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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Não deixe óleo no trecho

Quem vive no trecho já viu muitos veículos vítimas do derramamento de óleo na pista. Esse tipo de ocorrência pode ser fatal para motoristas e passageiros. O óleo pode fazer os veículos derraparem e o condutor perder o controle, causando acidentes sérios como colisões e saídas de pista. Isso vale para carros, caminhões e, principalmente, motos.

De acordo com o Gestor de Interação com o Cliente da CCR AutoBAn, Fausto Cabral, o óleo se deposita na pista, basicamente por conta de dois fatores. O primeiro são os veículos mal conservados, com juntas do motor desgastadas que fazem com que o óleo vaze. Um pingamento pode não significar nada, mas não é apenas o rastro de óleo de grandes vazamentos que causa problemas. “Em trechos com maior concentração de veículos, milhares de pingos formam uma grande concentração de óleo no asfalto”. Além disso, pequenos vazamentos indicam que o motor, ou outros componentes, não estão bem mantidos e correm o risco de sofrer sérias avarias por falta de lubrificação.

O outro fator também tem a ver com a manutenção. “Quando o tanque está muito cheio e a vedação da tampa do tanque não é boa, acontece o vazamento de óleo. Somente depois do caminhão consumir parte do óleo é que ele para de cair na pista”, afirma Fausto Cabral. Além disso, essa prática causa desperdício. Não faz sentido encher o tanque para, depois, deixar o diesel escorrer para o chão.O derramamento de diesel é mais comum nas curvas fechadas, nas quais os caminhões pendem para um dos lados. É por esse motivo que os locais onde se verifica mais óleo na pista são as alças de viadutos e pontes. Esses pontos exigem muito cuidado dos motoristas e, com óleo, se tornam uma armadilha para todos os veículos.

Piores momentos

Quando começa a chover, os primeiros pingos misturados à poeira e ao óleo acumulados formam uma “lama” escorregadia, que causa a perda de aderência dos pneus com o asfalto. Numa freada brusca há uma grande chance de derrapagem.

O perigo maior, no entanto, ronda as motos, que são mais sensíveis ao óleo na pista e acabam indo ao chão junto com os motociclistas. No entanto, todos os veículos podem sofrer as consequências, até os caminhões.
Numa situação de derrapagem em uma curva por conta de óleo na pista, o melhor a fazer é “tirar o pé, não brecar e tentar consertar o veículo no volante”. No entanto, “ao notar que existe óleo na pista, é melhor fugir dele”, diz Cabral.

Nas rodovias administradas pelo Grupo CCR, equipes estão prontas para sanar problemas de acúmulo de óleo na pista. “Em toda a rodovia, e principalmente nos trevos, as equipes jogam pó de cimento ou serragem para absorver o óleo”, afirma Cabral.

Ao notar trechos com óleo o motorista pode informar as concessionárias do Grupo CCR por meio dos telefones 0800 de ligação gratuita. “Neutralizar o óleo de pontos das rodovias é uma das prioridades das equipes de segurança das concessionárias”, assegura Fausto Cabral.

Fonte: Revista Chapa

Publicado em 22/02/2012 por Rafael Brusque Toporowicz no site http://blogdocaminhoneiro.com

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