Motorista Comprometido

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Arquivo: HighPluss Treinamentos, 2017.

Notícias

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

BR-116/PR/SC vai contar com primeiro ponto de parada e descanso para caminhoneiro

br 116 - curitiba
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) apresenta, nesta quarta-feira (28/10), na sede em Brasília (DF), o projeto-piloto de ponto de parada e descanso dos caminhoneiros na BR-116/PR/SC. A iniciativa é da concessionária responsável pelo trecho, Autopista Planalto Sul, em parceria com a Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística de Santa Catarina (Fetrancesc).
A área de estacionamento e transbordo de carga perigosa será utilizada como ponto de apoio e parada para caminhoneiros no Km 145 da BR-116, no trecho que liga Curitiba (PR) até a divisa entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Um dos objetivos é proporcionar maior segurança aos motoristas e preservar suas vidas, bem como atender à Lei nº 13.103/2015 (Lei dos Caminhoneiros) e à Portaria MTE n° 944/15, que tratam da jornada de trabalho e o descanso do motorista de caminhão.
Projeto
No evento, haverá exposição da maquete do projeto executivo, que será submetido à aprovação da ANTT. A apresentação contará com a presença do diretor-geral da Agência, Jorge Bastos, do ministro dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues, além de autoridades de órgãos de transportes.
A maquete detalha a área que contará com 120 mil metros e deve ser dividida em seis blocos, cada um deles com 21 vagas de estacionamento, sendo construído conforme a demanda de veículos na rodovia.
O local será especializado com equipamentos para atendimento a veículos acidentados ou com algum tipo de vazamento com produto perigoso. Além dos cuidados com a carga, a proposta é implantar atendimentos já oferecidos pelo programa SEST/SENAT, salas de apoio para a concessionária, ANTT e administração, assim como espaço para realização de eventos promocionais, palestras educativas, etc.
Concessão
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), criada em 2001, regula e fiscaliza a exploração de infraestrutura e prestação de serviços de transporte terrestre, inclusive contratos já celebrados antes da sua criação, resguardando os direitos das partes e o equilíbrio econômico-financeiro dos respectivos acordos.
Com 413 quilômetros de extensão, a BR-116/PR/SC foi concedida para iniciativa privada com o objetivo de exploração da infraestrutura, em 15 de fevereiro de 2008, pelo período de 25 anos. A licitação fez parte da 2ª etapa do programa de concessões rodoviárias.
Fonte: ANTT
Publicado em 27/10/2015 no Blog do Caminhoneiro.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Motoristas que cursaram Tecnologia em Logística

Arquivo: HighPluss Treinamentos.


Aproveito a oportunidade para homenagear os diversos profissionais que durante o dia exerciam atividades na condição de motoristas do transporte rodoviário em Joinville e as noites cursaram o Curso de Tecnologia em Logistica.
Foi muito gratificante conhecer a realidade dos motoristas que sempre demonstraram muito interesse, comprometimento e participação em socializar seus conhecimentos e experiências nos temas estudados sobre logística.
Sem dúvida, a jornada dupla na vida de cada motorista exigiu muito empenho e vontade em adquirir novos aprendizados, para isso foi necessário que aprendesse a planejar seu tempo no sentido de que pudesse aproveitar ao máximo os estudos e não comprometesse suas atividades profissionais na empresa.
O Curso Superior de Tecnologia em Logistica é indicado para os profissionais que já exercem uma atividade profissional e tem interesse em ampliar o saber e evoluir no seu projeto de vida. São dois anos de estudos, onde aprendem diferentes conteúdos sobre ciências humanas, ciências sociais, ciências exatas, ciências contábeis e além de desenvolver sua rede de relacionamento profissional.
A realidade atual exige cada vez mais que o profissional invista em novos aprendizados e a condição do motorista em regressar a sala de aula permite que as oportunidades sejam mais bem aproveitadas no sentido de ter uma carreira profissional sustentável e possa fazer a diferença no exercício profissional.
É importante para o motorista estar aprendendo sempre, porque permite que a sua carreira profissional tenha um nível elevado de empregabilidade e continue prosperando no seu projeto de vida.  
A valorização do motorista inicia-se na sua maneira de pensar e agir para com a sua vida pessoal e estendida ao exercício profissional. É através da educação pessoal e profissional em buscar a amplitude do seu saber, que irá permitir a visualização de novas oportunidades e aprender a fazer escolhas para melhorar a sua qualidade de vida e de sua família.
Os motoristas que conheci no Curso de Tecnologia em Logística, depois de formados obtiveram muita prosperidade no exercício profissional e alguns deles exercendo o seu lado empreendedor nas suas próprias empresas.
Parabenizo aos motoristas que conheci em sala de aula e acreditaram que investir na educação pessoal e profissional, faria a diferença na sua vida profissional.
Muito agradeço aos motoristas, que sempre estiveram presentes e participativos nos diferentes desafios propostos a cada encontro em sala de aula.
Você, Motorista tenha muita luz para guiar o seu projeto de vida!

José Rovaní Kurz, Consultor técnico e Professor universitário.   

Autor do Livro Motorista Comprometido. 

Contato:  treinamentos@highpluss.com.br

domingo, 11 de outubro de 2015

Tombo das vendas de pesados será de 45,5% em 2015

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O tombo das vendas de veículos comerciais pesados em 2015 será ainda maior, conforme revisão das projeções da Anfavea divulgadas na terça-feira, 6. De acordo com a entidade, os licenciamentos de caminhões e ônibus não devem ultrapassar as 90 mil unidades, volume que se confirmado, representará queda de 45,5% na comparação com o ano passado, quando foram emplacadas 165 mil unidades. Na revisão anterior, apresentada em junho, as fabricantes previam queda de 41%, para 97 mil unidades.
A maior influência negativa virá dos caminhões, uma vez que o setor responde por cerca de 80% das vendas totais de veículos comerciais pesados, considerando o volume registrado nos nove meses completos do ano, cujo desempenho confirma o péssimo ano. De janeiro a setembro, as vendas diminuíram 44% contra mesmo acumulado de 2014, passando de 99 mil para 55,5 mil veículos. A categoria de pesados, que reúne caminhões com PBT maior ou igual a 15 toneladas, continua com a maior retração entre as demais, acima de 60% no comparativo anual, para 13,9 mil unidades. Todas as demais apresentaram queda das vendas, exceto a de semileves, com PBT maior que 3,5 toneladas e menor que 6 toneladas: houve alta de 1,1% na mesma base de comparação, para pouco mais de 2,8 mil unidades.
Só em setembro, as vendas de caminhões recuaram 47,1% na comparação com mesmo mês do ano passado, para 5,9 mil unidades, embora haja pequeno crescimento de 2% sobre as vendas de agosto. Segundo dados da Anfavea, este é o pior setembro para o segmento desde 2003.
“A situação é dramática: nos últimos 5, 6 anos, a demanda cresceu de forma expressiva, principalmente em 2011, que foi um ponto fora da curva, com a antecipação de compra devido a chegada do Euro 5. Neste cenário, todas as empresas aumentaram investimento em capacidade para enfrentar uma nova demanda que não aconteceu. 90 mil unidades é um desastre para o segmento, não só sobre o aspecto de volume de vendas, mas também porque aumenta significativamente a concorrência entre as marcas. Todo mundo está praticando preços irreais, vendendo Euro 5 com preço de Euro 3”, afirma Marco Saltini, vice-presidente da Anfavea.
O executivo acrescenta que a mudança do processo de aprovação de crédito do Finame PSI para a forma mais simplificada e aprovada na semana passada pelo BNDES pode gerar agilidade nas compras do último trimestre. “Neste formato se consegue fechar o negócio na hora, na própria concessionária, diretamente com o agente financeiro. No processo tradicional, a aprovação demora até 30 dias para acontecer nos âmbitos do BNDES”, revela. “Mas nada que mude a expectativa negativa para o ano. O ânimo continua reduzido, influenciado pelas previsões de PIB também negativo para 2015.”
Também há uma expectativa sustentada pela Anfavea de que o terceiro trimestre de 2016 deve apontar alguma reação do setor: “Mas é um longo caminho até lá. Cada empresa vai ter que se virar nos próximos anos, não só em 2016”.
Na contramão do mercado interno, as exportações apresentam resultado positivo em todas as comparações da Anfavea: no acumulado até setembro foram vendidos 15,5 mil caminhões a mercados externos, alta de 11,2% sobre igual período de 2014. Em setembro, os embarques somaram pouco mais de 2 mil unidades, crescimento de 32% sobre agosto e de 27% sobre mesmo mês do ano passado.
Mas o bom desempenho das exportações não são suficientes para compensar as perdas do mercado interno fazendo a produção despencar: em nove meses, as fábricas de caminhões entregaram 59,1 mil unidades, volume 47,2% menor do que o registrado em idêntico intervalo do ano passado, quando as linhas montaram 112 mil unidades.
“Hoje trabalhamos para regular estoques, produzir somente aquilo que o mercado está consumindo. Cada empresa está tentando se virar como dá”, reforça Saltini.
Ônibus
Embora a Anfavea não tenha relatado as previsões de vendas separadamente para o segmento de veículos pesados, é certo que assim como o de caminhões, o volume de emplacamentos de chassis de ônibus cairá. Entre janeiro e setembro, os licenciamentos recuaram 31,2% no comparativo anual, para 13,7 unidades.
Já para mercados externos, as vendas de chassis também apresentaram melhora. No acumulado houve crescimento de 6,9% das exportações com o embarque de 5,2 mil unidades contra as 4,8 mil registradas nos mesmos nove meses de 2014. Ainda assim, a produção diminuiu 33,1% no período, para 18,6 mil unidades.
Texto de Sueli Reis - Publicado em 07/10/2015 no Blog do Caminhoneiro
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terça-feira, 6 de outubro de 2015

PRF alerta sobre o uso correto do pisca alerta

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De acordo com o artigo 251, inciso I do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), o legislador estabeleceu como infração de trânsito a utilização do pisca-alerta, exceto em imobilizações ou situações de emergência. Entretanto, existe mais uma exceção, prevista no artigo 40, inciso V, item ‘b’, do CTB: “quando a regulamentação da via assim o determinar” (na prática, isto ocorre quando é implantada a placa de ‘Estacionamento regulamentado’ por curto período de tempo, com o pisca-alerta ligado).
À exceção da proibição, o uso do pisca-alerta deve ser feito com muita consciência pelo motorista. Nas imobilizações emergenciais, por exemplo, em caso de pane mecânica, pode e deve ser acionado, para que os outros motoristas sejam avisados do veículo parado. Mas lembrar-se sempre de utilizar o triângulo de sinalização.
Outra situação onde se deve utilizar o pisca é em locais onde o tráfego estiver parado. O caminhão, como é um veículo de grandes proporções, pode atrapalhar a visão dos menores que vem atrás. Ligando o pisca-alerta para avisar de um trânsito parado a frente, pode ajudar os motoristas que vem atrás.
Quando não usar o pisca-alerta: em situações de condições climáticas desfavoráveis, como neblina ou chuva. Isso pode confundir os outros motoristas, que podem pensar que o veículo está parado, desviando destes, gerando potencial muito grande em causar acidentes.
O motorista deve lembrar-se que é sempre bom verificar as condições do sistema de iluminação, pois a falta ou o não funcionamento destes pode gerar multa, de acordo com o artigo 230, inciso XXII, conduzir veículo com defeito no sistema de iluminação, de sinalização ou com lâmpadas queimadas. É uma multa média, onde o motorista perde 4 pontos na carteira e tem valor de R$ 85,13.
De toda maneira, é sempre importante que o uso da iluminação do veículo seja feita com o maior critério possível e pensando no próximo, pois todos juntos fazem um trânsito melhor.
Publicado em 05/10/2015 no Blog do Caminhoneiro.