Motorista Comprometido

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Arquivo: HighPluss Treinamentos, 2017.

Notícias

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Feliz e Próspero 2016!


video
Arquivo: José Rovaní, 2015.

Olá amigo motorista,

Tenha um Feliz e Próspero 2016 com muitas oportunidades de trabalho e realizações no seu projeto de vida. 

Mantenha-se atualizado e sintonizado com a sua rede de contatos para perceber as melhores oportunidades!

Seja um motorista preparado para atender as diferentes demandas do mercado de trabalho! 

Grande abraço e Boa viagem!

José Rovaní
Contato: http://highpluss.com.br/motorista-comprometido/

sábado, 12 de dezembro de 2015

Novo site Livro Motorista Comprometido

ebook





O livro que todo

motorista deve ter 

em sua cabeceira!


VIVER NO MUNDO COMPETITIVO NEM SEMPRE É FÁCIL, MAS OS LIVROS 

PODEM SER BONS COMPANHEIROS NESSA EMPREITADA. PENSANDO NISSO, 

QUE ESSE LIVRO, COM A EXPERIÊNCIA DE ESPECIALISTAS EM TRÂNSITO 

DIREÇÃO, LHE APRESENTAMOS O RESULTADO DE VÁRIOS estudos e

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Grato pela atenção!
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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Contran lança normativa sobre transporte de containeres

Com a Resolução 564/2015, o CONTRAN atualiza a Resolução 725/88, que era anterior ao atual CTB e que, portanto, se encontrava obsoleta.
A emissão do Certificado de Registro de Veículo (CRV) e o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV), para os Veículos Porta Contêiner fabricados, no caso do primeiro registro, ou adaptados, será feita mediante a apresentação de Certificado de Garantia emitido por Organismo de Certificação de Produto (OCP) acreditado pelo INMETRO. Com isso desaparecem os Anexos I e II da Resolução 725.
Para circularem nas vias de que trata esta Resolução, os veículos deverão ter afixados em sua estrutura uma plaqueta ou selo de Identificação de Certificação do Fabricante ou Adaptador, a acreditado pelo INMETRO.
Os modelos, as dimensões e as informações mínimas da plaqueta ou selo de Identificação de Certificação do Fabricante ou Adaptador devem atender ao contido no regulamento de conformidade para Veículos Porta-Contêineres, aprovado pelo INMETRO. Com isso, desaparecem os Anexos III e IV da Resolução 725.
Fica mantida a necessidade de Autorização Especial de Trânsito para veículos transportadores de contêineres com altura superior a 4,40m e inferior ou igual a 4,60m.
Da mesma forma, no caso de combinação de veículos, a AET será fornecida somente à(s) unidade(s) rebocada(s); e o proprietário do veículo que tenha recebido Autorização Especial de Trânsito (AET) será responsável pelos danos que este venha causar à via, à sua sinalização e a terceiros, como também responderá integralmente pela utilização indevida de vias que, pelo seu gabarito, não permitam sua circulação.
Foram revogadas as Resoluções CONTRAN nº 725, de 29 de novembro de 1988, e nº 213, de 13 de novembro de 2006
A partir de agora, passam a existir sete infrações para quem descumprir a norma (ver tabela).
INFRAÇÕES PARA VEÍCULOS PORTA CONTÊINERES
EnquadramentoTexto CTBSituação prática
230, VIIcom cor ou característica alteradaQuando existirem as adaptações para o transporte de contêiner, porém a carroceria constante no campo específico do CRLV não é a específica para esse tipo de transporte;
230, IXsem equipamento obrigatório ou estando este ineficiente ou inoperanteb) Art. 230, inciso IX: quando existirem as adaptações para o transporte de contêiner, porém for constatada a ausência de um ou mais DIF(s) – Dispositivos de Fixação do Contêiner; quando existirem os DIFs, porém um ou mais dispositivo não estiver (em) travados aos cantos do contêiner; quando não existirem as adaptações e o veículo esteja transportando contêiner;
230, XVIIIem mau estado de conservação, comprometendo a segurança, ou reprovado na avaliação de inspeção de segurança e de emissão de poluentes e ruído, prevista no art. 104;quando os DIFs, apresentarem danos ou folgas que não assegurem a correta fixação do contêiner ao veículo.
231, IVcom suas dimensões ou de sua carga superiores aos limites estabelecidos legalmente ou pela sinalização, sem autorizaçãoquando o veículo e/ou carga estiver com suas dimensões superiores aos limites estabelecidos legalmente, porém não foi expedida a correspondente AET,
231, VIem desacordo com a autorização especial, expedida pela autoridade competente para transitar com dimensões excedentes, ou quando a mesma estiver vencida:quando o veículo e/ou carga estiverem com suas dimensões superiores aos limites estabelecidos legalmente, porém apresentam informações divergentes em relação à AET; quando o veículo e/ou carga estiverem com suas dimensões superiores aos limites estabelecidos legalmente, porém a AET está vencida;
232Conduzir veículo sem os documentos de porte obrigatório referidos neste Código:quando o veículo transportador de contêiner estiver com suas dimensões superiores aos limites estabelecidos legalmente, possuir a correspondente AET, porém o documento não está sendo portado, em desacordo com o art. 6º desta Resolução;
237Transitar com o veículo em desacordo com as especificações, e com falta de inscrição e simbologia necessárias à sua identificação, quando exigidas pela legislação:quando for constatada a ausência em sua estrutura da plaqueta ou selo de Identificação de Certificação do Fabricante ou adaptador acreditado pelo INMETRO.
Transporte internacional
Atendendo ao disposto na Resolução Mercosul/GM 14/2014, o CONTRAN baixou a Resolução 566/2015, determinando a aplicação ao transporte internacional de carga e de passageiros do regime nacional de sanções.
No caso do Brasil, conforme a Lei 13.103/2015, vigoram tolerâncias de 5% no peso bruto total e de 10% nos pesos por eixo. De acordo com o CTB, as multas crescem progressivamente com os excessos de peso.
Os limites máximos de peso serão aqueles da Resolução CONTRAN 318/2009, ou seja:
LIMITES DE PESO NO MERCOSUL
LIMITES DE PESO
TONELADAS
Peso  bruto total PBT
45,0
Eixo simples dotado de duas rodas
6,0
Eixo simples dotado de quatro rodas
10,5
Eixo duplo dotado de quatro rodas
10,0
Eixo duplo dotado de seis rodas
14,0
Eixo duplo dotado de oito rodas
18,0
Eixo triplo dotado de seis rodas
14,0
Eixo triplo dotado de 10 rodas
21,0
Eixo triplo dotado de 14 rodas
25,5
Por sua vez, os limites de comprimento são:
LIMITES DE COMPRIMENTO NO MERCOSUL
LIMITES DE COMPRIMENTO
m
Caminhão simples
14,0
Caminhão com reboque
20,0
Caminhão trator com semirreboque
18,60
Caminhão trator com semirreboque e reboque
20,5
Ônibus de longa distância
14,0
Largura máxima
2,60
Altura máxima ônibus de longa distância
4,10
Altura máxima caminhão
4,30
Fonte: Neuto Gonçalves dos Reis, Diretor Técnico Executivo da NTC&Logística, membro da Câmara Temática de Assuntos Veiculares do CONTRAN e presidente da 24ª. JARI do DER-SP.
Publicado em 04/12/ 2015 no Blog do Caminhoneiro.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

9º Aniversário HighPluss

Arquivo: HighPluss.

Dia 26/11/2015 - HighPluss Exportação, Consultoria e Treinamentos completa o nono aniversário de fundação com uma trajetória de muitos aprendizados e grandes conquistas. 
Cada ano que passa a HighPluss avança nos projetos profissionais e sociais com foco em atender de maneira personalizada seu cliente.

HighPluss muito agradece a todos "Clientes, Fornecedores e Parceiros" por acreditarem na execução de projetos focados no equilíbrio entre o desenvolvimento e a prosperidade das pessoas e empresas.

A empresa desenvolve suas atividades profissionais focada nas competências técnicas para a realização dos projetos, bem como nas habilidades e atitudes necessárias em tornar o projeto próspero para o cliente.

HighPluss investe e acredita na educação continuada, para que tenha sustentabilidade nos projetos e gere grandes benefícios ao seu cliente.


A empresa atende os mercados do Brasil e América Latina, com ênfase em Palestras e Treinamentos, Consultoria / Administrativa na gestão dos transportes e na Exportação de peças no segmento de ônibus.

HighPluss agradece pela confiança depositada nos projetos e deseja prosperidade aos clientes, fornecedores e parceiros. 

Tenha muita luz e sabedoria para conduzir seu projeto de vida em 2016!

HighPluss - Soluções personalizadas nas práticas profissionais.
Contato: treinamentos@highpluss.com.br

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Viação Kaissara contrata motoristas

ônibus
Ônibus da Viação Kaissara
 
A Viação Kaissara, que opera linhas de transporte rodoviário de passageiros nas regiões Sul e Sudeste, está contratando motoristas nas cidades de São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro, Campos dos Goytacazes, Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis, Guarapari e Vitória.

A empresa oferece salário compatível com o mercado, plano de saúde, vale-alimentação, treinamento e programas de qualidade de vida, além de bom ambiente de trabalho.

Os interessados devem ter habilitação D ou E e experiência comprovada em condução de ônibus, caminhão ou carreta.

Para participar é necessário cadastrar currículo no site www.kaissara.com.br, no link Trabalhe Conosco.
 Publicado em 18/11/2015 no Blog Ponto de Ônibus.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

BR-116/PR/SC vai contar com primeiro ponto de parada e descanso para caminhoneiro

br 116 - curitiba
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) apresenta, nesta quarta-feira (28/10), na sede em Brasília (DF), o projeto-piloto de ponto de parada e descanso dos caminhoneiros na BR-116/PR/SC. A iniciativa é da concessionária responsável pelo trecho, Autopista Planalto Sul, em parceria com a Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística de Santa Catarina (Fetrancesc).
A área de estacionamento e transbordo de carga perigosa será utilizada como ponto de apoio e parada para caminhoneiros no Km 145 da BR-116, no trecho que liga Curitiba (PR) até a divisa entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Um dos objetivos é proporcionar maior segurança aos motoristas e preservar suas vidas, bem como atender à Lei nº 13.103/2015 (Lei dos Caminhoneiros) e à Portaria MTE n° 944/15, que tratam da jornada de trabalho e o descanso do motorista de caminhão.
Projeto
No evento, haverá exposição da maquete do projeto executivo, que será submetido à aprovação da ANTT. A apresentação contará com a presença do diretor-geral da Agência, Jorge Bastos, do ministro dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues, além de autoridades de órgãos de transportes.
A maquete detalha a área que contará com 120 mil metros e deve ser dividida em seis blocos, cada um deles com 21 vagas de estacionamento, sendo construído conforme a demanda de veículos na rodovia.
O local será especializado com equipamentos para atendimento a veículos acidentados ou com algum tipo de vazamento com produto perigoso. Além dos cuidados com a carga, a proposta é implantar atendimentos já oferecidos pelo programa SEST/SENAT, salas de apoio para a concessionária, ANTT e administração, assim como espaço para realização de eventos promocionais, palestras educativas, etc.
Concessão
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), criada em 2001, regula e fiscaliza a exploração de infraestrutura e prestação de serviços de transporte terrestre, inclusive contratos já celebrados antes da sua criação, resguardando os direitos das partes e o equilíbrio econômico-financeiro dos respectivos acordos.
Com 413 quilômetros de extensão, a BR-116/PR/SC foi concedida para iniciativa privada com o objetivo de exploração da infraestrutura, em 15 de fevereiro de 2008, pelo período de 25 anos. A licitação fez parte da 2ª etapa do programa de concessões rodoviárias.
Fonte: ANTT
Publicado em 27/10/2015 no Blog do Caminhoneiro.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Motoristas que cursaram Tecnologia em Logística

Arquivo: HighPluss Treinamentos.


Aproveito a oportunidade para homenagear os diversos profissionais que durante o dia exerciam atividades na condição de motoristas do transporte rodoviário em Joinville e as noites cursaram o Curso de Tecnologia em Logistica.
Foi muito gratificante conhecer a realidade dos motoristas que sempre demonstraram muito interesse, comprometimento e participação em socializar seus conhecimentos e experiências nos temas estudados sobre logística.
Sem dúvida, a jornada dupla na vida de cada motorista exigiu muito empenho e vontade em adquirir novos aprendizados, para isso foi necessário que aprendesse a planejar seu tempo no sentido de que pudesse aproveitar ao máximo os estudos e não comprometesse suas atividades profissionais na empresa.
O Curso Superior de Tecnologia em Logistica é indicado para os profissionais que já exercem uma atividade profissional e tem interesse em ampliar o saber e evoluir no seu projeto de vida. São dois anos de estudos, onde aprendem diferentes conteúdos sobre ciências humanas, ciências sociais, ciências exatas, ciências contábeis e além de desenvolver sua rede de relacionamento profissional.
A realidade atual exige cada vez mais que o profissional invista em novos aprendizados e a condição do motorista em regressar a sala de aula permite que as oportunidades sejam mais bem aproveitadas no sentido de ter uma carreira profissional sustentável e possa fazer a diferença no exercício profissional.
É importante para o motorista estar aprendendo sempre, porque permite que a sua carreira profissional tenha um nível elevado de empregabilidade e continue prosperando no seu projeto de vida.  
A valorização do motorista inicia-se na sua maneira de pensar e agir para com a sua vida pessoal e estendida ao exercício profissional. É através da educação pessoal e profissional em buscar a amplitude do seu saber, que irá permitir a visualização de novas oportunidades e aprender a fazer escolhas para melhorar a sua qualidade de vida e de sua família.
Os motoristas que conheci no Curso de Tecnologia em Logística, depois de formados obtiveram muita prosperidade no exercício profissional e alguns deles exercendo o seu lado empreendedor nas suas próprias empresas.
Parabenizo aos motoristas que conheci em sala de aula e acreditaram que investir na educação pessoal e profissional, faria a diferença na sua vida profissional.
Muito agradeço aos motoristas, que sempre estiveram presentes e participativos nos diferentes desafios propostos a cada encontro em sala de aula.
Você, Motorista tenha muita luz para guiar o seu projeto de vida!

José Rovaní Kurz, Consultor técnico e Professor universitário.   

Autor do Livro Motorista Comprometido. 

Contato:  treinamentos@highpluss.com.br

domingo, 11 de outubro de 2015

Tombo das vendas de pesados será de 45,5% em 2015

Patio de montadora (1)
O tombo das vendas de veículos comerciais pesados em 2015 será ainda maior, conforme revisão das projeções da Anfavea divulgadas na terça-feira, 6. De acordo com a entidade, os licenciamentos de caminhões e ônibus não devem ultrapassar as 90 mil unidades, volume que se confirmado, representará queda de 45,5% na comparação com o ano passado, quando foram emplacadas 165 mil unidades. Na revisão anterior, apresentada em junho, as fabricantes previam queda de 41%, para 97 mil unidades.
A maior influência negativa virá dos caminhões, uma vez que o setor responde por cerca de 80% das vendas totais de veículos comerciais pesados, considerando o volume registrado nos nove meses completos do ano, cujo desempenho confirma o péssimo ano. De janeiro a setembro, as vendas diminuíram 44% contra mesmo acumulado de 2014, passando de 99 mil para 55,5 mil veículos. A categoria de pesados, que reúne caminhões com PBT maior ou igual a 15 toneladas, continua com a maior retração entre as demais, acima de 60% no comparativo anual, para 13,9 mil unidades. Todas as demais apresentaram queda das vendas, exceto a de semileves, com PBT maior que 3,5 toneladas e menor que 6 toneladas: houve alta de 1,1% na mesma base de comparação, para pouco mais de 2,8 mil unidades.
Só em setembro, as vendas de caminhões recuaram 47,1% na comparação com mesmo mês do ano passado, para 5,9 mil unidades, embora haja pequeno crescimento de 2% sobre as vendas de agosto. Segundo dados da Anfavea, este é o pior setembro para o segmento desde 2003.
“A situação é dramática: nos últimos 5, 6 anos, a demanda cresceu de forma expressiva, principalmente em 2011, que foi um ponto fora da curva, com a antecipação de compra devido a chegada do Euro 5. Neste cenário, todas as empresas aumentaram investimento em capacidade para enfrentar uma nova demanda que não aconteceu. 90 mil unidades é um desastre para o segmento, não só sobre o aspecto de volume de vendas, mas também porque aumenta significativamente a concorrência entre as marcas. Todo mundo está praticando preços irreais, vendendo Euro 5 com preço de Euro 3”, afirma Marco Saltini, vice-presidente da Anfavea.
O executivo acrescenta que a mudança do processo de aprovação de crédito do Finame PSI para a forma mais simplificada e aprovada na semana passada pelo BNDES pode gerar agilidade nas compras do último trimestre. “Neste formato se consegue fechar o negócio na hora, na própria concessionária, diretamente com o agente financeiro. No processo tradicional, a aprovação demora até 30 dias para acontecer nos âmbitos do BNDES”, revela. “Mas nada que mude a expectativa negativa para o ano. O ânimo continua reduzido, influenciado pelas previsões de PIB também negativo para 2015.”
Também há uma expectativa sustentada pela Anfavea de que o terceiro trimestre de 2016 deve apontar alguma reação do setor: “Mas é um longo caminho até lá. Cada empresa vai ter que se virar nos próximos anos, não só em 2016”.
Na contramão do mercado interno, as exportações apresentam resultado positivo em todas as comparações da Anfavea: no acumulado até setembro foram vendidos 15,5 mil caminhões a mercados externos, alta de 11,2% sobre igual período de 2014. Em setembro, os embarques somaram pouco mais de 2 mil unidades, crescimento de 32% sobre agosto e de 27% sobre mesmo mês do ano passado.
Mas o bom desempenho das exportações não são suficientes para compensar as perdas do mercado interno fazendo a produção despencar: em nove meses, as fábricas de caminhões entregaram 59,1 mil unidades, volume 47,2% menor do que o registrado em idêntico intervalo do ano passado, quando as linhas montaram 112 mil unidades.
“Hoje trabalhamos para regular estoques, produzir somente aquilo que o mercado está consumindo. Cada empresa está tentando se virar como dá”, reforça Saltini.
Ônibus
Embora a Anfavea não tenha relatado as previsões de vendas separadamente para o segmento de veículos pesados, é certo que assim como o de caminhões, o volume de emplacamentos de chassis de ônibus cairá. Entre janeiro e setembro, os licenciamentos recuaram 31,2% no comparativo anual, para 13,7 unidades.
Já para mercados externos, as vendas de chassis também apresentaram melhora. No acumulado houve crescimento de 6,9% das exportações com o embarque de 5,2 mil unidades contra as 4,8 mil registradas nos mesmos nove meses de 2014. Ainda assim, a produção diminuiu 33,1% no período, para 18,6 mil unidades.
Texto de Sueli Reis - Publicado em 07/10/2015 no Blog do Caminhoneiro
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terça-feira, 6 de outubro de 2015

PRF alerta sobre o uso correto do pisca alerta

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De acordo com o artigo 251, inciso I do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), o legislador estabeleceu como infração de trânsito a utilização do pisca-alerta, exceto em imobilizações ou situações de emergência. Entretanto, existe mais uma exceção, prevista no artigo 40, inciso V, item ‘b’, do CTB: “quando a regulamentação da via assim o determinar” (na prática, isto ocorre quando é implantada a placa de ‘Estacionamento regulamentado’ por curto período de tempo, com o pisca-alerta ligado).
À exceção da proibição, o uso do pisca-alerta deve ser feito com muita consciência pelo motorista. Nas imobilizações emergenciais, por exemplo, em caso de pane mecânica, pode e deve ser acionado, para que os outros motoristas sejam avisados do veículo parado. Mas lembrar-se sempre de utilizar o triângulo de sinalização.
Outra situação onde se deve utilizar o pisca é em locais onde o tráfego estiver parado. O caminhão, como é um veículo de grandes proporções, pode atrapalhar a visão dos menores que vem atrás. Ligando o pisca-alerta para avisar de um trânsito parado a frente, pode ajudar os motoristas que vem atrás.
Quando não usar o pisca-alerta: em situações de condições climáticas desfavoráveis, como neblina ou chuva. Isso pode confundir os outros motoristas, que podem pensar que o veículo está parado, desviando destes, gerando potencial muito grande em causar acidentes.
O motorista deve lembrar-se que é sempre bom verificar as condições do sistema de iluminação, pois a falta ou o não funcionamento destes pode gerar multa, de acordo com o artigo 230, inciso XXII, conduzir veículo com defeito no sistema de iluminação, de sinalização ou com lâmpadas queimadas. É uma multa média, onde o motorista perde 4 pontos na carteira e tem valor de R$ 85,13.
De toda maneira, é sempre importante que o uso da iluminação do veículo seja feita com o maior critério possível e pensando no próximo, pois todos juntos fazem um trânsito melhor.
Publicado em 05/10/2015 no Blog do Caminhoneiro.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Governo não tem condições de fazer cumprir o descanso da Lei dos Caminhoneiros

caminhoes na estrada scania
Como ainda não pode indicar os pontos de parada e descanso nas rodovias que atendam a legislação, 180 dias depois da entrada em vigor da  Lei 13.103/15 , o Governo Federal assume que não tem como fiscalizar a jornada e tempo de direção dos caminhoneiros e ainda publica mapa confirmando isso
Ao sancionar a Lei 13.103/15, a chamada Lei dos Caminhoneiros, o Governo Federal assumiu a responsabilidade de indicar os Pontos de Parada e Descanso (PPD) para os motoristas profissionais realizarem sua parada obrigatória ou pernoite. Para isso, o Ministério do Trabalho publicou em 09 de julho de 2015 a Portaria 994 que estabelecia as condições mínimas exigidas para que um local pudesse ser considerado um PPD- Ponto de Parada e Descanso.
Nas rodovias estaduais ou concedidas os órgãos e empresas responsáveis pela administração da via ficaram com a atribuição legal de divulgar a relação dos PPDs nas rodovias sob seu controle. Passados 180 dias da entrada em vigor da nova Lei, não existe nenhum ponto de parada no país credenciado. O Ministério dos Transportes publicou apenas uma lista dos trechos em que potencias PPDs manifestaram interesse em serem indicados mas reconhece que nenhum atende a Portaria do Ministério dos Transportes. Com isso os motoristas podem alegar que não pararam por falta de ponto. A lista preparada pela ANTT- Agência Nacional de Transportes Terrestres indica “trechos em processo de adequação”mas nenhum ponto que cumpra as exigências. Portanto, são 69 mil quilômetros de rodovias federais, somando concedidas e não concedidas, sem teoricamente nenhum local para que o caminhoneiro pare atendendo a legislação em vigor. Veja o mapa da ANTT.
Consultada a Polícia Rodoviária Federal ficou de emitir nota com o seu posicionamento mas a assessoria reconheceu que o imbroglio deixa o patrulheiro praticamente sem condições de fiscalizar a jornada e as paradas dos motoristas. As demais polícias rodoviárias estão sem nenhuma orientação e não estão fiscalizando.
O mesmo problema da falta de pontos credenciados ocorre nos estados. Em São Paulo, a ARTESP publicou a relação postos na quarta-feira depois que soube que tinha vencido o prazo legal de 180 dias. Na lista acessível no site são indicados 395 postos e 06 estacionamentos. O levantamento foi anterior as exigências da Portaria do Ministério do Trabalho, portanto, não leva em consideração as novas exigências e não serve para atender a Lei 13.103/15.
Mesmo assim, são 280 postos de combustível e 06 estacionamentos das concessionárias que oferecem 12.837 vagas de estacionamento para pernoite, média de 200 vagas a cada 100km de rodovias concedidas. Além disso, existem mais 115 postos de combustível que informam não ter vaga para pernoite mas onde o motorista pode usar o toilete, fazer uma refeição.  Muitos desses postos reconhecem que tem vagas que podem ser usadas para pernoite mas é preciso abastecer em média 200 litros. A justificativa é simples, eles preferem reservar as vagas para os seus clientes que consomem combustível. “Não é justo deixar um caminhoneiro que não gasta nada usar meu estacionamento de graça e o caminhoneiro que gasta ficar sem local para pernoite.”, explicou o gerente de um posto que na relação da Artesp aparece como sem nenhuma vaga.
A Artesp informou ainda, através da sua assessoria de imprensa: “A Artesp prioriza a autorização de novos postos que atendam em seus projetos facilidades para os caminhoneiros, prática que está sendo reforçada após a promulgação da Lei.”
Muitos empresários do setor de postos não querem ser credenciados como PPDs pois temem com isso assumir a responsabilidade de atender caminhoneiros e transportadoras que não geram nenhuma receita.  “A transportadora ganha pelo frete, o caminhoneiro pelo serviço , a concession[aria no pedágio, o embarcador na venda da carga e querem que o posto atenda todo mundo de graça ?”, argumenta o proprietário de outro posto na Dutra que não quis ser identificado.
Os demais estados não divulgaram nenhuma relação de pontos de parada, nem mesmo postos de rodovias onde existem estacionamento, independente de cumprirem a Portaria do Ministério do Trabalho. Na maioria dos casos os assessores de imprensa estavam completamente desinformados sobre a Lei 13.103/15, principalmente quanto a exigência de locais credenciados como Pontos de Parada e Descanso (PPD).
O DER – Departamento de Estradas de Rodagem do Rio de Janeiro admitiu que não indica pontos e acrescentou: “A Assessoria de Comunicação do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-RJ) informa que o órgão não dispõe destes “locais para repouso e descanso dos motoristas profissionais”, conforme dispõe a Lei Nº 13.103, de 2 de março de 2015 da Presidência da República. E atenta para o 3º parágrafo do Artigo 9º desta lei, onde se lê que “será de livre iniciativa a implantação de locais de repouso e descanso de que trata este artigo”.
A Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) disse que não é atribuição das entidade indicar pontos de parada. Entretanto, muitas concessionárias de rodovias estão interessadas em assumir a responsabilidade pela construção de áreas de descanso para os motoristas profissionais. Para isso, querem um aumento no pedágio para compensar os investimentos e manter o equilíbrio econômico dos contratos. Na prática fontes do Estradas esclarecem que as concessionárias querem aproveitar para cobrar mais do que efetivamente custa, exatamente como está acontecendo com a isenção de pedágio por eixo suspenso de caminhão vazio, em que conseguiram aumentar muito mais as tarifas do que o índice previsto em contrato a fim de “compensar”os prejuízos. Mas nem a ANTT e muito menos as concessionárias apresentaram os cálculos que justificaram o aumento excessivo do pedágio.
Para o Coordenador do SOS Estradas, Rodolfo Rizzotto, a situação comprova o alerta feito pela entidade desde que começaram a discutir a revogação da Lei 12.619/12, que antecedeu a atual, de que existiam pontos de parada no Brasil como São Paulo revela, mas que a intenção dos autores da Lei foi criar exigências que tornassem inviável fiscalizar o cumprimento dos controles de jornada e tempo de direção contínua. Para isso mandaram o Governo indicar os pontos e assumir as exigências do que seria o padrão mínimo. O Ministério do Trabalho, por sua vez, tem que regular uma atividade que desconhece e naturalmente passa a exigir obrigações que os postos não querem atender pois exigem investimentos que não terão retorno.
“Transporte é um negócio, atividade privada, cabe aos embarcadores e transportadores encontrarem solução para estacionamento seguro. Por exemplo, pagarem um adicional por noite para o motorista da carreta que pernoita na estrada para que o caminhoneiro possa pagar um estacionamento fechado. Podem fazer acordo com postos de combustível ou criarem seus próprios pontos de apoio como muitos fazem e as empresas de ônibus sempre fizeram. O Governo nunca assumiu a responsabilidade de construir ou homologar pontos de parada de ônibus nas rodovias e as empresas encontraram suas próprias alternativas. O Governo assumiu uma obrigação que não é sua e agora se desmoraliza.”, esclarece Rizzotto.
As consequências, na avaliação do Coordenador do SOS Estradas é que teremos cada vez mais acidentes porque os motoristas e empresas podem alegar que não tem local credenciado como Ponto de Parada que atenda a Lei 13.103/15. ”Hoje não existe nenhum ponto de parada que atenda a legislação em vigor apesar do Brasil possuir uma das maiores e melhores redes de paradas do mundo. Ao mesmo tempo, estamos expondo os policiais rodoviários ao ridículo porque eles não podem fiscalizar mesmo vendo que o motorista está dirigindo em excesso de jornada e que coloca em risco a própria vida e de terceiros. O resultado só pode ser aumento da exploração dos motoristas e das mortes nas estradas.”, finaliza.
Publicado em 09/09/2015 no Blog do Caminhoneiro.