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sábado, 16 de novembro de 2013

Reféns da espera

caminhoes-patio
Para o carreteiro que ainda procura se adaptar às normas da Lei do Descanso, como ficou conhecida a lei que regulamenta a profissão de motorista, itens como horas extras e horas de espera continuam obscuros, principalmente quando a viagem é longa, sujeita a esperas para carregar e descarregar, além das famigeradas aduanas, onde as esperas podem se prolongar por vários dias até a liberação da carga. De acordo com o presidente do Sindimercosul (Sindicato dos Trabalhadores em Transportes de Cargas de Linhas Internacionais do Rio Grande do Sul), Jorge Frizzo, 55 anos e há 38 no setor, há uma preocupação grande para a ampla divulgação da lei entre os motoristas e transportadoras. E que, de uma maneira geral, são as grandes empresas, as mais bem estruturadas que cumprem todas as determinações legais, pagando todos os direitos do motorista. Lembra que mesmo assim, são pagas as diárias – porém as horas extras e horas de espera não são incluídas, gerando um passivo trabalhista.
Frizzo lembra que além da jornada de oito horas de trabalho, são permitidas mais duas extras por dia, com valor 50% superior ao da hora normal ou valor superior, previsto da Convenção Coletiva ou Acordo Coletivo. E as horas em que o veículo permanece parado são consideradas de espera? Depende. Caso a empresa exija a permanência do motorista junto ao veículo, após a jornada de oito horas de trabalho, será considerada espera. Caso o motorista ou ajudante permaneça junto ao veículo por vontade própria durante o seu período de repouso, não será considerado hora de espera. Daí as dificuldades em situar as condições em que o motorista aguarda a carga ou descarga após o horário regulamentar. Ou, as intermináveis esperas nas aduanas.
Conforme explica a gerente regional do Ministério do Trabalho e Emprego, em Uruguaiana/RS, Ana Maria Torelly, 54 anos de idade e 10 no cargo, o motorista deve manter guardados cópia de todos os documentos, como diário de bordo e recibos de salários para, no caso de se sentir lesado, procurar orientação sobre os seus direitos. Segundo ela, pelo menos 90% das empresas de transportes estão se adequando à legislação, pagando os motoristas de maneira correta. Quanto às esperas nas aduanas, reconhece que não são pagas, pois ficam por conta do “risco da atividade, o chamado Custo Brasil”, um assunto complexo, enfim.
Lembra, no entanto, que apesar desses detalhes, e mesmo que ao final o motorista acabe ganhando menos do que ganhava antes da lei, quando trafegava de forma contínua por muitas horas, agora há uma enorme diminuição de acidentes com muitas vidas sendo salvas.
Vale lembrar que a fiscalização continua implacável. O auditor do Ministério do Trabalho e Emprego, Jorge André Borges de Souza, diz que além das visitas periódicas às empresas transportadoras, também examina com muita atenção os discos de tacógrafo e as planilhas do diário de bordo, detectando eventuais falhas. Lembra que as empresas precisam cumprir a lei ou terão sérios prejuízos mais tarde, pois estarão acumulando passivos trabalhistas, os quais certamente acabarão sendo cobrados. As horas extras e horas de espera devem constar na planilha para o respectivo pagamento. Lembra que muitas empresas anotam um salário na carteira profissional e pagam outro valor, onde são incluídas vantagens como bonificações ou horas extras. Tudo, no entanto, é conferido na fiscalização.
O carreteiro Claudomir Farina, natural de Lagoa Vermelha/RS, tem 46 anos de idade e 28 de estrada. Trabalha no transporte nacional e internacional, “viajando para onde a empresa manda ou para onde tem o melhor frete”. Garante que gostou da nova Lei do Descanso, porque se pode trafegar mais sossegado, cumprindo as determinações da empresa e parando nos locais pré-estabelecidos. Segundo ele, não há grandes problemas de esperas para carregar ou descarregar o caminhão. Lembra que boa parte das empresas já opera com agendamento, evitando com isso que o caminhão fique parado por muito tempo.
O caminhão precisa rodar, não pode ficar parado. A reclamação, no entanto, fica por conta da burocracia nas aduanas. Farina conta que em Uruguaiana/RS, costuma perder um ou dois dias para a liberação da carga, e mais dois dias em Paso de los Libres/AR. São, no mínimo, três dias perdidos numa viagem a Buenos Aires e que, embora ganhe as diárias para a sua manutenção, é um problema porque não ganha extras mesmo ficando à disposição da empresa, além da chateação de ficar todo esse tempo parado, sem fazer nada, a não ser limpar o caminhão e conversar com amigos do trecho. “Tudo por conta de uma burocracia sem explicação”, ressalta.
Argentino naturalizado brasileiro, o carreteiro Miguel Lopez, 52 anos e 20 de estrada, residente em Foz do Iguaçú/PR, trabalha com uma carreta câmara fria, viajando entre São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Buenos Aires, Mar del Plata e Neuquén (Argentina). Ganha salário fixo e bonificação por quilômetro rodado, que se torna insignificante nas viagens internacionais em razão do tempo que fica parado nas aduanas à espera da liberação das cargas, conforme afirma. Na viagem que foi entrevistado, por exemplo, Lopez aproveitou as férias escolares do filho Matheus, de 11 anos de idade, para levá-lo junto a Buenos Aires. Porém, na ocasião já estava parado em Uruguaiana/RS, havia uma semana, à espera de liberação da documentação da carga. As aulas do menino recomeçariam em alguns dias, por isso ele deixou o caminhão aos cuidados de colegas da transportadora em que trabalha para levar o menino de volta para casa. Resultado: “transtornos e despesas desnecessárias por conta de uma estrutura emperrada em países integrantes do Mercosul”, desabafa.
Ainda de acordo com Lopez, nenhum problema grave para carregar ou descarregar o caminhão, nenhuma reclamação referente a salários ou seus direitos trabalhistas, já que a empresa é muito correta. “A perda de tempo e estresse acontecem mesmo nas fronteiras, nas aduanas”, salienta entristecido. E mais entristecido, ainda, o menino Matheus que, além de suportar o rigoroso inverno na cabine do caminhão, não pôde ir a Buenos Aires com o pai. “Afinal, o homem planeja e Deus ri”, reconhece Miguel Lopez.
Depois de atuar por muitos anos no transporte internacional, o autônomo Hari Rau, 61 anos, 40 de volante, natural de Bagé/RS, e dono de uma carreta, viu os lucros diminuírem ao final de cada viagem, em razão das alterações cambiais e das intermináveis esperas nas aduanas para a liberação das cargas. Segundo ele, para carregar e descarregar, as esperas eram pequenas, nada fora do comum e que causasse transtorno. E nem mesmo a necessidade de trabalhar dentro dos limites impostos pela nova legislação incomodava tanto ou causava prejuízo como as esperas nas aduanas. Além disso, poucas empresas pagavam diárias e as despesas com alimentação corriam por conta própria. Por isso, optou por trabalhar apenas no mercado interno, sem maiores problemas. Afirma que praticamente todas as cargas são agendadas, inclusive para descarregar, resultando em maior produtividade, porque não perde tempo com o caminhão parado.
Também descontente com a enorme perda de tempo nas aduanas, Roberto Arns Ramborger, conhecido no trecho como Gringo, 35 anos, sete de profissão, natural de São Luiz Gonzaga/RS e também dono de uma carreta, transporta polietileno para Buenos Aires e traz conglomerados de madeira para a indústria moveleira de Bento Gonçalves/RS. Na ocasião estava concluindo a compra de um caminhão trucado para operar apenas dentro do Brasil e assumindo uma dívida de pouco mais de R$ 2 mil, a qual acreditava que não teria dificuldades para pagar.
Ramborger trabalha sozinho, e mesmo com as restrições de horário impostas pela nova lei, vai trabalhar tranquilo. Segundo ele, as esperas para carga e descarga não preocupam, pois, de uma maneira geral, são rápidas. Lembra que na Argentina também perde tempo porque é o próprio motorista o responsável pelo enlonamento da carga que, dependendo da altura, pode demorar até duas horas, numa atividade extremamente cansativa. No Brasil tudo é mais fácil e não se perde tanto tempo, o que dá mais lucro no fim do mês, garante. Ele próprio negocia o valor dos fretes, controla as despesas e sabe quanto vai sobrar – a não ser algum imprevisto, “que ninguém está livre”, afirma.
Para o estradeiro Juarez Evangelista Bento, 56 anos de idade e 36 de profissão, natural de Curitiba/PR, não existe problema no horário de trabalho. Ele dirige uma prancha para o transporte de máquinas agrícolas e com autorização para trafegar das 6h da manhã às 6h da tarde. Evidentemente, também está sujeito às esperas nas aduanas quando viaja para Argentina e Chile, quando fica três ou quatro dias esperando a liberação dos documentos e da carga. Porém, quando acontece de fazer entregas fracionadas nas revendas, ou mesmo nas lavouras, pode ficar até cinco dias nas operações de descarregamento das máquinas, uma tarefa delicada e difícil, acentua. Não ganha hora extra, porém não se queixa. Tem salário fixo, diárias e comissão sobre o valor do frete, que somados à aposentadoria, rende uns R$ 4 mil ao final do mês. “Nada mal para quem já criou e encaminhou os filhos e agora vive apenas com a mulher”, salienta.
Também atuando no transporte de máquinas agrícolas e cargas especiais, Natanael Conceição França, o Nato, como é mais conhecido, tem 34 anos e está há 15 no trecho. Natural de Apiaí/SP – e atualmente residindo em Curitiba/PR -, tinha na ocasião acabado de assumir o volante de um caminhão novo, o qual estava ainda à espera da liberação do permisso (licença) para entrar na rota internacional. Natanael está acostumado a viajar por estradas do Brasil e de países como Argentina, Chile, Peru e Bolívia e até na Venezuela. Conta que já passou de tudo, com problemas de carga e descarga, com algumas esperas, porém nada comparado com a burocracia nas aduanas, onde sempre as esperas são de vários dias. Lembra que numa ocasião ficou 18 dias trancado na fronteira entre Bolívia e Peru, na localidade de Desaguadero. Portanto, está acostumado. Não reclama, acredita que tem um bom salário e, afinal, essa é a profissão que escolheu.
Publicado em 12/11/2013 no Blog do Caminhoneiro.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Dia do Motorista: momento de reflexão e visualizar o futuro profissional

Dia 25/07/2013 – Para homenagear o “Dia do Motorista” nesse ano, identifiquei motoristas que atualmente estão estudando no Curso de Tecnologia em Logística na Faculdade Anhanguera de Joinville. Para mim na condição de Professor é muito gratificante ter alunos desse nível em sala de aula, que contribuem com suas experiências e conhecimentos agregando valor no ambiente acadêmico.

O Sr. Adriano Alexssander da Luz atua na empresa Verdes Mares e o Sr. Lorivaldo Bastos atua na empresa Gidion de Joinville, sendo que ambos atuaram na função de motorista, e hoje o Sr. Adriano presta serviços de apoio para a equipe dos motoristas e o Sr. Bastos é instrutor de treinamento dos motoristas.

Para registrar o “Dia do Motorista” organizei uma entrevista com os Srs. Adriano e Bastos através de perguntas dirigidas aos entrevistados, com o objetivo de saber suas opiniões a respeito da profissão do motorista e o futuro profissional.

1)   O que você considera importante na profissão do motorista?
Adriano: Ser humano, responsivo, eficiente, eficaz, educado, atencioso, humilde, bom caráter, ter disciplina, cuidar do corpo e da mente, é importante repousar para poder cumprir com sua jornada da melhor forma possível.

Bastos: comportamento, conhecimento de profissão, gostar de pessoas, saber fazer e querer fazer aquilo que ele faz sempre bem feito.

2)   Quais os valores fundamentais para tornar-se um motorista profissional?
Adriano: confiança, amor pelo que faz, geralmente os motoristas profissionais são apaixonados pelo volante e a maioria se coloca no lugar das outras pessoas, trazendo para si a responsabilidade e o cuidar dos outros, tornando isso um dos fatores mais importantes na profissão, porque quando um profissional do volante dirigi com responsabilidade se preocupando com o próximo seja ele um cliente(usuário), um pedestre, uma bicicleta ou até mesmo um veiculo pequeno, ele tem êxito no que faz porque se preocupa com o próximo acima de tudo.(tem que ter Dom).

Bastos: ética, respeito e caráter.

3)   Qual foi a melhor experiência vivida no exercício da profissão de motorista no transporte de passageiros?
Adriano: o retorno dos clientes, o valor que eles dão ao profissional quando adquire confiança isso não tem preço, você chegar ao ponto do cliente apertar na sua mão e dizer que bom que é você, fico tranquilo de viajar com você, sei que estamos em boas mãos.

Bastos: uma experiência muito importante na minha carreira de motorista foi no ano de 1998 quando a empresa fez uma homenagem a todos os motoristas e fui escolhido para representar os colegas de trabalho. Na ocasião elaborei um discurso que falava das qualidades do profissional do volante e fui aplaudido de pé. Isso marcou muito na minha vida.

4)  Qual é o maior objetivo de estar estudando na faculdade e cursando o curso de tecnologia em logística?
Adriano: o objetivo é presentear meu Pai com minha formação que é um sonho dele, mas ele não pode realizar pelo fato de muito novo ter que começar a trabalhar e largar os estudos, e a faculdade vai contribuir e muito para realizar esse sonho e me transformar em uma pessoa melhor e um profissional capacitado. Busquei a logística porque desde criança comecei a trabalhar com meu Pai que sempre foi caminhoneiro e sempre trabalhei nessa área e por isso me sinto mais confortável, além de ter um excelente mercado nessa área, onde me sinto em casa.

Bastos: o objetivo é crescer profissionalmente, crescer como ser humano, alcançar um cargo melhor dentro da empresa para dar um futuro melhor para os meus filhos. 

Parabenizando os Srs. Adriano Alexssander da Luz e Lorivaldo Bastos estendo o meu reconhecimento a todos os motoristas que exercem diariamente com profissionalismo sua missão de bem servir as pessoas que confiam na prestação dos serviços para sociedade.

Desejo Muita Luz e Sabedoria para cada Motorista!

Palestrante José Rovani - HighPluss Treinamentos
Palestra VIP para Motoristas - Hands On

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Motorista Profissional Comprometido é um Diferencial para a Empresa


caminhoneiro-autonomo
No decorrer dos tempos têm se percebido uma grande mudança no perfil profissional do motorista, principalmente naquele que atua no segmento de passageiros e cargas. Com base em pesquisas, observações, feedback dos motoristas, vivência no desenvolvimento de produtos e serviços gerados no segmento dos transportes rodoviários, decidi socializar nesse artigo algumas leituras da realidade atual do motorista.

Vivemos num momento de mudanças rápidas, que exige dos profissionais uma revisão dos modelos mentais na busca por uma melhor conduta e comprometimento para gerar resultados que atendam às necessidades dos clientes.
O motorista do segmento de transportes de passageiros e de carga é exigido diariamente uma disposição mental no sentido de que seus serviços profissionais sejam um diferencial para o cliente. Ele a cada momento que presta seus serviços na comunidade representa o proprietário da empresa, para isso ele necessita estar preparado tecnicamente e emocionalmente para dar as melhores respostas para um cliente cada vez mais exigente.
Com a evolução das demandas dos clientes, o modelo de gestão da cadeia logística requer a integração das áreas e dos profissionais, surge então, o motorista profissional comprometido que passa a ser um diferencial para a empresa.
O motorista exerce uma liderança no contexto logístico desde o ponto de origem até o destino. Ele passa a ser responsável pelo transporte da carga ou pelos passageiros transportados, mas é importante que esteja motivado e capacitado para o pleno exercício da profissão.
O cliente requer serviços responsivos e com qualidade por parte do motorista, exigindo uma responsividade na prestação de serviços com pontualidade, segurança e confiabilidade.
Buscar resultados com excelência na qualidade dos serviços logísticos requer um comprometimento da empresa e do motorista no sentido de que ambos estejam conscientes de uma capacitação técnica e comportamental para prestar serviços diferenciados aos clientes finais.
A sustentabilidade dos negócios passa por ter nas equipes, motoristas que saibam prestar serviços com confiança e segurança no relacionamento com o cliente, para isso é necessário investir em novas práticas de serviços de acordo com o perfil da clientela para que produzam resultados prósperos para toda a cadeia de serviços logísticos.
Investir continuamente na educação do motorista profissional, para que tenhamos uma inclusão social de profissionais qualificados para atender a demanda no segmento dos transportes. Percebe-se, que motoristas que são valorizados pela empresa têm sua autoestima elevada e seu comprometimento gera resultados operacionais prósperos para o cliente, para a empresa e sua vida é próspera.
O motorista necessita estar atualizado com as inovações tecnológicas dos veículos, e também estar incluso nas mudanças comportamentais dos clientes, para que possa atender da melhor maneira suas expectativas.
O motorista profissional comprometido é um diferencial que a empresa passa a contar na sua equipe, porque cuida melhor do patrimônio da empresa que está sob sua responsabilidade, pratica a direção defensiva, cumpre prazos, antecipa necessidades do cliente, ouve sugestões e direciona para o canal competente da empresa.
O motorista profissional é o líder da operação logística! Pense nisso!
HighPluss amplia o Projeto Motorista Profissional aos clientes do transporte rodoviário no Brasil
Foto Rovani_Blog do Caminhoneiro_06.02.2013
Fundada em novembro de 2006 em Joinville (SC), a HighPluss atua no segmento de palestras, treinamentos, consultoria e exportação, sendo que os clientes brasileiros são compostos por empresas do transporte rodoviário de passageiros e cargas, indústrias, comércios, serviços e faculdades. O objetivo da empresa é acolher clientes, fornecedores e parceiros para otimizar resultados no desenvolvimento de produtos e serviços, com uma educação profissional focada no desenvolvimento das práticas do empreendedorismo, da responsabilidade social e da ética como diferencial de sustentabilidade dos negócios. Entre os principais serviços da empresa, estão as Palestras e Treinamentos focados no Projeto do Motorista Profissional e da Mobilidade Urbana. Complementa o portfólio os serviços de Consultoria na gestão técnica e administrativa em Engenharia de Ônibus, Logística de Serviços e Administração.

O diretor da HighPluss, José Rovaní Kurz, conta que a empresa investe em visitas técnicas a eventos com destaque para a Feira Internacional de Transporte e Logística em Kortrijk, na Bélgica, além de feiras internacionais de transporte e logística na Argentina, Colômbia e Brasil. Participações também em congressos, conferências, seminários, palestras e cursos nas áreas de transportes, logística, administração, mobilidade urbana e exportação. Ele diz que as experiências e conhecimentos da HighPluss estão fundamentados na gestão e desenvolvimento de atividades técnicas e administrativas realizadas durante 30 anos no segmento de transportes. Afirma também que é importante estar atualizado com as necessidades e práticas que o mercado globalizado requer para a sustentabilidade dos negócios. Os clientes estão mais exigentes por serviços com qualidade no atendimento e atentos aos detalhes na qualidade dos produtos. Empresas comprometidas com o melhor, sem dúvida, investirão no seu capital intelectual de maneira que os serviços e produtos transmitam confiança e segurança para a fidelização do cliente.
Rovani também é Professor Universitário nos Cursos de Pós-graduação e Graduação nas áreas de Administração, Logística de Serviços, Engenharia de Suprimentos e Gestão de Transportes.
A HighPluss está investindo no Projeto do Motorista Profissional e da Mobilidade Urbana no Brasil, para que os projetos possam contribuir no desenvolvimento do trânsito mais seguro nas cidades e nas estradas brasileiras.
Eng. José Rovani Kurz, empresa HighPluss, Palestrante, Consultor e Professor Universitário.
Ministra Treinamento VIP para Motoristas no segmento de Transportes Rodoviários.
Contato: treinamentos@highpluss.com.br
Joinville – SC. – Brasil

Fonte: Divulgação
Publicado em 07/02/2013 por Rafael Brusque Toporowicz no site http://blogdocaminhoneiro.com/motorista-profissional-comprometido-e-um-diferencial-para-a-empresa/

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Transportes aprova limitador de velocidade para ônibus e caminhões


A Comissão de Viação e Transportes aprovou, na quarta-feira (21), proposta que torna obrigatório o equipamento limitador de velocidade nos veículos de transporte de passageiros com mais de dez lugares, nos de transporte escolar e nos caminhões.
A medida está prevista no Projeto de Lei 936/11, do deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG), que modifica o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97).
Hoje, esses veículos já devem contar com um equipamento que registra a velocidade e o tempo automaticamente. O limitador de velocidade seria mais um instrumento obrigatório.
Redução de acidentes
O relator, deputado Lúcio Vale (PR-PA), recomendou a aprovação. Em sua avaliação, a proposta poderá reduzir o número de acidentes envolvendo caminhões e ônibus.
“O índice de acidentes envolvendo caminhões e ônibus, principalmente nas rodovias, é realmente muito alto. Estima-se que um terço dos desastres ocorridos no Brasil tenha a participação desses veículos, apesar de representarem apenas 5% da frota nacional”, observou.
Pela proposta, a regulamentação da medida ficará a cargo do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).
Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: Agência Câmara
Publicado em 27/11/2012 por Rafael Brusque Toporowicz no site http://blogdocaminhoneiro.com

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Programa Transportadora da Vida reduz em 32% acidentes envolvendo caminhões


Ocorreu na manhã de quarta-feira, 12, a solenidade de certificação de 35 empresas participantes do Programa Transportadora da Vida 2012, uma parceria entre o SETCERGS e a Fundação Thiago de Moraes Gonzaga. Instituído em 2006, o programa tem por objetivo reconhecer as empresas de transporte rodoviário de cargas que assumiram o compromisso com a vida, levando aos seus motoristas, familiares e comunidade, o conhecimento e a conscientização da responsabilidade durante a condução dos veículos.
A solenidade realizada no auditório do Centro de Eventos FIERGS foi prestigiada pelo Secretário de Infraestrutura e Logística do RS (SEINFRA/RS), Caleb de Oliveira; o comandante do Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM), Coronel Carlos Magno Schwartz Oliveira; a presidente da Fundação Thiago de Moraes Gonzaga, Diza Gonzaga; o presidente José Carlos Silvano, diretores e associados do SETCERGS.
Diza Gonzaga lembrou que o trânsito no Brasil apresenta números de uma guerra. "São mais de 50 mil mortes e 300 mil pessoas mutiladas ao ano. Entretanto, esses dados não são exatos porque só contabilizam os óbitos registrados nos locais dos acidentes, o que certamente elevaria as estatísticas para mais de 100 mil", declarou a presidente da Fundação, ressaltando que atualmente o país ocupa o quarto lugar em vítimas do trânsito.
Portadora de uma notícia animadora para mudar esse quadro trágico, Diza revelou que a parceria da Fundação Thiago de Moraes Gonzaga com o SETCERGS conseguiu reduzir em 32% o número de acidentes envolvendo "os gigantes da estradas", como ela denomina. "Tem empresa que alcançou o índice de 74%", comemorou o êxito dessa parceria.
O presidente José Carlos Silvano salientou que o SETCERGS vem se notabilizando por ações de responsabilidade social. "Optamos pela parceria com a Fundação por ser uma instituição que transcende as fronteiras do Brasil, com grande reconhecimento no exterior", assinalou. A cada ano o Programa vem ganhando mais adesões. "Isso mostra que o Sindicato optou pelo caminho certo, com a redução de acidentes de trânsito envolvendo os veículos de cargas. O selo Transportadora da Vida está difundindo nas estradas brasileiras essa união e integração de todos pela preservação da vida", complementou Silvano.
Já o titular da SEINFRA/RS comentou que acompanha há muito tempo as ações da Fundação Thiago de Moraes Gonzaga e do SETCERGS. "É muito positivo este esforço visando reduzir as mortes no trânsito. Sabemos que estamos devendo uma malha rodoviária mais adequada. Mas a capacidade de investimentos do Estado estava reduzida por outras questões. O trabalho do ex-secretário Beto Albuquerque permitiu que esse cenário esteja mudando", constatou Caleb de Oliveira.
Premiação



Este ano o Programa Transportadora da Vida inovou com a criação das categorias Transporte de Produto Perigoso e Transporte de Produto Não Perigoso, onde as empresas, ao se inscreverem, optaram pela categoria mais adequada a sua característica de operação. Também foram homenageados os motoristas das empresas pelo mérito alcançado em 2012. A Braskem, empresa "Amiga da Vida", que através da mobilização do grupo parceria consciente incentiva e realiza ações de conscientização e valorização da vida e a Vonpar, que solicita em seus processos de licitação a certificação no Programa Transportadora da Vida, também mereceram o reconhecimento no evento.
Coube aos presidentes José Carlos Silvano e Diza Gonzaga entregarem os troféus "Empresa Destaque 2012", nas categorias Bronze, Prata e Ouro para as seguintes empresas que atingiram a maior pontuação na lista de verificação:

Transporte de Produtos Perigosos
• Troféu Ouro: Henrique Stefani
• Troféu Prata: Roglio Logística
• Troféu Bronze: Eichenberg Kuehne Nagel Company

Transporte de Produto Não Perigosos
• Troféu Ouro: VBR Logística
• Troféu Prata: Panex Transporte
• Troféu Bronze: Scapini Transporte e Logística
Publicado em 13/12/2012 na Coluna do Jornal do Comércio - SETCERGS

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Acidentes envolvendo caminhões crescem 30% no noroeste paulista


A mistura de viagens longas e caminhoneiros que não descansam podem provocar acidentes e muitas vezes a morte de pessoas que não tem nada a ver com esse problema. Na região noroeste paulista, os casos têm sido cada vez mais freqüentes.

Sem o descanso necessário, muitos motoristas se arriscam e seguem viagem pelas rodovias. De acordo com levantamento da Polícia Rodoviária de janeiro a outubro deste ano 30% dos acidentes registrados na região envolveram caminhões.
Em Votuporanga (SP), um caminhão desgovernado tirou a vida de pai e filho há duas semanas e reabriu a discussão em torno do assunto, que precisa de atenção urgente de motoristas e autoridades. Jorge Dorti da Rocha, de 44 anos, e Anderson Pedro da Rocha, de 18, seguiam de bicicleta pelo acostamento da Rodovia Euclides da Cunha quando foram atingidos por um caminhão carregado com madeira.
Durante o registro da ocorrência, a polícia constatou que o motorista que provocou o acidente estava dirigindo há mais de sete horas sem parar para descansar. Um inquérito foi aberto e as circunstâncias que causaram o acidente serão investigadas pela Polícia Civil.
Uma lei aprovada pelo Governo Federal determina que a cada quatro horas seguidas ao volante o motorista de caminhão descanse meia hora. A medida, que entrou em vigor em setembro, foi prorrogada e deve passar a valer a partir de março de 2013 para que pontos de parada sejam instalados nas pistas.
Fonte: G1
Publicado em 04/12/2012 por  Rafael Brusque Toporowicz no site http://blogdocaminhoneiro.com/acidentes-envolvendo-caminhoes-crescem-30-no-noroeste-paulista

sábado, 17 de novembro de 2012

Dirigir com Economia


Para diminuir os gastos com combustível, que em alguns casos representa 35% da despesa final, muitos motoristas procuram por um veículo mais econômico. O que poucos sabem, porém, é que é possível conseguir essa economia somente mudando a forma de dirigir. Algumas atitudes simples, como ter sensibilidade e acreditar no torque do motor e no aproveitamento das marchas, utilizar o freio motor e não deixar o veículo na “banguela” nos declives, podem fazer a diferença. Além disso, não abrir mão dos cuidados normais de manutenção, como regulagem da bomba injetora, limpeza dos bicos e pressão dos pneus, podem ajudar nessa economia.
A Iveco, que possui uma gama de produtos e tecnologias que oferecem soluções completas na economia de combustível, traz aqui algumas dicas do supervisor de Assistência Técnica da Iveco, Carlos Augusto de Souza, que podem contribuir para a redução dos custos com combustível.
- Principais dicas para economizar combustível durante as viagens de caminhão
O controle visual do conta-giros do caminhão é uma forma extremamente eficiente de economia de combustível. Observando sempre o meio da faixa verde do ponteiro e com uma folga de pedal do acelerador, o motorista utilizará a faixa de torque do veículo. Nessas rotações a pressão de turbina diminui e a eficiência do motor aumenta reduzindo seu consumo. Outra alternativa, que complementa a primeira, é que uma boa parte dos caminhões Stralis tem medidor de pressão de turbo. Com este equipamento, administramos melhor o curso do acelerador já que ao pressionar o mesmo, instantaneamente a pressão do turbo varia o seu valor. Com este indicador é possível utilizar o mínimo de pressão e garantir um bom desempenho.
- Veículos sobrecarregados ou com carga mal distribuída consomem mais combustível
O sobrepeso compromete todos os componentes da suspensão, além de consumir mais combustível e diminuir a vida útil da embreagem. As cargas mal distribuídas lateralmente mudam o equilíbrio do veiculo e causam desgaste localizado; e as cargas mal distribuídas verticalmente comprometem a estabilidade direcional do veiculo, alterando seu centro de gravidade.
- Além dos riscos já conhecidos na prática da “banguela” (usar o ponto motor quando o veículo adquire velocidade), existem outros danos para o caminhão e tem reflexo no consumo de combustível
A banguela é uma prática antiga e já em fase de extinção, pois os motoristas foram lendo, recebendo informações e perceberam que utilizar o veículo engrenado além de ser mais seguro, é mais econômico que a banguela. Com o veículo engrenado e sem o acelerador pressionado, os motores entram em estado de corte (combustível zero), ou seja, o motor passa a segurar a carga e a carga empurra o veiculo. Dessa forma, é muito mais fácil manter o controle do veiculo e conseguir uma boa economia.
- Ar-condicionado consome mais combustível quando as janelas estão abertas
O ar condicionado de um caminhão é similar a uma geladeira doméstica. Quanto mais tempo a porta permanecer aberta, mais tempo o sistema deverá trabalhar para manter a temperatura pré-estabelecida. Dessa forma, o ar condicionado quando utilizado com janelas abertas nunca se desliga, e isso ocasiona um consumo adicional de combustível.
Fonte: Blog Iveco
Publicado em 24/10/2012 por Rafael Brusque Toporowicz no site http://blogdocaminhoneiro.com/dirigir-com-economia/

terça-feira, 10 de julho de 2012

Alerta! Uso do Cinto de Segurança???

Dia 10/07/2012 durante o periodo das 15 às 16hs. na Rua Dr. João Collin - Região Norte de Joinville próximo do Terminal Norte percebi, que o uso do cinto de segurança pelos motoristas dos veículos deixou de ser um quesito de segurança veicular. Para registro e reflexão, informo que para cada 10 motoristas, 5 motoristas não estavam usando o cinto de segurança naquele momento. Em determinados veiculos os passageiros desses veiculos não estavam usando o cinto de segurança, seguindo o exemplo do motorista. Nessa pesquisa momentânea, destaco os Motoristas de Automóveis de diversos modelos, Caminhões de Entrega e Vans (empresas e particulares). Onde está o "Comprometimento com a Direção Defensiva???" Fica registrado o Alerta! Palestrante José Rovani Palestras VIP para Motoristas Joinville - SC.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Os riscos de conduzir caminhões na chuva

Nada como uma chuva forte para colocar as habilidades de um motorista em teste, ainda mais se ele estiver conduzindo um caminhão carregado. A menor visibilidade – e os limpadores de para-brisa ajudando a desviar a atenção – exige concentração e boa capacidade de reação. Entre os principais problemas da água no asfalto, está a diminuição do coeficiente de atrito entre os pneus e a pista. Os primeiros 10 minutos são ainda mais perigosos, pois a água se mistura com a sujeira da estrada, como resíduos carbônicos e de óleo, pó de borracha, poeira, entre outros, formando uma camada escorregadia. Segundo o engenheiro Mauri Panitz, perito em segurança no trânsito, o coeficiente de atrito em condições normais é de 0,6, cai para 0,4 quando a chuva já lavou a pista e fica em 0,2 quando a chuva ainda está nos primeiros minutos. Quanto menor o coeficiente, menor o atrito com o asfalto, facilitando derrapagens. Para os caminhões, um dos principais riscos é o efeito L (também conhecido como jacknifing), quando o condutor perde o controle do trem de força e o semirreboque se projeta à frente. “Dependendo da velocidade, das ações do motorista, se ele fizer uma mudança brusca de direção, ou passar por um solavanco numa deformação da rodovia, ele perde aderência e quando vai tentar recuperar, não a encontra, pois a pista está ‘lubrificada’ com água e sujeira. Pior ainda se ele utilizar o freio, pois não haverá o trabalho mecânico de atrito em função da falta de aderência”, explica Panitz. Outra situação comum e perigosa é a hidroplanagem, também conhecida como aquaplanagem. Ela acontece quando a camada de água sobre a pista é muito espessa fazendo os pneus perderem contato com o asfalto e deslizarem na água. Júlio Cesar Zingalli, instrutor de direção defensiva do Centronor, alerta para a importância de reduzir a velocidade nesses casos, manter boa distância dos demais veículos e dá uma dica: “ao olhar pelo retrovisor, se o motorista não enxergar o rastro de água saindo dos pneus, é preciso diminuir mais a velocidade, pois há grande risco de aquaplanagem”. Confira outras dicas sugeridas pelo engenheiro Panitz e pelo instrutor Zingalli: 1. Diminua a velocidade, pois há perda de visibilidade, o coeficiente de atrito diminui e há perigo de derrapagens e hidroplanagem; 2. Mantenha distância de pelo menos 10 metros do veículo da frente; 3. Acenda o farol baixo durante o dia. Aumenta a visibilidade e alerta veículos de trás; 4. Ligue o desembaçador traseiro; 5. Evite freadas bruscas e não faça manobras perigosas; 6. Mantenha as borrachas dos limpadores de para-brisa em dia; 7. Pare em local seguro se a chuva estiver muito forte; 8. Não use as mãos para limpar vidros embaçados, pois eles ficarão engordurados. Utilize um pano apropriado, se possível com detergente neutro; 9. Ligue o ar-condicionado ou ventilador do caminhão e mantenha uma fresta da janela aberta para circular o ar. Se os vidros já estiverem embaçados, use ar quente; 10. Jamais faça ultrapassagens; 11. Procure rodar com a pressão adequada nos pneus; 12. Mantenha a velocidade constante, sem fortes acelerações ou freadas bruscas. Fonte: Terra Publicado em 09/07/2012 por Rafael Brusque Toporowicz no site http://blogdocaminhoneiro.com/os-riscos-de-conduzir-caminhoes-na-chuva

terça-feira, 3 de julho de 2012

FALTAM 50 MIL MOTORISTAS DE ÔNIBUS E CAMINHÕES EM TODO O PAÍS

De acordo com a Confederação Nacional dos Transportes, faltam 50 mil motoristas de ônibus e de caminhões em todo o País. Profissão têm se tornado desinteressante por muitos fatores, mas empresas apostam em plano de carreira e formação interna de profissionais dos volantes. Foto: Adamo Bazani Faltam 50 mil motoristas de ônibus e caminhões no País Oportunidades em outras áreas e baixa remuneração são algumas das explicações ADAMO BAZANI – CBN As imagens de longas filas de pessoas nas garagens de ônibus e caminhões em busca de uma vaga de emprego estão ficando cada vez mais raras. A constatação é das empresas, dos sindicatos das categorias e foi dimensionada pela CNT – Confederação Nacional dos Transportes. De acordo com o órgão, há uma carência de pelo menos 50 mil motoristas profissionais para transporte de passageiros e de carga. Para tentarem evitar que essa carência se torne um problema ainda maior, tanto a CNT, como sindicatos e empresas de ônibus ou transportadoras de carga criam programas de capacitação interna e de crescimento na carreira, para formarem profissionais de outros setores nas companhias para serem motoristas. Os motivos para que a profissão de motorista, que antes despertava tanto interesse, não ser mais atraente são vários. A remuneração é considerada baixa pela responsabilidade do serviço, nível de cobrança e desgaste. Há casos de motoristas de caminhão que acabam recebendo em torno de R$ 1000 em um mês. Muitos, mesmo pertencendo a empresas com frota considerável, acabam tendo de fazer longas viagens com poucos intervalos de descanso e ficam expostos à problemas de saúde e maiores riscos de acidente. Recentemente, entrou em vigor a lei que regulamenta o trabalho dos motoristas. Entre uma jornada de trabalho e outra durante um dia, o intervalo mínimo tem agora de ser de 11 horas, podendo ser dividido entre nove horas e mais duas horas. O motorista não pode dirigir por mais de quatro horas consecutivas sem um descanso de meia hora. Esse período pode ser prolongado para cinco horas, para o motorista achar um local seguro para estacionar. As refeições devem ser de uma hora. Na semana, o período total de descanso tem de ser de 35 horas. Mas os profissionais acreditam que, mesmo eles tendo de colaborar com essa lei, na prática, pouco vai mudar. Os prazos apertados para entregas de cargas e as más condições das estradas, que tornam as viagens mais demoradas, devem fazer muita gente burlar a lei, mesmo com as punições previstas. Em relação aos motoristas de ônibus, com exceções decorrentes de problemas que fogem do controle das companhias e profissionais, como trânsito que atrasam as chegadas e partidas (os passageiros não podem ser largados no meio do caminho porque deu o horário do motorista), as cargas horárias são, em geral, mais respeitadas, embora existam empresas que também burlam as legislações e acordos de convenções coletivas. No caso das companhias de transportes urbanos, a variação salarial é muito grande entre uma região e outra. Em Curitiba, por exemplo, o salário de um motorista de ônibus é de R$ 1503,00. Já no ABC Paulista, com uma carga horária um pouco maior, os vencimentos dos profissionais de ônibus urbanos são de R$ 2.047,00. Essa variação faz com que as carências de mão de obra sejam diferentes em cada região. No mesmo ABC, há empresas com “filas de currículos”. FORMAÇÃO DE PROFISSIONAIS: Cada vez mais as empresas de ônibus têm investido em formação interna para os motoristas. Funcionários de outros setores, com remuneração menores, têm sido incentivados a operarem os ônibus. Celso Adolfato, coordenador de Recursos Humanos do Grupo Leblon Transporte de Passageiros, afirma que a empresa, que atua no Paraná e em São Paulo, faz um trabalho de plano de carreira para cobradores. “Analisamos os potenciais do cobrador. Depois de dois anos e meio de empresa, consultamos se ele possui carta de habilitação que o permita dirigir ônibus. É feito o convite. Se ele aceita, fazemos todos os treinamentos internos exigidos por legislação e de iniciativa da empresa. Em seguida, ele fica de dois a três meses no setor de manobra, trabalhando dentro da garagem. Se os instrutores acharem que ele está apto, o novo motorista sai acompanhado por um profissional mais experiente por uma semana numa linha mais tranqüila, até se sentir seguro” – explica Adolfato. O coordenador de RH da empresa começou como cobrador até chegar ao posto onde está, mas sente que com o passar do tempo, muitas pessoas perderam interesse pela direção. “E não é só o motivo salarial, embora que este fator tem de ser considerado também. Hoje, há outras oportunidades profissionais para jovens que estão entrando no mercado de trabalho. Muitos não têm mais o transporte como objetivo de suas vidas, mas apenas como uma ponte para ganharem um dinheiro para pagarem um curso em outras áreas. Além disso, por conta da nova dinâmica das cidades, das fiscalizações mais intensas, hoje, se perdeu um pouco daquele laço familiar no qual, por exemplo, o filho saía com o pai motorista e ficava o dia todo rodando no ônibus com ele, o admirava e queria seguir a mesma profissão” – explicou Adolfato. As empresas de ônibus rodoviários e de fretamento também enfrentam o problema. No caso do fretamento, a reclamação por parte de alguns funcionários é que depois de trabalharem toda a semana em serviço contínuo, como operando para indústrias e faculdades, eles são obrigados a trabalharem no fretamento eventual, tanto para serviços curtos, como para grandes viagens. Muitos motoristas, no entanto, buscam estas viagens a mais, por ser uma oportunidade de maior remuneração no final do mês. A violência em relação aos assaltos e o estresse e violência do trânsito também são motivos para que as pessoas pensem duas vezes antes de assumirem os volantes de ônibus e caminhões. Segundo sondagem da CNT, a paixão pelo volante ainda existe, mas muitos acabam se sentido desestimulados e atraídos por outras áreas. A formação interna, além de programas de reciclagem e melhoria nas condições de trabalho e de vida, com ações como acompanhamento psicológico e ginástica laboral, são essenciais para a atual situação. Mas, apesar de serem cada vez mais presentes nas companhias, ainda fazem parte da realidade de uma pequena parcela dos motoristas, Publicado em 03/07/2012 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus