Motorista Comprometido

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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Transporte da safra agrícola testará a eficiência da Lei do Motorista


O cumprimento da Lei 12.619, que regulamenta a profissão de motorista profissional, limitando a jornada de trabalho dos motoristas em 8 horas, com possibilidade de até duas horas extras/dia, e estabelece um descanso mínimo de 11 horas ininterruptas por dia, resultou na redução da oferta de transporte e o aumento dos fretes.
Se por um lado a legislação trouxe mais segurança aos profissionais do volante, dificultará o escoamento de uma safra recorde de 82,6 milhões de toneladas em 2012/2013. O transporte de grãos está bastante concentrado nos transportadores autônomos, que se regulam pela lei da oferta e da demanda do mercado. Com a proibição da jornada livre, o aumento de custos da mão de obra e a elevação do preço do combustível, a estimativa é que os gastos com frete no país fiquem de 30% a 50% mais caros.
Entretanto, a Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais (ABIOVE) calcula que os entraves logísticos para o escoamento da produção recorde de soja, devem encarecer o frete em até 70% no pico da safra.
A falta de motoristas, avaliada em 50 mil profissionais, também agravará essa situação. Somente para atender o transporte da produção agrícola seriam necessários mais de 20 mil novos caminhões. Com essa deficiência há uma expectativa de redução de 30% da capacidade operacional do setor.
Segundo o presidente do SETCERGS, Sérgio Neto, esse cenário também se reflete em outros segmentos do transporte rodoviário de cargas. O dirigente ressalta que de acordo com estudos técnicos realizados pelo Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas (DECOPE), da NTC & Logística, o percentual médio de impacto da nova Lei, nos custos operacionais é de 14,98%, para carga fracionada; 28,93% nas operações da carga lotação ou grandes massas; 27,28% no segmento de transportes de contêineres e 29,32% no transporte internacional.
Reconhecendo os benefícios da Lei 12.619, Sérgio Neto entende que é obrigação do governo em construir postos de parada seguros e confortáveis para os motoristas, ao longo das rodovias, para o cumprimento dos intervalos obrigatórios de descanso.
Publicado em 30/01/2013 na Coluna do Jornal do Comércio - Site: SETCERGS <setcergs@setcergs.com.br>

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