço.

Fonte: Blogauto

Publicado em 22/02/2012 por Rafael Brusque Toporowicz no site http://blogdocaminhoneiro.com

SAÚDE: 56% dos motoristas de ônibus têm hipertensão

Dirigir e Cobrar

Estudo comprova que o nível de estresse já conhecido na profissão de motorista de ônibus urbanos pode trazer danos mais graves à saúde do que se imaginava anteriormente. O número de motoristas com hipertensão chega a 56% diante de 31% de pessoas com o mesmo problema que exercem outras profissões. Além da rotina do trânsito e do nervosismo dos passageiros, categoria reclama de linhas onde os profissionais são obrigados a dirigir e cobrar. Algumas empresas de ônibus, cientes dos problemas, promovem ginástica laboral e acompanhamento psicológico.

Ônibus que não faz bem para o coração
Estudo mostra que motoristas de ônibus, em especial de urbanos, têm mais chance de desenvolver hipertensão em comparação a outras profissões

ADAMO BAZANI – CBN

Imagine a rotina. Você chega ao seu local de trabalho às 03h40 da manhã (horário em que muita gente está indo dormir). Recebe uma ficha para preencher, verifica as condições de pneus, portas, dá uma geral, e senta ao volante de um gigante.
Sai da garagem e já tem hora para chegar ao ponto final. Faz várias vezes o mesmo caminho por dia, muitas outras vezes por mês e centenas de vezes por ano.
No meio desse caminho, entra gente de todo o tipo. “Olá Bom Dia” – coisa rara de se escutar hoje em dia. “Droga, essa porcaria de ônibus demorou hein” – isso é mais comum.
Com um veículo de 10 metros, 12,5 metros, 13, 2 metros, 15 metros, 18 metros ou até 28 metros, tem de fazer manobras em locais apertados. E ninguém dá a vez.
Motoqueiro então parece que tem um imã ligado à lataria. É o gigante de metal tentar abrir um pouco para uma curva, que colam umas quatro ou cinco motocicletas no espaço para o veículo conseguir entrar no lugar que precisa.
Atenção em tudo. No que se passa dentro e fora. Chega o horário de pico, é o trânsito. Faltam 20 minutos para chegar ao ponto final, se não tivesse o congestionamento, mas o veículo não fez sequer 1/5 de sua viagem.
Não dá para correr. O passageiro não pode ser jogado de um lado para o outro (embora que isso vira e mexe literalmente acontece). A lotação é grande. A criança chora. O adulto reclama e agora mais uma novidade: o funkeiro dentro do ambiente coletivo ouve num sonzinho ardido de celular que “quero ser sua cachorra, vem ser o meu dogão”…….
Ah sim, outra novidade. Em muitas linhas e nos modelos chamados micros e micrões, o motorista tem de enfrentar tudo isso e ainda cobrar a passagem com o ônibus em movimento. E olha que as tarifas ajudam muito no troco. A pessoa, com todo o direito que tem, vem com uma nota de R$ 20,00 para pagar uma passagem de R$ 3,15!
Além de prestar atenção no motoqueiro, nos demais veículos, engatar as marchas, ver os retrovisores, ouvir funk, cadê a moedinha de R$ 0,05 para o troco?
É, por mais que eles não sejam bem vistos no trânsito, e muitos abusam mesmo, vida de motorista de ônibus não é fácil.
Tudo isso reflete diretamente na saúde do profissional.
E um novo estudo, divulgado nesta semana, dá mais um dado sobre isso.
O estudo divulgado pelo site Health, especializado em saúde, mostra que os motoristas de ônibus têm mais chance de desenvolverem problemas cardíacos, além de sofrerem de obesidade pelo sedentarismo da profissão e de colesterol.
Os dados revelam que 56% dos motoristas de ônibus avaliados sofrem de hipertensão. Número bem maior que a média de 31% dos outros profissionais.
Mas como amenizar estes problemas?
Cada um pode fazer sua parte: várias empresas de ônibus mantém programas de ginástica laboral, academias, exercícios e apoio psicológico aos profissionais. Várias empresas, mas ainda a minoria. Os motoristas também devem ao máximo tentar buscar um bom ambiente. Por mais difícil que seja, se disciplinar para não se irritar com tudo. Motoqueiros e motoristas de outros carros, por mais que o condutor do ônibus esteja errado em algumas situações, deixe para lá, não tente disputar espaço com o bichão, pois pode levar a pior. Passageiros podem ajudar também: atrasou o ônibus? Ligue para a garagem, para a Prefeitura, Estado, Imprensa, não adianta ficar xingando o motorista.
E claro, funkeiros, ouçam seus sons para vocês mesmos. Os motoristas de ônibus e o mundo agradecem.
Deixar o trânsito em plena paz e a profissão de motorista de ônibus urbano completamente isenta de irritações é impossível, mas dá para melhorar bastante e boa parte da melhora vem pela educação e bom trato de todos.

Publicado em 24/02/2011 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Não deixe óleo no trecho

Quem vive no trecho já viu muitos veículos vítimas do derramamento de óleo na pista. Esse tipo de ocorrência pode ser fatal para motoristas e passageiros. O óleo pode fazer os veículos derraparem e o condutor perder o controle, causando acidentes sérios como colisões e saídas de pista. Isso vale para carros, caminhões e, principalmente, motos.

De acordo com o Gestor de Interação com o Cliente da CCR AutoBAn, Fausto Cabral, o óleo se deposita na pista, basicamente por conta de dois fatores. O primeiro são os veículos mal conservados, com juntas do motor desgastadas que fazem com que o óleo vaze. Um pingamento pode não significar nada, mas não é apenas o rastro de óleo de grandes vazamentos que causa problemas. “Em trechos com maior concentração de veículos, milhares de pingos formam uma grande concentração de óleo no asfalto”. Além disso, pequenos vazamentos indicam que o motor, ou outros componentes, não estão bem mantidos e correm o risco de sofrer sérias avarias por falta de lubrificação.

O outro fator também tem a ver com a manutenção. “Quando o tanque está muito cheio e a vedação da tampa do tanque não é boa, acontece o vazamento de óleo. Somente depois do caminhão consumir parte do óleo é que ele para de cair na pista”, afirma Fausto Cabral. Além disso, essa prática causa desperdício. Não faz sentido encher o tanque para, depois, deixar o diesel escorrer para o chão.O derramamento de diesel é mais comum nas curvas fechadas, nas quais os caminhões pendem para um dos lados. É por esse motivo que os locais onde se verifica mais óleo na pista são as alças de viadutos e pontes. Esses pontos exigem muito cuidado dos motoristas e, com óleo, se tornam uma armadilha para todos os veículos.

Piores momentos

Quando começa a chover, os primeiros pingos misturados à poeira e ao óleo acumulados formam uma “lama” escorregadia, que causa a perda de aderência dos pneus com o asfalto. Numa freada brusca há uma grande chance de derrapagem.

O perigo maior, no entanto, ronda as motos, que são mais sensíveis ao óleo na pista e acabam indo ao chão junto com os motociclistas. No entanto, todos os veículos podem sofrer as consequências, até os caminhões.
Numa situação de derrapagem em uma curva por conta de óleo na pista, o melhor a fazer é “tirar o pé, não brecar e tentar consertar o veículo no volante”. No entanto, “ao notar que existe óleo na pista, é melhor fugir dele”, diz Cabral.

Nas rodovias administradas pelo Grupo CCR, equipes estão prontas para sanar problemas de acúmulo de óleo na pista. “Em toda a rodovia, e principalmente nos trevos, as equipes jogam pó de cimento ou serragem para absorver o óleo”, afirma Cabral.

Ao notar trechos com óleo o motorista pode informar as concessionárias do Grupo CCR por meio dos telefones 0800 de ligação gratuita. “Neutralizar o óleo de pontos das rodovias é uma das prioridades das equipes de segurança das concessionárias”, assegura Fausto Cabral.

Fonte: Revista Chapa

Publicado em 22/02/2012 por Rafael Brusque Toporowicz no site http://blogdocaminhoneiro.com

Idade de motoristas presos por embriaguez chama a atenção da PRF no Rio

Quase metade dos motoristas que foram presos na segunda-feira (20) de carnaval nas estradas do Rio, por dirigir sob efeito de álcool, tinha idade entre 40 e 60 anos. O levantamento chamou a atenção da Polícia Rodoviária Federal (PRF) do estado, que fará um balanço do período do recesso.

“A gente vai apurar se em todo o carnaval foi assim. Mas foi surpreendente observar que 45% dos autuados tinham entre 40 e 60 anos. O que foi uma novidade, pelo menos, em relação ao ano passado. Mas, como começamos o levantamento agora, vamos levantar isso no carnaval todo porque precisamos ter essa informação”, disse a inspetora Marisa Dreys, relações públicas da PRF.

Treze motoristas foram presos nas rodovias estaduais do Rio, apenas na segunda-feira de carnaval (20). Desse total, 11 foram detidos por embriaguez ao volante e dois por dirigir sem habilitação. “A gente teve bem mais ocorrências de pessoas dirigindo sob efeito de álcool do que no ano passado. Mas também aumentamos muito a fiscalização. Pode ser resultado disso”, avaliou a inspetora.

Desde o primeiro dia de festas, a PRF contabiliza mais de 1.000 autuações. Quase 70% das ocorrências eram por trânsito pelo acostamento ou ultrapassagem indevidas, em locais proibidos. “É um absurdo. O número é só do Rio e boa parte dessas autuações era por trânsito pelo acostamento, apesar de termos redobrado o efetivo na BR-101 (rodovia de acesso à Região dos Lagos e ao sul-fluminense)”, acrescentou Dreys.

Um dos casos de ultrapassagem imprudente, em local proibido, resultou na colisão de dois veículos na Rodovia Rio-Santos (BR-101), com a morte de duas pessoas, incluindo uma criança de 7 anos, e sete feridos.

Para a relações públicas da PRF, as estatísticas e a proporcionalidade de ocorrências também chamaram a atenção dos agentes. Ontem (20), em apenas um acidente - em que o motorista de um micro-ônibus perdeu o controle do veículo e caiu em uma ribanceira na estrada Rio-Petrópolis - duas pessoas morreram e 14 ficaram feridas.

“Só em três acidentes, tivemos três mortos e 31 feridos. Dois casos envolviam ônibus e isso é preocupante. Embora a maioria desses acidentes tenha registrado feridos leves, ferido é ferido”, avaliou Marisa Dreys.

Fonte: Agência Brasil

Publicado em 21/02/2012 no site http://ne10.uol.com.br/canal/cotidiano/nacional/noticia/2012/02/2

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Motorista suspeito de causar acidente é preso em flagrante, em Goiás

Colisão aconteceu na BR-153, em Estrela do Norte, e matou 15 pessoas.

O motorista de ônibus suspeito de causar o acidente que resultou na morte de 15 pessoas e deixou cerca de 26 feridas, em Estrela do Norte, está preso na delegacia da cidade. De acordo com o delegado André Medeiros, responsável pelo caso, ele foi detido na tarde deste domingo (19), ao receber alta no Hospital Municipal de Uruaçu.

Correção: ao ser publicada, esta reportagem errou ao noticiar que o ônibus da linha Codó-MA/São Cotardo-MG poderia ser clandestino, com base em suspeitas do delegado. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, a empresa tinha autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres para a viagem. O erro foi corrigido às 18h59.)

Francisco Ferreira Ribeiro, 27 anos, foi autuado por homicídio doloso. "Segundo os passageiros, ele estava em alta velocidade e fazia ultrapassagens perigosas mesmo sob forte chuva", diz o delegado.

Em entrevista ao G1 por telefone, o motorista nega que estivesse em alta velocidade. Ribeiro conta que, na hora do acidente, dirigia a 70 km/h e alega ter perdido a direção. "Não tenho nem como explicar. Eu pisei no freio e o ônibus saiu da pista", diz.

Demonstrando tristeza, ele lamenta: "Se eu pudesse voltar atrás, não faria a viagem". Ribeiro diz trabalhar com transporte de passageiros há cerca de um ano e essa seria a terceira vez que fazia o trajeto de Codó-MA a São Cotardo-MG. De acordo com o delegado, o segundo motorista do ônibus dormia no momento do acidente e está entre as vítimas.

Segundo o delegado, o ônibus estava sem a folha do tacógrafo (responsável por registrar a velocidade) e os bancos não tinham cinco de segurança. Medeiros também estranhou o fato do preço da passagem estar bem abaixo do que é cobrado pelas outras linhas. "Os passageiros pagaram R$ 170, enquanto as demais empresas cobram em torno de RS 300", explica.

Ultrapassagem
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), um ônibus de turismo que seguia do Maranhão para São Gotardo (MG) fez ultrapassagem em local indevido e se chocou com um ônibus que saiu de Brasília para Minaçu. Para não bater nos ônibus, o Gol que vinha atrás de um dos veículos desviou e caiu no barranco, mas nenhum ocupante do carro de passeio ficou ferido.

Os dois ônibus transportavam, juntos, 82 passageiros. Segundo a PRF, 14 morreram no local e um na madrugada deste domingo, no Hospital Municipal de Porangatu. Os corpos que estão no Instituto Médico Legal (IML) da cidade.

Ainda não há um número exato de feridos. A PRF estima que 26 pessoas se machucaram, mas a quantidade pode ser maior. "As vítimas foram encaminhadas para vários lugares diferentes, por ambulâncias das cidades, o que dificulta darmos um número preciso", explica o assessor de comunicação da PRF, inspetor Newton Morais.
G-1 /GO
Fonte: Redação
Publicado em 20/02/2012 no site http://www.ocorreionews.com.br

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Trabalho sob pressão...

O carreteiro amanhece e anoitece sob pressão, numa rotina desgastante de compromissos profissionais a serem cumpridos, sem falar nos inevitáveis problemas domésticos que precisam ser resolvidos resultando em situações que são potencializadas e acabam se refletindo diretamente no seu bem-estar físico e mental. Essa pressão, geradora de estresse – aliada aos maus hábitos alimentares e falta de exercícios físicos decorrentes da atividade – é prejudicial à saúde, como todos sabem. Porém, as mudanças climáticas que acontecem durante as viagens, de uma região para outra, ou mesmo das estações do ano, também se constituem num risco para a saúde do carreteiro.

De acordo com o médico Allan Pierre Foltz, 36 anos e 12 de medicina de família, é no Verão que pessoas que precisam enfrentar o seu dia a dia em condições estressantes ficam sujeitas a sofrerem distúrbios com mais facilidade. “Um deles é hipohidratação, por isso é importante que motoristas e viajantes em geral prestem muita atenção ao consumo adequado de líquidos, não só água, mas também de sucos e bebidas ricas em sais minerais que auxiliam na fixação da água no organismo”, aconselha. Lembra que o uso constante de ventiladores e ar-condicionado refrescam, mas também acelera o processo de perda de líquido pelo corpo, pois ajuda na evaporação do suor, e essa perda muitas vezes não é notada pela pessoa. “Água, sim, porém somente filtrada ou mineral, ao contrário o risco de contaminação é grande”, adverte o médico.

Destaca, também, a preocupação com alimentos contaminados. “Bares e restaurantes nem sempre têm condições adequadas de higiene, então não se pode descuidar, com atenção especial para alimentos manipulados, fritos e até mesmo assados. O ideal é preferir alimentos frescos ou refrigerados”. Segundo ele, mesmo tomando todos os cuidados, se o viajante contrair alguma patologia intestinal, onde o principal sintoma são as fezes líquidas – deve ser feita a hidratação com sais de reposição oral e, se necessário, procurar auxílio médico. “A grande maioria das síndromes diarréicas são de fácil tratamento, mas se houver sangramento ou febre, um médico deve ser consultado com urgência”, explica. E lembra que, como nesta época do ano a incidência solar é maior, deve ser redobrado os cuidados de proteção da pele, com a utilização de protetor solar em todas as partes do corpo expostas a luz, mesmo que não estejam diretamente ao sol, como mãos, rosto, orelhas e principalmente o pescoço. Lembra que a ação do protetor é de aproximadamente quatro horas e, se houver muita sudorese, esse período encurta para duas horas. Acrescenta que o Fator de Proteção Solar (FPS) deve ser de no mínimo 30, dependendo da cor da pele, e para os mais brancos o ideal é o FPS 60.

Mesmo sem ainda ter consultado um médico, o carreteiro Valdir Ruiz Diniz disse que não estava bem de saúde. Natural de Maringá/PR, 30 anos de idade, seis de volante, e dirigindo um caminhão tanque 2008 no transporte internacional, ele confessou na ocasião que só esperava chegar à sua casa para fazer um check-up médico. Contou que sentia tonturas frequentes, atribuindo o problema à pressão. Já foi obrigado a parar o caminhão com medo de sofrer um acidente. Lembra que apesar de ser novo, sofre muito com qualquer mudança de temperatura. No Inverno por causa da bronquite, precisa fazer inalações. E no Verão sofre com diarréias constantes, que combate com água e limão ou água e maizena. Afirma que cuida da alimentação, come bastante frutas e só toma água mineral. Concorda que tem andado muito estressado com o trabalho e com problemas familiares, pois se separou da mulher há pouco e tem filhos. Além disso, “as longas esperas nas aduanas e a falta de respeito desse povo com o motorista de caminhão vão deixando a gente nervosa”, afirma.

Adriano Lopes Pereira, 38 anos e oito de profissão, natural de Itaqui/RS, cuida da saúde, evitando se expor aos extremos de temperaturas no Inverno ou Verão. Previne-se com vacinas antigripais, tem os lugares certos para a alimentação, só toma água mineral. Diz que pelo menos uma vez ao mês verifica a pressão arterial e faz um exame médico completo a cada ano. O último check-up foi há seis meses e há quatro está usando óculos porque sentia muitas dores de cabeça. O oftalmologista receitou um tipo de lente especial que resolveu o problema. Agora está tudo bem, afirma. Garante que é preciso estar atento e não facilitar. “Quem está no trecho não pode adoecer”, afirma.

Sandro Odinei dos Santos Rodrigues, natural de Uruguaiana/RS, tem 27 anos e três de profissão. Trabalha com um caminhão 86 trucado e viaja entre São Paulo e Argentina. Segundo ele, no Inverno se resfria com facilidade. Se cura com remédios comuns e de vez em quando um chá caseiro. No Verão fica sempre doente do estômago e com diarréias frequentes por causa da alimentação e da água, principalmente na Argentina, diz ele. Nem sempre dá para escolher um lugar adequado para as refeições e muitas vezes come um sanduiche ou pastel e volta para a estrada. Sempre que possível leva frutas e água mineral na cabina, mas “nem sempre é possível”, brinca. Já está acostumado com esses inconvenientes, os quais sabe as causas, mas vai levando enquanto der e se curando com remédios caseiros e ” sempre tomando muita água para não ficar desidratado”, conforme afirma.

Glauber Slaviero é natural de Tapejara/RS, tem 35 anos, 15 de volante e trabalha com um caminhão 2003 viajando entre os países do Mercosul e os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia. Ele afirma que sofre mais nos meses de Verão – a não ser nos rigores do Inverno na travessia dos Andes – quando padece de dores de barriga constantes causadas pela água salobra ou alimentação estragada. Prefere cozinhar, mas nem sempre dá tempo. Então é preciso se contentar com um pastel e uma xícara de café com leite. “Às vezes não dá para escolher um lugar adequado para as refeições e é preciso se contentar com o que aparece”, afirma. Por isso, costuma levar frutas e água mineral na cabina para as emergências. Também se ressente de resfriados frequentes no Verão, quase sempre pelo fato de nos dias de muito calor dirigir sem camisa e com o vidro aberto, fazendo com que o corpo esfrie muito rapidamente com a evaporação do suor, acabando num resfriado. Lembra que anualmente passa por exame médico completo por exigência da empresa e sempre que vê serviços de atendimento nas praças de pedágios, verifica a pressão e faz todos os exames disponíveis. Fuma eventualmente e não bebe. “Afinal, não dá pra brincar com a saúde, garante.

O carreteiro Alexandre Fonseca de Oliveira, 33 anos e oito de direção, natural de Londrina/PR, trabalha no transporte internacional dirigindo um caminhão 2008. Tem boa saúde e dificilmente fica resfriado. Prefere o clima quente, mas já acostumou com o frio de tanto atravessar as Cordilheiras dos Andes. Diz cuidar da alimentação consumindo apenas alimentos saudáveis, frutas, verduras e legumes. “Tomo bastante água e sempre mineral, porque a de torneira, nos postos de combustíveis, é terrível”, comenta. Na Argentina, a situação é pior, segundo diz. Entre os cuidados que Alexandre toma para preservar a saúde, também está incluída a perfeita regulagem do ar quente ou do frio da cabina, conforme as circunstâncias, mas sempre mantendo um equilíbrio com o ar externo ou mantendo o ambiente úmido. Fez um exame médico completo há seis meses e está tudo em ordem. E, como não fuma e não bebe, acredita que se continuar assim, não terá com o que se preocupar por algum tempo. Mas, como nada é perfeito, lembra que há alguns meses comeu num restaurante no Nordeste e ficou mal da barriga. “Alguma coisa estragada”, raciocina.

Igualmente com boa saúde e comendo de tudo, sem preocupações com o Inverno ou Verão, o carreteiro Neivo Antônio Barreta, 43 anos e 18 de profissão, natural de Sananduva/RS, apenas se queixa de dores nas costas. Ele tem hérnia de disco há anos e a solução seria cirúrgica, alternativa descartada por enquanto. Prefere fazer suas próprias refeições, levando alimentos do seu gosto na “caixa cozinha”, mas sem incluir frutas, verduras ou legumes, “que não é muito chegado”. Em compensação toma muita água mineral e muito chimarrão, três ou quatro vezes ao dia, não correndo o risco de ficar desidratado, garante sorrindo. Neivo não tem problemas de saúde, a não ser a dor nas costas, que depois de algumas sessões de massagens de uma comadre, que é massoterapeuta, quase sumiram. Essas massagens foram feitas há quase um ano e ele está se sentindo muito bem. E, quanto à alimentação, garante que come de tudo, sem problemas.

Fonte: Revista O Carreteiro

Publicado em 16/02/2012 por Rafael Brusque Toporowicz no site http://blogdocaminhoneiro.com

Entrevista: O foco é surpreender o cliente

O diretor de pós-vendas da Iveco, Maurício Gouveia, fala sobre o plano de expansão da rede de concessionárias e a busca pela excelência no atendimento ao consumidor final, obedecendo a um padrão que envolve as oficinas da marca em todo o país

Recentemente, a Iveco inaugurou sua 100ª concessionária no país. O presidente da Iveco Latin America, Marcos Mazzu, estima que serão 140 pontos de atendimento até 2015. Todas oferecem serviços de oficina e venda de peças?

Maurício Gouveia: Todas as concessionárias que nós estamos implantando nesse plano de expansão são full dealers ou, como chamamos também, “3 esses”: “Sales”, “Spare Parts Sales” e “Service”, ou seja, vendas, peças e pós-venda. Todas elas também nascem sob alguns conceitos, como o box passante para ganhar tempo de serviço, já que o caminhão entra por um lado e sai pelo outro. Também possuem o pátio de circulação e o padrão de oficina. Tudo isso é pensado anteriormente no projeto.

O mais recente programa de desenvolvimento do pós-venda da Iveco, o “Padrão de Atendimento”, está certificando as concessionárias da marca no país. Como funciona? Toda a rede de concessionárias está envolvida nesse programa?

Maurício: Quando começamos o projeto em 2007, herdamos uma rede já instalada que nós achávamos estar dentro de um padrão de atendimento que precisava ser superado. Então, além de todo o crescimento da rede que nós desenvolvemos, determinamos que as novas casas deveriam partir de um princípio de sustentabilidade do negócio baseado na satisfação do cliente. Nesse tempo, nós programamos uma revisão de todos os processos do atendimento. Cerca de 50% dos concessionários estão no programa este ano e os outros 50% entrarão em 2012. É um padrão surpreendente, porque todas as experiências que nós estamos tendo nas principais capitais estão se revelando as melhores concessionárias de caminhões de suas respectivas regiões. A unidade de Curitiba é considerada a melhor concessionária da região, assim como a de Espírito Santo. Os resultados do CSI, que é o nível de satisfação do cliente, têm sido acima de 93%, índice que lidera o mercado. Nosso grande desafio é aumentar o nível de satisfação do cliente enquanto a rede cresce. O comum é quando se amplia muito desse jeito, acaba se perdendo a qualidade no atendimento. Nós crescemos oito vezes nos últimos quatro anos, mantendo o ritmo de satisfação do cliente.

Qual o conceito que norteia o trabalho do pós-venda da Iveco?
Maurício: A marca tem um norte: surpreender o cliente. Esse é o nosso diferencial, continuar crescendo de forma sustentável, continuar ampliando e surpreendendo o cliente com satisfação. Todos os programas que nós fazemos têm esse foco. Somente esse, nenhum outro.

Quanto aos mecânicos da rede, como é feito o treinamento deles?
Maurício: Nós temos um sistema que é inovador no mercado, chamado Iveco Web Academy. Nele, nós temos todos os parâmetros que são necessários para as competências dos mecânicos, dos eletricistas, dos mecatrônicos, dos assistentes, dos responsáveis pelas peças e pelo gerenciamento, ou seja, todo o quadro funcional de pós-venda está cadastrado lá com as competências necessárias. No nosso Centro de Treinamento em Betim/MG, aplicamos todos os testes e ensinamentos das competências, e avaliamos ao final. E monitoramos por esse sistema todo o desempenho e o progresso desse profissional. Mais do que isso: cruzamos essa informação com a nota de satisfação que o profissional propicia em sua concessionária. A partir daí, aplicamos a melhoria contínua: descobrimos uma limitação e fazemos o treinamento, seja em Betim ou mesmo na própria concessionária. O funcionário pode acompanhar pela internet, por um modelo de cores, todo o seu quadro funcional, cada um dos seus desempenhos e em que área está precisando reforçar treinamento. Hoje, por exemplo, quanto à tecnologia Euro 5, todos estão no “vermelho”. Vamos começar agora todo o trabalho para transformá-los em “verde”. Através do sistema de cores, nós vamos acompanhando em todo o Brasil onde precisamos ter mais ou menos atenção. O gestor do pós-venda, ou o líder, acessa o sistema e pode ser um gerenciador de competências.

A Iveco tem parcerias com escolas profissionalizantes, como o SENAI, para a formação de funcionários?
Maurício: Nós temos hoje uma parceria muito intensa com algumas unidades do SENAI na preparação de mecânicos para as nossas oficinas, uma vez que há déficit de mão de obra no mercado. Também temos parceria com a PUC de Belo Horizonte/MG, onde se formam profissionais para a nossa empresa, principalmente, engenheiros de diversas áreas. Nosso vínculo com a educação brasileira contribui com esses déficits de mão de obra, é uma função social. E, claro, assim nós preparamos melhor o profissional que vai entrar tanto na rede quanto na própria empresa.

Sobre o Centro de Distribuição da Iveco: qual é o planejamento para ele dentro da expansão da rede?
Maurício: Nós planejamos a estrutura do Centro de Distribuição para aguentar quatro anos. Depois do quarto ano de operação, ele vai ser expandido em 50%. Está planejado para meados de 2012 a construção de mais 5 mil m², conforme o nosso crescimento. Isso está relacionado ao volume de clientes que a gente atende. Estamos prevendo crescer para 300 mil serviços por ano durante o ano que vem. Então tudo isso está sinergizado: abertura de mais concessionárias, mais boxes, treinamento de mais pessoas, tendo o Centro de Distribuição atualizado e colocando a peça no lugar certo quando o cliente precisa. Como estamos prevendo o crescimento de share acima do mercado, temos que correr para expandir o pós-venda conforme esse crescimento. Hoje, nossa plataforma é a mais moderna da América Latina e o nível de serviço logístico é líder no mercado brasileiro.

Quanto tempo leva para uma peça chegar ao concessionário? Existe uma parcela dedicada ao mercado independente?
Maurício: Depende da modalidade. Em São Paulo/SP, a peça pode chegar em algumas horas, já em Manaus/AM, alguns dias. Quando a peça é enviada em emergência, leva 24h para qualquer ponto do Brasil por via aérea. Mas como somos uma marca jovem e fazemos um trabalho de proteção, nem 10% de peças genuínas vai para os aplicadores independentes. Por filosofia, achamos que o nosso trabalho é atender o cliente dentro das nossas oficinas. Com isso, garanto sua plena satisfação. Mas eu não posso fechar os olhos para as operações no Brasil que precisam de peças genuínas, então nós disponibilizamos essas peças através dos concessionários. Ataques de peças paralelas no mercado independente, sem o nosso padrão de qualidade, também giram por volta de 10%, o que é comum para uma marca recente como a Iveco.

A questão das peças piratas é um problema para a marca?
Maurício: Temos sofrido quase nada com essa questão. Como somos uma marca jovem, podemos aprender certas coisas com as montadoras já veteranas, como não dar tiro no próprio pé, não cobrar mais do que é justo, seguir o preço orientado pelo mercado, usar tecnologia competitiva de manufatura e de operação logística. Com isso, os chineses estão tendo dificuldade de entrar no mercado, eles que hoje são o maior alvo.

Fonte: Revista O Mecânico

Publicado em 15/02/2012 por Rafael Brusque Toporowicz no site http://blogdocaminhoneiro.com

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

A dor do carreteiro

Uma das queixas mais comuns entre os motoristas de caminhão é a dor nas costas. O motivo é simples, se deve à rotina de trabalho que inclui falta de tempo para cuidar da saúde e até mesmo se exercitar e que, por consequência, facilitam o surgimento de doenças como a lombalgia. Os principais fatores da causa, conforme explica o fisioterapeuta, João Augusto Figueiró, vice-presidente do Instituto Zero a Seis, são erro de postura, bancos não ergonômicos, falta de apoio para o pescoço e braço, longas horas de trabalho contínuo sem pausa para descanso, sedentarismo, obesidade, falta de alongamentos, poucas horas de sono, uso de medicamentos estimulantes e estresse.

Para reduzir as chances de desenvolver a lombalgia é necessário mudanças nos hábitos, como regular os níveis de estresse, fazer atividades físicas regularmente, controlar a alimentação e peso, e melhorar a orientação postural. Figueiró acrescenta também a importância de evitar longos períodos de trabalho contínuo, poucas horas de sono e prevenir e tratar precocemente doenças crônicas como o diabetes. “Se a dor aguda não for tratada, pode ocorrer a cronificação da dor, negligência com doenças que podem se manifestar como dor nas costas (como uma metástase de um câncer), prejuízo na capacidade ocupacional, incapacidades crônicas para o trabalho etc”, explica.

O fisioterapeuta destaca também que fazer os exercícios de alongamento antes e depois do início das atividades, utilizar as técnicas de redução de estresse e melhorar a alimentação são importantes. Porém, o carreteiro deve valorizar a ergonomia na cabine, com bancos adequados a sua altura e peso, com apoio adequado para os braços e pescoço e uma inclinação do apoio das costas em um ângulo de 100 graus aproximadamente, com sistema de amortecimento das vibrações e impactos. “Adequar a altura e distância da direção também fazem parte do processo”, complementa. É importante também, conforme alerta o fisioterapeuta, procurar um especialista nos primeiros sinais da dor para que o diagnóstico e o tratamento sejam feitos precocemente.

Como prevenir a lombalgia

Evitar o excesso de peso corporal;

Manter postura correta em pé (cabeça e tronco retos, peito para fora, caminhando de forma a distribuir o peso corporal nas duas pernas);

Manter a postura correta sentado (apoiar bem as costas, ter os pés bem firmes no chão, com os joelhos fletidos em ângulos retos);

Manter a postura correta deitado, dormindo em colchão firme, duro ou em colchão de água, procurando dormir de lado, com um travesseiro entre os joelhos; Manter a postura correta ao levantar um peso (segurá-lo junto ao corpo, dobrar só os joelhos, deixando as pernas fazerem o movimento de levantar ou baixar sempre com o corpo direito);

Praticar exercício físico regularmente, de forma moderada e adaptada às possibilidades físicas de cada um, com o objetivo de melhorar a forma física (força, flexibilidade e capacidade aeróbica).

Fonte: Revista O Carreteiro

Publicado em 13/02/2012 por Rafael Brusque Toporowicz no site http://blogdocaminhoneiro.com

Imprudência é principal causa de acidentes em rodovias, diz estudo

O comportamento imprudente do motorista é o principal causador de acidentes nas rodovias federais do Brasil. É o que aponta um estudo realizado pelo Núcleo CCR de Infraestrutura e Logística da Fundação Dom Cabral, com dados dos anos 2005 a 2009, e divulgado na quarta-feira (23) em São Paulo.

Segundo o professor Paulo Resende, coordenador da pesquisa, essa conclusão partiu do levantamento dos tipos de acidentes registrados nesse período em 533 trechos de estradas brasileiras, totalizando 25 mil km de vias. Os dados foram levantados junto à Polícia Rodoviária Federal e concessionárias.

Ocorrências como colisão, abalroamento (mudança de faixa com choque lateral) e saída de pista, que respondem respectivamente por 37,45%, 22,34% e 16,35% de todos os casos de acidentes em 2009, são considerados imprudência do motorista pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Dos 10 trechos com maior número de acidentes, dois deles ficam em São Paulo: a Rodovia Castello Branco (SP 280) e a Rodovia Presidente Dutra (BR 116-SP).

Para Resende, fatores como alta velocidade, excesso de confiança, manobras perigosas e falta de experiência ao volante são os grandes responsáveis por ocorrências com feridos e mortos em rodovias públicas e privadas no período analisado.

Qualidade das rodovias

A pesquisa aponta que, entre 2005 e 2009, o número total de acidentes com feridos diminuiu 10,4% nas rodovias privadas.

Porém, nas rodovias públicas, esse índice subiu 12,08% no mesmo período. Em acidentes com mortes, entre 2005 e 2009, os índices permaneceram mais ou menos os mesmos: cerca de 6% nas ocorrências aconteceram em rodovias públicas e aproximadamente 3% em rodovias privadas.

Contudo, para Resende, não existe a possibilidade técnica de comprovar que uma determinada rodovia é mais perigosa que a outra.

“Os acidentes acontecem porque, em uma estrada com melhores condições de tráfego, o comportamento do motorista é de imprimir velocidade”. “Já em uma estrada precária, de pista única, menos movimentada, o motorista acha que consegue fazer uma ultrapassagem arriscada por conhecer a rodovia”, completa Resende.

Para o pesquisador, o comportamento do brasileiro precisa ser adequado nos dois casos. “O motorista precisa começar a conviver com estradas boas e ter responsabilidade nas estradas ruins”.

Fonte: Agência T1

Publicado em 13/02/2012 por Rafael Brusque Toporowicz no site http://blogdocaminhoneiro.com

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Força Centrífuga: Se Eu sei, Você sabe e o Motorista de Veiculo Transportador de Carga também sabe...

Força Centrífuga: Se Eu sei, Você sabe e o Motorista de Veiculo Transportador de Carga também sabe, então por que há tantos acidentes nas Curvas, se eles são habilitados para a profissão?

Para saber detalhes, por favor abra o link (seguro) e ao menos assista às interessantes explicações dadas nos Capítulos 1 a 3 dos 23 disponíveis.

Depois, mesmo julgando óbvio e por isto desnecessário, explique aos profissionais a serviço de sua Empresa, renovando a orientação na hora de lhe pagar o Salário...! http://www.deducoeslogicas.com/downloadforcacentrifuga/Fcentrifuga/Fcentrifuga.html

TOMBAMENTO CARRETA COM GC - http://www.youtube.com/watch?v=3zg5d2O3kI0
Anunciado por: Valdir Ribeiro

Publicado em 08/02/2012 no Grupo Sinistro de Transporte por Valdir Ribeiro no LinkedIn (http://www.linkedin.com).

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Um caminhão de dinheiro

Durante décadas, os caminhoneiros foram remunerados por seu trabalho de uma maneira artesanal, ineficiente e cara. A forma de pagamento eram as cartas-frete que foram proibidas pela Associação Nacional do Transporte Terrestre (ANTT) no dia 23 de janeiro. Essa proibição – um pleito antigo dos representantes da categoria – abre um mercado de R$ 90 bilhões para as administradoras de cartão de crédito e para o sistema financeiro como um todo. Era uma batalha do segmento que tentava formalizar cerca de 800 mil caminhoneiros e retirá-los de uma situação de subserviência às transportadoras e postos de combustível. A carta-frete é um papel assinado pela contratante – uma transportadora – que representa o adiantamento das despesas do frete e o pagamento do motorista.

Cabe ao autônomo conseguir trocar esse papel por dinheiro, combustível ou por outro produto que será necessário ao longo da viagem. O problema é que essa troca só pode ser realizada em um posto que aceite a permuta – cobrando uma taxa de desconto elevada na maior parte das vezes. Esse sistema não só era ineficiente como também injusto. “O caminhoneiro só poderia abastecer em determinados locais, não podia procurar os melhores preços e tinha de depender da boa vontade do posto para receber seu adiantamento”, diz Ricardo Miranda, presidente da Pamcary, empresa que oferece soluções e meios de pagamento em logística. Segundo a União Nacional dos Caminhoneiros do Brasil, o deságio para o troco em dinheiro poderia chegar a 30% do pagamento total.

Miranda faz um cálculo mais modesto e estima o deságio em 15%, ainda assim uma conta salgada para o motorista. “A carta-frete desmoralizava o caminhoneiro”, diz Miranda. Estudos jurídicos dos advogados Ives Gandra Martins e Modesto Carvalhosa, de São Paulo, indicavam que a carta-frete gerava uma situação de quase escravidão para os profissionais da estrada. A resolução da ANTT define que, a partir de agora, os autônomos deverão ser remunerados por meio de cartões pré-pagos ou pelo depósito na conta-corrente. O não cumprimento dessa medida sujeita a transportadora a uma multa equivalente a 100% do valor do frete, limitado a R$ 10.500. Com o fim da carta-frete as administradoras de cartão querem uma fatia desse bolo apetitoso. Visa, Mastercard e bandeiras menores já criaram seus produtos.

Diferentemente de outros cartões pré-pagos, os destinados aos caminhoneiros não têm um uso específico. Eles são aceitos em qualquer estabelecimento conveniado à bandeira do cartão e também podem ser usados para sacar dinheiro nos caixas automáticos dos bancos parceiros. O cartão pré-pago, em geral, é recarregado pela empresa contratante ao longo da viagem do caminhoneiro, à medida que o trajeto vai sendo registrado nos pedágios. Também é permitido ao motorista proporcionar um cartão adicional a um membro da família. “Isso facilita a vida da esposa do caminhoneiro, que tinha que esperar o retorno dele para poder ter dinheiro em casa”, afirma Rubén Osta, diretor-geral da Visa. A Visa espera conquistar a maior fatia desse mercado já no primeiro ano de atividade.

Rubén Osta, diretor-geral da Visa: "A inserção no mercado formal vai facillitar a vida do caminhoneiro e permitir-lhe o acesso ao crédito"

Para isso, fechou parceria com três das seis administradoras de meios de pagamento habilitadas pela ANTT para intermediar os contratos de trabalho: Repom, Pamcary e DBTrans. “A inclusão do caminhoneiro no sistema financeiro também permitirá que ele se interesse em usar nosso produto em hotéis, alimentação dentro e fora de casa, etc. É um universo de dinheiro difícil de mensurar hoje”, diz Osta. Outras bandeiras estão aquecendo seus motores para acelerar nesse mercado. A Mastercard fechou uma parceria com a Ticket e está em negociação com outras administradoras a serem credenciadas pela ANTT. “Apostamos no crescimento de pré-pago em todos os setores”, diz Alexandre Magnani, vice-presidente de novos negócios da Mastercard Cone Sul.

Segundo estimativa da empresa, o mercado de pré-pagos pode chegar a US$ 81 bilhões na América Latina em 2017. No ano passado, movimentou R$ 12 bilhões. No entanto, não são apenas as bandeiras do primeiro time que querem conquistar a simpatia e a adesão dos irmãos das estradas. A administradora de cartões independente Policard, de Minas Gerais, já contabiliza 100 transportadoras cadastradas e outros 300 contratos pendentes para começar a operar nos próximos meses. “Temos 50 mil estabelecimentos de todos os portes cadastrados em todo o País, desde grandes redes de supermercado até pequenas padarias”, diz Luciano Penha, vice-presidente da Policard. O motorista autônomo que utilizar o cartão da administradora poderá também sacar dinheiro nos estabelecimentos que aceitam a bandeira.

A empresa também está fechando parceria com um banco para ampliar a rede de saques, mas não adiantou qual. “Nossa meta para o primeiro ano de atividade é movimentar R$ 2 bilhões com esse cartão”, diz Penha. Os benefícios do fim da carta-frete não se limitam a ampliar o mercado para as administradoras de meios de pagamento eletrônicos. Segundo estimativas do setor, há 1,43 milhão de caminhoneiros cadastrados em atividade no Brasil, dos quais 56% ou 800 mil são autônomos. Essa estimativa deve ser vista com cautela. “Só saberemos com certeza o tamanho do mercado quando houver a formalização da atividade”, diz Noboru Ofugi, superintendente de serviços de transporte de cargas da ANTT. Isso permitirá a criação de outros benefícios. Além de inserir 500 mil novos consumidores no sistema financeiro, o fim da carta-frete vai permitir, em um futuro breve, o acesso ao crédito.

“Esses trabalhadores poderão financiar a compra de novos caminhões”, diz Osta, da Visa. A frota de autônomos tem em média 19,1 anos, segundo a ANTT. “Os projetos do governo para renovação de frota de caminhões brasileira até então não davam certo porque o autônomo não podia comprovar renda”, diz Miranda, da Pamcary. Com a regulamentação da atividade, será mais fácil a compra de caminhões por meio do programa Procaminhoneiro, que prevê juros de 4,5% ao ano e prazo de financiamento de até 96 meses. “Havia várias iniciativas para tentar formalizar esse mercado, mas apenas com a exigência da lei teremos controle efetivo de quem são os caminhoneiros e quanto eles movimentam para a economia do País”, afirma Ofugi.

Fonte: Isto É Dinheiro

Publicado em 06/02/2012 no site http://blogdocaminhoneiro.com

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Inscrições para motorista de ônibus urbano começam nesta segunda

Salário inicial é de R$ 1.066 mais benefícios. Prazo final para interessados é dia 16 de fevereiro.

A Companhia Tróleibus Araraquara (CTA) abre nesta segunda-feira (6) as inscrições de concurso público para motoristas de ônibus. O prazo final para se inscrever é dia 16 de fevereiro.

A aplicação das provas está prevista para o dia 11 de março, em Araraquara.

O salário inicial é de R$ 1.066 e sobe para R$ 1.322 após três meses de trabalho. Além disso, os motoristas recebem R$ 180 de vale-alimentação, R$ 90 do prêmio mensal, R$ 357 de participação nos lucros - divididos em duas parcelas anuais - e 30% do plano de saúde.

Os interessados podem fazer a inscrição no site www.ibamsp-concursos.org.br. Mais informações também podem ser obtidas no site da CTA.

Publicado em 03/02/2012 no site www.eptv.globo.com/araraquara/empregos

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Prefeita participa da abertura do curso de motoristas escolares

Curso de qualificação é promovido anualmente pela Prefeitura para capacitação legal dos 65 motoristas do transporte escolar urbano e rural
A prefeita Márcia Moura (PMDB) esteve na manhã desta quarta-feira (1º) no auditório do SEST/SENAT (Transportes), unidade Taufic Tebet, onde foi aberto o curso de capacitação de motoristas de ônibus do transporte escolar.
O curso, exigido pela legislação nacional de trânsito, é promovido pela Prefeitura de Três Lagoas, através da Secretaria Municipal de Educação e Cultura, com o objetivo principal de melhorar a qualidade do transporte escolar.

Neste ano, a realização deste curso também contou com a parceria do Serviço Social do Transporte (SEST) e do Serviço Nacional do Aprendizado do Transporte (SENAT), cedendo espaço e estrutura funcional da unidade Taufic Tebet.
Estão participando do curso, que se estende por três dias, em torno de 65 motoristas de ônibus escolares, que prestam serviços à Secretaria Municipal de Educação, no transporte de alunos da zona rural e zona urbana, incluindo os que participam de programas e projetos da Secretaria Municipal de Assistência Social, Cidadania e Trabalho.
“Este curso é dado aos motoristas de ônibus, no início de cada ano escolar”, informou o coordenador do Transporte Escolar, da Secretaria de Educação e Cultura, Marco Aurélio de Souza Guedes.
“A preocupação da prefeita Márcia Moura, além da qualidade dos ônibus que transportam nossas crianças, é também dar atenção especial à preparação dos motoristas, porque eles também são educadores”, observou Marco Aurélio.
Na abertura do curso, estavam também: secretário de Educação e Cultura, professor Mário Grespan Neto; presidente da Câmara Municipal, vereador Jurandir (Nuna) da Cunha Viana Júnior (PMDB); diretor geral da unidade Taufic Tebet do SEST/SENAT, Celso Pereira; e o advogado e oficial reformado da Polícia Militar Rodoviária do Estado de São Paulo, professor ministrante do curso, Antônio Dias Pereira.

Motorista de ônibus escolar também é educador.
Para o secretário de Educação e Cultura, professor Mário Grespan Neto, o motorista de ônibus escolar, “assim como todos os demais que lidam com nossos alunos, também é educador”.
Mário Grespan lembrou o tempo em que a prefeita Márcia Moura era secretária de Educação e Cultura, no primeiro mandato da ex-prefeita Simione Tebet. “Ela sempre demonstrou o zelo que tem pelos nossos alunos, especialmente, os da zona rural, a educação no campo”, disse.
Por sua vez, o vereador Nuna também se referiu ao tempo em que foi diretor de Infraestrutura da Educação, responsável pelo setor de transportes, junto com Marco Aurélio, quando Márcia Moura era secretária.
“Nossa prefeita sempre teve a sensibilidade de preocupar-se com nossas crianças e na melhoria da qualidade do transporte escolar. No início do primeiro mandato da ex-prefeita Simone Tebet, tínhamos apenas 14 ônibus. Hoje temos mais de 60”, observou o presidente da Câmara Municipal.
Na conversa que teve com os motoristas de ônibus escolares, de forma descontraída, a prefeita Márcia Moura lhes garantiu: “Hoje, estamos aqui para dizer-lhes que queremos dar a vocês o que vocês nos sugerem e reivindicam para a melhoria da qualidade do transporte de nossas crianças”, disse.
“Lembrem-se que, além de motoristas de ônibus escolares, vocês têm a missão e responsabilidade de serem também anjos protetores de nossas crianças”, recomendou a prefeita Márcia Moura.

Curso dá ênfase às relações interpessoais
O curso, dividido em três módulos, dá ênfase à relação interpessoal do condutor com o usuário, no caso, a criança, sua família e a escola. A urbanidade e a educaçãodo condutor do ônibus escolar também são importantes questões abordadas neste curso.
“O motorista de ônibus escolar mexe com pessoas que estão na primeira e importante fase de sua formação. Ele deve ser referência e exemplo de educação, respeito e atenção para as crianças que transporta”, frisou o advogado e policial militar reformado, Antônio Dias Pereira, ministrante do curso.
“Uma das recomendações que dou aos motoristas de ônibus escolares é que se coloquem sempre no lugar do outro e se comportem pensando nisso”, completou.
O curso também aborda Legislação de Trânsito e Direção Defensiva, incluindo noções e prática de primeiros socorros, com a participação e parceria do Corpo de Bombeiros.

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO
PREFEITURA DE TRÊS LAGOAS - MS

Publicado em 03/02/2012 no site www.jornaldiadia.com.br