Motorista Comprometido

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terça-feira, 28 de agosto de 2012

Monsanto premia transportadoras que desempenham com excelência a distribuição de seus produtos por todo o Brasil

Sétimo prêmio Reconhecimento de Logística da Monsanto, realizado em SP, celebrou parceria da companhia com suas melhores transportadoras de Sementes e Proteção de Cultivos em cinco categorias.

A Monsanto, empresa pioneira no desenvolvimento de soluções agrícolas sustentáveis, realizou nesta segunda-feira (27/8), em São Paulo, a 7ª edição do prêmio Reconhecimento de Logística Monsanto, no qual homenageia as melhores transportadoras que atendem à companhia e a ajudam a manter a reconhecida excelência de sua cadeia de produção também no momento da distribuição do seu portfólio de produtos de Sementes e Proteção de Cultivos, realizando entregas com rapidez, precisão e qualidade nos quatro cantos do país. Os prêmios foram dados às empresas Global (vencedora em duas categorias: "Transferências em Sementes" e "Vendas em Sementes"), GeLog (vencedora na categoria "Inbound em Defensivos Agrícolas"), Salvador Logística (vencedora na categoria "Transferências em Defensivos Agrícolas") e Bravo Serviços Logísticos (vencedora na categoria "Vendas em Defensivos Agrícolas").

Publicado em 28/08/2012 no site: http://www.monsanto.com.br/sala_imprensa/includes/template_press_release.asp?noticiaId

Lei do Tempo de Direção: Três mil postos não são suficientes para atender caminhoneiros


A Lei 12.619/2012 , que estabelece, entre outros direitos, o limite de tempo de direção dos caminhoneiros e o descanso obrigatório entre jornadas, está sendo muito questionada por autônomos e transportadoras que alegam não ter local de parada com segurança.
Fomos buscar junto as distribuidoras algumas informações sobre a realidade atual dos postos de rodovia voltados para o segmento de pesados. Principalmente, considerando que os postos de rodovia são a segunda moradia do caminhoneiro.
A Shell informou que sob sua bandeira são 600 postos de rodovia, sendo que 315 vão ostentar a assinatura do projeto Irmão Caminhoneiro Shell , que está sendo ressucitado.
A Ipiranga informou a presença em 600 postos de rodovia, sendo que 185 estão dentro do padrão Rodo Rede, outra iniciativa antiga que ganha nova cara mas mantém os mesmos conceitos.
A BR (Petrobrás) registra 1.500 postos em rodovia, com estrutura, em maior ou menor grau, para atender caminhoneiros. O projeto Siga Bem Caminhoneiro, que chegou a contar com mais de uma centena de postos, hoje está reduzido a pouco mais de 30. Naturalmente, como as demais distribuidoras, com nova roupagem.
A rede ALE informou a existência de 300 postos de rodovia em 21 estados. Portanto, no somatório das distribuidoras são cerca de 3.000 postos de rodovia. Naturalmente, alguns com mega-estruturas e pátios para mais de 200 caminhões e outros com capacidade para uma dezena de veículos. Isto significa um posto de rodovia a cada 66 km admitindo-se que a malha atual pavimentada esteja em torno dos 200.000 km.
Os números mostram que já existe uma boa base de locais para realizar as paradas. Naturalmente que a demanda aumenta, na medida em que a lei obriga descanso entre jornadas de 11h00. Muitos trechos já apresentavam pátios dos postos lotados e caminhões no acostamento, mesmo antes da entrada em vigor da lei.
A questão da segurança preocupa caminhoneiros, transportadoras, postos, autoridades, seguradoras, dentre outros. Entretanto, nenhum dos segmentos envolvidos pode alegar que foi surpreendido pela lei. A questão do tempo de direção já está em pauta para ser aprovada desde 1996.
Muitos líderes de movimento de caminhoneiros e transportadoras alegam que os postos estão cobrando estacionamento. Essa não é a realidade de mais de 99% dos postos de rodovia do país, embora seja uma tendência, como admite Ricardo Hashimoto, do Diretor de Posto de Rodovia da Fecombustíveis. Entidade que congrega sindicatos de postos de combustível.
E há razões para a implantação da cobrança. Atualmente os caminhões são cada vez maiores, ocupam mais espaço nos pátios, e o consumo de combustível, que seria a contrapartida dos postos caiu muito. As explicações são relativamente simples: muitas transportadoras tem tanques instaldos na garagem e seus caminhões abastecem na própria empresa, além disso, tanques de combustível adicionais, muitos instalados de formar irregular, aumentam a capacidade dos caminhões.
A consequência é que os postos precisam buscar alternativas para sobreviver. Afinal, é complicado atender quem não abastece, ocupa cada vez mais espaço e utiliza área que deveria ser usada pelos verdadeiros clientes. Posto é atividade comercial que precisa de lucro, como qualquer outra atividade.
Curiosamente, embora os proprietários de postos não gostem de mencionar o assunto, as distribuidoras, que deveriam ser parceiras tem agido muitas vezes como concorrentes. Com sistemas que permitem rastrear as transportadoras que mais consomem combustível nos postos, as distribuidoras tem oferecido os tanques paras as empresas e os postos ficam sem o cliente.
A BR criou até o Projeto Cais, concebido dentro da empresa, que formava cooperativas de transportadoras utilizando espaço da BR, fechado com segurança e combustível mais barato. O impacto nos postos de rodovia, onde são instalados o CAIS, era imediato. Embora esteja com a expansão contida, devido a mudanças momentãneas na política da empresa, a simples menção da abertura de um Cais já deixa muito dono de posto com a sensação de que seu negócio vai á pique.
Além disso, há uma proliferação de tanques de combustível com capacidade inferior a 15.000 litros, instalados sem o menor critério e controle ambiental, em terrenos, empresas, condomínios, indústrias, etc…
Como bem observa Giancarlo Pasa, da rede de postos Túlio, do Paraná, a competição é desigual porque os postos são obrigados a atender inúmeras exigências ambientais e cumprir exigências técnicas sofisticadas. “Queremos que exijam as mesmas condições para todos e não apenas os postos.” Giancarlo lembra que no passado quase 70% do diesel no Brasil era vendido em postos, atualmente está em torno de 50%.
Os postos de rodovia investem em estruturas gigantescas para atender os caminhoneiros. No Mato Grosso, Aldo Locatelli, que possui vários postos de grande porte, com média de 100.000 m², suficientes para receber com folgar mais de 200 caminhões, acredita que a lei poderá causar grandes transtornos, pois não existem muitos postos com estruturas adequadas para atender os caminhoneiros.
Crítico dos “teóricos” que elaboram leis sem conhecer a realidade da estrada, Locatelli lembra a absurda proibição de pagamento de frete em dinheiro ou cheque. “ Ajudo o caminhoneiro oferecendo transporte para a cidade. Levamos ele ao banco para retirar dinheiro, para que possam pagar suas despesas na viagem.” E reforça a importância da vivência prática: “Eu vivo do caminhoneiro, conheço seus problemas, fico horas ouvindo o que eles estão enfrentando.”
Existem muitos terrenos, galpões, as margens das rodovias que podem ser usados para estacionamentos. Naturalmente que, pelo custo e pouca áreas livres, perto de grandes centros, tudo fica mais mais complicado. Os próprios postos de rodovia que podem ampliar estacionamentos mas precisam de receita paa justificar o investimento. Pode ser através de consumo de combustível ou na área de alimentação, e até pela cobrança do uso do estacionamento.
Segundo apuramos com proprietários de grandes postos de rodovia, para pavimentar um estacionamento que atenda cerca de 200 caminhões, com iluminação adequada, é necessário investir pelo menos R$ 5 milhões, sem contar o terreno de cerca 50.000 m².
Para que se tenha uma idéia, a construção de 300 postos, em rodovias federais pavimentadas, média de 01 a cada 200 km, custaria cerca de R$ 1,5 bilhão para atender por noite aproximadamente 60.000 caminhões, equivalente a menos de 10% dos que se estima estejam nas estradas todos os dias.
A construção de áreas de estacionamento estava prevista na concessão de várias rodovias, como a Dutra, principal ligação entre Rio e São Paulo, mas, na maioria dos contratos, essas obras foram trocadas pela ANTT por outras obras. O mesmo foi ocorrendo nas concessões estaduais.
Estacionamentos das concessionárias nas rodovias, ou mesmo dos governos, também não é garantia de solução. Na rodovia Dom Pedro I (Campinas – Jacareí), três dessas áreas foram fechadas pela concessionária Rota das Bandeiras, porque estavam se tornando ponto de prostituição e venda de drogas.
Portanto, é preciso soluções rápidas em termos de espaço, mas será necessário garantir segurança. No Brasil real isso significa que somente cobrando por estacionamento e segurança, em áreas fechadas e administradas por postos ou outras empresas, será possível resolver a questão. Esse custo vai passar para o frete, deverá ser pago pelo embarcador (dono da carga) e no final das contas pelo consumidor. Não há como fugir desta realidade.
Acreditar que de vamos ter áreas gigantescas para estacionar caminhões, com toda segurança e grátis, é o mesmo que acreditar que um posto que vende muito mais barato que todos os concorrentes, está trabalhando com combustível de qualidade.
Esperar que o Governo resolva a questão também não é possível. Afinal, Governo Federal somente pode cuidar de 1/3 das malha rodoviária, o restante são rodovias estaduais. Além do mais, num país em que faltam escolas, hospitais, saneamento básico, segurança pública, é impossível justificar politicamente que o Governo tem que investir em estacionamentos gratuitos para caminhões.
O que fica evidente é que a sociedade terá um custo incial mas o limite de tempo de direção vai salvar vidas, reduzir acidentes, diminuindo o custo econômico, inclusive do transporte e principalmente humano.

Palestra VIP Logistica de Serviços na Monsanto do Brasil


Dia 27/08/2012, ministrei Palestra VIP sobre Logistica de Serviços no evento realizado durante a manhã na Monsanto do Brasil em São Paulo.

Participaram da palestra os proprietários das transportadoras que foram reconhecidas no evento da tarde pela Monsanto. Ótimos aprendizados foram gerados no encontro.

Agradeço a acolhida e o profissionalismo do Igor Neves - Monsanto.

Abraço e Sucesso,

Palestrante José Rovani
Palestra VIP Logistica de Serviços
Contato: treinamentos@highpluss.com.br

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Palestra VIP Gestão Lei 12.619/2012 na Monsanto do Brasil

Dia 27/08/2012, ministrei palestra sobre a Gestão da Lei 12.619/2012 no evento nacional realizado durante a tarde pela Monsanto do Brasil em São Paulo.

Parabenizo ao profissional Igor Neves e a Equipe Monsanto do Brasil pelo excelente evento de "Reconhecimento das Melhores Transportadoras do Brasil".

Agradeço a acolhida e o profissionalismo da Equipe Monsanto do Brasil.

Abraços e Sucesso para Equipe Monsanto do Brasil,

Palestrante José Rovani
Palestra VIP Gestão Lei 12.619/2012 - Motorista Profissional
Contato: treinamentos@highpluss.com.br

sábado, 25 de agosto de 2012

Melhores transportadoras do ano recebem Prêmio da Monsanto

Evento terá a participação de especialistas, juristas e de executivos de algumas das maiores empresas de logística do Brasil, que falarão sobre a Lei 12619/2012 que vem rendendo discussões em todo o país. Acesse o link abaixo para ler mais.

Publicado em 23/08/2012 no site Agrolink, http://www.agrolink.com.br/culturas/milho/noticia/melhores-transportadoras-do-ano-recebem-premio-de-logistica-da-monsanto_155111.html

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Longas viagens: prepare-se para enfrentar a estrada


O trajeto é longo; a viagem, cansativa. Transportar cargas por quilômetros a fio, de norte a sul do País, pode não parecer tão difícil àqueles que sentem no dia a dia o prazer de dirigir. Mas, para quem a estrada é local de trabalho, a preparação pré-jornada pode ser determinante para a segurança e o conforto do caminhoneiro. Detalhes que vão do sono à alimentação e que fazem a diferença na hora de subir na boleia e comandar o volante rumo a outro canto do Brasil.
A principal recomendação, segundo o chefe do Departamento de Medicina do Tráfego Ocupacional da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet), Dirceu Rodrigues, é dormir no mínimo oito horas imediatamente antes de iniciar a jornada. Mesmo que o caminhoneiro vá pegar a estrada à noite, o ideal é evitar que haja fadiga entre o momento de acordar e o de dirigir. Por isso, o caminhão já deve estar carregado e preparado para a partida. “Se o motorista for esperar a carga, ele vai passar o dia estressado e já vai cansado para a viagem”, explica Rodrigues.
A alimentação deve seguir a mesma linha de cuidados. O diretor da Abramet orienta os caminhoneiros a dar preferência a alimentos de fácil digestão. Saladas e carnes leves são boas opções, mas nada de ingerir comidas ricas em gorduras, frituras ou condimentos. As restrições também valem para quantidades grandes de carboidratos, que estimulam a produção de hormônio que aumenta a sensação de sono, e para bebidas alcoólicas. “O álcool permanece no organismo até 24 horas depois de ingerido. Ao beber, o risco de acidentes vai estar presente”, alerta Rodrigues. Ele aponta também que as toxinas liberadas pela ingestão de álcool atrapalham o sono. “Não vai ser um sono repousante”, diz o diretor da Abramet. Também é recomendado ter frutas na cabine como opção de um lanche saudável durante a jornada.
Quando o motorista já sabe que a viagem vai durar alguns dias, outra dica é programar as paradas na estrada para recarregar as energias. Além dos intervalos durante a jornada – 30 minutos a cada quatro horas, conforme a Lei dos Motoristas, ou 15 minutos a cada duas horas, como orienta a Abramet -, é preciso repousar novamente por no mínimo oito horas até voltar à estrada. O melhor, segundo Rodrigues, é buscar uma pousada ou um hotel com cama confortável e que o cômodo seja protegido da luz. “Não recomendamos dormir dentro do caminhão. A boleia é local de trabalho, não é local de repouso”, ressalta.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Paradouro para Motoristas - RUDNICK - Joinville

Foto: Posto de Combustíveis
Foto: Restaurante para Motoristas
Foto: amplo estacionamento para caminhões
Foto: amplo acesso ao posto de combustíveis

Dia 16/08/2012, visitei o Complexo Rodoviário do RUDNICK, Km 25, BR 101, próximo de Joinville e conheci a ótima infraestrutura existente para que o "Motorista Profissional" possa ter o descanso necessário após um período de viagem. Ótimos serviços prestados!

O Complexo Rodoviário do RUDNICK está composto de um ótimo ambiente de Restaurante, facilidade no acesso ao Posto de Combustíveis, que funciona 24hs. Possui vários serviços necessários para atender a necessidade, conforto e a segurança do motorista durante sua permanência no local.

Para quem está viajando na BR 101 no sentido Florianópolis para Curitiba ou vice-versa existem placas sinalizando os acessos ao Complexo Rodoviário do RUDNICK. 

Agradeço a acolhida e o profissionalismo dos gestores durante a visita. Ótimos aprendizados!

Recomendo aos motoristas como ponto de parada para suas viagens. 

Abraço e sucesso a Equipe do RUDNICK (site: www.postorudnick.com.br)

Palestrante José Rovani
Palestra VIP Lei 12.619/2012 - Motorista Profissional
http://palestranterovani.blogspot.com

terça-feira, 14 de agosto de 2012

A regulamentação na prática

Nos últimos dias, a greve nacional dos carreteiros tomou conta das manchetes dos principais noticiários do País. E o assunto regulamentação da profissão de motorista – até então conhecido apenas pelos envolvidos nos trâmites da cadeia de transporte rodoviário de cargas – ultrapassou “barreiras” e foi apresentado ao público em geral. Com isso, o atual dilema vivido por estradeiros autônomos, empregados e donos de transportadoras, que não sabem como será na prática a lei 12.619, – norma que estabelece regras de jornada de trabalho, descanso diário e tempos de parada para condutores – ganhou espaço fora dos veículos especializados no segmento e adentrou outras editorias dos veículos de comunicação, como, por exemplo, a de cidades e de economia. Uma reunião feita na terça-feira, 31/07, entre líderes da paralisação e o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, atendeu aos pedidos dos carreteiros grevistas, pelo menos temporariamente, e pôs fim a suspensão. Sancionada no final de abril pela Presidente Dilma Rousseff, e em vigor, em caráter educativo, desde 15 de junho, a medida é vista de diferentes maneiras pelos principais atingidos pela a lei. Mesmo sendo defendida como algo positivo para a categoria estradeira, grande parte de motoristas e empresários acreditam que há necessidade de um aprimoramento da regulamentação e até a inclusão de regras específicas para cada categoria de condutor. Assim defende Augusto Manoel Cordeiro, gerente de transporte da empresa Local Frio e professor universitário de economia. “A lei pode ser geral, porém dentro dela as categorias precisam ser tratadas individualmente dentro de suas necessidades, inclusive os carreteiros autônomos que só são lembrados pelo Governo para pagar impostos”, diz Cordeiro. O autônomo Denis Behrens pode exemplificar a afirmação do gerente da Local Frio. Na profissão há um ano, ele confessa que não sabe muitos detalhes sobre a nova lei, e por enquanto não faz as paradas exigidas pela norma, pois por ser comissionado diz que, “se seguir a lei, vai quebrar”. Ainda de acordo com o condutor, o ideal seria dirigir das seis horas da manhã até umas 10h ou 11h da noite, com as paradas normais no meio da manhã, sendo 1h para almoço e o mesmo tempo para jantar. Dependendo, poderia depois rodar mais um pouco até achar um local seguro para pernoitar. Ricardo Melchiori, diretor de operações da divisão de transportes terrestres da Ceva Logistics, ressalta que para motoristas de longa distância, a lei 12.619 trará mais dificuldades no dia a dia. “Os requisitos de 11 horas de descanso entre uma viagem e outra, além das paradas de 30 minutos a cada quatro no volante, e 1 hora para refeições, não serão problemas para o condutor de curta distância, aquele que volta para casa todos os dias, mas os de longa distância é que serão bastante afetados. Para esses, o tempo total de percurso nas viagens ficará maior. Por exemplo, a cada meia hora que ele parar na estrada, após as quatros horas dirigindo, aumentará no final o seu tempo para concluir o trajeto”, explica o executivo. Para Laudir Siveris, agregado a uma grande transportadora, a lei é um atraso na vida do estradeiro, pois acredita que a quantidade de horas fixadas para descanso poderia ser reduzida. “Dez horas seriam suficientes”, segundo ele. O motorista ressalta ainda que as dificuldades para estacionar durante a noite vão aumentar muito, com os postos lotados, obrigando condutores a parar em locais inadequados e com pouca segurança. Siveris prevê ainda dificuldades financeiras para carreteiros e empresários, uma vez que, segundo ele, os caminhões vão rodar menos quilômetros e as despesas serão as mesmas, ou até maiores, em alguns casos. Por conta disso, Laudir diz que o assunto deveria ter sido melhor discutido com os atingidos pela regulamentação. Ubiraci Martins, gerente do núcleo Jurídico da Transportadora Atlas, discorda do que diz o agregado. Para ele, o tempo de descanso fixado pela regulamentação 12.619 é fundamental para prevenir acidentes entre carreteiros nas estradas. “Longos períodos ao volante reduzem a eficiência do motorista e representam riscos de acidentes, devido à fadiga. Repousar e dormir são medidas imprescindíveis antes de colocar a sua vida e a de outros em perigo, por isso considero que a nova lei surge não só com o objetivo de garantir a vida, a integridade física, o bem estar, o convívio social e familiar do motorista, mas também de preservar toda a sociedade e aumentar a maior segurança nas estradas”, reforça Ubiraci. A principal queixa dos motoristas de carga que participaram da última greve foi com relação à falta de pontos de parada nas estradas. Ou seja, eles reivindicavam como o estradeiro pode parar em cumprimento à lei se não tem onde estacionar. Em busca de respostas e uma orientação do que fazer para obedecer a medida, o carreteiro Ricardo Sigal Oliveira diz que consultou a Polícia Rodoviária sobre o assunto para saber onde parar, mas foi informado que nada está decidido ainda. Representantes do Governo Federal, do Ministério Público do Trabalho e dos líderes da greve dos carreteiros realizam em Brasília, na sede da Agência Nacional de Transportes Terrestres (Antt), uma mesa de negociação para discutir as reivindicações da categoria e o que será efetivamente feito em resposta aos questionamentos da classe. Em declarações divulgadas na semana passada, o Ministério Público do Trabalho afirmou que não aceitará retrocessos na lei e deverá alterar na regulamentação apenas os requisitos que tratam sobre os pontos de parada. Fonte: Portal O Carreteiro Publicado em 14/08/2012 por Rafael Brusque Toporowicz no site http://blogdocaminhoneiro.com/a-regulamentacao-na-pratica

Negociação com caminhoneiros pode incluir parceria com postos para garantir parada de descanso

A solução para o impasse na aplicação da lei que exige descanso periódico para os caminhoneiros pode incluir parceria com o setor privado. De acordo com o secretário de Política Nacional do Ministério dos Transportes, Marcelo Perrupato, a utilização de postos de combustíveis como paradas de repouso para os motoristas de caminhão é uma das possibilidades avaliadas pelo governo. O encontro foi cercado de tensão em razão da rivalidade entre os sindicatos que representam os caminhoneiros e houve protestos em frente à sala de reuniões da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) que sediou a primeira rodada de negociações. “Estamos em fase de levantamento de informações. Temos que ver como negociaríamos isso a partir da bandeira concedente”, afirmou o secretário. Perrupato é um dos representantes do Ministério dos Transportes na mesa de negociação implantada dia 8 de agosto, para discutir as reivindicações dos caminhoneiros. Na quarta-feira, o grupo se reuniu pela primeira vez desde o fim da greve da categoria, que durou sete dias e bloqueou rodovias em seis unidades da Federação. A desocupação das estradas foi uma exigência do governo para iniciar o diálogo. Ao fim da reunião, ficou estabelecido que representantes do governo se reunirão semanalmente com os caminhoneiros até o dia 11 de setembro, prazo para o fim das negociações. Enquanto os líderes das entidades estavam reunidos com o governo, manifestantes do Movimento União Brasil Caminhoneiros (MUBC) gritaram palavras de ordem contra os dirigentes da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) e da União Brasil Caminhoneiros (Unicam). O MUBC organizou a paralisação dos motoristas, e a CNTA e a Unicam foram contra a mobilização. Além de uma solução para a falta de infraestrutura de repouso, serão debatidos problemas como a cobrança do Código Identificador de Operação de Transportes (Ciot) e a concessão do Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Carga (RNTRC). O Ciot é um documento exigido dos caminhoneiros autônomos. A categoria reivindica que a obrigatoriedade seja estendida também às empresas de transportes. Com relação ao RNTRC, a demanda é que o registro só seja concedido a quem tem o transporte de carga como atividade principal. “Está havendo concessão para todo tipo de atividade econômica, até para lojas de material de construção e vidraçaria. Isso inundou o mercado com mais de 600 mil profissionais e fez cair o valor do frete”, reclamou Nélio Botelho, presidente do MUBC. Para atender aos pedidos dos caminhoneiros, será necessário alterar resoluções da ANTT. A possibilidade de realizar essas mudanças será o tema da próxima reunião da mesa de negociações, marcada para a semana que vem. De acordo com o secretário de Política Nacional do Ministério dos Transportes, em cada um dos encontros semanais será abordado um tema da pauta de reivindicações. Fonte: Agência Brasil Publicado em 13/08/2012 por Rafael Brusque Toporowicz no site http://blogdocaminhoneiro.com/negociacao-com-caminhoneiros-pode-incluir-parceria-com-postos-para-garantir-parada-de-descanso

sábado, 11 de agosto de 2012

Negociação da Lei do Motorista opõe antigos líderes do setor

Afastados por um episódio que não ficou bem resolvido há mais de uma década, o mineiro Nélio Botelho e o gaúcho Eder Dal’Lago voltarão a sentar lado a lado nesta semana, quando o governo federal instalará uma mesa de negociação para rever pontos da Lei do Motorista. Ambos representantes de caminhoneiros autônomos, os líderes com posições opostas simbolizam os interesses que ainda dividem a categoria no país. Com influência para colocar o país no acostamento, o presidente do Movimento Brasil União Caminhoneiro (MUBC), Nélio Botelho, não usa freio no verbo: confirma que essa associação civil representa “todo o setor de transporte de carga” – caminhoneiros, empresas. — Quem acionou o MUBC foram motoristas, empresas de transporte e cooperativas — reconhece Botelho, ao justificar a mobilização que provocou bloqueios nas rodovias e até a episódios isolados de vandalismo. A formação do MUBC explica, ao menos em parte, como uma paralisação nacional de caminhoneiros foi repudiada por dezenas de sindicatos da categoria em quase todos os Estados e apoiada por empresas de transporte de carga. Aos 71 anos, Botelho preside também a Cooperativa Brasileira dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens (Cobrascam) e o Sindicato dos Caminhoneiros do Espírito Santo e do Rio de Janeiro. Embora seja ligado à estrada há mais tempo, ganhou visibilidade em 1999, ao comandar uma das maiores greves de caminhoneiros. — É preciso ter coragem e ideologia para colocar a cara na reta — resume Botelho. No passado, os dois líderes lutaram pela regulamentação do setor Naquela época, o líder no Sudeste e o caxiense Eder Dal’Lago, presidente e fundador da Federação dos Caminhoneiros Autônomos do Rio Grande do Sul e Santa Catarina (Fecam), estavam unidos na defesa da regulamentação do transporte rodoviário. Anos depois, porém, Dal’Lago teve de responder na Justiça pelos bloqueios de rodovias feitos por líderes do MUBC. — Nunca fiz piquete em beira de estrada e tive de me defender em quase 10 processos porque Nélio me apontou como líder estadual do movimento — reclama Dal’Lago, 65 anos, lembrando que, na época, Botelho sequer atendia a suas ligações. O episódio fez com que a Fecam se precavesse desta vez, ao se manifestar contrária à paralisação no momento em que o MUBC convocou seus militantes. — Eles trancam estrada e não acontece nada, pois não têm documento no bolso — explica, acrescentando que o movimento não representa legalmente a categoria. Descendente de imigrantes italianos, o caminhoneiro que trabalhou na roça e em oficina mecânica antes de ganhar o sustento na boleia do caminhão iniciou a trajetória sindical na serra gaúcha. Com postura discreta, Dal’Lago defende que a luta em defesa da categoria deve ser firme, porém, sem greve ou bloqueios. — O autônomo é patrão dele mesmo, não faz sentido fazer greve. Motoristas foram parados a pedradas. Formaram uma cortina de fumaça para usar o caminhoneiro como bucha de canhão – conclui Dal’Lago, que promete não levar questões pessoais para a mesa de negociação. Lei do motorista O que será levado à mesa de negociação: * Federações e sindicatos dos caminhoneiros autônomos — Revisão e prazo de 180 dias para vigência da Lei nº 12.619/2012 (que estabelece descanso ininterrupto de 11 horas e intervalo de 30 minutos a cada quatro horas no volante). Entidades defendem descanso obrigatório de oito horas diárias. — Construção de locais seguros destinados ao estacionamento de veículos e descanso para motoristas nas rodovias. — Revisão da resolução da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) que instituiu o cartão-frete, estendendo o uso para todos os transportadores de carga, e não somente os autônomos. — Aprovação do PLS 234/2011, que reduz a alíquota do Imposto de Renda do transportador autônomo. * Movimento Brasil União Caminhoneiro (MUBC) — Suspensão por um ano da Lei 12.619/2012 (estabelece carga horária), até que se construam pontos de paradas para descanso dos motoristas. — Suspensão da resolução 3.658 da ANTT, que instituiu o pagamento eletrônico de fretes, até que o sistema seja estruturado e o cartão aceito no mercado. Até lá, pagamento em dinheiro ou cheque. — Revisão da resolução 3.056 que ampliou de quatro para 18 o número de categorias que podem operar transporte de carga no país. MUBC reclama que foram incluídos mais de 600 mil veículos no mercado de carga pela mudança na Lei 11.442, aumentando a concorrência e reduzindo o valor do frete. Fonte: Jornal Zero Hora Publicado em 06/08/2012 por Rafael Brusque Toporowicz no site http://blogdocaminhoneiro.com/negociacao-da-lei-do-motorista-opoe-antigos-lideres-do-setor

"Melhor Motorista de Caminhão do Brasil" tem mais dois finalistas

Já estão definidos mais dois finalistas da quarta edição da competição “Melhor Motorista de Caminhão do Brasil” (MMCB), da Scania, escolhidos no fim de semana em Ponta Grossa, palco da segunda etapa da ação. Valderi Carlos Jensen, de Ponta Grossa, foi o campeão das provas de sábado (4 de agosto), e Vinicius de Moraes, de Sertão (RS), conquistou o primeiro lugar nas sessões de domingo (5 de agosto). Os dois aguardarão outros 20 concorrentes que serão selecionados nas próximas etapas regionais para a grande final, de25 a27 de outubro, em São Paulo. Pela primeira vez na edição 2012, houve a participação de mulheres na competição. O MMCB tem por objetivo avaliar as habilidades dos condutores brasileiros, contribuir com a segurança nas rodovias, valorizar o profissional e promover uma direção que alie eficiência a redução de emissão de poluentes. A edição 2012 recebeu 47 mil inscrições, número recorde, com um aumento de quase 70% em relação à última edição nacional e acima da soma mundial dos participantes da competição Scania, ambas de 2010. “É uma grande satisfação bater o recorde mundial de inscritos. Isso prova que os motoristas brasileiros estão cada vez mais preocupados em se atualizar e buscar o treinamento”, diz Roberto Leoncini, diretor-geral da Scania do Brasil. Uma dentre as inúmeras vantagens do treinamento é que o motorista pode gerar economia de combustível de até 10%. Já a qualificação contribui para diminuir a carência de profissionais no mercado. Estimativas de entidades do setor apontam para cerca de 120 mil vagas abertas no País. Presença feminina na segunda etapa A final regional de Ponta Grossa marcou a participação das três primeiras mulheres no “Melhor Motorista de Caminhão do Brasil” 2012. “Elas não foram finalistas, mas mostraram extrema destreza na direção”, afirma Rodrigo Machado, coordenador do MMCB. “A participação das condutoras é uma prova de que a profissão cresce na preferência feminina e ajuda a incentivar outras mulheres a aderirem ao setor de transporte de cargas.” A etapa foi realizada na Casa Scania Battistella, no bairro Chapada. Marcaram presença, além dos familiares e amigos dos participantes, diretores da Scania e da concessionária e clientes. As provas (divididas em manobra, percurso, checklist e teórica) foram organizadas no sábado e no domingo. No sábado, Valderi Carlos Jensen de 32 anos, natural de Ponta Grossa, foi o vencedor. Casado e caminhoneiro há seis anos, Jensen trabalha no Auto Posto Estrela da Amizade no transporte de combustível e grãos por todo o Estado do Paraná. Ele reconhece que foi surpreendido com a vitória. “Esperava ir bem nas provas, porque me entrego por inteiro em tudo o que faço, mas não imaginava vencer. Havia competidores de qualidade”, salienta. “O motorista de caminhão é o fator fundamental para um trânsito mais seguro. A tecnologia dos caminhões evolui a cada dia, e o motorista tem de se atualizar.” O segundo finalista, conhecido no domingo, é Vinicius de Moraes, de Sertão (RS), casado e pai de um filho. Ele trabalha como agregado da Expresso Hércules, de Getúlio Vargas (RS), e transfere autopeças e alimentos industrializados por rotas entre São Paulo e países do Mercosul. Moraes faz parte da lista dos motoristas que começaram na profissão por influência do pai. “Sou caminhoneiro há 14 anos e estou feliz com a vitória. É um sonho realizado, pois competi em 2010. Considero isso decisivo, pois aprendi muito na profissão a partir dali”, conta. “Para vencer, foi primordial ir bem na prova de manobra. Eu estava nervoso, mas na hora em que entrei no caminhão pensei em fazer o que faço no dia a dia.” “Estamos satisfeitos com a qualidade dos competidores da segunda etapa. Parabéns aos dois finalistas de Ponta Grossa, que venceram seus adversários de forma justa. Destaco também a habilidade e a responsabilidade que demonstraram ao volante”, conclui Rodrigo Machado. Próxima etapa Eldorado do Sul (RS) é a cidade da terceira etapa regional, no próximo fim de semana. A Caravana Scania do MMCB, composta por quatro caminhões, chega à cidade nesta quarta-feira. Fazem parte da caravana um semipesado P 310 (novo segmento de atuação da marca); um R 480; um R 440, o pesado mais emplacado de 2012; e um R 620 V8, o mais potente fabricado no Brasil. Os caminhões carregam todo o material de apoio que será utilizado nas etapas da ação. Seus baús levam desde placas de publicidade, estruturas metálicas, instrumentos para as provas práticas até material promocional, que será distribuído ao público que vai prestigiar os eventos. A equipe da caravana, formada por cerca de 20 profissionais, possui colaboradores da Scania, motoristas, atores contratados para ações de entretenimento e grupo de apoio. Os quatro caminhões vão rodar aproximadamente 12 mil quilômetros pelo Brasil até a grande final, em outubro, em São Paulo. Fonte: Assessoria de Imprensa Scania Publicado em 08/08/2012 por Rafael Brusque Toporowicz no site http://blogdocaminhoneiro.com/melhor-motorista-de-caminhao-do-brasil-tem-mais-dois-finalistas/

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

CAMINHONEIROS: Mais uma rodada de negociação com o Governo

Representantes de centrais de caminhoneiros e do Governo Federal sentam novamente à mesa de negociação para tentarem um acordo sobre as reivindicações que teriam motivado a greve da categoria. CAMINHONEIROS: Governo reinicia negociação com categoria Representantes dos motoristas e do Governo Federal sentam juntos mais uma vez para discutirem os motivos da greve dos caminhoneiros ADAMO BAZANI – CBN Caminhoneiros e Governo Federal se encontram mais uma vez para discutirem as reivindicações da categoria que motivaram a greve dos transportadores de carga autônomos e empregados que parou vários trechos de estradas em todo o País entre os dias 25 e 31 de julho. Ministério dos Transportes, ANTT – Agência Nacional dos Transportes Terrestres – e centrais de caminhoneiros vão abordar diversos pontos que são alvo de reclamações dos trabalhadores, em especial, os da Lei 12.619/2012, que regulamenta a profissão de motorista. As jornadas de trabalho são os tópicos mais polêmicos. A lei estabelece que os motoristas não podem ter jornada superior a 12 horas por dia, sendo que a cada quatro horas dirigidas, é necessário fazer uma parada de no mínimo 30 minutos para descanso. Se em quatro horas, o motorista não achar ponto de parada, ele pode dirigir por no máximo mais uma hora até chegar a um local onde possa parar. Além disso, o descanso semanal total tem de ser no mínimo de 35 horas. Entre uma jornada e outra, num período de 24 horas, o motorista deve dar um intervalo mínimo de 11 horas. Os objetivos da lei, segundo o Governo Federal, é evitar abuso da mão de obra e acidentes, já que boa parte das colisões e tombamentos envolvendo caminhoneiros se dá por conta do cansaço do motorista que, para aproveitar o tempo e ganhar um pouco mais, chega a emendar muitas horas e até mais de um dia sem dar uma parada. Os caminhoneiros reclamam que o Governo Federal vetou na lei a obrigatoriedade de o poder público criar os pontos de parada onde não existisse. Para eles, a categoria não conta com infraestrutura em todas as estradas, sendo perigoso e até inviável a parada em algumas rodovias. Eles se queixam também do que consideram baixo valor da carta-frete, das dificuldades de novos motoristas conseguirem registro para se tornarem transportadores e da proibição de motoristas de cooperativas de cargas fazerem serviços autônomos. A greve dos caminhoneiros provocou dificuldades de escoamento de produção, principalmente de frigoríficos, desabastecimento em vários estados e atrasos nas programações de ônibus. Publicado em 08/08/2012 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.Blogpontodeonibus

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Nova carga horária de caminhoneiros deve aumentar contratações em 30%

A nova carga horária para os caminhoneiros deve aumentar as contratações em até 30%, segundo estimativa dos sindicatos da categoria. As empresas de transporte já começaram a fazer as contas e, para aumentar o quadro de funcionários, o valor dos fretes deverá ser reajustado. Pela nova lei, os caminhoneiros precisam ter no mínimo 11 horas de folga por dia. O tempo máximo no volante vai ser de quatro horas e, entre elas, um intervalo de meia hora pra descanso. As mudanças estão gerando muitas reclamações da categoria. Segundo os caminhoneiros, falta segurança nas estradas para cumprir os períodos obrigatórios de descanso. A nova determinação é para evitar os excessos de jornada, mas, na prática, vai ser difícil cumprir principalmente para quem faz viagens mais longas e para regiões sem infraestrutura rodoviária. Luiz Henrique Oliani, gerente de logística de uma transportadora de São Carlos, disse que muitas vezes os caminhoneiros ficam horas aguardando a retirada de mercadoria. “O veículo viajou durante duas horas apenas, mas demora seis horas para ser recebido esse material, já deu o horário de trabalho do motorista. Ele não pode mais retornar com o veículo”, disse. Atualmente, por um acordo informal entre a empresa e os motoristas, um motorista que sai sozinho, por exemplo, para fazer o trecho São Carlos-Santos, que tem 350 quilômetros, sendo seis horas de estrada, faz a viagem, almoça e volta no mesmo dia. Agora, com a nova lei, o mesmo trecho vai precisar ser feito por dois funcionários e, enquanto um descansa, o outro dirige. Os sindicatos do setor prevêem aumento de 30% na oferta de vagas para caminhoneiros. “Profissionais qualificados, pois hoje você tem uma tecnologia embarcada no veículo para que você possa operar com segurança”, explicou o presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros Claudinei Natal Pelegrini. Eber de Oliveira, que é dono de uma empresa de fretes, levanta outra consequência da lei. Mais funcionários, maior o custo do frete. “O consumidor final que vai ter o acréscimo no valor do frete”, destacou. Fonte: EPTV Publicado em 02/08/2012 por Rafael Brusque Toporowicz no site http://blogdocaminhoneiro.com/nova-carga-horaria-de-caminhoneiros-deve-aumentar-contratacoes-em-30

A greve e a sensatez

O SETCERGS acompanhou com preocupação a manifestação de protesto dos transportadores autônomos articulados pelo Movimento Brasil União Caminhoneiro, sob a liderança de Nélio Botelho. De um modo geral os problemas que afetam os caminhoneiros são os mesmos que impactam as empresas de transporte de carga. Neste sentido a coerência do Sindicato Empresarial exigiu assumir publicamente e reconhecimento da legitimidade da greve dos autônomos, mesmo que não participássemos dela. É lamentável que uma atividade tão importante como o transporte rodoviário de cargas tenha um tratamento tão inadequado por parte das autoridades. A lei 12.619, do modo que está proposta, vem na contramão de um país que precisa ser mais produtivo. Não é possível que se promulgue leis que são inviáveis de serem cumpridas. Que os legisladores ignorem o ambiente das rodovias do Brasil e determinem que os motoristas fiquem parados 11 horas por dia em algum lugar qualquer, em nome da segurança viária. Não se pode pretender uma mudança de hábitos consagrados em décadas de transporte, sem oferecer a oportunidade de uma adaptação gradativa dos motoristas e do ambiente das rodovias. Se os caminhoneiros devem parar por mais tempo do que aquele que antes praticavam, o mínimo a ser pensado é que não se constroem paradouros em 45 dias, que foi o prazo legal estabelecido para a lei entrar em vigor. Outro aspecto da pauta de protesto do Movimento Brasil União Caminhoneiro é o cartão frete eletrônico que impede o pagamento ao autônomo em dinheiro ou cheque, impondo o pagamento via uma empresa de cartão de credito , e ainda criou o CIOT - Cadastro Integrado de Operações de Transportes. Esta ação da ANTT restringiu a contratação de autônomos, tamanha a burocracia criada. O SETCERGS move ação judicial contra esta resolução da ANTT, pois ela absurdamente revogou o uso do dinheiro como forma de pagamento, o que fere a Constituição. Um terceiro item da pauta dos caminhoneiros também merece revisão do Governo. Trata-se das modificações na Lei 11442 que autorizou empresas de carga própria a participarem do mercado comercial de fretes, em flagrante desequilíbrio as empresas de transportes comercias (ETC) e aos TAC (transportadores autônomos de cargas). Se de um lado reprovamos eventuais vandalismos ocorridos durante o movimento dos caminhoneiros, igualmente repudiamos legislações impróprias à realidade de nossa atividade. O SETCERGS espera que a promessa de negociação do Ministério dos Transportes redunde numa saída sensata aos problemas criados pelo Governo Federal. De todos os acontecimentos recentes uma certeza todos os transportadores já tem: o custo do transporte subiu com a nova legislação. Lamentavelmente quem vai pagar será o consumidor final, que em última análise todos somos. Publicado em 02/08/2012 pelo SETCERGS - Coluna do Jornal do Comério - RS.