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terça-feira, 31 de julho de 2012

Número de acidentes com ônibus cai, mas continua alto

Ônibus que colidiu com carro na Capital Paulista. Número de acidentes com vítimas envolvendo ônibus em São Paulo teve queda de 8% entre o primeiro bimestre deste ano e o mesmo período do ano passado, mas o número de ocorrências continua alto, com 781 ocorrências. Cai número de atropelamento por ônibus em São Paulo, mas quantidade ainda é alta Acidentes envolvendo ônibus e pedestres tiveram redução de 8%. Já os de outros tipos tiveram queda de 4,1%. ADAMO BAZANI – CBN Houve uma redução do número de atropelamentos causados por ônibus municipais na Capital Paulista no primeiro semestre deste ano em comparação aos seis primeiros meses de 2011. A queda foi de 8%, mas os números ainda continuam altos. No primeiro semestre de 2011, a média foi de 2 atropelamentos por dia enquanto que, em igual período de 2012, esta média caiu para 1,8 ocorrências deste tipo. Os dados são da SPTrans – São Paulo Transportes, que gerencia os ônibus municipais. As reduções neste tipo de acidente têm sido progressivas. De 2010 para 2011, com dados referentes a anos completos, foram 785 atropelamentos contra 719. Em relação a outros acidentes, também houve diminuição, mas o número total da mesma forma dos atropelamentos é alto. No caso de acidentes com vítimas, excluindo os atropelamentos, a queda na comparação do primeiro semestre deste ano com igual período de 2011, foi de 4%. A média é de 4,1 acidentes com vítimas. Foram 781 casos no primeiro semestre de 2011 contra 749 nos seis primeiros meses deste ano. Já em relação aos dados referentes a anos fechados, entre 2010 e 2011, houve aumento no número de acidentes com vítimas, passado de 1466 ocorrências para 1497. Falta de mais cursos de preparo e qualificação e desrespeito à jornada de trabalho são alguns dos motivos apontados pelo sindicato que representa os profissionais na cidade de São Paulo. Nas empresas tem sido muito comum a prática do “maluco”, que é quando o motorista emenda duas jornadas. Apesar de extrapolar o que é permito por lei, pouco faz o sindicato sobre o caso, com medo de contrair os próprios trabalhadores e as empresas. Os motoristas querem por ser uma oportunidade de maior renda no final do mês. Para as empresas é vantajoso, pois em vez de contratarem um funcionário a mais, com os encargos de um trabalhador apenas suprem duas tabelas. Mas no final do dia, o motorista está cansado, com pouca concentração e habilidade reduzida, o que pode causar acidentes. Aliás, uma parte significativa dos casos envolvendo ônibus se dá no período da tarde e à noite. As horas descansadas pelos motoristas são poucas. Há casos em que os trabalhadores dormem menos de quatro horas por dia, sendo que o recomendável para um adulto é de seis a oito horas de sono. As empresas dizem que investem em treinamento e qualificação dos funcionários, inclusive em reciclagem sobre direção defensiva. A SPTrans afirma que determina o afastamento dos motoristas até que sejam apuradas as razões do acidente. Se o motorista não praticou direção defensiva, ele é submetido a um curso sobre este tema. Publicado em 31/07/2012 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus

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