Motorista Comprometido

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Arquivo: HighPluss Treinamentos, 2017.

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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

HighPluss - Palestras e Treinamentos 2015

Fonte: HighPluss, 2015.

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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Contran endurece regras para renovar CNH de motoristas de caminhão

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Durante seis anos, o caminhoneiro Antônio da Silva, 30 anos, recorreu ao rebite (anfetamina) para ficar mais tempo na estrada. A substância proibida o deixava desperto por longos períodos. Certa vez, no entanto, ficou três dias inteiros sem dormir e se envolveu em um acidente de trânsito. Foi a pedra fundamental para mudar o comportamento. Agora respeita o limite do corpo. Nem sempre esse tipo de história termina assim. Para evitar que profissionais peguem o volante entorpecidos por substâncias psicoativas, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) determinou que quem é habilitado nas categorias C, D e E passe obrigatoriamente por um exame toxicológico quando for renovar a CNH, o que ocorre a cada cinco anos, ou mudar de categoria.
A regra começa a valer a partir do dia 30 de abril. A medida gera polêmica. A crítica não recai sobre a exigência, que penalizará somente quem está fora da lei. O problema é que o exame, cujo valor varia de R$ 270 a R$ 290, deverá ser pago pelo motorista. Isso vai encarecer o processo. A renovação custa R$ 110. Já a adição de categoria varia de R$ 1,1 mil a R$ 1,5 mil.
“Será bom ter esse exame. Tem muito caminhoneiro dirigindo a noite inteira drogado. O ruim é que a gente vai ter de pagar”, afirma Júnior. Após se envolver no acidente, esse paranaense de Londrina afirma que agora dirige, em média, oito horas a cada dia. “Meu corpo não aguentava mais esse tipo de rotina. Durmo bastante antes de pegar a rodovia.” Ele transporta grãos pelo Brasil inteiro.
Para Armando Júnior, 32 anos, de Vitória da Conquista (BA), o preço do exame é exorbitante. “O problema é que a gente, que trabalha corretamente, é punido por causa das pessoas que fazem coisas erradas. Tomara que tirem de circulação quem dirige drogado.” É favorável ao teste clínico, desde que o custo seja pago pelo próprio governo. Fica normalmente 15 dias fora de casa.
O Contran informa que o exame toxicológico tem objetivo de identificar o uso de substâncias psicoativas no organismo das pessoas que transportam carga e passageiros e, assim, aumentar a segurança no trânsito. O órgão cita estudo da Polícia Rodoviária Federal, em âmbito nacional: as principais ocorrências com veículos de grande porte acontecem no período da noite e envolvem motoristas com suspeita de uso de substâncias proibidas.
A partir de uma amostra de cabelo ou unha, o exame vai descobrir se o condutor profissional, no período de três meses, usou cocaína, crack, maconha, morfina, heroína, ecstasy, ópio e codeína, além de anfetamina e metanfetamina, que são utilizados no rebite. O profissional flagrado com substância irregular no organismo ficará inapto. A exceção é quem usa remédio, sob prescrição médica, que possua em sua composição elemento proibido.
“Essa mudança é boa. Acontecem centenas de acidentes nas estradas todos os dias. Tem muita gente drogada. Não dorme e dirige de forma perigosa”, afirma o caminhoneiro Júnior Laquec, 27 anos. Mora em Amparo, circula no interior de São Paulo e dirige preferencialmente durante o dia.
O Sindicato dos Condutores de Rio Preto é favorável à realização do exame, mas com uma ressalva. “Considero importante o teste, em razão das vidas que podem ser salvas. Mas o governo e as empresas é que devem custear isso. O motorista não pode pagar mais essa taxa. Vamos discutir qual medida adotaremos nesse caso”, afirma o presidente, Daniel Caldeira. O sindicato tem 12,8 mil condutores filiados.
Fonte: Diário WEB
Publicado em 05/02/2015 no Blog do Caminhoneiro.