Motorista Comprometido

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terça-feira, 31 de julho de 2012

Greve dos Caminhoneiros deve chegar ao fim

Greve dos caminhoneiros: Em reunião com centrais sindicais, governo pede prazo até o dia 08 de agosto para dar resposta às reivindicações e greve deve ser suspensa. GREVE DS CAMINHONEIROS: Categoria deve voltar ao trabalho Resposta do Governo quanto às reivindicações deve ser dada até 08 de agosto mediante fim dos bloqueios. ADAMO BAZANI – CBN O Governo Federal disse que até dia 08 de agosto deve dar uma resposta quanto às reivindicações dos caminhoneiros em greve desde o dia 25 de julho. No entanto, para isso, a categoria deve terminar com as ondas de bloqueios e protestos nas estradas que têm ocasionado desabastecimento em alguns estados, dificuldade de escoamento da produção nas indústrias e frigoríficos, além de grandes atrasos nos horários dos ônibus rodoviários. Os caminhoneiros concordaram e devem voltar ao trabalho. O ministro dos transportes, Paulo Sérgio Passos, representantes sindicais e técnicos da ANTT – Agência Nacional dos Transportes Terrestres se reuniram para tentarem chegar a um acordo. A greve não é unanimidade entre as centrais reunidas no encontro. A CNTA – Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos é contra as paralisações, posição bem diferente de uma das entidades que organizaram os piquetes, o MUBC – Movimento União Brasil Caminhoneiro. As duas representações concordam, no entanto, sobre o que chamam de necessidade de mudança da Lei 12.619, sancionada pela presidente Dilma Rousseff. A lei tenta regulamentar a profissão de motorista de caminhão e de ônibus nas estradas brasileiras. As fiscalizações começaram nesta segunda-feira, MAS AGORA ESTÃO SUSPENSAS POR 30 DIAS. A carga horária diária dos motoristas não pode ser superior a 09 horas ininterruptas. O descanso ininterrupto entre uma jornada e outra deve ser de 11 horas. Já o descanso semanal total deve somar 35 horas. A lei também obriga, com base em estudos de medicina de tráfego, uma parada de 30 minutos a cada quatro horas ao volante. Os caminhoneiros dizem que a não flexibilização de jornada pode fazer com que os ganhos financeiros caiam, principalmente para os transportadores autônomos, que precisam fazer vários fretes para que o negócio seja vantajoso. Além disso, argumentam que as rodovias no país não oferecem condições para o cumprimento da lei, sem locais adequados e seguros para as exigências das paradas de descanso. O Governo contra-argumenta dizendo que a regulamentação da carga horária dos motoristas é importante para evitar abuso da mão de obra, muito recorrente no setor de transportes, mais ainda no de cargas, e reduzir o número de acidentes, boa parte causada pelo sono, cansaço e falta de concentração dos motoristas. O possível baixo valor dos fretes, as exigências maiores para novos motoristas receberem permissão da ANTT para trabalharem e o impedimento de transportadores de cooperativas fazerem serviços autônomos são outros motivos de queixas dos caminhoneiros. Publicado em 31/07/2012 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus

GREVE DOS CAMINHONEIROS: Reunião tenta por fim às paralisações

Greve dos caminhoneiros já tem prejudicado o abastecimento de alimentos, o escoamento de frigoríficos e provoca grandes atrasos em viagens de ônibus rodoviários. Reunião tenta fim das manifestações. GREVE DOS CAMINHONEIROS: Reunião tenta por fim a protestos Representantes de grevistas e da ANTT vão discutir os motivos da paralisação dos caminhoneiros que tem prejudicado o abastecimento e atrasado horários de ônibus. ADAMO BAZANI – CBN A greve dos caminhoneiros que ocorre desde o dia 25 de julho tem se intensificado e os bloqueios em rodovias importantes, como a BR 116 e a Rodovia Presidente Dutra, se tornam cada vez mais freqüentes e demorados. As paralisações já ameaçam o escoamento da produção de frigoríficos do Sul do País, têm ocasionado desabastecimento em algumas centrais, como no Rio de Janeiro, e longos atrasos em viagens de ônibus rodoviários. No trajeto Rio – São Paulo, por exemplo, as viagens ficam cerca de 2 horas mais demoradas. Das 63 linhas de ônibus que param no Terminal Rodoviário do Tietê, 14 passam pela Dutra. Ônibus com viagens mais longas, como para o Nordeste, por exemplo, chegam a enfrentar mais de um bloqueio por parte dos caminhoneiros. As representações dos caminhoneiros, como o Movimento União Brasil Caminhoneiro – MUBC, e outras centrais, e a ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres devem se reunir nesta terça-feira para discutirem as reivindicações dos profissionais. Uma das principais queixas é em relação à nova lei que regulamenta a profissão de motorista que também não é bem vista pelos donos de transportadoras. A lei estabelece descanso de 11 horas no mínimo entre o início das jornadas, intervalo de uma hora para o almoço e de 30 minutos a cada quatro horas trabalhadas. O objetivo da lei é diminuir jornadas excessivas no trabalho e assim aumentar a segurança das estradas. Mesmo tendo uma frota de menos de 18% em todo o País, de acordo com o Denatran _ Departamento Nacional de Trânsito, 30% dos acidentes com morte nas estradas têm envolvimento de caminhões. O número é muito alto pela proporção da frota. Os donos de veículos, principalmente os autônomos, se queixam que a lei ao limitar as jornadas vai reduzir os ganhos e também das faltas de condições para conseguirem realizar as paradas. Não há em todas as estradas pátios e pousadas que ofereceram segurança, tanto em relação ao tráfego como a riscos de assaltos. O valor do frete e o impedimento de caminhoneiros que pertencem a cooperativas fazerem contratos de transporte autônomos, além do ingresso mais difícil de novos profissionais, também são queixas por parte dos motoristas. Publicado em 31/07/2012 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus

Número de acidentes com ônibus cai, mas continua alto

Ônibus que colidiu com carro na Capital Paulista. Número de acidentes com vítimas envolvendo ônibus em São Paulo teve queda de 8% entre o primeiro bimestre deste ano e o mesmo período do ano passado, mas o número de ocorrências continua alto, com 781 ocorrências. Cai número de atropelamento por ônibus em São Paulo, mas quantidade ainda é alta Acidentes envolvendo ônibus e pedestres tiveram redução de 8%. Já os de outros tipos tiveram queda de 4,1%. ADAMO BAZANI – CBN Houve uma redução do número de atropelamentos causados por ônibus municipais na Capital Paulista no primeiro semestre deste ano em comparação aos seis primeiros meses de 2011. A queda foi de 8%, mas os números ainda continuam altos. No primeiro semestre de 2011, a média foi de 2 atropelamentos por dia enquanto que, em igual período de 2012, esta média caiu para 1,8 ocorrências deste tipo. Os dados são da SPTrans – São Paulo Transportes, que gerencia os ônibus municipais. As reduções neste tipo de acidente têm sido progressivas. De 2010 para 2011, com dados referentes a anos completos, foram 785 atropelamentos contra 719. Em relação a outros acidentes, também houve diminuição, mas o número total da mesma forma dos atropelamentos é alto. No caso de acidentes com vítimas, excluindo os atropelamentos, a queda na comparação do primeiro semestre deste ano com igual período de 2011, foi de 4%. A média é de 4,1 acidentes com vítimas. Foram 781 casos no primeiro semestre de 2011 contra 749 nos seis primeiros meses deste ano. Já em relação aos dados referentes a anos fechados, entre 2010 e 2011, houve aumento no número de acidentes com vítimas, passado de 1466 ocorrências para 1497. Falta de mais cursos de preparo e qualificação e desrespeito à jornada de trabalho são alguns dos motivos apontados pelo sindicato que representa os profissionais na cidade de São Paulo. Nas empresas tem sido muito comum a prática do “maluco”, que é quando o motorista emenda duas jornadas. Apesar de extrapolar o que é permito por lei, pouco faz o sindicato sobre o caso, com medo de contrair os próprios trabalhadores e as empresas. Os motoristas querem por ser uma oportunidade de maior renda no final do mês. Para as empresas é vantajoso, pois em vez de contratarem um funcionário a mais, com os encargos de um trabalhador apenas suprem duas tabelas. Mas no final do dia, o motorista está cansado, com pouca concentração e habilidade reduzida, o que pode causar acidentes. Aliás, uma parte significativa dos casos envolvendo ônibus se dá no período da tarde e à noite. As horas descansadas pelos motoristas são poucas. Há casos em que os trabalhadores dormem menos de quatro horas por dia, sendo que o recomendável para um adulto é de seis a oito horas de sono. As empresas dizem que investem em treinamento e qualificação dos funcionários, inclusive em reciclagem sobre direção defensiva. A SPTrans afirma que determina o afastamento dos motoristas até que sejam apuradas as razões do acidente. Se o motorista não praticou direção defensiva, ele é submetido a um curso sobre este tema. Publicado em 31/07/2012 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus

domingo, 29 de julho de 2012

Disciplina e atualização constante são fundamentais para profissão

Para celebrar o Dia do Motorista – 25 de julho – entrevistamos o melhor motorista de caminhão do Brasil, o pernambucano de Jaboatão dos Guararapes Fernando Pitanga. Ele ficou em primeiro lugar na última edição da competição promovida pela Scania, em 2010, deixando para trás mais de 28 mil concorrentes de todos os estados brasileiros. De lá pra cá, muita coisa mudou em sua vida. Hoje ele comemora a data não apenas como motorista, mas também no papel de empresário do setor. Aos 37 anos, Fernando exerce a profissão de motorista de caminhão desde 1994. Mora em Salvador (BA), é casado e tem três filhos (de 9, 17 e 20 anos). Na entrevista, Fernando dá dicas sobre os requisitos para ser um bom profissional, fala sobre as transformações em sua vida e reivindica melhor infraestrutura para os caminhoneiros. Confira: Fernando, o que mudou na sua vida após vencer a competição, em 2010? Quando me inscrevi no Prêmio, estava desempregado, em busca de uma empresa que se encaixasse com o meu perfil. Primeiro ganhei a etapa regional e, nesse meio tempo entre a regional e a final, consegui um emprego, o que foi ótimo. Depois de vencer, surgiram várias oportunidades. A transportadora Henrique Stefani, que tinha me contratado como motorista, me convidou para trabalhar como instrutor. Além disso, entrei em contato com a Scania e conseguimos viabilizar, pelo ProCaminhoneiro, a compra do meu caminhão. Assim, deixei de ser empregado da Stefani para ser parceiro, com minha própria empresa de transporte. Minha vida mudou completamente. A competição de Melhor Motorista de Caminhão do Brasil já conta com mais de 30 mil inscritos. O que o melhor motorista precisa ter? Precisa estar atualizado com tudo que há de novo, em tecnologia, saber de todos os equipamentos, e tem que estar atualizado sobre a legislação, porque ela está mudando o tempo todo, a cada dia com uma resolução nova. Além disso, disciplina é fundamental. Na competição em si você tem que ter muita calma e fazer o que faz no dia a dia. E por que você acha que se destacou na competição? O que o fez levar o prêmio? Na grande final, os 30 motoristas tinham o mesmo nível. Eu me considero igual aos demais 29. O que muda é um simples detalhe, é o nervosismo que influencia na hora, mas o nível profissional dos 30 que estavam ali era praticamente idêntico. Foi uma competição bastante acirrada. Qual é a sua rotina? Em média, passa quanto tempo viajando? Eu viajo por todo o Brasil, mas por conta da quantidade crescente de roubos em São Paulo e em outros estados do Sudeste, tenho rodado mais no Nordeste, da Bahia para Fortaleza e Recife, pois aqui está mais tranquilo nesse sentido. Normalmente viajo na segunda-feira e volto no fim de semana para casa mas, em média, passo quatro ou cinco dias em casa com a família. Em relação às rodovias, como você avalia a infraestrutura? Olha, hoje está bem melhor, principalmente no Nordeste. Mesmo sem pedágio, tem melhorado. Disso não tenho muito o que reclamar não. A situação é bem diferente da de alguns anos atrás. O que falta mesmo é segurança. O que você acha da profissão de motorista? O que precisa melhorar? Eu acho uma boa profissão, e acho que muita coisa vai melhorar em breve. O que precisa mudar, urgente, é que não temos suporte nas estradas. Se paramos num posto de combustível para pernoitar, o cara pergunta – “você é cliente, vai abastecer? Não? Então não pode parar no posto” – e gente fica como? O governo não criou algo para obrigar as concessionárias a criar pátios de descanso. Tem pouquíssimos, só em São Paulo, Santos, mas é bem pulverizado. Aqui no Nordeste, por exemplo, não tem. Nos postos que permitem o nosso descanso, a situação é precária, com espaços pequenos. Acho que poderiam reservar os espaços que ficam atrás dos postos da Polícia Rodoviária Federal, por exemplo, que daria uma certa segurança para nós. Quais os seus planos, vai continuar como motorista? Quero ficar mais um ano dirigindo até acabar de pagar o caminhão e, logo depois, comprar um outro caminhão. Com isso, vou colocar dois motoristas para rodar, e eu vou apenas dar suporte, cuidar da manutenção, para poder ficar mais tempo em casa. Quero continuar parceiro da Stefani, não tenho vontade alguma de sair. Fonte: Agência CNT de Notícias Publicado em 27/07/2012 por por Rafael Brusque Toporowicz no site http://blogdocaminhoneiro.com/

sábado, 28 de julho de 2012

GREVE DOS CAMINHONEIROS: Motoristas são massa de manobra????

Caminhoneiros realizam vários bloqueios em estradas contra falta de condições pra o cumprimento da lei que regulamenta a profissão de motorista, que exige jornada máxima de trabalho e pausas durante o turno e contra baixo valor do frete e maior dificuldade de ingresso de novos profissionais autônomos no setor de cargas. Movimento não é unanimidade entre as lideranças sindicais. Algumas consideram que caminhoneiros têm sido massa de manobra nas mãos dos donos empresas de carga. Foto: Reprodução TV Globo GREVE DOS CAMINHONEIROS: Movimento seria iniciativa dos patrões Representantes de duas confederações dizem que caminhoneiros estão sendo usados pelos empresários. Fernando César Oliveira – Repórter da Agência Brasil Fábio Massali – Editor do MSN Notícias Adamo Bazani – Rádio CBN-SP Curitiba – Dirigentes de duas confederações nacionais de trabalhadores da área de transporte afirmam nesta sexta-feira à Agência Brasil que as manifestações de caminhoneiros em rodovias brasileiras, iniciadas na última quarta-feira, 25 de julho, Dia do Motoristra, têm a participação direta de empresários, o que indicaria a ocorrência de locaute (greve patronal). ‘Essa greve não é dos trabalhadores. É dos empresários, é locaute’, afirma o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes (CNTT), filiada à Central Única dos Trabalhadores (CUT), Paulo João Estausia. ‘Donos de empresas e sindicatos patronais de todo o país estão mobilizados apoiando essa paralisação.’ O Artigo 17 da Lei Federal 7.783, em vigor desde 1989, proíbe a paralisação de atividades por iniciativa do empregador. ‘Já identificamos, em algumas regiões, empresas que estão forçando seus motoristas a parar os caminhões nas rodovias’, diz Epitácio Antônio dos Santos, dirigente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte Terrestre (CNTTT). ‘Os motoristas que são funcionários devem denunciar eventuais pressões aos seus sindicatos e não dar um tiro no próprio pé entrando na onda dos empregadores.’ Santos diz que a entidade pretende denunciar essas empresas ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e à Justiça. ‘Elas estão iludindo os trabalhadores, querem manter o status de antes, com os motoristas rodando de 15 a 20 horas por dia, morrendo e se drogando para se manter ao volante. Locaute é crime.’ Site patronal – Em uma postagem publicada no dia 20 de julho, o site do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Rio Grande do Sul, por exemplo, demonstra apoio à ‘greve geral’ dos caminhoneiros. ‘A entidade que representa as empresas de transporte e logística entende que o movimento é justo’, diz mensagem do sindicato patronal. Para o presidente da CNTT, os empresários do setor estão usando os trabalhadores para manter seus custos reduzidos e não abrir novos postos de trabalho. ‘As empresas estão impondo essa paralisação, dizendo que os funcionários estão descontentes, o que é mentira. Elas [as empresas] é que não querem contratar mais motoristas para trabalhar em dupla, não querem cumprir a lei’, disse Estausia. ‘A falta de estrutura nas rodovias não é razão para os trabalhadores atacarem uma lei que trouxe benefícios históricos à categoria.’ Reivindicações dos protestos – Entre as reivindicações do Movimento União Brasil Caminhoneiro, que lidera os protestos, está o adiamento por um ano da vigência da Lei Federal 12.619. O movimento alega que as exigências impostas pela lei são ‘inviáveis por falta de infraestrutura nas estradas’. Sancionada em abril deste ano, a lei tornou obrigatório, desde o final de junho, o controle de jornada de todos os motoristas que trabalham no transporte rodoviário de cargas e passageiros. Conforme a nova legislação, os motoristas devem fazer uma jornada de trabalho de oito horas diárias, com no máximo duas horas extras, além de uma pausa de trinta minutos a cada quatro horas trabalhadas. A lei alterou artigos da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) e do Código de Trânsito Brasileiro. Os profissionais que não cumprirem as regras poderão ser multados pela Polícia Rodoviária Federal. Edição: Fábio Massalli Agência Brasil TRANSPORTE DE PASSAGEIROS: As associações que representam as empresas de transportes de passageiros dizem que apesar de terem de fazer algumas adequações, as jornadas de trabalho dos condutores de ônibus não se diferem muito das exigências impostas pela lei que regulamenta a profissão de motorista. Em sua maioria, com exceções logicamente onde ainda há abusos, a carga horária dos motoristas de ônibus é respeitada. Mesmo assim, ocorrem casos de dupla jornada nas estradas ou prolongamento do tempo de trabalho. As companhias de ônibus dizem que os casos de extrapolação de jornada ocorrem quando há fatos que fogem do controle de empresas e trabalhadores, como congestionamentos e problemas que atrasam a viagem. Algumas empresas de ônibus dizem investir na medicina do sono. A Viação Itapemirim, usando o Tribus da empresa, montou um modelo de ônibus destinado para os motoristas descansarem e até tirarem um cochilo reparador: trata-se do Relax Studio, num projeto que foi realizado de forma experimental. O objetivo não foi só fazer os motoristas dormirem um pouco no ambiente do ônibus, composto por salas com iluminação relaxante. Afinal, poucos ônibus não dariam conta de todos os funcionários da empresa que atuam espalhados em quase todo o País. Mas acima de tudo, a intenção foi conscientizar o motorista para ter hábitos saudáveis e saber da importância de uma boa quantidade e qualidade de sono. O Relax Studio possui uma luz que direcionada ao motorista pode provocar um relaxamento e tirar o cansaço do sono, recuperando assim em cinco minutos, o estado de alerta do profissional por mais uma hora e meia ou até duas horas. relax studio itapemirim Empresas de ônibus dizem que têm menos dificuldades para seguirem a lei que regulamenta a profissão de motorista pelo fato de boa parte das companhias, com exceções, estipularem jornadas de trabalho que não diferem muito da nova legislação que hoje é um dos motivos da greve dos caminhoneiros. Algumas empresas levam a questão da medicina do sono a sério e desenvolvem programas voltados para a saúde e descanso dos trabalhadores, como a Viação Itapemirim e a Viação Águia Branca. A Viação Águia Branca realizou um programa destinado aos motoristas com o médico Sérgio Barros, pós-graduado em Medicina do Sono em Paris. Ele garantiu que o número de acidentes graves caiu e que os resultados surpreenderam até especialistas internacionais. De acordo com pesquisas sobre motorista e sono, depois de uma hora e meia ao volante, a atenção e o rendimento começam a cair aos poucos, mas até 3 horas de volante é possível dirigir com segurança. Depois deste período, uma pausa adequada entre 15 minutos e meia hora é recomendável. A empresa também possui salas de recuperação para que os motoristas relaxem o máximo possível. Iniciativas como da Itapemirim e da Águia Branca ainda não são comuns em outras empresas de ônibus. Mas são exemplos, já que as duas companhias disseram que os valores investidos valem a pena pela redução do número de acidentes, indenizações, problemas mecânicos decorrentes de operação inadequada dos ônibus por conta do cansaço, além de fortalecerem a imagem das empresas junto aos passageiros. No caso dos caminheiros, em especial os autônomos, há pouco respaldo e condições para as paradas para o descanso. Eles reclamam de falta de locais seguros para encostarem e das más condições de hotéis e pousadas, o que não propicia descanso suficiente e possibilidade de cumprir as exigências da nova lei que regulamenta a profissão de motorista. Publicado em 28/07/2012 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus

terça-feira, 24 de julho de 2012

Dia 25/07 - Homenagem ao Motorista Profissional!

Dia 25/07/2012, quero homenagear o “Motorista Profissional’, porque é um profissional que exerce uma liderança na logística de serviços. Necessita transmitir competência, confiança e segurança no exercício de sua profissão. Aproveito a oportunidade para homenagear nesse “Dia do Motorista”, a pessoa do Sr. Ariosvaldo Mendes, com 16 anos de motorista, sendo que atua na Transtusa – Joinville, onde seu profissionalismo é expressado nas respostas abaixo. 1) O que você considera importante na profissão do motorista profissional? Ariosvaldo: o mais importante é que ele tenha experiência comprovada na profissão de Motorista de Ônibus, porque ônibus é bem diferente de caminhão, e o motorista profissional precisa ter este conhecimento, e acima de tudo gostar do que faz. AMÉM! 2) Quais os requisitos fundamentais para tornar-se um motorista profissional? Ariosvaldo: é fundamental, além da experiência profissional, ele deve participar de todos os tipos de treinamentos, palestras, cursos oferecidos pela empresa, para que ele esteja sempre consciente, e acompanhar as exigências dos nossos clientes e do mercado de trabalho, para que agindo assim, ele passe segurança aos nossos clientes e a empresa, ai ele será um grande profissional. AMÉM! 3) Qual foi a melhor experiência vivida no exercício da profissão de motorista no transporte de passageiros? Ariosvaldo: foi ter a honra de trabalhar nas duas das maiores empresas do Estado de SC., onde aprendi tudo o que sei através de grandes profissionais - padrão, sendo que participei de quase todos os cursos, treinamentos, palestras das quais eu tive a honra de participar na Gidion e Transtusa, da palestra com um mestre renomado e conhecido internacionalmente, chamado Sr. José Rovani Kurz do qual eu me orgulho em chamar, meu mestre. E nestes professores, palestrantes e profissionais de vários cursos e principalmente a DEUS, que nós devemos agradecer, para cada dia de nosso trabalho seja abençoado e iluminado por DEUS. AMÉM! Parabenizando o Sr. Ariosvaldo Mendes estendo o meu reconhecimento a todos os motoristas que exercem com profissionalismo sua missão de bem servir as pessoas que confiam na prestação dos serviços na sociedade. Abraço e prosperidade aos motoristas, Palestrante José Rovani - HighPluss Treinamentos

quinta-feira, 19 de julho de 2012

PALESTRA VIP SOBRE "LEI 12.619/2012 - MOTORISTA PROFISSIONAL"

A Lei 12.619/2012 de 30/04/2012 que regulamenta a “Profissão de Motorista Profissional” foi sancionada no dia 02/05/2012 pela Presidenta Dilma Rousseff, sendo resultado da participação empresarial, representantes dos motoristas e diversas classes representativas da sociedade brasileira. Tem por objetivo formalizar a “Profissão de Motorista Profissional”, sendo que foram criados novos procedimentos que estabelecem caminhos para que a relação entre os serviços prestados pelos motoristas e as empresas, possam gerar resultados mais confiáveis, seguros e prósperos para toda a cadeia de clientes. A Lei 12.619/2012 irá modificar a cultura das empresas, dos motoristas e dos clientes, pois exigirá um melhor entendimento sobre aplicabilidade da lei, como também, o estabelecimento de desafios e oportunidades em toda a logistica de serviços prestados até o cliente. HighPluss Treinamentos está disponibilizando a “Palestra VIP sobre Lei 12.619/2012 - Motorista Profissional" no sentido de socializar conhecimentos e experiências sobre a mencionada lei, e áreas afins sobre a realidade do transporte rodoviário de passageiros e cargas. A Palestra está sendo disponibilizada para todas as cidades brasileiras. Contato: treinamentos@highpluss.com.br Atenciosamente, Palestrante José Rovani - Especialista em transportes “Palestra VIP sobre Lei 12.619/2012 - Motorista Profissional” Joinville – SC. – Brasil http://palestranterovani.blogspot.com

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Caminhoneiros protestam contra a Lei dos Motoristas

Por SETCERGS O Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC) está organizando uma manifestação nacional para 25 de julho de 2012 (Dia de São Cristóvão). O protesto exige providências imediatas do Governo Federal para a prorrogação por 365 dias da vigência da Lei 12.619, que regulamenta a profissão de motorista profissional, a extinção do cartão-frete, entre outras reivindicações. O presidente do MUBC, Nélio Botelho, esteve recentemente em Brasília reunido com o Ministro dos Transportes e com técnicos da ANTT para dar ciência àquelas autoridades da gravidade da situação em que se encontra a maioria do setor do transporte rodoviário de cargas. No manifesto enviado às associações e sindicatos, o MUBC defende que essas medidas inviabilizam o exercício da atividade para pequenos e médios transportadores. Segundo Nélio Botelho, as recentes resoluções aplicadas pela ANTT desconfiguram as leis que poderiam beneficiar o setor transportador e impedem o desenvolvimento, principalmente dos caminhoneiros autônomos e contratados, pois não garantem remunerações adequadas aos custos exigidos pelas normas. Além disso, ele afirma que muitos embarcadores estão deixando de contratar autônomos devido aos custos do novo sistema de pagamento. Botelho salienta que a carta-frete era usada por menos de 7% dos caminhoneiros no Brasil e que a norma imposta pela ANTT tem dimensões desnecessárias. "A grande culpada da atual situação do setor é a ANTT, pois faltou competência na aplicação dessas medidas. Diante dessa ameaça de paralisação dos caminhoneiros, o SETCERGS está divulgando a manifestação do MUBC, no sentido de alertar as transportadoras sobre os riscos de se transitar nas rodovias durante o desenvolvimento do movimento. A entidade que representa as empresas de Transporte e Logística entende que o movimento é justo e que o setor passa por enormes alterações, provocadas pela Lei 12.619, restrições de trânsito nas cidades, falta de pontos de paradas para descanso dos motoristas nas estradas, aumento de combustíveis, alta carga tributária, aumento do roubo de cargas e caminhões, entre outros problemas. Este somatório de dificuldades coloca o setor frente a uma situação crítica, que resulta em um movimento de protesto e paralisação. O SETCERGS adverte que durante o período desses protestos as apólices de seguros não cobrem sinistros, e que nessas situações os caminhões das empresas, por prudência, devem evitar de circular para esquivar-se de riscos. Publicado em 18/07/2012 no site http://www.setcergs.com.br/site/

Associações de caminhoneiros reprovam paralisação de rodovias

Por Folha de São Paulo Associações representantes dos caminhoneiros autônomos de todo o país condenaram a proposta do MUBC (Movimento União Brasil Caminhoneiro) de paralisar rodovias do país no próximo dia 25. O movimento tenta organizar uma ação para protestar contra propostas de regulamentação da atividade do caminhoneiro autônomo. O presidente da CNTA (Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos), Diumar Deléo Cunha Bueno, acusou o movimento de estar à serviço das grandes empresas de transporte rodoviário do país. Segundo ele, o setor quer acabar com duas conquistar históricas obtidas recentemente pelos caminhoneiros: o fim da carta-frete e a instituição da lei que controla jornada de trabalho. A reportagem da Folha viajou em um caminhão de soja do Centro-Oeste até Santos, no mês de abril, e constatou a dura rotina dos profissionais da estrada. Alguns são obrigados a enfrentar jornadas de até 20 horas por dia. A lei 12.619 determina que todos os caminhoneiros (autônomos, comissionados ou celetistas) sejam obrigados a cumprir 11 horas de descanso num período de 24 horas, sob pena de serem multados pelas instituições de fiscalização de trânsito nas estradas, como a PRF (Polícia Rodoviária Federal). Até agora, a PRF está orientando os motoristas, mas deverá começar a multar a partir de 1º de agosto. A multa é de R$ 127 e cada infração gera o registro de cinco pontos na carteira. Com quatro infrações semelhantes, o caminhoneiro terá a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) suspensa. Publicado em 17/07/2012 no site http://www.setcergs.com.br/site/

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Recomendação da Palestra para Motoristas - AV Chapecó

O treinamento foi dinâmico, participativo e possibilitou aos nossos colaboradores a visão de motorista como uma profissão digna e importante. O palestrante por sua habilidade e também por ter uma grande vivência na área de transportes, conseguiu mobilizar a atenção dos participantes e transmitir o conteúdo com uma linguagem adequada, com exemplos bastante próximos do que cada motorista vive todos os dias, e que, não basta que o motorista apenas participe de cursos de motivação e sim que a pessoa (motorista) deve buscar equilíbrio e realização pessoal/familiar, para que encontre a felicidade e satisfação tanto no trabalho quanto na vida pessoal. Essa realização pode ser com estudos, dedicação à família, esportes; enfim, que a realização é conquistada por cada pessoa. Conseguiu fazê-los sentir o valor não somente de sua profissão, mas também da responsabilidade que cada um tem em desempenhar cada vez melhor o seu trabalho. Luana Becker Ferronato Empresa Auto Viação Chapecó Chapecó - SC. 16/07/2012

quinta-feira, 12 de julho de 2012

PALESTRAS PARA MOTORISTAS EM JOINVILLE

Dia 11/07/2012 ministrei "Palestra VIP para Equipes de Motoristas da Transtusa". Nesse dia conclui o ciclo de palestras realizadas para 500 motoristas da empresa Transtusa de Joinville. Foi um periodo de ótimos aprendizados, onde a participação dos motoristas e o apoio da empresa foram fundamentais para o sucesso dos treinamentos. Vários conteúdos foram socializados com o objetivo de fortalecer o motorista profissional para que possa desempenhar os serviços com qualidade e bem representar o nome da empresa no transporte público em Joinville. Agradeço a receptividade das Equipes de Motoristas que sempre demonstraram comprometimento nos temas desenvolvidos durante os treinamentos. Parabenizo o profissionalismo da Equipe Transtusa! Palestrante José Rovani Palestras VIP para Motoristas - Hands On "Motorista Profissional Capacitado é um diferencial na empresa" Contato: treinamentos@highpluss.com.br

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Recomendação da Palestra para Motoristas - TRANSTUSA

“José Rovani planeja a palestra/treinamento de acordo com o tema solicitado, trabalhando de forma prática e objetiva. Busca ter um conhecimento profundo e detalhado sobre o assunto. É pontual em seus trabalhos e processos, implementando com inovação e criatividade o seu trabalho.” Psicóloga Andréa Fodi - RH Empresa Transtusa Joinville - SC. 11/07/2012

terça-feira, 10 de julho de 2012

Alerta! Uso do Cinto de Segurança???

Dia 10/07/2012 durante o periodo das 15 às 16hs. na Rua Dr. João Collin - Região Norte de Joinville próximo do Terminal Norte percebi, que o uso do cinto de segurança pelos motoristas dos veículos deixou de ser um quesito de segurança veicular. Para registro e reflexão, informo que para cada 10 motoristas, 5 motoristas não estavam usando o cinto de segurança naquele momento. Em determinados veiculos os passageiros desses veiculos não estavam usando o cinto de segurança, seguindo o exemplo do motorista. Nessa pesquisa momentânea, destaco os Motoristas de Automóveis de diversos modelos, Caminhões de Entrega e Vans (empresas e particulares). Onde está o "Comprometimento com a Direção Defensiva???" Fica registrado o Alerta! Palestrante José Rovani Palestras VIP para Motoristas Joinville - SC.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Os riscos de conduzir caminhões na chuva

Nada como uma chuva forte para colocar as habilidades de um motorista em teste, ainda mais se ele estiver conduzindo um caminhão carregado. A menor visibilidade – e os limpadores de para-brisa ajudando a desviar a atenção – exige concentração e boa capacidade de reação. Entre os principais problemas da água no asfalto, está a diminuição do coeficiente de atrito entre os pneus e a pista. Os primeiros 10 minutos são ainda mais perigosos, pois a água se mistura com a sujeira da estrada, como resíduos carbônicos e de óleo, pó de borracha, poeira, entre outros, formando uma camada escorregadia. Segundo o engenheiro Mauri Panitz, perito em segurança no trânsito, o coeficiente de atrito em condições normais é de 0,6, cai para 0,4 quando a chuva já lavou a pista e fica em 0,2 quando a chuva ainda está nos primeiros minutos. Quanto menor o coeficiente, menor o atrito com o asfalto, facilitando derrapagens. Para os caminhões, um dos principais riscos é o efeito L (também conhecido como jacknifing), quando o condutor perde o controle do trem de força e o semirreboque se projeta à frente. “Dependendo da velocidade, das ações do motorista, se ele fizer uma mudança brusca de direção, ou passar por um solavanco numa deformação da rodovia, ele perde aderência e quando vai tentar recuperar, não a encontra, pois a pista está ‘lubrificada’ com água e sujeira. Pior ainda se ele utilizar o freio, pois não haverá o trabalho mecânico de atrito em função da falta de aderência”, explica Panitz. Outra situação comum e perigosa é a hidroplanagem, também conhecida como aquaplanagem. Ela acontece quando a camada de água sobre a pista é muito espessa fazendo os pneus perderem contato com o asfalto e deslizarem na água. Júlio Cesar Zingalli, instrutor de direção defensiva do Centronor, alerta para a importância de reduzir a velocidade nesses casos, manter boa distância dos demais veículos e dá uma dica: “ao olhar pelo retrovisor, se o motorista não enxergar o rastro de água saindo dos pneus, é preciso diminuir mais a velocidade, pois há grande risco de aquaplanagem”. Confira outras dicas sugeridas pelo engenheiro Panitz e pelo instrutor Zingalli: 1. Diminua a velocidade, pois há perda de visibilidade, o coeficiente de atrito diminui e há perigo de derrapagens e hidroplanagem; 2. Mantenha distância de pelo menos 10 metros do veículo da frente; 3. Acenda o farol baixo durante o dia. Aumenta a visibilidade e alerta veículos de trás; 4. Ligue o desembaçador traseiro; 5. Evite freadas bruscas e não faça manobras perigosas; 6. Mantenha as borrachas dos limpadores de para-brisa em dia; 7. Pare em local seguro se a chuva estiver muito forte; 8. Não use as mãos para limpar vidros embaçados, pois eles ficarão engordurados. Utilize um pano apropriado, se possível com detergente neutro; 9. Ligue o ar-condicionado ou ventilador do caminhão e mantenha uma fresta da janela aberta para circular o ar. Se os vidros já estiverem embaçados, use ar quente; 10. Jamais faça ultrapassagens; 11. Procure rodar com a pressão adequada nos pneus; 12. Mantenha a velocidade constante, sem fortes acelerações ou freadas bruscas. Fonte: Terra Publicado em 09/07/2012 por Rafael Brusque Toporowicz no site http://blogdocaminhoneiro.com/os-riscos-de-conduzir-caminhoes-na-chuva

domingo, 8 de julho de 2012

Motoristas de ônibus criam kit incêndio por causa de onda de ataques a coletivos

Ônibus urbano parado em ponto final à noite na cidade de Santo André. Série de ataques a coletivos tem despertado medo na população em especial nos motoristas e cobradores de ônibus. Alguns criaram kits incêndio, com documentos presos ao corpo, para escaparem mais rapidamente dos veículos sem perderem a documentação e não terem dor de cabeça. Na permanência da reportagem num veículo, rádio do motorista tocava alertando para mais um incêndio que ocorria distante, na zona Sul de São Paulo. Informação é arma da categoria. Foto: Adamo Bazani. Motoristas de ônibus criam kit incêndio por conta de ataques a coletivos em São Paulo ViaSul retirou ônibus de circulação da capital paulista depois de ataques ADAMO BAZANI – CBN Toca um sinal de rádio. Eram por volta das nove e quinze da noite desta quarta-feira. “Chapa, chapa, atenção….mais um na zona Sul” A mensagem tratava-se de um alerta que um motorista de ônibus da Capital Paulista dava a um colega que estava parado no ponto final de um a linha em Santo André. Este repórter voltava de um tratamento médico quando ao final da viagem foi se despedir do motorista, conhecido já de um tempo, e foi surpreendido com o alerta. “É sempre assim quando tem estes ataques. Todos nós ficamos com medo”. Poucos minutos depois, parou um ônibus da mesma empresa, mas de outra linha no ponto final. O motorista saiu correndo e falou para o colega “Ta sabendo da Via Sul?”. O profissional se referia a empresa que estaria recolhendo alguns ônibus antes do previsto pelo medo dos motoristas em relação aos ataques que são uma tentativa de uma facção criminosa de São Paulo, que teve origem em presídios. Desde a noite de terça-feira até o fechamento desta matéria, doze ônibus foram queimados na Capital e na Grande São Paulo, e desde o dia 12 de junho, sete policiais militares foram assassinados. A ViaSul, uma das empresas vítimas dos ataques, restringiu as operações em 43 linhas, afetando inclusive os serviços no Terminal Sacomã, na Capital Paulista, O clima é de medo entre os motoristas. “Bandido fica livre pra queimar ônibus e matar policial. A gente que é trabalhador é que tem medo” – disse o cobrador do segundo ônibus no ponto final. A reportagem apurou que os motoristas de ônibus têm feito uma espécie de kit incêndio. Trata-se de pochetes e ou pequenas bolsas presas ao corpo, mesmo com o motorista ao volante trabalhando. Nelas, o essencial: documentos pessoais, carteira de habilitação (que é o ganha pão do motorista) e telefone para contato com a família. “Eu uso essa pochetizinha porque se vir vagabundo querer botar fogo, eu saio correndo e não fico no prejuízo. Vão que não dá tempo de pegar os documentos” – disse um dos motoristas. “Eu também tou com todo os documentos aqui nesta sacolinha” – disse o outro profissional se referindo a uma embalagem plástica que ele tinha sob a camisa. CLIMA DE MEDO: Se dirigir ônibus urbano em São Paulo ou na Grande São Paulo já é estressante e perigoso, por conta do trânsito complicado, em regiões onde o poder público não dá prioridade aos transportes coletivos, por causa de assaltos ou da fúria dos outros motoristas (alguns “pais de família” dirigem armados), agora, nestas épocas de instabilidades na segurança pública, os profissionais do setor vivem um clima de medo, que foi presenciado pela reportagem. E, se a polícia deveria trabalhar com mais informação para evitar muitos dos ataques, usando seus setores de inteligência, justamente a informação é uma aliada dos motoristas. Foi criada uma espécie de rede entre alguns profissionais de diferentes empresas, de maneira informal, para tentarem saber do que está ocorrendo. Para isso são usados celulares, rádios e até os telefones das garagens de onde são feitas ligações para estabelecimentos comerciais perto do ponto final. Até o fechamento desta matéria, ninguém havia se ferido com gravidade nos ataques a ônibus. “Mas pode acontecer. Vai que o cara está noiado (drogado), sem noção e começa queimar com gente dentro” – disse o cobrador. O ponto final onde ficou a reportagem é relativamente seguro: bairro residencial, ao lado de uma padaria e, mesmo sem ter aparecido nenhuma viatura da polícia, ao menos vigilantes de rua particulares passavam com motos. Mas em pontos finais onde as regiões são mal iluminadas, menos movimentadas e mais desertas, os ônibus nem param, mesmo tendo de cumprir horário. E mais uma vez, o trabalhador, seja motorista, cobrador ou passageiro, fica acuado frente a queda de braço não só entre uma facção criminosa e o Estado, mas a uma situação que envolve muito mais que polícia e bandido. Coincidentemente (ou não), mais uma onda de medo ocorre em época eleitoral em São Paulo. Incompetência e fragilidade do Estado? Claro, senão os trabalhadores não teriam medo. Mas é ingenuidade pensar que tais facções criminosas não possuem contatos com pessoas envolvidas na política. Afinal, crime não compensa, mas dá voto e dinheiro. Publicado em 28/06/2012 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus

Faça turismo em São Paulo usando transporte público e gaste pouco

Guia São Paulo Ponto a Ponto mostra que é possível se educar, se divertir e aproveitar a riqueza cultural de uma das cidades mais importantes do mundo gastando pouco e usando transporte público. Além de listar as linhas de trem, metrô e ônibus que atendem às regiões das atrações culturais, o guia explica um pouco sobre o sistema de transportes da cidade. Reprodução da SPTuris. Conheça São Paulo de Transporte Público Passeios culturais são excelentes opções de turismo de baixo custo e grande conteúdo. ADAMO BAZANI – CBN Que São Paulo é uma cidade rica do ponto de vista cultural, todos sabem. Isso se deve à sua formação, crescimento, história, à pluralidade de povos que fazem parte do município que traz consigo um pouquinho do mundo. Europeus, índios, asiáticos, africanos, americanos, enfim, todos podem ser encontrados em São Paulo. Cada um ao longo do tempo foi deixando um pouco de sua marca e toda essa mistura criou uma São Paulo com uma identidade própria: a da diversidade. Muitas pessoas, no entanto, reclamam que o acesso a esta identidade, a estas culturas e à história da cidade é restrito. Pode realmente não ser o ideal ainda, mas com pouco dinheiro, ou praticamente de graça, é possível visitar locais que são verdadeiros símbolos não apenas históricos, mas que fazem refletir em relação ao futuro da cidade que de município passou a metrópole, depois locomotiva do País para ser uma das principais capitais do mundo. Inclusive, é possível visitar mais de 200 atrações turísticas, entre museus, casas de shows, exposições, feiras de artes, artesanato, além de ter acesso a hotéis, bares e restaurantes, utilizando transporte público. Isso mesmo, por uma tarifa de ônibus, trem ou metrô, podendo inclusive haver integrações entre estes modais de transporte, é possível visitar uma São Paulo que passa desapercebida por milhões de pessoas todos os dias. Para ajudar neste redescobrimento de São Paulo, a SPTuris, responsável pelo fomento do turismo na Capital Paulista, criou o guia São Paulo Ponto a Ponto. Nele, há uma lista das principais atrações da cidade, para todos os gostos, desde história, passando por ciência, música e esportes, e a relação das principais linhas de ônibus, metrô e trem que passam por estes locais. E o guia, com 339 páginas, não só informa quais são as linhas, mas como chegar aos locais de diversos pontos da cidade e região metropolitana. Guia São Paulo O Guia São Paulo Ponto a Ponto traz um resumo e foto dos principais equipamentos culturais da cidade que atendem a todos os gostos, desde museus, casas de shows, atrações esportivas e alternativas. Entre estes locais, o Museu Gaetano Ferrola, que conta a história dos transportes da cidade, é um dos destaques. Reprodução da SPTuris. Assim, o São Paulo Ponto a Ponto possui 84 mapas e diversas tabelas com as conexões entre os serviços de ônibus, trem e metrô e onde elas devem ser feitas. Além disso, há uma explicação geral sobre a cidade e um resumo das 219 atrações apresentadas na publicação com fotos. Também é explicado como funciona o sistema de transportes na cidade de São Paulo, como por exemplo, o motivo pelo qual os ônibus terem a parte da frente pintada com cores diferentes. O Guia São Paulo Ponto a Ponto pode ser retirado gratuitamente em uma das CITs – Centrais de Informações Turísticas ou baixada gratuitamente pelo site SPTuris: http://www.cidadedesaopaulo.com/sp/ Publicado em 08/07/2012 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Nova lei beneficia caminhoneiros e rodovias, mas gera dúvidas e protestos

A partir de agora, o motorista de caminhão está proibido de dirigir o dia todo sem parada para descanso. A cada quatro horas de viagem, ele precisa estacionar e descansar, no mínimo, 30 minutos. E a cada 24 horas viajadas, é necessária parada de 11 horas. É o que determina a nova lei federal que já está vigor, porém a fiscalização por parte da Polícia Rodoviária vai começar somente no dia 27 próximo e o Ministério Público do Trabalho vai fiscalizar a partir de 15 de setembro. Mas, além dos motoristas, quem deverá sentir os efeitos das novas regras serão os empresários do setor e consumidores, porque o custo dos fretes certamente aumentará e, por consequência, o preço dos produtos. Muitos motoristas e empresários já se rebelam contra as novas exigências. A lei é saudada, com ressalvas em alguns artigos, por trazer mais segurança nas rodovias, pois a expectativa é de que possa reduzir o número de acidentes fatais, já que parte deles é atribuída à jornada excessiva dos motoristas que precisam cumprir prazos apertados para entregar as mercadorias ou para viajar mais e ganhar mais. Agora, as empresas de transporte terão de se organizar, talvez contratando mais motoristas e caminhões. A lei exige ainda que o tempo parado em fiscalizações e terminais de carga e descarga será remunerado em 30% sobre o salário do motorista. O professor e advogado Weslen Vieira da Silva, de Maringá, que se especializou no assunto, fez uma palestra na semana passada no auditório da Avecam Caminhões, em Umuarama, para empresários do setor. Segundo ele, muitas dúvidas sobre a nova lei ainda estão sem respostas. “Mas uma coisa é certa, as empresa precisam se preparar para atuarem de acordo com a lei para evitar problemas”, disse. É uma lei que tem avanços, mas necessita de aperfeiçoamentos para não prejudicar as categorias envolvidas e a comunidade. Um dos questionamentos é sobre as filas em portos e outros pontos de descargas, onde os caminhoneiros param por várias horas, ou então em algum acidente que fecha a pista. O advogado explica, baseado na resolução, que em situação excepcional é permitido o motorista rodar por mais uma hora, depois das quatro já viajadas. Ainda restam dúvidas sobre os ônibus, os caminhões que ficam vários dias em balsas e aqueles que ficam presos em filas de descarregamentos. E sobre os motoristas autônomos nada foi esclarecido nem com relação ao transporte de cargas perigosas ou perecíveis. E os pontos de parada? O maior questionamento dos motoristas é sobre os pontos de paradas. Em alguns locais do País os motoristas viajam cinco horas sem encontrar um posto de combustível. Em outros trechos não é permitido parar na margem da rodovia. O detalhe é que a parte da lei que obrigava os governos a construir esses pontos de paradas com toda a estrutura para atender aos caminhoneiros foi vetada pela Presidente Dilma Rousseff. Estes pontos ofereceriam segurança para os caminhoneiros que poderiam parar para tomar banho, se alimentar e descansar. O temor é de que se parar na rodovia o motorista pode ser multado e ainda ficar exposto ao risco de assaltos. E os postos de combustíveis vão ficar lotados, devendo faltar espaços quando a fiscalização começar a valer no final do mês. Preocupação com o custo O diretor da Transmia, empresa que faz os transporte para o Frigo Astra de Cruzeiro do Oeste, Alessandro Silva, diz que está preocupado com o custo que a nova lei vai impor às empresas de transportes. Algumas empresas já admitem que o preço do frete vai aumentar, pois o tempo das viagens também vai aumentar. A estimativa é de que os reajustes nos fretes fiquem acima de 10%. Os cálculos são de que um veículo que rodava 10 mil quilômetros por mês, com a nova lei fará 7 mil quilômetros, com uma queda de produtividade de 30%. Fiscalização A fiscalização do tempo de direção e do intervalo de descanso do motorista profissional será feita com base no tacógrafo, diário de bordo ou ficha de trabalho fornecida pelo empregador. Fonte: Umuarama Ilustrado Publicado em 02/07/2012 por Rafael Brusque Toporowicz no site http://blogdocaminhoneiro.com/nova-lei-beneficia-caminhoneiros-e-rodovias-mas-gera-duvidas-e-protestos/

terça-feira, 3 de julho de 2012

FALTAM 50 MIL MOTORISTAS DE ÔNIBUS E CAMINHÕES EM TODO O PAÍS

De acordo com a Confederação Nacional dos Transportes, faltam 50 mil motoristas de ônibus e de caminhões em todo o País. Profissão têm se tornado desinteressante por muitos fatores, mas empresas apostam em plano de carreira e formação interna de profissionais dos volantes. Foto: Adamo Bazani Faltam 50 mil motoristas de ônibus e caminhões no País Oportunidades em outras áreas e baixa remuneração são algumas das explicações ADAMO BAZANI – CBN As imagens de longas filas de pessoas nas garagens de ônibus e caminhões em busca de uma vaga de emprego estão ficando cada vez mais raras. A constatação é das empresas, dos sindicatos das categorias e foi dimensionada pela CNT – Confederação Nacional dos Transportes. De acordo com o órgão, há uma carência de pelo menos 50 mil motoristas profissionais para transporte de passageiros e de carga. Para tentarem evitar que essa carência se torne um problema ainda maior, tanto a CNT, como sindicatos e empresas de ônibus ou transportadoras de carga criam programas de capacitação interna e de crescimento na carreira, para formarem profissionais de outros setores nas companhias para serem motoristas. Os motivos para que a profissão de motorista, que antes despertava tanto interesse, não ser mais atraente são vários. A remuneração é considerada baixa pela responsabilidade do serviço, nível de cobrança e desgaste. Há casos de motoristas de caminhão que acabam recebendo em torno de R$ 1000 em um mês. Muitos, mesmo pertencendo a empresas com frota considerável, acabam tendo de fazer longas viagens com poucos intervalos de descanso e ficam expostos à problemas de saúde e maiores riscos de acidente. Recentemente, entrou em vigor a lei que regulamenta o trabalho dos motoristas. Entre uma jornada de trabalho e outra durante um dia, o intervalo mínimo tem agora de ser de 11 horas, podendo ser dividido entre nove horas e mais duas horas. O motorista não pode dirigir por mais de quatro horas consecutivas sem um descanso de meia hora. Esse período pode ser prolongado para cinco horas, para o motorista achar um local seguro para estacionar. As refeições devem ser de uma hora. Na semana, o período total de descanso tem de ser de 35 horas. Mas os profissionais acreditam que, mesmo eles tendo de colaborar com essa lei, na prática, pouco vai mudar. Os prazos apertados para entregas de cargas e as más condições das estradas, que tornam as viagens mais demoradas, devem fazer muita gente burlar a lei, mesmo com as punições previstas. Em relação aos motoristas de ônibus, com exceções decorrentes de problemas que fogem do controle das companhias e profissionais, como trânsito que atrasam as chegadas e partidas (os passageiros não podem ser largados no meio do caminho porque deu o horário do motorista), as cargas horárias são, em geral, mais respeitadas, embora existam empresas que também burlam as legislações e acordos de convenções coletivas. No caso das companhias de transportes urbanos, a variação salarial é muito grande entre uma região e outra. Em Curitiba, por exemplo, o salário de um motorista de ônibus é de R$ 1503,00. Já no ABC Paulista, com uma carga horária um pouco maior, os vencimentos dos profissionais de ônibus urbanos são de R$ 2.047,00. Essa variação faz com que as carências de mão de obra sejam diferentes em cada região. No mesmo ABC, há empresas com “filas de currículos”. FORMAÇÃO DE PROFISSIONAIS: Cada vez mais as empresas de ônibus têm investido em formação interna para os motoristas. Funcionários de outros setores, com remuneração menores, têm sido incentivados a operarem os ônibus. Celso Adolfato, coordenador de Recursos Humanos do Grupo Leblon Transporte de Passageiros, afirma que a empresa, que atua no Paraná e em São Paulo, faz um trabalho de plano de carreira para cobradores. “Analisamos os potenciais do cobrador. Depois de dois anos e meio de empresa, consultamos se ele possui carta de habilitação que o permita dirigir ônibus. É feito o convite. Se ele aceita, fazemos todos os treinamentos internos exigidos por legislação e de iniciativa da empresa. Em seguida, ele fica de dois a três meses no setor de manobra, trabalhando dentro da garagem. Se os instrutores acharem que ele está apto, o novo motorista sai acompanhado por um profissional mais experiente por uma semana numa linha mais tranqüila, até se sentir seguro” – explica Adolfato. O coordenador de RH da empresa começou como cobrador até chegar ao posto onde está, mas sente que com o passar do tempo, muitas pessoas perderam interesse pela direção. “E não é só o motivo salarial, embora que este fator tem de ser considerado também. Hoje, há outras oportunidades profissionais para jovens que estão entrando no mercado de trabalho. Muitos não têm mais o transporte como objetivo de suas vidas, mas apenas como uma ponte para ganharem um dinheiro para pagarem um curso em outras áreas. Além disso, por conta da nova dinâmica das cidades, das fiscalizações mais intensas, hoje, se perdeu um pouco daquele laço familiar no qual, por exemplo, o filho saía com o pai motorista e ficava o dia todo rodando no ônibus com ele, o admirava e queria seguir a mesma profissão” – explicou Adolfato. As empresas de ônibus rodoviários e de fretamento também enfrentam o problema. No caso do fretamento, a reclamação por parte de alguns funcionários é que depois de trabalharem toda a semana em serviço contínuo, como operando para indústrias e faculdades, eles são obrigados a trabalharem no fretamento eventual, tanto para serviços curtos, como para grandes viagens. Muitos motoristas, no entanto, buscam estas viagens a mais, por ser uma oportunidade de maior remuneração no final do mês. A violência em relação aos assaltos e o estresse e violência do trânsito também são motivos para que as pessoas pensem duas vezes antes de assumirem os volantes de ônibus e caminhões. Segundo sondagem da CNT, a paixão pelo volante ainda existe, mas muitos acabam se sentido desestimulados e atraídos por outras áreas. A formação interna, além de programas de reciclagem e melhoria nas condições de trabalho e de vida, com ações como acompanhamento psicológico e ginástica laboral, são essenciais para a atual situação. Mas, apesar de serem cada vez mais presentes nas companhias, ainda fazem parte da realidade de uma pequena parcela dos motoristas, Publicado em 03/07/2012 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus

domingo, 1 de julho de 2012

Palestras VIP para Motoristas da TRANSTUSA - Joinville

Dia 27/06/2012 ministrei "Palestras VIP para Equipes de Motoristas da TRANSTUSA". Socializado conhecimentos e experiências no sentido de gerar excelência nos serviços prestados pelas Equipes de Motoristas no transporte público em Joinville. As Equipes de Motoristas participaram com muita vibração e comprometimento nos temas abordados. Foram momentos de ótimos aprendizados! Parabenizo o profissionalismo da TRANSTUSA - Joinville - SC! Palestrante José Rovani Palestras VIP para Motoristas - Hands On "Motorista Profissional Capacitado é um diferencial na empresa" treinamentos@highpluss.com.br