Motorista Comprometido

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Notícias

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Motoristas de ônibus dizem que trabalham com sono no fim de ano


marcopolo-g7-2011
Ex-motoristas de empresas de ônibus que realizam viagens intermunicipais denunciam que, durante o período das festas de fim de ano, é comum muitos deles trabalharem com sono.
Segundo eles, que preferiram não se identificar, nos dias que antecedem o Natal, até os primeiros dias de Ano Novo, os trabalhadores são obrigados a trabalhar sem as 11 horas de descanso mínimas, exigidas por lei.
“Ah, umas três horas e meia, no máximo quatro horas [de descanso]”, diz um deles, contando como é a jornada de trabalho. Perguntado se já dormiu alguma vez ao volante, durante o trabalho, ele revela que já sentiu bastante sono. “Não digo dormir, mas chega a parar o carro [ônibus], lavar o rosto. Parecia que tinha areia no meu olho, sabe?”, conta.
Outro, que pediu demissão em novembro, afirma que o motivo foi um susto em uma das viagens. Ele cochilou ao volante e quase causou um acidente na estrada. “Eu estava meio que piscando, aí, na hora que eu entrei na curva, eu olhei e tinha a carreta. A última parte da carreta bem em cima da minha faixa. E ali, por Deus, eu desviei”, diz.
Os dois procuraram a RPC TV voluntariamente, após a notícia do acidente de ônibus na BR-116, que matou 16 pessoas, no domingo (22). Nenhum deles trabalhou para a empresa Viação Nossa Senhora da Penha, dona do ônibus acidentado.
Entre as hipóteses levantadas pela polícia para o acidente, está a de que o motorista dormiu ao volante. Ele foi indiciado por homicídio culposo, ou seja, quando não há intenção de matar. O ônibus, que saiu de Curitiba em direção ao Rio de Janeiro, caiu de uma altura de 10 metros, na Serra do Cafezal, em São Paulo. Além dos mortos, outros 30 passageiros ficaram feridos na batida.
Fonte: G1
Publicado no Blog do Caminhoneiro.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Os ônibus no Brasil são realmente seguros?

ônibus
Ônibus prefixo 6002 da Penha. Veículo ficou destruído após cair em uma ribanceira às margens da rodovia Régis Bittencourt, em São Lourenço da Serra, na Grande São Paulo. Acidente levantou uma série de questões, como a segurança e a resistência dos modelos de ônibus fabricados no País.
Os ônibus no Brasil realmente são seguros?
Especialistas dizem que veículos poderiam ser mais resistentes. Indústria afirma que padrões de qualidade estão entre os melhores do mundo
ADAMO BAZANI – CBN
O acidente com o ônibus de dois andares da Empresa Nossa Senhora da Penha, na madrugada do último domingo, na rodovia Régis Bittencourt, em São Lourenço da Serra, levantou mais uma vez várias questões relativas à segurança dos transportes rodoviários.
Entre os aspectos que entraram para as discussões é relacionado ao padrão e à qualidade dos ônibus no Brasil.
Conforto e design, os veículos possuem. Mas será que os ônibus no Brasil são realmente seguros?. E sobre os modelos Double Decker, os acidentes com estes ônibus acabam tendo resultados mais graves?
As perguntas foi feita por especialistas como da Abramet – Associação Brasileira de Medicina de Tráfego .
O que chamou a atenção é que o segundo andar do ônibus modelo Marcopolo Paradiso 1800 DD, da Geração Seis, foi completamente esmagada.
A maior parte das 15 pessoas que morreram estava no segundo andar.
Os peritos que estiveram no local também foram surpreendidos pelo estado que ficou o piso superior do ônibus.
A própria Abramet, além de outras associações, defende a realização de mais estudos para que os ônibus sejam leves, o que resulta em menos gastos operacionais e de manutenção, além de respeitarem a lei da balança, mas que sejam também mais fortes que atualmente.
Às vezes numa colisão contra um veículo de menor porte, o ônibus hoje em dia fica bastante danificado.
O diretor de engenharia da Marcopolo, Edson Maineiri, disse ao jornalista Thiago Barbosa, no CBN São Paulo, que os ônibus brasileiros seguem padrões internacionais quanto a resistência, tombamento e inclinação. A inclinação permitida tem de ser de 28 por cento e os modelos da empresa podem suportar inclinação de até 30 por cento.
Segundo ele, com o passar do tempo, a indústria estuda o uso de materiais para aumentar a resistência dos ônibus.
“Todo mundo usa este tipo de veículo Double Decker. Só nas Américas são cerca de dez mil ônibus de dois andares. Na Europa o uso é bastante amplo. São modelos seguros sim, caso contrário a utilização não seria comum. Mas no caso, o ônibus tem uma massa e um peso muito grandes. Num acidente como o da Régis, por mais que o veículo tenha resistência, não tem como evitar este tipo de dano. O ônibus vai ficar bastante danificado mesmo” – disse o engenheiro da Marcopolo
Confira a entrevista:
A Marcopolo complementa as informações do diretor de engenharia com uma nota:
A Marcopolo se solidariza com todos os familiares e amigos das vítimas do recente acidente ocorrido com um ônibus Double Decker. Como líder nacional na fabricação desse tipo de veículo, a empresa se sente na obrigação de esclarecer que:
- As carrocerias dos ônibus Double Decker são construídas obedecendo aos mais rigorosos padrão de resistência, segurança e confiabilidade, segundo regulamento internacional e equiparável aos padrões europeu e americano, os mais avançados e rigorosos do mundo;
- O modelo Double Decker da Marcopolo passa por testes de resistência estrutural e de capotamento, sendo aprovado por todos os órgãos nacionais. O veículos inclusive excedem as especificações nacionais com relação a tombamento e rigidez estrutural; Por ser um dos modelos mais exportados, os ônibus também são construídos obedecendo as normas internacionais;
- A Marcopolo mantém uma equipe de engenheiros que continuamente trabalha na pesquisa e no desenvolvimento de novos componentes e concepção estrutural das carrocerias para garantir, cada vez mais, que os veículos ofereçam os mais elevados níveis de conforto, segurança e robustez.
Mais uma vez, a companhia lamenta a inestivável e insubstituível perda de cada uma das famílias às vésperas do Natal, momento que deveria ser de comemoração e confraternização. E ratifica o seu compromisso em desenvolver e fabricar veículos cada vez mais seguros e que obedecem aos mais rigorosos padrões internacionais.
Publicado em 24/12/2013 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus.

domingo, 22 de dezembro de 2013

Natal com muita Luz e um Próspero 2014 - HighPluss

Arquivo: HighPluss, 2013.

Desejo a você visitante do blog , seguidores, motoristas, estudantes, professores, clientes, fornecedores e parceiros da HighPluss, um Natal com muita Luz e um Próspero 2014 com muitas realizações.
             
Muito agradeço aos acessos ao blog e com as respectivas contribuições aos temas socializados em 2013.

Agradeço a Equipe do Blogger pela qualidade dos serviços prestados.

Grande abraço,

Palestrante José Rovaní
Soluções VIP nas Práticas Profissionais - Hands On

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

O antidoping dos caminhoneiros


Foto Blog do Caminhoneiro
O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) deu um passo importante para a redução de acidentes envolvendo caminhões, ônibus e utilitários de carga, ao determinar a obrigatoriedade de exames toxicológicos em motoristas profissionais, quando da renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou ingresso nas categorias C, D e E. Mesmo realizados com intervalos de cinco anos (prazo em que a CNH deve ser renovada), os exames criarão uma dificuldade muito objetiva para os usuários contumazes de substâncias psicoativas como anfetaminas, cocaína ou crack — cujo consumo se alastra de forma assustadora, principalmente entre os caminhoneiros.
O enfrentamento do problema, no entanto, exige medidas mais amplas e coordenadas das autoridades em várias frentes, no sentido de atacar os fatores que levam uma parte dos motoristas a apelar para as drogas. Como já ficou constatado em diversas pesquisas, os chamados “rebites” (anfetaminas), a cocaína e até o crack não têm qualquer conotação recreativa, neste grupo específico de usuários. Eles são usados para manter a mente alerta durante jornadas prolongadas ao volante, que podem se estender por dois dias ou mais. E os mais suscetíveis são os motoristas autônomos, cujas condições de trabalho são mais difíceis de fiscalizar.
A incidência do uso de álcool e drogas ilícitas entre os caminhoneiros é alarmante. Em 2010, exames realizados pela Polícia Rodoviária do Espírito Santo em motoristas voluntários mostrou que um em cada três fazia uso de bebidas alcoólicas, maconha, anfetaminas, metanfetaminas, cocaína, crack ou merla para dirigir. Outro levantamento, feito nas rodovias do Mato Grosso pelo Ministério Público do Trabalho daquele Estado, apontou que 30% dos motoristas consomem regularmente alguma substância ilícita. Além das anfetaminas, as drogas mais citadas foram a cocaína e o crack.
A ganância das empresas que contratam os serviços de transporte — ou, no mínimo, a falta de interesse pela saúde e integridade do trabalhador — soma-se, neste caso, à pressão econômica sofrida pelos motoristas, que aceitam missões suicidas e sacrificam o indispensável descanso em busca de um rendimento maior. O desgaste físico e mental provocado pelo excesso de viagens em curto espaço de tempo vem se somar, dessa maneira, a fatores igualmente graves, como a idade e manutenção inadequada dos veículos e as más condições das rodovias, para produzir um número exageradamente alto de acidentes –algo em torno de 10 mil por ano, nas rodovias do país.
A resolução do Contran não terá efeito imediato. Embora comece a vigorar no dia 1º de janeiro, ela estipula um prazo de 180 dias para que o exame toxicológico comece a ser exigido. Assim, se não houver nenhum adiamento ou entrave jurídico, a partir de 1º de julho os motoristas que precisarem ingressar nas categorias C, D e E ou renovar a CNH terão de se submeter a “exame toxicológico de larga janela de detecção” em clínicas homologadas pelo Denatran e credenciadas pelo órgão executivo de trânsito no Estado. O exame é capaz de detectar o consumo de drogas até 90 dias antes da coleta das amostras biológicas, que podem ser de cabelos, pelos ou unhas.
A medida teria mais impacto se o intervalo entre um exame e outro fosse menor. Pelo Código de Trânsito, a CNH deve ser renovada a cada cinco anos (ou três, para motoristas com mais de 65 anos de idade). Embora positivo, o efeito da exigência deverá ser limitado — e, mais ainda, se não houver uma fiscalização rigorosa sobre as empresas e os caminhoneiros, com punições rigorosas para quem submete os motoristas a jornadas desumanas e a retirada de circulação daqueles que, ao dirigir sob o efeito de substâncias nocivas, tornam-se um perigo para si mesmos e para todos em seu caminho.
Publicado no Blog do Caminhoneiro.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Caminhoneiros estão parados a dias em atoleiros de rodovia em MT


Caminhão atolado - MT-020 (2)
Há vários dias, nenhum veículo consegue  trafegar pela MT-020, entre Paranatinga e Gaúcha do Norte, a 411 e 595 km de Cuiabá, por conta de atoleiros na rodovia. Uma fila de veículos, principalmente de carretas e caminhões, se formou nesse trecho. Parados, os motoristas esperam por socorro, porém, a prefeitura de Paranatinga alega que têm tentando ajudar os caminhoneiros, mas que não possui máquinas suficientes para retirá-los.
O prefeito da cidade, Vilson Pires, disse que, recentemente, uma empresa deu início ao processo de pavimentação da rodovia, porém, mal começou e já abandonou a obra depois da terraplanagem. O maior problema, segundo ele, é que a situação piorou, pois o primeiro e único trabalho da empreiteira foi retirar uma camada superficial de terra com cascalho. Sem esse cascalho e por causa da chuva intensa, surgiram os atoleiros.
“No sábado (14) fui até lá para prestar socorro, mas tinha cerca de 60 carretas e caminhões parados na estrada não tem como o município dar assistência a todos os motoristas”, afirmou o prefeito. “Está totalmente intransitável e a via está interditada, o que gera prejuízos imensuráveis aos produtores e pecuaristas da região”, pontuou. Ele disse que o município é um dos maiores produtores de soja do estado.
O município cultiva soja em 400 mil hectares e possui frigoríficos para abate de bovinos. “Temos frigoríficos e o gado está morrendo nas estradas, porque os caminhões não conseguem passar. Se tornou uma catástrofe”, reclamou Pires. Já Gaúcha do Norte está escoando milho, o que tem contribuído para o fluxo de veículos nesse período.
Caminhão atolado - MT-020 (1)Ele criticou o fato de a obra ter iniciado já no período chuvoso. Com os atoleiros, o acessoaos municípios de Canarana, Água Boa, além de Paranatinga e Gaúcha do Norte, está impossibilitado. Nenhum trecho dessa rodovia possui asfalto.
Combustível de graça
No mês passado, o governador Silval Barbosa anunciou a distribuição de cerca de 5 milhões de litros de óleo diesel para as prefeituras do interior do estado durante o período de chuvas. Porém, no caso de Paranatinga, o prefeito alegou que até agora o município tem custeado toda a despesa sozinho.
Contudo, apesar da medida, Silval avaliou que, nem por isso, o estado deixaria de ter atoleiros, como todos os anos. “Um estado em que a fronteira agrícola dobrou em quatro anos, em que a fronteira agrícola avança conforme surge a logística, é um estado que muitas vezes a gente não dá conta de socorrer certas demandas”, pontuou, na época.
Publicado no Blog do Caminhoneiro.

sábado, 7 de dezembro de 2013

‘Tem de se dedicar 100% para dar certo’, diz fundador da Marcopolo

Paulo Belini

Aos 86 anos, Paulo Bellini combina a sabedoria adquirida ao longo dos anos com a ousadia jovial que fez dele um dos mais bem-sucedidos empresários do Rio Grande do Sul. Fundador e presidente emérito da Marcopolo, uma das maiores fabricantes de carrocerias de ônibus do mundo.
Um dos oito irmãos de uma família de Caxias do Sul, Bellini conta que teve uma infância sem dificuldades. Já maior de idade, foi estudar em Porto Alegre. Voltou para Caxias e fundou a primeira empresa de carrocerias em 1949, junto com os irmãos Nicola, amigos de longa data da família. Era ele quem cuidava da administração e de todos os trâmites contábeis da empresa, buscando aprimorar cada vez mais o empreendimento e a equipe.
Em menos de 20 anos a Nicola & Cia se transformaria na Marcopolo, nome motivado por um modelo de ônibus que foi apresentado no Salão do Automóvel em 1968. Hoje, a empresa conta com mais de 22 mil colaboradores e tem fábricas no Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro e em países como Argentina, Austrália, África do Sul e Índia.
Determinação e aposta nas pessoas
Boa parte do sucesso mundial alcançado pela Marcopolo é fruto do trabalho de Bellini e de um time de profissionais qualificados. Mas para atingir esse patamar foi preciso muito esforço, dedicação e estratégia. “As dificuldades foram enormes. Não tínhamos capital de giro, crédito e nem dispúnhamos de tecnologia. Pegamos dinheiro emprestado, inclusive do meu pai, e fomos fazendo as coisas acontecer. Lembro que, várias vezes, precisamos recorrer ao dinheiro de agiotas”, conta Bellini.
Força de vontade e atitude, no entanto, eram atributos que não faltavam para aquela pequena equipe que resolveu empreender no interior do Rio Grande do Sul em plena década de 1950. “Montamos algo que não existia em Caxias do Sul e nem na região” conta Bellini. “Você tem de se dedicar 100% ao seu negócio para que ele possa dar certo. É preciso ter determinação e fazer as coisas acontecerem. Somente assim o seu negócio poderá prosperar e você atingirá os seus objetivos”, destaca.
Na condição de administrador, o empresário percebeu que para a empresa crescer precisava, antes de tudo, de capital humano. Por isso criou oportunidades para que os colaboradores participassem de cursos de qualificação. Já na década de 1960 buscou a definição de uma filosofia para a empresa traduzida no lema “A Organização é Antes de Tudo o Homem”. Na mesma época a Marcopolo fez as primeiras exportações.
O resto é história. Mais de 60 anos depois, Bellini decidiu colocar no papel a trajetória da empresa, das pessoas que construíram ela e dos desafios vencidos nessas seis décadas. O livro “Marcopolo: Sua viagem começa aqui” foi lançado no final do ano passado. “São memórias e relatos que revelam uma cultura empresarial peculiar, com a qual convivemos com naturalidade, sem nos dar conta da sua decisiva importância, e construída por muitos que, de alguma forma, se relacionam com a Marcopolo”, define.
Cinco perguntas para Paulo Bellini
O que motivou o senhor a abrir o próprio negócio? 
Paulo Bellini - Naquela época, eu havia acabado de terminar o curso de contador e fui convidado a iniciar o negócio, juntos com os irmãos Nicola, de carrocerias de ônibus, algo que não existia ainda em Caxias do Sul e em toda a região.
Quais foram as maiores dificuldades?
Bellini - 
As dificuldades foram enormes. Não tínhamos capital de giro, crédito e nem dispúnhamos de tecnologia. Pegamos dinheiro emprestado, inclusive do meu pai, e fomos fazendo as coisas acontecer. Lembro que, várias vezes, precisamos recorrer ao dinheiro de agiotas, pois não havia a oferta de crédito que hoje existe nos bancos para pequenas empresas e negócios. Levávamos 90 dias para fazer um ônibus e, muitas vezes, ele precisava ser reparado, pois nem tudo estava certo.
O que o senhor considera sua primeira vitória como empresário?
Bellini - 
Acredito que a primeira vitória foi entregar o primeiro ônibus para o nosso primeiro cliente. Digo que ele foi muito corajoso em comprar o nosso produto e acreditar na gente.
Que conselho o senhor gostaria de receber quando estava começando e que poderia dar aos novos empreendedores?
Bellini - 
Dedique-se 100% ao seu negócio para que ele possa dar certo. Tenha determinação e faça as coisas acontecerem. Somente assim o seu negócio poderá prosperar e você atingirá os seus objetivos.
Na sua opinião, como o empreendedorismo pode contribuir para melhorar o país?
Bellini - 
O empreendedorismo pode contribuir muito com o desenvolvimento do Brasil. Primeiro porque o empreendedor faz as coisas acontecerem e inspira outros a também fazerem. Segundo porque o empreendedor, na sua maioria, acaba buscando na inovação o seu diferencial. E a inovação é fundamental para o desenvolvimento do país e da sociedade.
Publicado em 06/12/2013 no Blog do Caminhoneiro.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

7º Aniversário HighPluss - 2013


Arquivo: HighPluss, 2013.

Dia 26/11/2013 a HighPluss Exportação, Consultoria e Treinamentos completa o sétimo aniversário de fundação com uma trajetória de muitos aprendizados e grandes conquistas. Cada ano que passa a HighPluss avança nos projetos profissionais e sociais com foco em atender de maneira personalizada seu Cliente.

A HighPluss muito agradece a todos "Clientes, Fornecedores e Parceiros" por acreditarem na execução de projetos focados no equilíbrio entre o desenvolvimento e a prosperidade das pessoas e empresas.

A empresa desenvolve suas atividades profissionais focada nas competências técnicas para a realização dos projetos, bem como nas habilidades e atitudes necessárias em tornar o projeto próspero para o Cliente.

Seu diferencial é entender a necessidade do Cliente, para que possa propor projetos inovadores focados em gerar resultados prósperos no ambiente onde atua.

A HighPluss investe e acredita na educação continuada da Equipe, para que tenha sustentabilidade nos projetos e gere grandes benefícios ao seu Cliente.

A empresa atende os mercados do Brasil e América Latina, com ênfase em Palestras para Motoristas, Consultoria Técnica / Administrativa e na Exportação de peças no segmento de transportes de passageiros e Cargas. 

Muito obrigado pela confiança depositada nos projetos e prosperidade aos Clientes, Fornecedores e Parceiros da HighPluss.

HighPluss - Soluções VIP nas Práticas Profissionais - Hands On
Contato: treinamentos@highpluss.com.br
Joinville - SC. - Brasil

sábado, 16 de novembro de 2013

Reféns da espera

caminhoes-patio
Para o carreteiro que ainda procura se adaptar às normas da Lei do Descanso, como ficou conhecida a lei que regulamenta a profissão de motorista, itens como horas extras e horas de espera continuam obscuros, principalmente quando a viagem é longa, sujeita a esperas para carregar e descarregar, além das famigeradas aduanas, onde as esperas podem se prolongar por vários dias até a liberação da carga. De acordo com o presidente do Sindimercosul (Sindicato dos Trabalhadores em Transportes de Cargas de Linhas Internacionais do Rio Grande do Sul), Jorge Frizzo, 55 anos e há 38 no setor, há uma preocupação grande para a ampla divulgação da lei entre os motoristas e transportadoras. E que, de uma maneira geral, são as grandes empresas, as mais bem estruturadas que cumprem todas as determinações legais, pagando todos os direitos do motorista. Lembra que mesmo assim, são pagas as diárias – porém as horas extras e horas de espera não são incluídas, gerando um passivo trabalhista.
Frizzo lembra que além da jornada de oito horas de trabalho, são permitidas mais duas extras por dia, com valor 50% superior ao da hora normal ou valor superior, previsto da Convenção Coletiva ou Acordo Coletivo. E as horas em que o veículo permanece parado são consideradas de espera? Depende. Caso a empresa exija a permanência do motorista junto ao veículo, após a jornada de oito horas de trabalho, será considerada espera. Caso o motorista ou ajudante permaneça junto ao veículo por vontade própria durante o seu período de repouso, não será considerado hora de espera. Daí as dificuldades em situar as condições em que o motorista aguarda a carga ou descarga após o horário regulamentar. Ou, as intermináveis esperas nas aduanas.
Conforme explica a gerente regional do Ministério do Trabalho e Emprego, em Uruguaiana/RS, Ana Maria Torelly, 54 anos de idade e 10 no cargo, o motorista deve manter guardados cópia de todos os documentos, como diário de bordo e recibos de salários para, no caso de se sentir lesado, procurar orientação sobre os seus direitos. Segundo ela, pelo menos 90% das empresas de transportes estão se adequando à legislação, pagando os motoristas de maneira correta. Quanto às esperas nas aduanas, reconhece que não são pagas, pois ficam por conta do “risco da atividade, o chamado Custo Brasil”, um assunto complexo, enfim.
Lembra, no entanto, que apesar desses detalhes, e mesmo que ao final o motorista acabe ganhando menos do que ganhava antes da lei, quando trafegava de forma contínua por muitas horas, agora há uma enorme diminuição de acidentes com muitas vidas sendo salvas.
Vale lembrar que a fiscalização continua implacável. O auditor do Ministério do Trabalho e Emprego, Jorge André Borges de Souza, diz que além das visitas periódicas às empresas transportadoras, também examina com muita atenção os discos de tacógrafo e as planilhas do diário de bordo, detectando eventuais falhas. Lembra que as empresas precisam cumprir a lei ou terão sérios prejuízos mais tarde, pois estarão acumulando passivos trabalhistas, os quais certamente acabarão sendo cobrados. As horas extras e horas de espera devem constar na planilha para o respectivo pagamento. Lembra que muitas empresas anotam um salário na carteira profissional e pagam outro valor, onde são incluídas vantagens como bonificações ou horas extras. Tudo, no entanto, é conferido na fiscalização.
O carreteiro Claudomir Farina, natural de Lagoa Vermelha/RS, tem 46 anos de idade e 28 de estrada. Trabalha no transporte nacional e internacional, “viajando para onde a empresa manda ou para onde tem o melhor frete”. Garante que gostou da nova Lei do Descanso, porque se pode trafegar mais sossegado, cumprindo as determinações da empresa e parando nos locais pré-estabelecidos. Segundo ele, não há grandes problemas de esperas para carregar ou descarregar o caminhão. Lembra que boa parte das empresas já opera com agendamento, evitando com isso que o caminhão fique parado por muito tempo.
O caminhão precisa rodar, não pode ficar parado. A reclamação, no entanto, fica por conta da burocracia nas aduanas. Farina conta que em Uruguaiana/RS, costuma perder um ou dois dias para a liberação da carga, e mais dois dias em Paso de los Libres/AR. São, no mínimo, três dias perdidos numa viagem a Buenos Aires e que, embora ganhe as diárias para a sua manutenção, é um problema porque não ganha extras mesmo ficando à disposição da empresa, além da chateação de ficar todo esse tempo parado, sem fazer nada, a não ser limpar o caminhão e conversar com amigos do trecho. “Tudo por conta de uma burocracia sem explicação”, ressalta.
Argentino naturalizado brasileiro, o carreteiro Miguel Lopez, 52 anos e 20 de estrada, residente em Foz do Iguaçú/PR, trabalha com uma carreta câmara fria, viajando entre São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Buenos Aires, Mar del Plata e Neuquén (Argentina). Ganha salário fixo e bonificação por quilômetro rodado, que se torna insignificante nas viagens internacionais em razão do tempo que fica parado nas aduanas à espera da liberação das cargas, conforme afirma. Na viagem que foi entrevistado, por exemplo, Lopez aproveitou as férias escolares do filho Matheus, de 11 anos de idade, para levá-lo junto a Buenos Aires. Porém, na ocasião já estava parado em Uruguaiana/RS, havia uma semana, à espera de liberação da documentação da carga. As aulas do menino recomeçariam em alguns dias, por isso ele deixou o caminhão aos cuidados de colegas da transportadora em que trabalha para levar o menino de volta para casa. Resultado: “transtornos e despesas desnecessárias por conta de uma estrutura emperrada em países integrantes do Mercosul”, desabafa.
Ainda de acordo com Lopez, nenhum problema grave para carregar ou descarregar o caminhão, nenhuma reclamação referente a salários ou seus direitos trabalhistas, já que a empresa é muito correta. “A perda de tempo e estresse acontecem mesmo nas fronteiras, nas aduanas”, salienta entristecido. E mais entristecido, ainda, o menino Matheus que, além de suportar o rigoroso inverno na cabine do caminhão, não pôde ir a Buenos Aires com o pai. “Afinal, o homem planeja e Deus ri”, reconhece Miguel Lopez.
Depois de atuar por muitos anos no transporte internacional, o autônomo Hari Rau, 61 anos, 40 de volante, natural de Bagé/RS, e dono de uma carreta, viu os lucros diminuírem ao final de cada viagem, em razão das alterações cambiais e das intermináveis esperas nas aduanas para a liberação das cargas. Segundo ele, para carregar e descarregar, as esperas eram pequenas, nada fora do comum e que causasse transtorno. E nem mesmo a necessidade de trabalhar dentro dos limites impostos pela nova legislação incomodava tanto ou causava prejuízo como as esperas nas aduanas. Além disso, poucas empresas pagavam diárias e as despesas com alimentação corriam por conta própria. Por isso, optou por trabalhar apenas no mercado interno, sem maiores problemas. Afirma que praticamente todas as cargas são agendadas, inclusive para descarregar, resultando em maior produtividade, porque não perde tempo com o caminhão parado.
Também descontente com a enorme perda de tempo nas aduanas, Roberto Arns Ramborger, conhecido no trecho como Gringo, 35 anos, sete de profissão, natural de São Luiz Gonzaga/RS e também dono de uma carreta, transporta polietileno para Buenos Aires e traz conglomerados de madeira para a indústria moveleira de Bento Gonçalves/RS. Na ocasião estava concluindo a compra de um caminhão trucado para operar apenas dentro do Brasil e assumindo uma dívida de pouco mais de R$ 2 mil, a qual acreditava que não teria dificuldades para pagar.
Ramborger trabalha sozinho, e mesmo com as restrições de horário impostas pela nova lei, vai trabalhar tranquilo. Segundo ele, as esperas para carga e descarga não preocupam, pois, de uma maneira geral, são rápidas. Lembra que na Argentina também perde tempo porque é o próprio motorista o responsável pelo enlonamento da carga que, dependendo da altura, pode demorar até duas horas, numa atividade extremamente cansativa. No Brasil tudo é mais fácil e não se perde tanto tempo, o que dá mais lucro no fim do mês, garante. Ele próprio negocia o valor dos fretes, controla as despesas e sabe quanto vai sobrar – a não ser algum imprevisto, “que ninguém está livre”, afirma.
Para o estradeiro Juarez Evangelista Bento, 56 anos de idade e 36 de profissão, natural de Curitiba/PR, não existe problema no horário de trabalho. Ele dirige uma prancha para o transporte de máquinas agrícolas e com autorização para trafegar das 6h da manhã às 6h da tarde. Evidentemente, também está sujeito às esperas nas aduanas quando viaja para Argentina e Chile, quando fica três ou quatro dias esperando a liberação dos documentos e da carga. Porém, quando acontece de fazer entregas fracionadas nas revendas, ou mesmo nas lavouras, pode ficar até cinco dias nas operações de descarregamento das máquinas, uma tarefa delicada e difícil, acentua. Não ganha hora extra, porém não se queixa. Tem salário fixo, diárias e comissão sobre o valor do frete, que somados à aposentadoria, rende uns R$ 4 mil ao final do mês. “Nada mal para quem já criou e encaminhou os filhos e agora vive apenas com a mulher”, salienta.
Também atuando no transporte de máquinas agrícolas e cargas especiais, Natanael Conceição França, o Nato, como é mais conhecido, tem 34 anos e está há 15 no trecho. Natural de Apiaí/SP – e atualmente residindo em Curitiba/PR -, tinha na ocasião acabado de assumir o volante de um caminhão novo, o qual estava ainda à espera da liberação do permisso (licença) para entrar na rota internacional. Natanael está acostumado a viajar por estradas do Brasil e de países como Argentina, Chile, Peru e Bolívia e até na Venezuela. Conta que já passou de tudo, com problemas de carga e descarga, com algumas esperas, porém nada comparado com a burocracia nas aduanas, onde sempre as esperas são de vários dias. Lembra que numa ocasião ficou 18 dias trancado na fronteira entre Bolívia e Peru, na localidade de Desaguadero. Portanto, está acostumado. Não reclama, acredita que tem um bom salário e, afinal, essa é a profissão que escolheu.
Publicado em 12/11/2013 no Blog do Caminhoneiro.

Caminhões são a terceira maior causa de acidentes e mortes no trânsito no Brasil

Caminhão tombado
Jornada de trabalho extensa, horas insuficientes de descanso e a pressão por cumprir prazos de entrega fazem parte da rotina de milhões de caminhoneiros que circulam Brasil afora e, ainda, são algumas das principais causas de acidentes nas ruas e estradas de todo o país. Segundo dados do Ministério das Cidades, o país possui uma frota correspondente a 3,1% (2.414.721) dos 77,8 milhões de veículos registrados no país, sendo que os caminhões estão envolvidos em 21% dos acidentes com mortes.
As estatísticas também mostram que o número de acidentes envolvendo caminhões foi o terceiro que mais aumentou entre 1996 e 2010, ficando atrás dasmotocicletas e bicicletas. O número de mortes provocadas por caminhões também ficou em terceiro lugar, com um crescimento de 50% no período apurado. Muito mais que despesas econômicas, os acidentes têm um custo humano imensurável à sociedade.
Uma tentativa de normatizar a carga horária dos motoristas profissionais é a Lei 12.619/12, que regulamenta a profissão com regras que proíbem os profissionais de dirigirem por um período maior que quatro horas sem descanso mínimo de 30 minutos. A nova lei também prevê que os motoristas devem ter repouso diário de 11 horas a cada 24 horas de trabalho. No entanto, para surtir efeitos, a norma precisa ser cumprida. Segundo o presidente da Federação dos Trabalhadores Rodoviários do Estado de São Paulo, Valdir de Sousa Pestana, apesar da aprovação da lei, poucas empresas adotaram um regime de controle da jornada de trabalho mais rigoroso. “As pessoas não entendem que não é só questão de ganhar mais, mas também de prevenção de mortes no trânsito e qualidade de vida dos profissionais. Além disso, há o problema dos motoristas autônomos, que, por não possuírem patrões, fazem o seu próprio horário”, explica o presidente.
Congresso
Os esforços pelas melhorias nas condições de trabalho nos transportes envolvem patrões, empregados e poder público, porém encontram resistência nos setores da sociedade vinculados aos interesses econômicos dos embarcadores e clientes dos serviços prestados pelas transportadoras. Para debater e alinhar os interesses de cada categoria, a Federação dos Trabalhadores Rodoviários do Estado de São Paulo realiza o 1º Congresso Regional de Trabalho Seguro no Transporte Rodoviário, que ocorrerá nos dias 21 e 22 de novembro, no Vitória Hotel, em Campinas (SP). O evento terá a presença de autoridades e palestrantes que discutirão avanços para os setores de transporte rodoviário de cargas e de logística do país.
O Congresso é organizado pelo Ministério Público do Trabalho, pelo Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região/Escola de Magistratura, pela Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado de São Paulo e pela Federação das Empresas de Transporte de Carga do Estado de São Paulo.
Fonte: Divulgação
Publicado em 12/11/2013 no Blog do Caminhoneiro.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

2º Seminário Catarinense de Segurança no Trânsito 2013 - Florianópolis - SC.

08/11/2013 - Participei do 2º Seminário Catarinense de Segurança no Trânsito na FIESC em Florianópolis.

Tema: Educar para Salvar Vidas e fazer da década uma lição de cidadania. 

Ótimos conteúdos foram socializados e discutidos sobre a Cultura de Segurança no Trânsito. Pesquisas foram divulgadas sobre o comportamento do motorista. 

Foram divulgados dados estatísticos sobre os acidentes de trânsito nas ruas e estradas brasileiras. Divulgados os principais casos brasileiros que participaram do Prêmio Volvo de Segurança no Trânsito.

Segundo Corrêa (2013) em seu livro "Cultura de Segurança no Trânsito' fala que "Efetivamente é hora de pensar mais seriamente no conjunto da sociedade brasileira e incentivar esforços para que cada segmento da economia tenha preocupação de abrir espaços na sua área para a chegada ou implementação dessa cultura. Pense nisso! 

Discutidos temas sobre "Educando Crianças e Jovens, Projeto Percepção de Risco no Trânsito, Paradigmas Comportamentais e o Projeto Cinema Rodoviário - DPRF.

Experimentar novos aprendizados, sem dúvida, amplia o saber e permite multiplicar novos conhecimentos para que tenhamos cidadãos mais conscientes e esclarecidos para agir nas mudanças.  

Parabenizo aos organizadores do SINPRFSC e aos excelentes palestrantes que participaram no seminário. Os conhecimentos por mim adquiridos serão multiplicados nos diversos ambientes de atuação profissional. 

Palestrante José Rovaní
Palestra VIP para Motoristas  - Hands On
Contato: treinamentos@highpluss.com.br

domingo, 3 de novembro de 2013

Palestrante José Rovaní visita a FENATRAN 2013 em São Paulo

28/10/2013 - Visita a 19º Salão Internacional do Transporte - FENATRAN 2013, sendo que foram percebidas ótimas soluções tecnológicas para o transporte, que irão proporcionar benefícios diferenciados para os frotistas. 

Ótimas soluções técnicas foram apresentadas para melhorar os serviços logísticos oferecidos aos clientes.

As montadoras apresentaram excelentes soluções para melhorar o conforto e segurança nas cabines, para que o motorista possa dirigir com tranquilidade. 




Simulador Treinamento para Motoristas
Arquivo: José Rovaní, 2013.


Inovação: facilidade para acesso e transporte de diferentes cargas

Conforto e segurança na cabine

Inovação Business: Van com espaço para ponto comercial

Parabenizo aos Organizadores da FENATRAN 2013  e aos Expositores pelos excelentes produtos e serviços apresentados. Ótimos aprendizados foram gerados!

Palestrante José Rovaní
Palestra VIP para Motoristas - Hands On
Contato: treinamentos@highpluss.com.br


terça-feira, 29 de outubro de 2013

Faixa exclusiva para ônibus em São Paulo - Capital

28/10/2013 - Para conhecimento e registro do trânsito em São Paulo - Capital nas proximidades do Aeroporto de Congonhas. Imagens da utilização da faixa exclusiva para ônibus...

Arquivo: José Rovaní, 2013.

Arquivo: José Rovaní, 2013.

Arquivo: José Rovaní, 2013.

Arquivo: José Rovani, 2013.

Palestrante José Rovaní
Palestra VIP para Motoristas - Hands On
Contato: treinamentos@highpluss.com.br

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Rio de Janeiro quer aumentar formação de mulheres como motoristas de ônibus

Mulheres-motorista-de-onibus-simulador
A Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor) estima que o setor precise de três mil motoristas de ônibus a mais que o contingente que hoje trabalha na capital, em Niterói e em municípios da Baixada Fluminense. Além de não haver aumento na oferta de mão de obra qualificada, há uma rotatividade grande de profissionais no setor: em média, 43% dos funcionários mudam de emprego ou migram entre as companhias anualmente.
Para enfrentar esses problemas, e de olho na melhoria da qualidade do serviço prestado, as empresas apostam, agora, na formação de mais mulheres para a função. Hoje, elas representam 5% dos motoristas de ônibus que atuam no estado, que são 40 mil. A meta, segundo a diretora da Universidade Corporativa do Transporte, ligada à Fetranspor, Ana Rosa Bonilauri, é formar duas mil novas condutoras de coletivos até o final do ano que vem.
Ana Rosa explica que, além de as empresas terem identificado nas mulheres o potencial para suprir a falta de pessoal qualificado, “o foco também está no cuidado que elas têm ao dirigir, na forma de atender, geralmente estas profissionais são reconhecidas por isso”.
O curso será gratuito e basta ter a carteira nacional de habilitação (CNH) categoria B e o mínimo de 21 anos para participar do programa de formação, que será oferecido por meio de uma parceria entre o Sest Senat, a Federação das Empresas de Transporte e o Departamento Estadual de Trânsito do Rio de Janeiro (Detran-RJ), por meio da Escola Pública de Trânsito (EPT), inaugurada na semana passada. A estrutura, localizada na Lapa, habilitará as mulheres, com ajuda de simuladores e aulas práticas, para a condução de transporte coletivo, que exige a CNH categoria D.
Depois, a Universidade Corporativa do Transporte e o Sest Senat formarão as motoristas de acordo com as normas previstas na resolução 168/2004 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que exige uma capacitação específica para a atividade. Na capacitação são ensinadas lições como legislação de trânsito, direção defensiva, noções de primeiros socorros, respeito ao meio ambiente, convívio social no trânsito, iniciação à mecânica e relacionamento interpessoal.
O projeto prevê, também, que empresas serão eleitas madrinhas das turmas que se formarem e, com isso, terão o papel de dar prioridade à contratação das novas motoristas.
A expectativa é que as aulas comecem em novembro, com a qualificação de 200 pessoas. Quem quiser mais informações, deve entrar em contato com o Detran-RJ, no telefone (21) 2332-6009 ou pelo e-mailept@detran.rj.gov.br.
No Rio de Janeiro, a média salarial para motorista de ônibus é de R$ 1700, para jornadas de sete horas.