Motorista Comprometido

Motorista Comprometido
Arquivo: HighPluss Treinamentos, 2017.

Notícias

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Transporte da safra agrícola testará a eficiência da Lei do Motorista


O cumprimento da Lei 12.619, que regulamenta a profissão de motorista profissional, limitando a jornada de trabalho dos motoristas em 8 horas, com possibilidade de até duas horas extras/dia, e estabelece um descanso mínimo de 11 horas ininterruptas por dia, resultou na redução da oferta de transporte e o aumento dos fretes.
Se por um lado a legislação trouxe mais segurança aos profissionais do volante, dificultará o escoamento de uma safra recorde de 82,6 milhões de toneladas em 2012/2013. O transporte de grãos está bastante concentrado nos transportadores autônomos, que se regulam pela lei da oferta e da demanda do mercado. Com a proibição da jornada livre, o aumento de custos da mão de obra e a elevação do preço do combustível, a estimativa é que os gastos com frete no país fiquem de 30% a 50% mais caros.
Entretanto, a Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais (ABIOVE) calcula que os entraves logísticos para o escoamento da produção recorde de soja, devem encarecer o frete em até 70% no pico da safra.
A falta de motoristas, avaliada em 50 mil profissionais, também agravará essa situação. Somente para atender o transporte da produção agrícola seriam necessários mais de 20 mil novos caminhões. Com essa deficiência há uma expectativa de redução de 30% da capacidade operacional do setor.
Segundo o presidente do SETCERGS, Sérgio Neto, esse cenário também se reflete em outros segmentos do transporte rodoviário de cargas. O dirigente ressalta que de acordo com estudos técnicos realizados pelo Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas (DECOPE), da NTC & Logística, o percentual médio de impacto da nova Lei, nos custos operacionais é de 14,98%, para carga fracionada; 28,93% nas operações da carga lotação ou grandes massas; 27,28% no segmento de transportes de contêineres e 29,32% no transporte internacional.
Reconhecendo os benefícios da Lei 12.619, Sérgio Neto entende que é obrigação do governo em construir postos de parada seguros e confortáveis para os motoristas, ao longo das rodovias, para o cumprimento dos intervalos obrigatórios de descanso.
Publicado em 30/01/2013 na Coluna do Jornal do Comércio - Site: SETCERGS <setcergs@setcergs.com.br>

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Lei do Motorista vai ter Operação Nacional


Lei que regulamenta profissão do motorista não tem sido respeitada nas estradas, segundo Polícia Rodoviária Federal. Caminhoneiros reclamam de falta de pontos de parada e queda nas receitas. Empresas de ônibus dizem que já cumprem restrições de jornada.
Polícia e MP vão fiscalizar com mais rigor “Lei do Motorista”
Operação “Jornada Legal” vai contar com 9,5 mil policiais em todo o Brasil e agentes do Ministério Público do Trabalho
ADAMO BAZANI – CBN
O Ministério Público do Trabalho e a Polícia Rodoviária Federal vão intensificar logo depois do Carnaval as fiscalizações sobre o cumprimento da lei que regulamenta a profissão de motoristas de vans, ônibus, caminhões e carretas.
De acordo com estes órgãos, ainda é grande o número de profissionais, principalmente do setor de cargas, que não respeita os limites de jornada de trabalho.
Sancionada em 02 de maio do ano passado pela presidente Dilma Rousseff, a lei estipula que a jornada dos motoristas profissionais não pode ultrapassar 8 horas diárias, com possibilidade de 2 horas extras por dia, após descanso.
O intervalo entre uma jornada e outra deve ser de 11 horas e o descanso semanal deve somar 35 horas, no mínimo.
Além disso, a cada quatro horas dirigidas, o motorista deve parar por meia hora para descansar. O período de direção pode ser de cinco horas caso não haja pontos de parada para os caminhões e ônibus.
As justificativas do Governo Federal para sancionar a lei estão no abuso de mão de obra e nos riscos de acidentes.
De acordo com levantamento do Ministério Público do Trabalho, há motoristas, autônomos ou não, que dirigem por mais de 15 horas por dia, sem nenhum tipo de remuneração a mais e sem descanso, nem para refeirção.
A Polícia Rodoviária Federal diz que o excesso de jornada faz com que os motoristas dirijam cansados, com sono e com os reflexos reduzidos, o que é uma das principais causas de acidentes nas estradas.
Os caminhoneiros reclamam que faltam nas rodovias estrutura para que eles cumpram a lei, principalmente no tocante a ausência de locais seguros de parada.
Mas a questão econômica também influencia na queixa dos caminhoneiros, que dizem conseguir menos recursos por causa das jornadas limitadas.
Neste aspecto, donos de transportadoras e motoristas dão as mãos. O Instituto de Logística – IS estima que a perda de produtividade de cada caminhão, que vai fazer menos viagens ou viagens mais longas, deve ser de 14% ou R$ 28 bilhões por ano, somando a frota nacional.
Produtores agrícolas e industriais também reclamam da lei dos caminhoneiros ou motoristas.
A Abiove – Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais quer que o governo suspenda a lei. A estimativa é de elevação de 30% a 50% para no valor do frete.
A maior parte das empresas de ônibus diz já ter jornadas regulamentadas antes mesmo da aprovação da lei e que fizeram ajustes quando necessários. Mas motoristas de transportes de passageiros também reclamam do excesso de jornada de trabalho.
A “Operação Jornada Legal” será contínua, realizada de forma escalonada em cada rodovia, de surpresa, e vai contar com mais de 9,5 mil policiais, além de agentes do Ministério Público do Trabalho.
Publicado em 28/01/2013 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus

domingo, 27 de janeiro de 2013

Planalto reforça serviço para familiares de vítimas de incêndio em boate de Santa Maria



Planalto
Empresa de ônibus Planalto disponibilizou mais veículos para atender familiares de vítimas do incêndio da boate Kiss, em Santa Maria/Rio Grande do Sul. Cidade tem vários estudantes com famílias de diferentes regiões do País.
Empresa de ônibus faz viagens extras por conta da tragédia de Santa Maria
Planalto Transportes também montou estrutura para atendimento às famílias das vítimas do incêndio na boate Kiss
ADAMO BAZANI – CBN
A empresa de ônibus rodoviários Planalto informou que reforçou a frota e ampliou os horários neste domingo, da linha Porto Alegre – Santa Maria, no Rio Grande do Sul.
O objetivo é atender à demanda maior de voluntários e familiares de vítimas do incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, que provocou a morte de mais de 230 pessoas, de acordo com a Defesa Civil.
A população da cidade tem um grande número de estudantes universitários cujos familiares moram em outros lugares.
A maior parte das vítimas era formada por estudantes.
A linha da Planalto, segundo informa a empresa, é um dos principais acessos à cidade onde ocorreu o incêndio para quem chega à Porto Alegre.
Em Santa Maria, há estudantes provenientes do país inteiro.
Neste domingo foram colocados os horários de 14h45, 16h30, 18h30, 19h30, 21h00 e 01h30 de segunda-feira. Mas se for necessário, serão criados novos horários.
Nesta segunda-feira, também deve haver mais serviços.
A empresa também anunciou que criou uma estrutura especial para atender aos familiares das vítimas que não conhecem a região, com funcionários indicados para fornecerem informações sobre os principais pontos de atendimento e locais de hospedagem.
Os telefones da Planalto Transportes são:
(51) 3374-9709 ou (55) 3220-7470
COMO AJUDAR:
Há várias formas de ajudar as vítimas e parentes.
- DONATIVOS:
A Planalto Transporte também informa que recebe materiais de higiene e limpeza, água, luvas, máscaras e medicamentos como dipirona e captoptril e leva direto aos locais de atendimento às vítimas e familiares.
- DOAÇÃO DE SANGUE:
O Hemorgs fica na Avenida Bento Gonçalves, 3722 – bairro Partenon – Porto Alegre
Hemocentro de Santa Maria:
Alameda Santiago do Chile, 35 – Bairro Nossa Senhora das Dores.
(55) 3221-5262 / (55) 3221- 5192
VOLUNTÁRIOS NA ÁREA DA SAÚDE:
A Defesa Civil precisa de médicos, enfermeiros e auxiliares de enfermagem:
(51) 3210-4219
TRASLADO DE CORPOS:
A Defensoria Pública está na ajudando nos procedimentos:
(55) 8428-3162
Publicado em 27/01/2013 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus
Com informações da Planalto Transportes.

Dilma aprova lei que dá desconto fiscal para veículos de cargas


Medida tem como objetivo estimular crescimento dos setores rodoviário e ferroviário.

Foto: Arquivo/ANTFFoto: Arquivo/ANTF
A presidente Dilma Rousseff sancionou uma lei de incentivos para a aquisição de caminhões e equipamentos ferroviários. O texto foi publicado na última terça-feira (15) no Diário Oficial da União e permite a redução de 48 para 12 meses no prazo de apuração da depreciação de caminhões, vagões, locomotivas, locotratores e tênderes.

Lei 12.788/2013 substitui a Medida Provisória 578/2012, que estava em vigor desde agosto do ano passado. A norma se utiliza de um instrumento contábil, beneficiando as empresas tributadas com base no lucro real. O objetivo é, também, estimular a venda dos veículos que contam, atualmente, com taxa de depreciação de 20% ao ano.

Com a depreciação acelerada, essa taxa pode ser multiplicada por três, o que diminui a base de cálculo do imposto de renda. Segundo o texto sancionado pela presidente, a apuração da depreciação acelerada vale a partir de 1º de janeiro deste ano.

A nova lei é importante para os setores rodoviário e ferroviário, além de ter efeitos para a competitividade nacional. No entanto, para a Confederação Nacional do Transporte (CNT), apesar de positiva, a medida deveria ser ampliada para outros modais, como é o caso do aquaviário. Com isso, a marinha mercante e os equipamentos portuários seriam beneficiados, servindo de incentivo para investidores privados no âmbito do Programa de Investimentos em Logística anunciado pelo Governo Federal em dezembro do ano passado.

Fonte: Aerton Guimarães - Agência CNT de Notícias
Publicado em 17/01/2013 no site http://www.cnt.org.br/Paginas/Agencia_Noticia.aspx?noticia=lei-depreciacao-veiculos-carga-170113

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Um em cada três condutores flagrados embriagados dirigia veículo pesado

transporte de graos -carreta graneleira
Não bastasse o risco de dirigir embriagado, as blitzes mais rigorosas que prendem motoristas alcoolizados nas estradas mineiras – sem depender exclusivamente dos bafômetros – revelam uma realidade ainda mais perigosa pelas curvas das Gerais: de cada três presos em flagrante pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), um era motorista de carreta ou caminhão ou pilotava uma motocicleta. O balanço leva em conta o primeiro mês da nova Lei Seca, que permite o uso de vídeos, testemunhos e exames clínicos para enquadrar quem dirige com sinais de embriaguez em crime de trânsito. Nesse período, foram 14.081 testes nas rodovias federais e 88 presos, 32,9% deles caminhoneiros e motociclistas. Os condutores de caminhões e carretas representaram 13% do total. Dados da PRF mostram ainda que 247 condutores foram autuados por infração de trânsito, com limite de 0,33 miligrama de álcool no sangue por litro de ar expelido.
De acordo com a chefe de Comunicação da PRF de Minas, Fabrizia Nicolai, apesar dos novos recursos aceitos como prova, a maioria dos motoristas continua flagrada pelo bafômetro. “Como a multa está mais cara e a bebida atua diferentemente em cada organismo, eles preferem arriscar”, diz ela. A inspetora chama atenção para o teor alcoólico dos condutores presos, que, de acordo com os resultados, varia entre 0,40 mg/l e 0,70 mg/l. “Mas ainda encontramos gente que com índice de mais de 1.”
Motociclistas e caminhoneiros são os dois extremos desse perigo. Do total de presos, 17 pilotavam motocicletas e 12, carretas. “Os motoristas de caminhões e carretas potencialmente causam mais danos do que os demais. Eles acabam em vantagem de força porque são muito maiores e mais pesados do que os carros de passeio. Quando se conduz um veículo assim embriagado, com sono, reflexos alterados e até excesso de confiança, o risco é maior para os outros. No caso dos motociclistas, ele põe em risco a própria vida. Como estão fragilizados, sem estrutura de proteção do veículo, a maioria dos acidentes por embriaguez são fatais”, afirma a inspetora.
Especialista em trânsito, o advogado Carlos Cateb diz que a fiscalização deve ser maior, considerando o grande fluxo de caminhões e motocicletas nas estradas, além do número de acidentes em que se envolvem esses tipos de veículos. Cateb participou da elaboração do Código de Trânsito, representando a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Minas, e considera o percentual um absurdo. Por isso, defende que o motorista profissional, ao ser preso por embriaguez, não tenha direito à fiança. “Dificilmente um motorista que está sobre oito ou 10 pneus tem consciência de que está correndo risco, porque para ele, ele passa por cima de todo mundo. Eu defendo que, para os transportadores, não deveria haver fiança, uma vez que esses motoristas precisam ser profissionais. As empresas, que têm obrigação, como contratante, de vigiar o trabalho do motorista e de escolher quem vai empregar, também deveriam responder criminalmente”, afirma.
Ranking Segundo o ranking elaborado pela PRF nacional, Minas Gerais foi o terceiro de cinco estados com maior número de multas e prisões por embriaguez, durante as festas de fim de ano, mas o quarto em testes aplicados nas estradas, à frente apenas do Espírito Santo. Entre o Natal e o réveillon, foram 6.485 exames realizados nas rodovias mineiras, uma média de um exame a cada dois minutos. Ainda assim, o número representa pouco mais da metade do primeiro colocado, o Paraná, com 12.022 testes. Em segundo e terceiro lugares na lista estão Santa Catarina e Rio de Janeiro, com 7.513 e 7.013 testes, respectivamente.
Vale lembrar, porém, que, dos cinco estados, Minas tem o maior número de bafômetros: 150. O Paraná tem 136 equipamentos e Santa Catarina, o segundo em testes, apenas 68. Rio de Janeiro, estado modelo no combate à embriaguez no trânsito, tem 133 bafômetros, e o Espírito Santo somente 30. “Nossa malha é a maior, mas deveríamos, justamente por isso, ter mais fiscalização, mais testes realizados, já que temos também o maior número de equipamentos. Ou o pessoal que rodou nas estradas nesse período estava “melhorzinho”, ou a PRF devia ter parado mais motoristas e feito mais exames”, opina o advogado Carlos Cateb.
Fonte: Jornal Estado de Minas
Publicado em 23/01/2013 por Rafael Brusque Toporowicz no site http://blogdocaminhoneiro.com/um-em-cada-tres-condutores-flagrados-embriagados-dirigia-veiculo-pesado

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Blog Motorista Profissional atinge 10.000 acessos

Arquivo: Nelsi Kurz, 2012.

15/01/2013 - O Blog Motorista Profissional - Palestrante José Rovani, agradece a você visitante do blog em proporcionar a marca dos 10.000 acessos. Agradeço as visitas, as recomendações dos conteúdos socializados, agradeço aos motoristas, amigos, clientes, empresários, empreendedores, gestores e parceiros pela motivação demonstrada em procurarem estar sempre atualizados nesse fantástico segmento dos transportes rodoviários de cargas e passageiros. Exercite sua Inteligência e seja um Motorista Feliz!. 

O Blog Motorista Profissional foi criado para  aproximar cada motorista no sentido de fortalecer as boas práticas de direção defensiva e econômica,  manter-se atualizado no exercicio profissional e conhecer a realidade da Lei 12.619/2012 - Motorista Profissional.

A HighPluss Treinamentos está comprometida em atender todas as empresas que estão dispostas em fortalecer o melhor patrimônio que é o "Motorista Profissional" com palestras e treinamentos preparados para atender as necessidades específicas da sua empresa.   

O Projeto Motorista Profissional tem por objetivo socializar as experiências e conhecimentos adquiridos no segmento dos transportes rodoviários no Brasil e América do Sul. Conteúdos com muita qualidade e identificado com a linguagem do transporte rodoviário para os novos tempos. 

Motorista Profissional capacitado é um diferencial de sustentabilidade para sua empresa! Pense nisso!

Abraço e sucesso para você em 2013,

HighPluss - Soluções VIP nas Práticas Profissionais - Hands On
Joinville - SC. - Brasil
Contato: treinamentos@highpluss.com.br

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Motoristas da Viação Jabour paralisam atividades nesta manhã


Dos 700 ônibus da Viação Jabour, que atendem 39 linhas, apenas 82 saíram para as ruas. Sindicato reclama de não pagamento de horas extras, descumprimento de jornada de trabalho, dupla função e pede mais segurança e sinalização no BRT TransOeste.
Motoristas da Jabour cruzam os braços no Rio de Janeiro
De 700 ônibus da empresa, apenas 82 saíram para circular. Serviços do BRT Transoeste também foram afetados
ADAMO BAZANI – CBN
(Com informações Globo Rio)
Passageiros que dependem dos serviços da Viação Jabour, no Rio de Janeiro, foram afetados na manhã desta segunda-feira, dia 14 de janeiro de 2013, por causa da paralisação de motoristas e cobradores da empresa.
Entre os serviços atingidos estão o do BRT TransOeste, que liga Santa Cruz e o bairro da Tijuca.
A Jabour opera 39 linhas de ônibus e tem 700 ônibus escalados. Deste total, apenas 82 saíram para as ruas nesta manhã, de acordo com o Sintraurb, o sindicato que representa os motoristas e cobradores de ônibus no Rio de janeiro.
De acordo com a entidade sindical, os trabalhadores protestam contra o não pagamento de horas extras, jornadas excessivas de trabalho e dupla função não permitida em várias linhas, quando o motorista também faz o papel do cobrador.
Cerca de 500 funcionários da empresa bloquearam a saída da garagem que fica em Senador Vasconcelos.
Além das causas trabalhistas, o sindicato exige mais sinalização e segurança no BRT. Para o BRT hoje estavam previstos 44 ônibus da Jabour, mas só cinco saíram do pátio.
De acordo com o Sintraurb, no dia 28 de janeiro será realizada uma assembleia que pode definir uma greve geral da categoria no Rio de Janeiro por salários e melhores condições de trabalho.
Publicado em 14/01/2013 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Zezé di Camargo e Luciano falam sobre problemas do transporte brasileiro


Dupla concedeu entrevista à Revista CNT Transporte Atual durante a 19ª edição do Prêmio CNT de Jornalismo.

Fotos: Sunshine/Divulgação e Cynthia CastroZezé di Camargo e Luciano falam sobre problemas do transporte brasileiro
Em uma conversa antes de começar o show da cerimônia de entrega do 19º Prêmio CNT de Jornalismo, os irmãos Zezé Di Camargo & Luciano se mostraram à vontade para falar sobre transporte e trânsito. A cada ano, eles encaram uma maratona de cerca de 140 shows por todo o Brasil.

Utilizam os mais diversos modais de transporte para fazer chegar ao destino correto, e no tempo previsto, toda a equipe e também os materiais necessários para as apresentações. Nas rodovias, são dois ônibus próprios, duas carretas convencionais e uma carreta-camarim. Portanto, além de músicos, são conhecedores de problemas que milhares de brasileiros enfrentam nas diferentes regiões do país em relação ao transporte.

A entrevista aconteceu em apenas dez minutos, em um intervalo das visitas recebidas pela dupla sertaneja no camarim. Mas foi possível abordar, com os irmãos nascidos no interior de Goiás, temas relevantes para o maior desenvolvimento do país e também para a segurança de motoristas e passageiros.

Ao responderem à primeira pergunta, os irmãos disseram que iriam aproveitar a oportunidade de estarem falando para uma revista especializada em transporte e durante um evento que premia reportagens relevantes sobre transporte para fazerem um apelo ao poder público: a urgência de melhoria das estradas brasileiras. “Tem um pedido que fazemos para o governo, em nome dos trabalhadores da área de transporte”, disse Zezé Di Camargo, ao comentar as condições ruins de muitos trechos por onde a equipe da dupla sertaneja viaja.

Com tranquilidade, os dois falaram sobre a necessidade de o Brasil investir mais em ferrovias e fizeram também um outro apelo às autoridades públicas: que os crimes de trânsito sejam punidos com mais rigor, especialmente aqueles que envolvem a mistura de álcool e direção.

O presidente da CNT, senador Clésio Andrade, também destacou a importância de se melhorar a segurança no trânsito e as condições das rodovias do país. Ele lembrou que a última Pesquisa CNT de Rodovias apontou que 62,7% dos trechos avaliados apresentaram algum tipo de deficiência.

DSC04063.jpgA entrevista com Zezé Di Camargo & Luciano foi concedida à Revista CNT Transporte Atual na casa de eventos Opera Hall, em Brasília (DF). A entrega do Prêmio CNT de Jornalismo ocorreu no dia 5 de dezembro. Leia a seguir trechos da entrevista.

Como o transporte está presente na vida de vocês? Vocês têm músicas que falam do caminhoneiro?

Zezé Di Camargo - 
Temos “Rédeas do Possante” e “Voando sem Asas”, duas grandes músicas. O transporte no Brasil, principalmente o transporte rodoviário, é muito importante. Grande parte da produção do país é transportada pelo rodoviário, pelas estradas do Brasil. Aliás, é uma cobrança que a gente faz aqui para o governo, vamos aproveitar o espaço aqui em nome dos trabalhadores da área do transporte. Nós viajamos o Brasil inteiro e é impressionante como, no nosso país, as estradas estão ruins, tirando o Estado de São Paulo, que é um Estado rico e que tem estradas ótimas. Acho que o governo não dá conta de administrar e de dar estrada para o povo. Então, que abra concessões, que abra para a iniciativa privada, para que a gente tenha opções de pelo menos escolher. Em alguns países, a gente pode escolher passar pela rodovia estatal ou pela particular. Se quiser pagar pedágio, paga. Se não quiser ou não puder, vai pela estatal. Mas, de qualquer forma, lá fora todas as estradas são boas.

Nessas viagens que vocês fazem por todo o país, fica ainda mais claro como o problema das rodovias sem qualidade é grave?Luciano - Percebemos muito. Rodamos o Brasil todo. Não fazemos nosso transporte só pelo aéreo. Há muitas viagens pela estrada também porque o nosso equipamento de som e tudo mais são carregados nas carretas que estão aqui hoje. A nossa equipe vai por ônibus, o ônibus da nossa equipe. E percebemos isso sempre (a falta de condições das rodovias). Vale a pena, como o Zezé falou, aproveitar esse espaço aqui para que a gente possa cobrar, para que o governo possa melhorar as estradas do Brasil.

Fora o modal rodoviário, vocês percebem outros gargalos? Por exemplo, vocês precisam utilizar barco de vez em quando?Luciano - Quando a gente vai para Manaus, por exemplo, a gente precisa do fluvial. Usamos todo o transporte e percebemos uma carência grande em todo o transporte no Brasil. Deveria ter uma reforma muito grande para poder melhorar bastante.

Zezé Di Camargo – E ter opções também. Nos países mais desenvolvidos, grande parte da produção é escoada pelo transporte ferroviário. A malha ferroviária é muito grande. Mas no Brasil não. Fazendo uma comparação com o mundo, estamos atrás de países muito mais pobres do que a gente. Seria uma grande opção para desafogar um pouquinho as estradas. No transporte ferroviário, a manutenção é muito mais barata. Para quem está vendendo, torna-se mais barato. Para quem está recebendo, comprando, o transporte é mais barato. Para o consumidor final, o produto vai chegar mais barato. Então, acho que ajuda tudo. Acho que investir realmente no transporte ferroviário, no escoamento da produção do país, que é muito voltado para o agronegócio, principalmente, é importante. Temos que ter um cuidado maior.

No dia a dia, de que forma o caminhão, o ônibus, o avião e outros meios viabilizam o trabalho de vocês?Luciano – Todo o nosso material é transportado pelas nossas carretas. Para boa parte de nossos shows, mesmo quando a equipe usa o aéreo, ao chegar à cidade, já usa o transporte rodoviário. Temos ônibus para a equipe. Temos a equipe técnica, que são as pessoas que cuidam do palco, do som, da luz. E tem ônibus que cuida da nossa equipe musical, dos nossos músicos. Eu e o Zezé viajamos mais com o nosso avião. Então, utilizamos todos os tipos de transporte. Não dá para imaginar tudo sem uma logística.

Em relação à segurança no trânsito, o filme “Dois Filhos de Francisco” mostra que vocês perderam um irmão em um acidente, há muitos anos. Atualmente, como vocês veem essa questão da segurança no trânsito no Brasil? O que é necessário?Zezé Di Camargo – Tenho uma cicatriz até hoje (respondeu Zezé, mostrando uma marca no supercílio esquerdo. Quando Zezé tinha 12 anos, formava a dupla “Camargo e Camarguinho” com um irmão de 11 anos. Em uma viagem de volta de uma apresentação em Imperatriz, no Maranhão, eles sofreram um acidente de carro, e o irmão faleceu). É preciso fazer muita coisa (para aumentar a segurança). Primeiramente, investimento na educação do brasileiro que está dirigindo. E também as leis precisam deixar de ser brandas como são.

Sobre a Lei Seca, por exemplo, você considera que precisaria haver um rigor a mais na fiscalização?Zezé Di Camargo – Eu acho que quando a pessoa comete um acidente quando ela estava embriagada, não tem que ser considerado um crime culposo, sem intenção. Mas, sim, tem que ser crime doloso (com intenção). A pessoa que assume a direção bêbada sabe o que pode cometer no trânsito, tem noção do perigo que está correndo. Baixar a maioridade penal para 16 anos também. Tudo isso é necessário. São várias ações em conjunto (para melhorar a segurança). Desde manter as estradas bem conservadas até a educação do povo. Tudo faz parte de um ciclo muito grande que tem que ser percorrido.

Em relação a 2013. Vocês comentaram que têm músicas que tratam do caminhoneiro. Tem algo programado para o público do transporte?Zezé Di Camargo – Depende muito, porque a música não é uma coisa que a gente faz de forma exata. Música é inspiração, é momento. As músicas que temos que falam de caminhoneiro não são de autoria nossa. São de autoria de outros compositores, de São Paulo. O que nos leva a gravar uma música falando do caminhoneiro e do transporte não é simplesmente pelo tema. A música também tem que ser boa. Não adianta falar de um tema importante, mas falar mal, sem qualidade. Então, se aparecer a música, e a música nos convencer como uma música boa, vamos gravar sim. É difícil falar que vamos gravar, porque as músicas vão surgindo e você vai montando o repertório de seu disco. É como se fosse um quebra-cabeça. Vai achando os lugares e colocando cada música no seu devido lugar dentro de um projeto.

Como vocês veem o Prêmio CNT de Jornalismo, que é um prêmio que valoriza e homenageia reportagens relevantes para a melhoria do transporte de cargas e de passageiros no Brasil, que fala de denúncias, falta de mobilidade, segurança. Como é para vocês estarem aqui?Zezé Di Camargo – Ficamos felizes por sermos convidados. Primeiro porque é uma classe que admiramos muito. Além da classe trabalhadora do transporte, também têm aqui jornalistas que estão falando sobre o tema. Ficamos felizes e gratos pelo convite de cantar para um público exigente, que são vocês jornalistas. A responsabilidade aumenta. Queremos congratular a ideia do prêmio. Sabemos que esse é considerado o prêmio mais importante do Brasil. Ficamos muito felizes e mais uma vez com a responsabilidade dobrada.  (Com Kátia Maia) 

Fonte: Cynthia Castro - Agência CNT de Notícias
Publicado em 08/01/2013 no site http://www.cnt.org.br/Paginas/Agencia_Entrevistas

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Lei do Motorista elevou o frete em 2012


A Lei 12.619, que regulamenta a profissão de motorista profissional entrou em vigor no dia 17 de junho do ano passado, limitando a jornada de trabalho dos motoristas em 8 horas, com possibilidade de até duas horas extras/dia, e estabelece um descanso mínimo de 11 horas por dia. No dia 12 de setembro, a Resolução 417/2012 do CONTRAN, adiou para mais 180 dias a fiscalização da referida Lei. Todavia, no dia 19 de dezembro, a Justiça do Trabalho concedeu liminar suspendendo a Resolução, permitindo que a Polícia Rodoviária Federal também começasse a fiscalizar a Lei do Motorista nas estradas.
O impacto da Lei 12.619 terá reflexos nas relações entre empresas e empregados e na forma de trabalho dos profissionais autônomos e nos negócios que envolvem o setor de logística nas atividades de transporte. De acordo com vice-presidente de Transporte do SETCERGS, Jaime Krás Borges, a partir dessa nova regulamentação todas as operações de transporte sofrerão aumentos significativos em seus custos por conta da queda na produtividade, redução do número de viagens, aumento da quantidade de veículos, entre outros. "Além disso, o prazo de entrega, hoje ajustados em contrato ou prometidos comercialmente, deve ser alongado uma vez que a jornada de trabalho do motorista passa a ser controlada dentro de limites rígidos e submetidos a severas fiscalizações", assinala o dirigente.
Ele enfatiza que o SETCERGS segue como norte a decisão da Comissão Técnica de Tarifa da Associação Nacional de Transportes de Carga e Logística (NTC & Logística), que tem como norma aplicar dois reajustes anuais. Lembra que no último dia 10 de setembro, o Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas (DECOPE), da NTC & Logística divulgou um estudo sobre o impacto da "Lei do Motorista" nos custos do transporte de cargas.
Jaime salienta que o SETCERGS vem atuando de maneira exemplar, como entidade representativa do segmento de Transporte e Logística e ajudando seus associados, na divulgação do impacto da lei nos custos operacionais de uma transportadora. "A nossa Entidade organizou diversos eventos com os associados para apresentar a Lei 12.619 e seus reflexos nos custos, bem como, na divulgação dos índices de aumento para os setores de carga fracionada, completa, containers e transporte internacional", assinalou o vice-presidente de Transporte. "A orientação do SETCERGS é para que as empresas repassem o reajuste mínimo de 14,98% para cargas fracionadas, 28,92% para as cargas de lotação, 27,28% para o transporte de containers e 29,32% para o transporte internacional , podendo ser maior, dependendo da especificidade da operação", finalizou.
Publicado em 09/01/2013 na Coluna Jornal do Comércio - SETCERGS, setcergs@setcergs.com.br

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Transportes aprova limitador de velocidade para ônibus e caminhões


A Comissão de Viação e Transportes aprovou, na quarta-feira (21), proposta que torna obrigatório o equipamento limitador de velocidade nos veículos de transporte de passageiros com mais de dez lugares, nos de transporte escolar e nos caminhões.
A medida está prevista no Projeto de Lei 936/11, do deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG), que modifica o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97).
Hoje, esses veículos já devem contar com um equipamento que registra a velocidade e o tempo automaticamente. O limitador de velocidade seria mais um instrumento obrigatório.
Redução de acidentes
O relator, deputado Lúcio Vale (PR-PA), recomendou a aprovação. Em sua avaliação, a proposta poderá reduzir o número de acidentes envolvendo caminhões e ônibus.
“O índice de acidentes envolvendo caminhões e ônibus, principalmente nas rodovias, é realmente muito alto. Estima-se que um terço dos desastres ocorridos no Brasil tenha a participação desses veículos, apesar de representarem apenas 5% da frota nacional”, observou.
Pela proposta, a regulamentação da medida ficará a cargo do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).
Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: Agência Câmara
Publicado em 27/11/2012 por Rafael Brusque Toporowicz no site http://blogdocaminhoneiro.com

Veículos de frota poderão ter bloqueio de partida para condutor alcoolizado


Recuperação de rodovias.A Câmara analisa proposta que determina a instalação de bafômetros em veículos de frota. Pela proposta, o condutor deverá fazer o teste de nível alcoólico sempre antes da partida do veículo. Caso o resultado seja acima de um parâmetro pré-estabelecido, a partida será bloqueada. A medida está prevista no Projeto de Lei 4394/12, do deputado Manato (PDT-ES).
De acordo com a proposta, a instalação do aparelho será obrigatória em veículos destinados ao transporte escolar, em táxis e em frotas de caminhões, ônibus e vans. Esse será um item de fábrica obrigatório para veículos desses tipos produzidos a partir de 2014.
Custo de instalação
O autor do projeto explicou que esses aparelhos já foram testados nos Estados Unidos e na Suécia. Segundo ele, o custo de instalação seria de aproximadamente R$ 1 mil por veículo. “É um valor baixo se comparado aos prejuízos e acidentes caríssimos que a direção combinada com álcool pode acarretar. Ademais, as empresas teriam um gasto que, com certeza, seria mínimo em relação aos enormes prejuízos causados por acidentes no trânsito que, espera-se, diminuiriam muito”, argumentou.
De acordo com o texto, as empresas que descumprirem a nova regra estarão sujeitas a multa. Além disso, os condutores condenados por dirigir alcoolizados e causar acidentes terão penas mais duras.
O valor das multas, o tamanho das penas e os níveis de álcool permitidos no organismo dos motoristas serão definidos em um regulamento específico elaborado pelo Executivo. A regulamentação da lei deverá prever também mecanismos de abatimento fiscal que possam subsidiar a instalação do bafômetro que impede a partida dos veículos de frota.
Tramitação
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; Viação e Transportes; e Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: Agência Câmara
Publicado em 28/12/2012 por Rafael Brusque Toporowicz no site http://blogdocaminhoneiro.com