Motorista Comprometido

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Notícias

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Entenda como será a fiscalização de caminhoneiros

As resoluções 405 e 406, que regulamentam a lei nº 12.619, explicam como vai funcionar a fiscalização da jornada de trabalho dos caminhoneiros. De acordo com a lei, o motorista profissional (condutor que exerce atividade remunerada ao veículo) tem direito a repouso diário de 11 horas, além do descanso de 30 minutos a cada 4 horas ininterruptas de direção. A resolução número 405 determina que o controle do tempo de direção e descanso será realizado através do registrador instantâneo e inalterável de velocidade, conhecido como tacógrafo. Este equipamento é obrigatório nos veículos de transporte escolar, transporte de passageiros com mais de dez lugares e de carga com peso bruto total superior a 4.536 kg. Além do controle digital, foram estabelecidas normas para registro manual da jornada de trabalho em diário de bordo ou ficha de trabalho. A outra resolução traz os requisitos mínimos do registrador, entre eles, a aprovação do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e o registro dos dados referentes ao período de 24 horas em um único disco. O descumprimento dessas normas caracteriza infração grave, o que gera multa de R$ 127,69, cinco pontos na CNH e retenção do veículo. O Denatran acredita que com a entrada em vigor das normas haverá redução significativa no número de acidentes e óbitos, relacionados à fadiga e ao cansaço de motoristas profissionais nas vias públicas do país. Fonte: GAZ Publicado em 22/06/2012 por Rafael Brusque Toporowicz http://blogdocaminhoneiro.com/entenda-como-sera-a-fiscalizacao-de-caminhoneiros/?

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Excesso no tempo de direção de motoristas é um dos principais causadores de acidentes em rodovias federais

Segundo um levantamento realizado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), mais de 34, 67% dos veículos envolvidos em acidentes nas estradas federais eram de transporte de carga. Dados divulgados pela PRF, durante o XII Seminário Brasileiro do Transporte Rodoviário de Cargas nesta quarta-feira (13) na Câmara dos Deputados, mostram que a falta de descanso desses motoristas e a direção ininterrupta dos veículos são os principais causadores de acidentes. De acordo com o chefe da Divisão de Multas e Penalidades da PRF, o inspetor Jerry Dias, os acidentes aumentam durante o fim de semana. A realização do percurso durante a noite é também onde ocorre a maioria dos acidentes. “Entre 20h e 5h, eles são 100% mais letais do que os que acontecem durante o dia, devido ao cansaço, pouca iluminação, curvas mal sinalizadas. O descanso noturno é essencial”, informou o inspetor. Durante a realização do “Comandos de Saúde”, trabalho preventivo realizado pela PRF com motoristas de cargas no qual são oferecidos diversos exames de saúde desde 2006, foram apresentados dados preocupantes. Dos cerca de 8 mil condutores examinados, 10% apresentavam sonolência diurna; 17,4% dos que afirmavam não possuir nenhuma dificuldade com relação a visão, apresentavam problemas oftalmológicos, como a miopia; e 30% dos examinados eram consumidores de grandes quantidades de álcool. “Se eles tem esse problema, existe a grande possibilidade de eles dirigirem sob esse efeito, podendo causar graves acidentes”, preocupa-se Jerry. Além disso, mais de 38% se encontravam com carga horária excessiva. Parceria com o Ministério Público do Trabalho O excesso de horas na direção de um veículo é também uma preocupação do Ministério Público do Trabalho (MPT), conforme o procurador regional do Trabalho, Paulo Douglas, cujo trabalho é uma parceria com a PRF para garantir o cumprimento da Lei 12.619/2012, que regulamenta a profissão de motorista. Segundo o procurador, o MPT pode contribuir em três diferentes eixos. “Inicialmente, iremos realizar fiscalizações, mas com a intenção educativa, com distribuição de cartilhas e conscientização de trabalhadores e empresas. Após um tempo, com essa campanha, poderemos entrar com o segundo eixo, no aspecto repressivo, com aplicação de multas.” Paradas de descanso O terceiro eixo de contribuição seria ajudar com a infraestrutura das rodovias. Durante a tramitação do Projeto da Lei, foi retirado o artigo que obrigava as concessionárias a implantar paradas a cada 200 km para o descanso de 30 minutos previstos a cada quatro horas de direção. “Podemos também exigir judicialmente a implantação de políticas públicas para que haja mais segurança para que os condutores possam realizar seus intervalos, de forma que a lei possa ser cumprida”, disse. De acordo com o diretor executivo jurídico da Associação Nacional de Transporte de Cargas (NTC) & Logística, Marco Aurélio Ribeiro, a retirada do artigo que garantia essa obrigatoriedade das paradas de descanso se deve a interesses econômicos das concessionárias. Para ele, caso houvesse sido aprovado, poderia haver reequilíbrio de contratos e até mesmo aumento das tarifas cobradas nos pedágios. “Em 15.365 km de rodovias federais, existem 55 concessionárias responsáveis que só em 2011 arrecadaram R$ 12, 1 trilhões. Todo o ano, quando ocorre o reajuste, há um arredondamento do valor em cerca de três a quatro centavos que poderia muito bem ser destinado para a construção dessas paradas.” Apesar das críticas, representantes de órgãos públicos e de entidades laboral e patronal concordam que a aprovação da lei é uma grande conquista para a sociedade brasileira. “Não é a melhor lei do mundo. Todo resultado de uma discussão de várias entidades envolvidas possui muitas concessões que não deixam todos os lados satisfeitos, mas é uma grande conquista para o Brasil, que deve incentivar a continuação do debate”, afirmou o procurador regional do Trabalho, Paulo Douglas. Fonte: Agência T1 Publicado em 20/06/2012 por Rafael Brusque Toporowicz no site http://blogdocaminhoneiro.com/excesso-no-tempo-de-direcao-de-motoristas-e-um-dos-principais-causadores-de-acidentes-em-rodovias-federais/

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Transporte de Madeiras - Alerta nas Estradas

Para conhecimento e registro sobre o transporte de madeiras associado aos riscos nas estradas onde circulam caminhões nas condições que podem ser observadas nas fotos anexo. As fotos foram tiradas durante a viagem entre Lages e Otacílio Costa em SC. Caminhões circulando nas estradas em velocidades que comprometem a segurança, motoristas não usando cinto de segurança e estacionando na pista sem nenhuma sinalização. A segurança no trânsito depende de todos! Pense nisso e aja! Eng. José Rovani Palestras VIP para Motoristas - Hands On

sábado, 16 de junho de 2012

Programa Estadual poderá realizar exame de sono em motoristas para reduzir acidentes

“O Programa vai integrar a política pública de saúde e segurança no trânsito do estado de Mato Grosso, possibilitando diagnosticar e tratar problemas do sono”, explica o deputado Nininho Fonte: Naíla Albuquerque A segurança no trânsito tem se tornado uma das principais bandeiras da saúde preventiva em defesa pela vida no Brasil. Em Mato Grosso essa realidade não é diferente, pois cerca de 50% da produção de grãos do Estado é escoada do Norte para o Sul do Estado utilizando a malha rodoviária vindo ao encontro da ferroviária localizada em Alto Taquari, Alto Araguaia e Itiquira nos terminais da ALL. O grande tráfego de veículos de carga pesada, falta de manutenção das rodovias, cansaço do condutor e o fato da maior parte dos trechos não estar duplicado aumenta a exposição do condutor ao perigo iminente de acidente. Nesse contexto, o Projeto de Lei que tramita na Assembleia Legislativa de Mato Grosso para criar o Programa Estadual de Avaliação Compulsória de Motoristas de Transportes de Carga ou Passageiros tem como prerrogativa auxiliar na avaliação das condições de saúde desses profissionais e reduzir o número de acidentes nas estradas. A proposta foi apresentada pelo deputado estadual, Ondanir Bortolini – o Nininho (PR/MT). Para o diretor-executivo da Associação dos Transportadores de Carga de Mato Grosso, Miguel Mendes esse Projeto cria um Programa muito interessante para Mato Grosso e, com certeza, auxiliará na redução dos acidentes e a melhorar a qualidade de trabalho para os motoristas. Mendes assegura que a chegada dos trilhos da ALL em Itiquira e sua extensão até Rondonópolis prevista para 2013 irão aumentar o fluxo de caminhões na Região Sul do Estado em até 30%, em um entroncamento de rodovias (BRs 163/364) já saturado. “A consequência da elevação de tráfego sem estrutura tem gerado aumento no número de acidentes”, ressalta ele. O deputado estadual, Nininho enfatiza a importância da ATC em Mato Grosso e explica que busca defender esse Projeto na Casa de Leis Estadual em defesa da categoria com a oferta gratuita do exame de Polissonografia. O exame faz um levantamento da atividade cerebral para verificar se o motorista consegue descansar enquanto dorme, assim, torna possível ver as condições de saúde para dirigir. Um dos maiores problemas detectados na polissonografia é a Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono, totalmente prejudicial ao descanso enquanto o motorista tenta repousar. “O Programa vai integrar as políticas públicas de saúde e segurança no trânsito do estado de Mato Grosso, possibilitando diagnosticar e tratar problemas decorrentes de sonolência dos condutores. Essa nova proposta pode ajudar a melhorar a qualidade de vida dos motoristas, muitas vezes expostos a cargas horárias excessivas de trabalho, reduz acidentes e promove maior tranquilidade para quem vai ‘pegar’ estrada”, defende o legislador. Caso vire Lei, todos os motoristas de transporte de cargas ou passageiros que exerçam suas atividades em Mato Grosso, com periodicidade anual deverão realizar o exame, com agendamento prévio de consulta na rede pública estadual de saúde ou em clínicas conveniadas. A Polícia Rodoviária Federal ficará responsável pela fiscalização dos motoristas para cumprimento do Programa. Publicado em 16/06/2012 no site http://www.expressomt.com.br Grupo do LinkedIn - Sinistro de Transporte

Fórum em São Caetano do Sul vai discutir como tornar as cidades amigáveis

É nítido que o espaço urbano tem sido mal usado e fica cada vez mais escasso, o que provoca uma verdadeira disputa nas ruas e avenidas das cidades, marcada por estresse, intolerância e violência, isso sem contar com a poluição e as doenças associadas. O incentivo aos transportes públicos e ao uso das bicicletas é a solução mais viável para que as cidades venham a servir pessoas e não automóveis, sem que haja desperdício de área pública. Fórum em São Caetano do Sul vai discutir as melhores formas de aproveitar de maneira consciente o espaço urbano com deslocamentos eficientes e maior qualidade de vida. Foto: Reprodução. Fórum Cidades Amigáveis discute como usar melhor o espaço urbano Evento é uma iniciativa da Prefeitura de São Caetano do Sul e ANTP e vai elaborar documento com dez soluções que vão basear estudos e ações para melhorar vida nas cidades. ADAMO BAZANI – CBN As cidades têm oferecido realmente o que as pessoas precisam? As vias públicas têm sido locais de convivência e palco para a vida com cidadania ou apenas corredores de passagem de pessoas com pressa e muitas vezes marcadas pelo individualismo que as faz não conseguir enxergar que os outros possuem também suas necessidades e direitos? Essas e outras questões como melhor usar o espaço público, dando preferência ao ser humano e vez de máquinas, ao transporte coletivo que polui menos e usa melhor o espaço urbano e o incentivo dos deslocamentos a pé e por bicicletas são alguns dos temas que vão ser debatidos no I Encontro Cidades Amigáveis, evento feito em parceria entre a ANTP – Associação Nacional dos Transportes Públicos e a Prefeitura de São Caetano do Sul, no ABC Paulista. O Fórum ocorre neste sábado e domingo, nos dias 16 e 17 de junho, no Campus II da Universidade Municipal de São Caetano do Sul, que fica na Rua Santo Antônio, número 50, perto do Terminal de Ônibus de São Caetano. O primeiro dia trará gestores públicos, profissionais, especialistas e acadêmicos que vão expor diversos pontos de vista, soluções e experiências concretas que deram certo em suas regiões e que podem ser adaptadas para qualquer cidade. As apresentações têm início às nove horas da manhã. Os debates serão os seguintes: Cidade Amigável é Cidade Segura Iliomar Darronqui Secretário de Mobilidade de São Caetano do Sul Altamirando Fernandes Secretaria Municipal de Meio Ambiente/RJ Segurança viária e externalidades no transporte público Thiago Benicchio Associação Ciclocidades Eduardo Vasconcelos Consultor da ANTP Philip Antony Gold Ombudsman CET/SP Renato Boareto IEMA-Instituto de Energia e Meio Ambiente Tráfego compartilhado em áreas urbanas: boas práticas brasileiras Reginaldo Paiva Presidente da Comissão Técnica de Bicicletas da ANTP Rogério Crantschaninov Presidente da CET de Santos Nilton Pereira de Andrade Superintendência Transporte e Trânsito de João Pessoa Renato Gianolla Presidente da URBES – Sorocaba/SP Saúde e Segurança de Ciclistas e Pedestres Ailton Brasiliense Pires Presidente da ANTP Carmem Vinagre Hospital das Clinicas de São Paulo Professora Rosa Vieira Univ. São Caetano do Sul Américo Tomás da Costa Prefeitura de São Caetano Nazareno S. Affonso MDT e ANTP/Brasília Já no dia 17, as atividades serão diferentes e vão envolver ações práticas de conscientização como exposições, passeio ciclístico, oficinas com crianças e plantio de árvores, com início às 9 horas da manhã. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: (11) 3371 – 2299. Com o crescimento populacional e principalmente da frota de veículos que supera o ritmo da expansão da população, o espaço urbano tem se tornado cada vez mais disputado, raro e caro. Em muitas casos, por conta dessa disputa pelo espaço, não são raras cenas de violência como brigas de trânsito e discussões até mesmo nas estreitas calçadas, que se torna cada vez menores. Eventos que discutem alternativas para a solução deste que é um dos principais problemas em todo o País, que há muito tempo se tornou majoritariamente urbano, com tendência a se urbanizar ainda mais, são essenciais para que a vida nas cidades não se torne inviável. Ao final dos trabalhos será elaborada uma carta com dez propostas. O documento será usado para basear estudos e ações de mobilidade. Publicado em 15/06/2012 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Palestras VIP para os Motoristas da TRANSTUSA - Joinville

Dia 14/06/2012 ministrei "Palestras VIP para os Motoristas da TRANSTUSA" no periodo da manhã e tarde dessa quinta-feira. Socializado conhecimentos e experiências no sentido de gerar excelência nos serviços prestados pelas Equipes de Motoristas no transporte público em Joinville. As Equipes de Motoristas participaram com muita vibração e comprometimento nos temas abordados. Parabenizo o profissionalismo da TRANSTUSA - Joinville - SC. Palestrante José Rovani - HighPluss Treinamentos

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Autônomos – Trabalhando sob pressão

Assim como qualquer outro emprego requer certas condições, conhecimentos e habilidades ao candidato para contratação, quem trabalha como motorista autônomo tem de cumprir uma série de exigências para sempre conseguir cargas, ir para a estrada e ganhar o próprio sustento. Em geral, as empresas solicitam três itens básicos: nome atualizado junto a seguradoras, caminhão com menos de 10 anos de uso e sistema de rastreamento. “As transportadoras pedem tudo quanto é coisa”, brinca o carreteiro René Sandre, de 58 anos e autônomo desde os 20. Em sua opinião, o profissional independente precisa estar cadastrado em todas as seguradoras. “Não basta ter só uma, porque as transportadoras trabalham com empresas diferentes e para não perder carga é melhor ter todas”, acrescenta. As condições do veículo do autônomo também são avaliadas pelas empresas. “Como o caminhão é a nossa ferramenta de trabalho, precisa estar em bom estado, os contratantes exigem veículos com 10 anos de uso no máximo,” explica o motorista João Pelegrino Mataloso. Dono de um Scania, ano 92, João considera difícil dizer qual o modelo preferido pelos transportadores na hora da contratação. “Não tem um tipo de veículo mais pedido, o modelo é de acordo com o tipo de carga a ser transportada”, explica o autônomo. O sistema de rastreamento é outra exigência constante na lista de requisitos para se conseguir cargas. “Os contratantes preferem os caminhões que tem rastreador com teclado”, diz o carreteiro Vandimar Gomes Macedo, 36 anos de idade e 18 de profissão e autônomo desde 2009. Mesmo com a alta procura das transportadoras por essa exigência, grande parte dos carreteiros não conta com o equipamento. “Não tenho rastreador porque ele seria mais uma despesa. Fora todos os outros gastos durante as viagens, eu desembolsaria uma taxa fixa e mensal para a utilização do sistema”, justifica. Já Alfredo Carlos Magnus, transportador de máquinas e peças indivisíveis do Rio Grande do Sul para o Rio de Janeiro, aponta outro motivo para a falta de adesão do equipamento. “Não tenho e nem quero ter, isso é um ‘prato cheio’ para os assaltantes. Como posso deixar que alguém saiba o lugar exato onde estou? Prefiro não ter, porque se alguma coisa acontecesse comigo na estrada, desconfiaria do sistema”, pontua o carreteiro. No entanto, o assessor da presidência no Setcesp (Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região), Adauto Bentivegna Filho, diz que “esses e outros requisitos são importantes para garantir um transporte mais seguro tanto para a vida do motorista quanto para manter as condições de uso do bem transportado”. Cientes das condições impostas pelo mercado para se trabalhar, autônomos tentam cumprir a lista de requisitos, mas não demonstram tanto empenho em preencher 100% dos pedidos das transportadoras, por conta da desvalorização da categoria, os baixos fretes pagos pelos carregamentos, além das comissões embolsadas por agenciadores de cargas e a aplicação de restrições à circulação de caminhões nas principais vias centrais das capitais. Os inconvenientes do dia a dia da profissão têm desmotivado motoristas a permanecerem na profissão. Ilmar Maoski, autônomo há oito anos, diz sentir-se desvalorizado e pensa em vender o caminhão. ” A vida na estrada é sofrida, as viagens não compensam mais, os fretes estão tão baixos que as vezes volto de uma cidade para outra vazio. Prefiro não carregar”, reclama. Levantamento realizado no início desse ano pela NTC & Logística, entidade representativa do setor, aponta defasagem de 11,95% nos fretes pagos pelo transporte rodoviário de cargas no Brasil. Além disso, segundo o autônomo Vandimar Macedo, o lucro pela carga transportada cai ainda mais devido a comissão paga ao agenciador. “Se, por exemplo, as empresas oferecem R$2 mil para uma viagem de São Paulo a Brasília, os agenciadores pegam R$ 500 como comissão e divulgam um frete de apenas R$1.500″ diz. A agenciadora de cargas do Terminal Fernão Dias, Fernanda Souza Maia, explica que não há uma porcentagem padrão usada no cálculo da comissão dos agenciadores. “Existem períodos em que a procura pela carga é muito grande, então é onde podemos cobrar um valor maior pela comissão, mas existe também o outro lado, quando temos muitas cargas e poucos motoristas. Muitas vezes cobramos abaixo que de costume para não perder a transportadora”, explica. Para o autônomo Arlindo Almeida Fernandes, há companheiros de profissão que contribuem para a existência de fretes com baixos. “Como têm muitos autônomos no mercado, as transportadoras jogam o valor do frete lá embaixo e acabam escolhendo o motorista que aceita o preço oferecido”, afirma. Enquanto as mudanças tanto para o setor quanto para a categoria não chegam, o assessor da presidência do Setcesp aconselha aos autônomos a investirem no aprimoramento profissional. “É importante fazer cursos de reciclagem oferecidos pelo Sest Senat, manter documentos em ordem e atualizados, além de possuírem veículos em condições de uso e com a segurança necessária”, sugere Adauto Bentivegna. Norival de Almeida Silva, presidente do Sindicam (Sindicado dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens do Estado de São Paulo), concorda com o representante do Setcesp e acrescenta que deve haver mais união entre os profissionais da categoria. “É preciso chamar a atenção dos autônomos para que sejam mais presentes perante suas entidades e dirigentes, cobrando mais direitos e informações sobre o segmento onde trabalham. Fonte: Revista O Carreteiro Publicado em 06/06/2012 por Rafael Brusque Toporowicz no site http://blogdocaminhoneiro.com/autonomos-trabalhando-sob-pressao/

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Motorista de ônibus é profissão que defende a natureza de acordo com a OIT

Motorista de ônibus é considerada pela OIT – Organização Internacional do Trabalho como profissão verde. A função auxilia no combate aos impactos negativos ao meio ambiente. Mas no Brasil é muito mais que isso. Entre os setores que possibilitam um desenvolvimento sustentável, ou seja, crescimento com respeito ao meio ambiente, o de transportes é o que mais gera empregos formais, ou sejam respaldados pela lei e que refletem em arrecadação de impostos para o financiamento de diversas áreas essenciais, como saúde e educação. Sendo assim, os transportes coletivos são um ramo que estão de acordo com as discussões da Rio +20: o estímulo a economias que respeitem o meio ambiente e proporcionem ao mesmo tempo progresso. Essas economias são vistas como solução de fato para os problemas da natureza e combate à miséria. Foto: Adamo Bazani. Motorista de ônibus é considerada profissão ecológica pela OIT Transportes coletivos, além de combaterem a poluição do ar, geram empregos formais, renda e impostos que financiam o desenvolvimento sustentado, de acordo com Organização Internacional do Trabalho ADAMO BAZANI – CBN Quando você ver da próxima vez um motorista de ônibus em trabalho, não o encare apenas como um profissional do volante, mas sim como um agente em prol da melhoria do meio ambiente. É assim que é vista a profissão pela OIT – Organização Internacional do Trabalho. Para a OIT toda a ocupação que ajuda a reduzir os impactos sobre a natureza pode ser considerada “profissão verde”. O órgão considera o motorista de ônibus como um destes profissionais pelo fato de o transporte público ser uma das soluções para os problemas de poluição atmosférica pelo excesso de veículos particulares nas ruas que não só reduz a qualidade de vida nas cidades, mas que também ocasiona a morte de pelo menos sete mil pessoas por ano só numa metrópole como São Paulo, de acordo com a USP – Universidade de São Paulo. O alerta é de Paulo Mouçouçah, coordenador do Programa de Trabalho Decente e empregos do escritório do OIT – Organização Internacional do Trabalho no Brasil. A classificação dos empregos verdes vem no sentido da Rio + 20, conferência mundial sobre meio ambiente. Muito mais que desmantamento, poluição ou emissão de gases, os objetivos principais da conferência são discutir formas de criar uma economia sustentável, ou seja, estimular setores que produzem desenvolvimento e que ao mesmo tempo preservem o meio ambiente. E o setor de transportes públicos é um deles. Além de motoristas de ônibus, todas as profissões ligadas aos transportes públicos são consideradas como as que fazem partem da cadeia produtiva da economia sustentável. TRANSPORTE COLETIVO É O SETOR COM UMA DAS MAIORES REPRESENTATIVIDADES EM NÍVEL DE EMPREGO: Dados da OIT de 2010 mostram que no Brasil existem aproximadamente 2,9 milhões de “profissionais-verdes”. Destes, apenas 6,6% estão no mercado formal, com registro em carteira e maior recolhimento de impostos. O setor de transportes, em especial o coletivo de passageiros, responde por 857 mil destas vagas, um dos maiores índices de ocupação formal. Ou seja, além de ajudar a reduzir nas emissões de poluição, o setor de transporte coletivo gera desenvolvimento para o País e as demais áreas por ser um dos que mais contribuem com impostos que financiam diversos setores, como saúde e educação, segundo a Organização Internacional do Trabalho. No caso da saúde, há ganhos acumulados. As empresas de transportes coletivos auxiliam no combate a poluição ao tirar veículos das ruas, o que diminui os gastos com a saúde. Além disso, é um dos que mais contribuem com impostos para os gastos em saúde que ainda existem e que muitas vezes são gerados pela poluição ocasionada pelo uso desenfreado do carro particular. Depois dos transportes coletivos, há outros setores importantes em números na geração de emprego e renda, com respeito ao meio ambiente, de acordo com relatório da OIT no Brasil. - Transportes coletivos e alternativos aos individuais: 857 mil postos de trabalho - Geração e distribuição de energia renovável: 580 mil vagas. - Manutenção e recuperação de materiais: 498 mil vagas - Telecomunicações e teleatendimento (que reduz os deslocamentos nas cidades): 485 mil vagas - Saneamento e gestão de resíduos: 335 mil empregos. - Produção e manejo ambiental: 194 mil postos. A economia verde não só vai ajudar no combate aos impactos negativos ao meio ambiente, mas na luta pela erradicação da miséria. Para todo o mundo, relatório da OIT feito em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Organização Internacional de Empregadores (OIE) e a Confederação Sindical Internacional (CSI), aponta que essa transição para uma economia mais verde pode gerar entre 15 e 60 milhões de novos empregos nos próximos vinte anos, tirando de fato pessoas da miséria, sem assistencialismo. Publicado em 05/06/2012 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Palestra VIP para Motoristas da Transtusa - Joinville

Dia 30/05/2012 no periodo da manhã e tarde foram realizadas "Palestras VIP para os Motoristas da TRANSTUSA". Socializado conhecimentos e experiências no sentido de gerar excelência nos serviços prestados pelas Equipes de Motoristas no transporte público em Joinville. As Equipes de Motoristas participaram com muita vibração e comprometimento nos temas abordados. Parabenizo o profissionalismo da TRANSTUSA - Transporte e Turismo Santo Antônio - Joinville - SC. Palestrante José Rovani - HighPluss Treinamentos