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quinta-feira, 8 de março de 2012

GREVE DOS CAMINHONEIROS: Sindicato diz orientar motoristas para voltarem ao trabalho

Sindicato orienta transportadores a voltar ao trabalho
Sindicato dos Transportadores Autônomos pede que polícia dê garantias de segurança para os caminhoneiros que decidirem prestar serviços.
ADAMO BAZANI – CBN

O Sindicam – Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens do Estado de São Paulo após reunião de mais de 7 horas com lideranças dos caminhoneiros orientou que os profissionais restabeleçam a distribuição de combustíveis para postos de rua e serviços essenciais como empresas de ônibus, ambulâncias, geradores de hospitais, carros da polícia militar e polícia civil e veículos de monitoramento de trânsito.
Segundo nota da entidade, boa parte dos profissionais não voltou ao trabalho nesta quarta-feira por medo de represálias dos próprios colegas.
Na terça-feira, o juiz Emilio Migliano Neto, da 7ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, determinou o retorno imediato dos serviços de distribuição de combustíveis em São Paulo e Região Metropolitana e estipulou multa de R$ 1 milhão aos sindicatos que dizem representar os caminhoneiros, caso a determinação não fosse cumprida.
O Sindicato tenta se eximir de responsabilidade dizendo que os trabalhadores decidiram em assembléia parar e só retornariam aos serviços se a decisão fosse da maioria. Além disso, o sindicato diz que não tem como controlar seus filiados pois os trabalhadores são autônomos, portanto, com condutas mais individualizada.
A entidade pediu da Polícia Militar acompanhamento da saída e do tráfego de caminhões para garantir a segurança. O pedido foi formalizado por ofício à corporação.
A RAIZ DA MANIFESTAÇÃO:
A greve dos caminhoneiros teve início nesta segunda-feira.
A categoria protesta contra o que considera política de privilégio ao transporte individual promovida pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.
Na segunda-feira começou a vigorar a restrição ao tráfego de caminhões em pelo menos 25 vias da cidade nos horários de pico: de segunda à sexta-feira, das 05 horas às 09 horas e das 17 horas às 22 horas. Aos sábados a restrição é das 10 horas às 14 horas.
O ponto mais problemático para a categoria foi a proibição do tráfego nestes horários na Marginal Tietê.
De acordo com os caminhoneiros não existem rotas alternativas à Marginal Tietê para diversas entregas, ainda mais de bens que precisam ter horários para serem entregues pois deles depende o funcionamento de outras atividade, como é o caso justamente dos combustíveis.
Para saírem da Marginal Tietê, alguns caminhoneiros terão de prolongar o trajeto em até 100 quilômetros, o que aumentaria o custo do frete e diminuiria a rentabilidade das entregas.
POSTOS DE COMBUSTÍVEIS E EMPRESAS DE ÔNIBUS:
A correria por combustível foi grande nos postos da Capital e Grande São Paulo. Filas enormes se formavam nas avenidas e ruas onde ficam os estabelecimentos.
Em várias unidades, álcool, diesel e gasolina se esgotaram em poucas horas.
A Polícia Militar e o Procon autuaram donos de postos de combustível que estavam cobrando bem acima do valor normal praticado. Num estabelecimento da Alfredo Pujol, na Capital Paulista, o litro de gasolina que era de R$ 2,69 passou para R$ 4,50.
O dono foi preso. Nestes casos, há previsão de crime contra o consumidor e a economia popular.
Nas empresas de ônibus, na terça-feira, muitas viações tiveram de fazer verdadeiros esquemas operacionais para não faltar o óleo diesel que garantiria o atendimento aos passageiros.
As empresas que tinham mais de uma garagem remanejaram suas frotas para abastecerem nos pátios onde as reservas eram maiores. Até mesmo os ônibus que não pertenciam a estas garagens eram deslocados para elas.
Outras viações, mesmo pagando mais que na distribuidora, abasteceram nos postos de rua que ainda tinham o diesel.
Nesta quarta-feira, as empresas de ônibus tiveram de contar com a escolta da polícia e mesmo de empresas particulares de segurança que acompanhavam os caminhões até às garagens de ônibus.
A Oak Tree, do Consórcio Sudoeste Laranja, teve na parte da manhã de recolher 20 ônibus por risco de falta de combustível. Na parte da tarde, as garagens de São Paulo tiveram abastecimento suficiente para um dia a mais de operação.
No ABC Paulista, algumas empresas de ônibus conseguiram diesel. O Grupo Leblon Transporte de Passageiros de Mauá recebeu um caminhão com quantidade capaz de garantir três dias de abastecimento.
As tensões entre caminhoneiros ficaram maiores quando nesta terça-feira, Gilberto Kassab chamou os grevistas de chantagistas e os que depredaram caminhões de bandidos e malandros.
Kassab afirmou que não vai recuar da decisão de restringir o tráfego na Marginal Tietê.
Mesmo com o retorno dos caminhoneiros, a situação dos postos de combustíveis e empresas de ônibus só deve ser normalizada até o final.

Publicado em 08/03/2012 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus

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