Motorista Comprometido

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Notícias

sexta-feira, 30 de março de 2012

BRs mineiras lideram em acidentes com caminhões

O excesso de velocidade, a imprudência e a falta de atenção dos motoristas são as principais causas de tombamentos de veículos pesados nas rodovias mineiras. Só nos dois primeiros meses do ano, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), foram 183 ocorrências do tipo nas BRs – uma média de três por dia. A 040 é a segunda rodovia com mais tombamentos de veículos pesados neste ano, segundo levantamento feito pela PRF.

Além de provocarem engarrafamentos gigantescos, as ocorrências, muitas vezes, acabam em morte. Entre janeiro e fevereiro, 11 pessoas perderam a vida em tombamentos nas rodovias federais que cortam o Estado de MG. Nos dois primeiros meses do ano passado, foram seis vítimas.

Os trechos mais críticos, segundo a PRF, ficam nas BRs 381, 040 e 262. Em 80% dos casos, os acidentes acontecem em curvas acentuadas, onde os motoristas aceleram fundo ou diminuem a atenção.

“É comum o condutor conhecer a estrada e abusar da velocidade por se sentir seguro”, afirma o agente da PRF Anderson Miguel, que culpa ainda a falta de manutenção nos caminhões e problemas nos freios.

Perigo

A BR-381, também conhecida como Rodovia da Morte, aparece como líder absoluta em tombamentos. Foram 67 entre janeiro e fevereiro, com 43 pessoas feridas e uma morta. O trecho mais perigoso da 381 está no KM 923, próximo à cidade de Camanducaia, no Sul de Minas, onde três veículos tombaram no mesmo local – uma curva acentuada.

Na BR-040, a segunda colocada, foram 34 acidentes, com 65 feridos e cinco mortos. A BR-262 é a terceira de maior risco, com 21 acidentes e sete feridos. Dois tombamentos na 262 ocorreram no KM 481, perto de Bom Despacho, na região Centro-Oeste.

Fonte: O Tempo
Publicado em 29/03/2012 por Rafael Brusque Toporowicz no site http://blogdocaminhoneiro.com/brs-mineiras-lideram-em-acidentes-com-caminhoes

quinta-feira, 29 de março de 2012

Transportadoras procuram motoristas qualificados

As transportadoras de cargas continuam enfrentando dificuldades para contratar motoristas qualificados para preencher vagas disponíveis no mercado de trabalho. No Rio de Janeiro, por exemplo, faltam aproximadamente oito mil profissionais. É o que o afirma o presidente da Federação do Transporte de Cargas do Estado do Rio de Janeiro (Fetranscarga), Eduardo Rebuzze.

Em entrevista ao telejornal Bom Dia RJ nesta segunda-feira (26/03), da Rede Globo, Rebuzze destacou que existem situações que fazem com os jovens não se interessem mais pela profissão de motorista. Entre elas, por exemplo, o péssimo estado de conservação de algumas rodovias, o trânsito ruim nos grandes centros urbanos a falta de segurança, que facilita o roubo de cargas.

Dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) confirmam essa realidade. Em 2012, até o final deste mês, foram registrados aproximadamente 670 mil transportadores enquanto o número de caminhões chegou a 1,7 milhão de unidades, ou seja, a média é de 2,5 veículos por profissional. Isso mostra que a frota no Brasil também não para de crescer: 170 mil novos caminhões são emplacados por ano.

“Temos uma carência muito grande de profissionais e precisamos preparar os jovens para essa profissão”, disse Rebuzze. Segundo o dirigente da Fetranscarga, um dos principais problemas é a falta de formação dos motoristas, que precisam trabalhar com máquinas mais modernas, além de ter noções de informática e gerenciamento de risco.

O telefone para mais informações é 0800 728 2891.

Fonte: Revista Caminhoneiro
Publicado em 28/03/2012 por Rafael Brusque Toporowicz no site http://blogdocaminhoneiro.com

sábado, 24 de março de 2012

Lisa Kelly, a caminhoneira de Estradas Mortais, conta sua aventura pelos Andes

Estradas perigosas, caminhões sujos, viagens intermináveis e muitos riscos de morte. Diferente do que muitos podem estar pensando, o reality show Estradas Mortais não tem somente homens se aventurando nas rodovias do mundo. A caminhoneira Lisa Kelly também faz parte do grupo que se arriscou pela Cordilheira dos Andes na segunda temporada do programa.

Cabelos loiros impecáveis, um jeito tímido de desviar o olhar enquanto fala e a simpatia que deixa qualquer um à vontade. Lisa Kelly é a única mulher no meio dos caminhoneiros grandalhões do reality do The History Channel que volta à TV amanhã (dia 22/03 às 22h), mas conferimos pessoalmente que a caminhoneira americana é mais do que apenas um rosto (muito) bonito na série. Como ela mesmo disse “Eu sou um dos caras”.

Depois de sair do Alasca e ficar um mês na Bolívia e um mês no Peru, Lisa contou com exclusividade para a MONET o que a gente pode esperar da “estrada da morte”. Confira a entrevista abaixo:

Qual foi a situação mais perigosa pela qual você já passou?

Já tiveram muitas. Eu tenho uma história para cada lugar, mas uma que me vem à mente agora é desta temporada, na estrada da morte. O caminhão era muito grande para a estrada e as rodas traseiras estavam um pouco fora da pista. Então eu tive que ser muito rápida para não cair da estrada de uma altura de três a seis metros.

Desde que você começou a dirigir caminhões houve algum momento de dúvida, que você quase desistiu?

Sim, houve, porque foi realmente difícil eu decidir ir para a Bolívia, porque eu sabia que era a estrada mais perigosa. E eu vi como era na internet, e eu disse “Meu Deus, é uma loucura! Eu não consigo fazer isso”. Tive muita dificuldade em tomar a decisão de ir, e então eu falei “bem, em toda a minha carreira de caminhoneira eu não posso deixar de dirigir a estrada mais perigosa e que é simplesmente fantástica”. Até que eu cheguei lá e dirigi e foi “ok, isso é meio estúpido”. Eu venci o medo, porque eu não podia parar, eu estava ali, eu tinha que fazer aquilo.

O que você mais gosta de quando dirige caminhões em estradas perigosas?

Eu amo dirigir em geral. Eu acho que é apenas a minha necessidade de aprender. Gosto de aprender coisas novas. Se eu fizesse o mesmo caminho sempre eu ficaria tão entediada. Quando você passa pelas estradas perigosas, isso te mantém vivo. Quando você está tão perto da morte, ela te lembra como você está vivo.

Qual é a diferença entre dirigir pelo Alasca e dirigir aqui na América do Sul?

Tudo. Eu vivo no Alasca. Eu moro lá já faz uns 25 anos, e eu tenho dirigido por oito anos. Então dirigir no gelo para mim é normal. Eu tenho uma técnica. A estrada é larga, mas ainda é perigosa. Há ainda alguns trechos perigosos, mas depois que você vai para Índia, Peru e Bolívia, é como se o Alasca fosse brincadeira de criança. Mas aqui a cultura, a língua… Você não fala a língua, então você não consegue se comunicar. A cultura não é a americana, é fora da minha bolha, e os caminhões são completamente diferentes. É como aprender a dirigir novamente.

Como e por que você começou a dirigir caminhões?

Meio que se encaixa no meu estilo de vida. Eu gosto de motores e rodas e pneus. É como um relacionamento com a máquina. Minha família atua no campo da medicina e eu não queria fazer isso. E a primeira vez que eu sentei em um caminhão eu soube que era para mim. E se não fosse, eu teria que passar para outra coisa. Você nunca sabe o que você vai acabar gostando até experimentar.

Como você se sente sendo a única mulher no meio de um monte de homens?

Estou muito confortável em ser a única garota. Eu me dou realmente bem com os caras. Sendo a única mulher é como se estivesse em uma zona de conforto. Eu sou um dos caras. Eu não sou uma garota feminina. Eu amo ao ar livre, e eu adoro motores e caminhões e mecânica e reconstruir coisas, eu odeio fazer compras e eu odeio rosa. Então, sem coisas rosa no meu caminhão. (risos).

O que você diria para incentivar outras mulheres a começar a dirigir caminhões?

Depende se isso se adapta ao seu estilo de vida. A vida nos caminhões é meio difícil. Porque você fica longe de casa por muito tempo. Não é algo para alguém que tem filhos. Eu acho que você precisa estar lá para criar seus filhos e se você estiver na estrada você não está lá. É difícil ficar saudável também, porque você fica sentado muito tempo. Eu vi mulheres deixarem de conduzir caminhão porque elas ficaram com medo do tamanho do caminhão. Também é preciso ter um senso de aventura. Você pode fazer isso, se você realmente quer fazer isso. E você não tem que ser viril para dirigir um caminhão.

O que o público pode esperar desta nova temporada do programa?

Eu não quero entregar muito. Mas eu posso te dizer que eu tive uma ótima experiência fazendo o programa e foi muito divertido. E eu espero que os telespectadores gostem de assistir tanto quanto eu gostei de fazer. E um monte de gente me diz “Eu não consigo assistir, é tão assustador!”, e eu falo “Eu estava lá vivendo aquilo, você pode sentar por 40 minutos e assistir!”.

Fonte: Revista Monet
Publicado em 23/03/2012 por Rafael Brusque Toporowicz no site http://blogdocaminhoneiro.com

sexta-feira, 16 de março de 2012

Dicas para uma viagem segura de caminhão

A dica mais importante e fundamental para você não ter dor de cabeça em sua viagem é fazer, regularmente, a manutenção preventiva do veículo. Na hora de pegar a estrada, o ideal é que o caminhoneiro tome algumas precauções para evitar que eventuais contratempos possam interferir na tranquilidade da viagem.

Segundo o especialista em trânsito e transporte, Marcio José Pinheiro, a manutenção deve ser preventiva e uma checagem simples, que não leva mais que 15 minutos um dia antes da viagem, pode evitar problemas. “Se o caminhoneiro já tem o hábito de fazer as revisões recomendadas pelo fabricante, a checagem simples antes de cada jornada é rápida e garante uma viagem tranquila”.

O prazo da manutenção tanto para carretas como cavalos é diferente. No caso do veículo, cada fabricante especifica a quilometragem para revisão, ao passo que, no caso da carreta é aconselhável que seja feita uma revisão completa (sistema de freios, suspensão, pino-rei, sistema elétrico, sistema de ar) a cada retorno de viagem. Mas o especialista alerta que em ambos os casos não é indicado efetuar a revisão horas antes da viagem. “Faça a checagem com um dia inteiro de antecedência para, caso necessário, ter tempo para providenciar qualquer reparo”.

Abaixo os itens mais importantes para o caminhoneiro garantir que o percurso seja seguro e evitar problemas de última hora.

No caminhão

1- Verificar a documentação, tais como nota fiscal da carga, habilitação do condutor, documento do veículo, motorista e carga;
2- Para evitar acidentes, sempre checar freios (cavalo e carreta) cuícas (elemento do sistema de freio especificamente da carreta) mangueiras, óleo de freio e flexíveis;
3- Conferir suspensão (molas, feixe de molas), observar se não existe nenhuma mola fora do feixe, se a mola ou o feixe estão quebrados. Apenas olhando é possível checar a suspensão.
4- Constatar se estão em dia a quinta-roda, pino-rei e o gavião (equipamento que trava o pino-rei na quinta-roda). Caso um deles não funcione, a carreta pode se desengatar do “cavalo” e causar um desastre;
5- Checar a carga da bateria (não é possível o motorista realizar esta tarefa sozinho, deve solicitar diretamente à concessionária), bem como todo o sistema elétrico, testando manualmente todas as luzes (freio, painel, ré, posição e direção) tanto do “cavalo” como carreta;
6- Verificar se os pneus estão alinhados e calibrados – inclusive o pneu-socorro (ou estepe). Verificação visual se o pneu não apresenta bolhas de ar, se estão tortos, desgastados. A melhor dica caso esteja com algum problema é mandar o veículo para alinhar em empresas especializadas em alinhamento e balanceamento;
7- Verificar luzes, incluindo faróis, lanternas, indicadores de direção (pisca-pisca), pois é a única comunicação com os demais veículos, além disso, é necessário garantir boa visibilidade em ambiente noturno;
8- Averiguar óleo do motor;
9- A consistência e quantidade do óleo da direção hidráulica também devem ser verificadas para não enrijecer a direção;
10- Atentar-se para limpadores de para-brisas que não podem estar ressecados. Não existe nenhum produto para umedecer, a solução é trocar a peça;
11- Constatar se o sistema de rastreamento está funcionando, caso contrário poderá travar o veículo a qualquer momento. O mais recomendável é o motorista solicitar ao técnico da empresa a verificação do sistema;
12- Ter em mãos telefones importantes, como polícia, corpo de bombeiro, transportadora e destinatário.

Para cargas

1 – Checar documentação necessária: ficha de emergência (onde constam as informações necessárias para atendimento das emergências, isolamento, EPIs) e o envelope de transporte, onde vai acondicionada a ficha de emergência e a nota fiscal, com os dados da transportadora;
2 – Para evitar tombamentos, um funcionário (conferente) da transportadora deve verificar cuidadosamente o acondicionamento da carga dentro do veículo, como excessos de altura, peso e largura, junto ao motorista do caminhão;
3- Separar cargas incompatíveis para segurança, como, por exemplo, alguns produtos perigosos que não podem ser misturados com alimentos ou produtos de uso animal e/ou humano. Novamente é o funcionário da transportadora quem realiza esta função, com acompanhamento do motorista apenas, pois ele também é responsável pela carga;
4 – Checar cordas, lonas e lacre para amarração adequada da carga;
5 – Em caso de transporte de produtos perigosos, conferir kit de emergência e EPIs (Equipamento de Proteção Individual).

No trecho

1 – Fazer paradas regulares para descanso quando a viagem for longa, estacionando prioritariamente em pontos programados. É recomendável que a parada seja feita a cada 2 horas com, pelo menos, 15 minutos de intervalo;
2 – Durante as paradas, não deixar o caminhão destrancados e em locais com pouca visibilidade;
3 – Não deixar objetos de valor que chamem atenção;
4 – Seguir as regras de direção defensiva (não ultrapassar o limite da velocidade, não fazer ultrapassagens desnecessárias e perigosas);
5 – Respeitar sinalização e demais leis de trânsito;
6 – Não dar carona a estranhos;
7 – Não comentar com estranhos sobre a carga e local de destino.

Em caso de assalto

1 – Mantenha a calma
2 – Peça autorização dos delinquentes para fazer qualquer movimento
3 – Não faça perguntas
4 – Responda o que for perguntado
5 – Colabore com os ladrões
6 – Não os encare em momento algum
7 – Jamais tente qualquer reação
8 – Nunca ande armado (inclusive é proibido por lei)
9 – Fique atento a tudo para prestar informações precisas à polícia
10 – Após o assalto ligue para a polícia e faça um Boletim de Ocorrência na delegacia mais próxima.

Fonte: Brasil Caminhoneiro
Publicado em 16/03/2012 por Rafael Brusque Toporowicz no site
http://blogdocaminhoneiro.com/dicas-para-uma-viagem-segura-de-caminhao

quarta-feira, 14 de março de 2012

Marcopolo entre as marcas mais lembradas e preferidas

Ônibus da Marcopolo. Empresa foi a marca mais lembrada entre as produtoras de ônibus de acordo com a Premiação Marcas de Quem Decide. Já entre empresas de mais de 100 setores diferentes, a Marcopolo foi a quinta mais lembrada e a terceira mais preferida.

Marcopolo é a marca mais lembrada entre as fabricantes de ônibus, de acordo premiação
Empresa também conquistou outras colocações no Prêmio Marcas de Quem Decide

ADAMO BAZANI – CBN

A Marcopolo, fabricante de carrocerias que vão desde micros até articulados e ônibus rodoviários de dois andares, é a marca mais lembrada e preferida na indústria de ônibus, de acordo com o Prêmio Marcas de Quem Decide.
A premiação é realizada anualmente pela Qualidata Pesquisa e Conhecimento Estratégico em parceria com o Jornal do Comércio, especializado em economia, do Rio Grande do Sul.
A Marcopolo também foi a terceira colocada entre as Marcas Mais Preferidas e a quinta entre as mais lembradas em todas as marcas gaúchas, de diversos setores.
A encarroçadora é líder de produção no Brasil e está entre as maiores na fabricação de carrocerias do mundo.
Só em 2011, a empresa teve receita líquida de R$ 3,36 bilhões e produziu 31 mil 526 carrocerias. Para este ano, a fabricante projeta produzir em todo o mundo 32,5 mil carrocerias e atingir receita de cerca de R$ 3,5 bilhões.
A companhia possui 17 mil funcionários em plantas no Brasil, Argentina, África do Sul, Austrália, China, México, Colômbia, Egito e Índia.
A pesquisa Marcas de Quem Decide avalia 100 segmentos econômicos no Rio Grande do Sul em relação à lembrança e à preferência das marcas das empresas destes setores e é feita desde 1999.
Este ano, a pesquisa foi a maior da premiação. Foram ouvidos 529 profissionais liberais e gestores empresariais de municípios do Rio Grande do Sul que representam cada um mais de 0,5% do PIB gaúcho. São 47 cidades. A sondagem ocorreu de 1º a 29 de dezembro de 2011.
O PIB gaúcho em 2011 cresceu 5,7%, índice maior que a média nacional, e acumulou R$ 273,8 bilhões.

Publicado em 14/02/2012 por Adamo Bazani, jornalista da Ràdio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus

segunda-feira, 12 de março de 2012

Fora de foco

É difícil saber se o motorista de caminhão está enxergando bem a rodovia, os demais veículos, a sinalização de trânsito ou até mesmo os documentos que assina. Sob alegação da falta de tempo, normalmente ele procura auxílio quando a situação se agrava muito, ou, então, passa por avaliações esporádicas nas rodovias, em ações patrocinadas por órgãos do governo ou empresas particulares. Nesses casos, o carreteiro que eventualmente apresente sintomas mais graves de alguma moléstia é aconselhado a procurar ajuda médica especializada, o que evidentemente poderá não ser feito pela alegação de “absoluta falta de tempo”. Enquanto isso, a tendência é de que o mal detectado progrida.

Os problemas de visão dos motoristas é uma realidade muito mais grave do que se imagina. Dados do programa Saúde na Estrada, por exemplo, criado pela Ipiranga para exames de saúde gratuitos a motoristas de caminhão, atendeu em 2011 30.792 profissionais em 14 Estados e detectou que ao menos 20% (6.158) apresentaram problemas de visão. Além disso, 70% dos motoristas examinados estão com o peso acima do normal; 22,7% apresentaram pressão arterial alterada e 12,7 % estão com o nível de açúcar acima do normal.

Em Uruguaiana/RS, Comandos da Saúde nas Rodovias, envolvendo a Polícia Rodoviária Federal, Universidade do Pampa, Exército e Senat (Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte) – avaliaram 222 motoristas de caminhões. A ação envolveu entrevistas e exames visuais, audição, força física, peso, diabetes, glicose, colesterol, pressão arterial e batimentos cardíacos. Ao final, 52,94% (117 motoristas) apresentaram alterações no teste de Campimetria, que mede o campo visual periférico do indivíduo. Essas alterações podem ser causadas por uma série de fatores que devem ser melhores investigados. Conforme os resultados das avaliações, 83% dos motoristas estão acima do peso e pelo menos 50% dos entrevistados são fumantes. Em 2008, durante abordagem semelhante, o diagnóstico mais preocupante foi a grande quantidade de motoristas hipertensos, número que diminuiu este ano. As ações nas estradas permitem que o motorista fique sabendo de eventuais alterações na saúde e é aconselhado a procurar orientação médica, o que dificilmente acontece. A grande maioria apenas se submete a exames anuais determinados pelas empresas empregadoras ou o teste de acuidade visual ao renovar a CNH.

O carreteiro Juenir Capeletto, natural de Iraceminha/SC, tem 50 anos de idade e 20 de profissão. Ele dirige um bitrem graneleiro e viaja entre os estados do Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso. Relizou o último exame de visão há dois meses, para a renovação da CNH e diz que não tem esse tipo de problema, pois lê e escreve bem e protege os olhos com óculos escuros nos dias de muito sol. Garante que cuida da saúde, faz exercícios físicos e sempre que possível joga futebol com os amigos. “Tudo em ordem”, afirma.

Todo o ano, por exigência da empresa em que trabalha, o carreteiro Juraci Bispo de Oliveira, 49 anos e 31 de volante, natural de São Paulo/SP – se submete a um exame completo de saúde, incluindo acuidade visual. Em um desses exames foi diagnosticada a necessidade de lentes especiais para leitura, “um desgaste natural da visão ocasionado pela idade”, explica sorrindo. Por isso, para ler ou assinar qualquer tipo de documento recorre aos óculos. Para dirigir, tudo bem. Para longe a visão está perfeita. Tem óculos escuros na cabine, mas não gosta de usá-los mesmo nos dias de muito sol. Acredita que deveria ser mais divulgado e incentivado o uso dos óculos com lentes especiais que diminuem o ofuscamento dos faróis dos veículos que trafegam em sentido contrário à noite. Afirma que além de muito perigosos, os faróis altos – esses sim – prejudicam a visibilidade e a visão do carreteiro.

O motorista Antônio Leocir Farias, 41 anos e 23 de profissão, paranaense de Ampere, dirige um bitrem graneleiro e, segundo ele, sua última avaliação da visão foi há uns cinco anos. Diz que enxerga bem e não tem problemas para leitura ou com a sinalização de trânsito. “Tudo ótimo”. Também não gosta de usar óculos escuros durante o dia. Lembra que trabalhou um período como motorista de ônibus, daí sim precisava fazer avaliações periódicas de saúde e de visão. “Mas era determinação da empresa”, diz, “depois a gente vai se descuidando…”

Antônio Marcos Guimarães, 36 anos, 15 de profissão, só faz exame de acuidade visual para a renovação da CNH. Garante que não tem problemas de visão, apesar de nunca, em sua vida, ter ido a um oftalmologista. Mesmo assim, foi submetido a um check-up para admissão na empresa em que trabalha. E sempre que encontra serviços médicos gratuitos em postos de combustíveis, vai lá verificar a pressão, glicose, essas coisas. “Não custa se prevenir”, afirma.

O carreteiro Davi Bueno de Godói, 35 anos, oito de direção, natural de Não-Me-Toque/RS, viaja por todo o Brasil e só faz exames de vistas para a renovação da Carteira. Acredita que enxerga bem, embora reconheça que “está tudo errado na sua vida”. Vai a sua casa apenas “como visita”, sem tempo para cuidar direito da família e mesmo da saúde. Não lembra quando esteve no médico pela última vez. Agora sabe que precisa ir a um dentista e, talvez, aproveitar para um exame completo de saúde. “Mas, e o tempo?”, se pergunta. E repete: “está tudo errado…”

Mais preocupado com a saúde, o estradeiro Hélio Lopes, 55 anos de idade e 30 de direção tem ido com frequência ao médico. Natural de Apucarana/PR, e dirigindo uma carreta no transporte de cargas nos Estados do Sul, ele teve problemas de tiróide e de gota. Fez a última avaliação há dois meses e está seguindo as orientações médicas. Garante que está se recuperando bem. Deveria usar óculos há três anos, mas confessa que tem dificuldade para se acostumar, por isso os mantêm pendurados ao pescoço, “pra quando for preciso”, salienta. Embora as lentes sejam para perto e longe, ele afirma que só sente dificuldades para leitura ou quando precisa assinar o manifesto da carga. Acredita que vai ser inevitável o uso permanente dos óculos, até mesmo como medida de segurança na estrada.

João Alves Pereira Filho é natural de Maringá/PR, tem 45 anos de idade, 18 de profissão e viaja entre os Estados de São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Há quatro meses passou por um check-up completo por determinação da empresa. “Por enquanto tudo está funcionando bem”, garante. Também não tem dificuldades para leitura, assinatura de documentos ou na identificação dos sinais de trânsito na estrada. Sempre que o sol está muito forte protege os olhos com óculos escuros. Segundo ele, o que incomoda mesmo e atrapalha a visão são os faróis altos durante a noite, principalmente dos carros pequenos. “Uma falta de educação desse povo”, desabafa.

Fonte: Revista O Carreteiro
Publicado em 12/03/2012 por Rafael Brusque Toporowicz no site http://blogdocaminhoneiro.com/fora-de-foco/?utm_source=mailpress&utm_medium=email_link&utm_content=twentyten__625&utm_campaign=2012-03-12T10:35:11+00:00

sábado, 10 de março de 2012

Comprometimento e Qualificação: a receita para entrar na profissão

Falta de qualificação profissional do motorista, como conhecimento de eletrônica embarcada, cursos de especialização, entre outras exigências comuns hoje no segmento do transporte rodoviário de cargas, inclusive a falta de experiência dos novatos na atividade, são os principais problemas enfrentados pelos carreteiros - experientes ou não - para conseguir emprego em uma transportadora. Atualmente, estima-se que existe no mercado brasileiro uma carência de quase 100 mil profissionais qualificados, e diante deste quadro - no qual de um lado sobram empregos e de outro desempregados - algumas das empresas de transporte começaram, há anos, a preparar seus profissionais.

A Júlio Simões, por exemplo, exige que o carreteiro tenha no mínimo 25 anos de idade, seja habilitado com a CNH Categoria E, e alfabetizado. “Os motoristas de hoje precisam ser comprometidos com as metas de qualidade, resultados da empresa e responsáveis com as leis de trânsito”, disse Claudemir Turquetti, diretor de Desenvolvimento de Pessoas do Grupo Júlio Simões. Por outro lado, a empresa criou em 2006 o Programa de Educação Continuada (PEC) - voltado para o profissional do volante -, em sua Escola de Motoristas, em Mogi das Cruzes/SP, onde está localizada a sede da empresa.

O programa é desenvolvido em três módulos: Integração, Específico e Desenvolvimento. No módulo de Integração são apresentados os conceitos da empresa, enquanto no segundo, o Específico, são oferecidos treinamentos focados em atividades principais e procedimentos operacionais internos. Por fim, o módulo Desenvolvimento, consiste em treinamentos com a finalidade de formação e especialização dos profissionais. Para a empresa, a iniciativa educativa proporciona aos motoristas a oportunidade de aprofundamento e aperfeiçoamento das especificidades da função.

Assim também acontece com a Braspress, que exige do carreteiro CNH Categoria E, além da consciência profissional, em especial ao volante do caminhão. “Hoje é importante que o motorista tenha ensino médio, bem como noções de informática, pois a tecnologia de nossos veículos exige isso”, afirma Milton Braga, gerente de Recursos Humanos da Braspress Transportes Urgentes.

Para ele, também é de extrema importância o aspecto comportamental do motorista, embora a maturidade no volante também seja. Além disso, dentro da empresa já existe uma norma, na qual é preciso conceder oportunidades para os motoristas menos experientes através de estágios supervisionados, como o de manobristas. Inicialmente, essas atividades são realizadas no pátio, à medida que os carreteiros vão atingindo maturidade para operar caminhão ou carreta. O passo seguinte são as promoções de colaboradores que desejam exercer a profissão, dando a eles chances de crescimento dentro da companhia.

A Ramos Transportes, por sua vez, exige do profissional experiência mínima de três anos, cursos de MOPP - Curso de Movimentação de Operações Perigosas -, Direção Defensiva e Condução Econômica, o que significa, de acordo com a empresa, diferenciais para a contratação. A Transportadora prioriza também que o carreteiro tenha experiência no trânsito e nas estradas, além de maturidade, controle emocional, comprometimento e responsabilidade.

A empresa afirma, ainda, que a qualificação e atualização diária de conhecimentos na profissão são importantes, e ressalta para aqueles que estão começando na profissão a importância de aceitar, no início, trabalhar como manobristas de caminhão e também como o segundo motorista, acompanhantes dos profissionais mais experientes. Para a gerente de Gestão de Pessoas Brasil da Ramos Transportes, Eleonor Machado, não basta apenas saber dirigir. “É preciso se aperfeiçoar, porque muitas tecnologias acompanham o veículo, além de informações de legislação de trânsito, transporte de cargas, conhecimentos voltados ao meio ambiente, segurança e saúde”, conclui a gerente.

Publicado em 10/03/2012 por Alessandra Sales no site http://www.ocarreteiro.com.br/modules/materia_destaque.php?recid=15

quinta-feira, 8 de março de 2012

Restrição ao tráfego de caminhões em São Paulo pode aumentar frete em até 80%

As restrições ao tráfego de caminhões na Marginal Tietê deve provocar alta de até 80% no preço do frete para a Capital. A previsão é de empresários do setor e reforçada pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de Sorocaba e Região (Setcarso). Desde segunda-feira, os veículos de cargas não podem trafegar pela Tietê entre às 5h e 9h e das 17h às 22h, de segunda a sexta-feira e, aos sábados, das 10h às 14h. O horário restrito também atinge outras vias da Capital.

O preço do frete, diz o assessor de diretoria do Setcarso, José Raimundo da Silva, será afetado por conta da necessidade de se usar um maior número de caminhões para que seja feito o mesmo volume de entregas. O setor de segurança de cargas também deve ser prejudicado já que os veículos terão de ficar muito tempo parados e passarão a trafegar mais durante a madrugada. Isso, diz o assessor, encarecerá ainda mais o preço do transporte como um todo. Segundo ele, já na segunda-feira um caminhão de uma transportadora sorocabana foi roubado na marginal à noite.

José Raimundo explica que um caminhão sai da cidade de origem com diversas entregas a serem feitas. Para manter os contratos, a saída é dividir a carga em caminhões menores. “O reflexo não é apenas em Sorocaba e região, mas em todo País.” A partir de agora, diz ele, caminhoneiros autônomos e empresas de transporte terão de trabalhar com uma programação mais rígida de horários.

“Mas ainda assim, se acontece um acidente e trava o trânsito por uma hora e meia, por exemplo, aqueles caminhões já vão ter perdido o horário e terão de ficar parados esperando para poder entrar na marginal”, argumenta. Com esses novos horários as empresas de transporte ainda gastarão mais com horas extras e alimentação dos funcionários. A região do Setcarso é composta por 57 municípios e conta com cerca de 1.200 empresa de transportes de carga empregando 20 mil pessoas. As indústrias são 60% dos clientes, seguidos pelo comércio e agronegócios.

Adaptação logística

Diariamente a Transportadora Vantroba envia uma média de 100 caminhões para São Paulo e Rio de Janeiro. O diretor comercial e operacional da empresa, Edilson Vantroba, afirma que a empresa trabalha para fazer a adaptação aos novos horários de circulação na Capital. “Teremos grande dificuldade em fazer a logística onde os clientes também terão de se adaptar a novos horários de recebimento ou teremos que colocar mais veículos nas ruas, aumentando os custos fixos”, afirma o empresário. Segundo ele, todas as entregas terão de ser redesenhadas e a perda de produtividade da frota é inevitável.

Ele acredita que o preço do frete deve ter alta entre 20% e 30%. “Teremos que aumentar o número de caminhões e, automaticamente, usaremos mais motoristas”, justifica. A transportadora conta com 800 funcionários em todo o País. Segundo o diretor, desses, cerca de 300 transitam na cidade de São Paulo. “Eles estão apreensivos pois podem levar multas com pontos em sua CNH”, afirma. A multa por trafegar fora do horário permitido é de R$ 85,13 sendo considerada uma infração média, com acréscimo de quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação.

Apagão de mão de obra

Proprietário da MB Transportes, Gelson Bortolanza conta estar difícil contratar mão de obra qualificada para o setor de transporte. Diante dos novos horários de circulação na marginal Tietê, o empresário sabe que terá de contratar mais motoristas mas não encontra candidatos. “O horário ficou muito estreito. Antes a gente saía às 7h e às 9h já estava na porta do cliente para fazer entrega em Garulhos. Agora o caminhão vai chegar meio dia e se eu tenho dez entregas, não vou conseguir fazer todas”, pondera ele.

Assim, Bortolanza reforça o fato de que a carga terá de ser dividida em caminhões menores. “O frete vai ficar entre 50% e 80% mais caro”, comenta. Como exemplo ele cita um caminhão do tipo Toco, que leva seis toneladas e um Huck, que carrega até três toneladas. “O frete do Toco é R$ 500 e do Huck R$ 380. Vou precisar de dois desses para fazer o serviço de um do tipo Toco. Quem vai pagar essa diferença?”, questiona.

Outra observação feita pelo empresário é com relação ao horário de retorno desses veículos. No modelo que vigorou até segunda-feira, os caminhões retornavam no final da tarde para a cidade dando tempo, então, para que eles fossem recarregados. “Agora o caminhão só vai poder sair de lá às dez da noite e quando chegar aqui já não consigo ir buscar nenhuma outra carga. Vai ser um tempo perdido que para o setor de logística é muito precioso”, afirmou.

Marginal Pinheiros

Na Marginal do Rio Pinheiros, a restrição ao trânsito dos caminhões é válida para o período das 4 às 22 horas, de segunda a sexta-feira e, aos sábados, das 10h às 14h, exceto feriados. A CET recomenda aos caminhoneiros atenção aos períodos de proibição de circulação, uma vez que são distintos em cada uma das Marginais (Pinheiros e Tietê). Os chamados Veículos Urbanos de Carga (VUCs) estarão isentos dessa regra.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul
Publicado em 08/03/2012 por Rafael Brusque Toporowicz no site http://blogdocaminhoneiro.com/restricao-ao-trafego-de-caminhoes-em-sao-paulo-pode-aumentar-frete-em-ate-80/

DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES: A GARRA FEMININA NOS TRANSPORTES

DIA INTERNACIONAL DA MULHER: Elas mostram força e beleza e melhora o setor de transportes
Empresas de ônibus que têm contratado mulheres acabam contando com resultados positivos que também beneficiam os passageiros

ADAMO BAZANI – CBN

CONFIRA ESTA MATÉRIA ESPECIAL DO JORNAL CANAL DO ÔNIBUS SOBRE HISTÓRIAS QUE EMOCIONAM E INCENTIVAM. SÃO MULHERES QUE TRAZEM UM JEITO ESPECIAL NO SETOR DE TRANSPORTES COLETIVOS

Quem vê um ônibus com seus vários metros de comprimento e muitas toneladas pode pensar. “Um veículo desse só pode ser comandado por pessoas fortes!. Imagine, estar sob sua responsabilidade dezenas ou até centenas de vidas de uma só vez?”.
Quem pensa assim está certo. Muito mais, no entanto, que força física, cuidar de tantas vidas é necessário ter força de caráter, personalidade e de zelo.
Características típicas da mulher, que está cada vez mais presente no setor de transportes coletivos.
Antes formado majoritariamente por homens, o segmento tem acertado ao dar mais oportunidade às mulheres. E são as próprias empresas que dizem isso.
A gestora de qualidade do Grupo Leblon Transporte de Passageiros, do Paraná, Daniele Thays Franco Bariviera, diz que a postura da mulher pode colaborar para a melhoria da prestação de serviços à população.
“A mulher é mais cuidadosa, tem mais cautela e contribui para o dia a dia em geral dos transportes” – disse Daniele, que aliás, é a primeira mulher a coordenar a gestão de qualidade da empresa que presta serviços no rigoroso sistema da RIT – Rede Integrada de Transportes, que conta com os corredores de ônibus e estações tubo em Curitiba e Região Metropolitana, sendo exemplo de mobilidade para diversos países.
Dia das mulheres

Profissional de transporte ao lado de ônibus no rigoroso sistema de Curitiba e Região Metropolitana que é exemplo mundial de mobilidade. Várias empresas no processo de seleção dizem não diferenciar homens e mulheres, o que importa é o profissionalismo. Mas o zelo feminino e a atenção aos detalhes, além de um jeito mais caprichoso, acrescentam qualidade aos serviços.

Daniele explica que a Leblon não faz discriminação entre homens e mulheres nos processos de seleção e até mesmo de promoção. O que importa é o profissionalismo, mas diz que as mulheres têm se destacado pelo seu maior senso de atenção aos detalhes e interesse em aprender.
“Percebo a dedicação das mulheres nos cursos e treinamentos de qualidade” – disse Daniele que ministra palestras e cursos para os funcionários.
As empresas de ônibus acabam virando uma extensão das famílias das mulheres, que levam o instinto de proteção para as garagens.
Na SBCTrans, empresa que presta serviços de transportes em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, trabalham 290 mulheres.
Destaque para mãe e filha que, apesar de atuarem em horários diferentes, trazem todo o carinho do lar para a empresa e para os passageiros.
Trata-se da cobradora Maria Brandina Ferreira e a filha, a motorista, Silmara Ferreira Menezes dos Reis.
A mãe diz ter orgulho de ver a filha à frente do volante e que torná-la motorista foi um objetivo da família.
O pai de Silmara, Hilton Canuto Ferreira, foi motorista por cerca de 30 anos. Boa parte deles, na Auto Viação ABC, empresa do mesmo Grupo da SBCTRans.
Mesmo depois de Hilton ter se separado de Brandina, o casal ficou amigo. Isso porque, todos se uniram para que a filha conseguisse a carta que a qualificaria para ser motorista de ônibus.
Carina Barbosa, hoje assessora de tráfego da Leblon de Mauá, sempre gostou da profissão de dirigir. Seu pai era caminhoneiro e desde os 15 anos ela já manobrava o veículo do pai. Mesmo quando ele deixou o ofício, Carina continuou a dirigir. Primeiro fez entregas de carga pela empresa Braspress e depois foi dirigir ônibus na Leblon, ainda no Paraná.
Apesar de ser mais percebido pelos passageiros o fato de mulheres dirigirem ou cobrarem nos ônibus, são várias mulheres ocupando diversos cargos em companhias de transportes, fundamentais para a organização das viações e bom atendimento aos usuários.
São guerreiras que atuam nas áreas de limpeza, administração, recepção, RH – Recursos Humanos, qualidade e até mesmo na direção de grandes grupos de transportes.
Um dos exemplos mais bem-sucedidos é de Maria Beatriz Setti Braga. A empresária está à frente de grandes negócios, como a Metra – Sistema Metropolitano de Transportes, empresa que opera o corredor de ônibus e trolebus que liga São Mateus, na zona Leste de São Paulo, a Jabaquara, na zona Sul da Capital Paulista, passando pelos municípios de Santo André, Mauá (Terminal Sônia Maria), São Bernardo do Campo e Diadema, além da extensão entre Diadema, no ABC Paulista, e a Estação Berrini de trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), na zona Sul de São Paulo.
Beatriz comanda as empresas com força e determinação, mas sem deixar o lado típico do cuidado e da visão carinhosa pelas pessoas.
Exemplos não faltam de mulheres bem sucedidas em todas as áreas: na família, na vida pessoal e na área dos transportes.
Além das que atuam diretamente no mercado de trabalho, as mulheres são fundamentais em qualquer profissão. Isso porque, mesmo em seus lares, mães, irmãs e esposas dão apoio, força e estabilidade para os homens que estão no mercado, no dia a dia. São elas que passam muitas vezes o equilíbrio para os homens se tornarem seres humanos e profissionais melhores.
Esta matéria não se trata de querer diferenciar homem e mulher. Mas mostrar que, apesar do preconceito existir ainda, principalmente na área de transportes, as mulheres vêm conquistando seu espaço e acrescentam muito na vida de cada passageiro, consumidor, usuário e individual das pessoas.

Publicado em 08/03/2012 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus

GREVE DOS CAMINHONEIROS: Sindicato diz orientar motoristas para voltarem ao trabalho

Sindicato orienta transportadores a voltar ao trabalho
Sindicato dos Transportadores Autônomos pede que polícia dê garantias de segurança para os caminhoneiros que decidirem prestar serviços.
ADAMO BAZANI – CBN

O Sindicam – Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens do Estado de São Paulo após reunião de mais de 7 horas com lideranças dos caminhoneiros orientou que os profissionais restabeleçam a distribuição de combustíveis para postos de rua e serviços essenciais como empresas de ônibus, ambulâncias, geradores de hospitais, carros da polícia militar e polícia civil e veículos de monitoramento de trânsito.
Segundo nota da entidade, boa parte dos profissionais não voltou ao trabalho nesta quarta-feira por medo de represálias dos próprios colegas.
Na terça-feira, o juiz Emilio Migliano Neto, da 7ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, determinou o retorno imediato dos serviços de distribuição de combustíveis em São Paulo e Região Metropolitana e estipulou multa de R$ 1 milhão aos sindicatos que dizem representar os caminhoneiros, caso a determinação não fosse cumprida.
O Sindicato tenta se eximir de responsabilidade dizendo que os trabalhadores decidiram em assembléia parar e só retornariam aos serviços se a decisão fosse da maioria. Além disso, o sindicato diz que não tem como controlar seus filiados pois os trabalhadores são autônomos, portanto, com condutas mais individualizada.
A entidade pediu da Polícia Militar acompanhamento da saída e do tráfego de caminhões para garantir a segurança. O pedido foi formalizado por ofício à corporação.
A RAIZ DA MANIFESTAÇÃO:
A greve dos caminhoneiros teve início nesta segunda-feira.
A categoria protesta contra o que considera política de privilégio ao transporte individual promovida pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.
Na segunda-feira começou a vigorar a restrição ao tráfego de caminhões em pelo menos 25 vias da cidade nos horários de pico: de segunda à sexta-feira, das 05 horas às 09 horas e das 17 horas às 22 horas. Aos sábados a restrição é das 10 horas às 14 horas.
O ponto mais problemático para a categoria foi a proibição do tráfego nestes horários na Marginal Tietê.
De acordo com os caminhoneiros não existem rotas alternativas à Marginal Tietê para diversas entregas, ainda mais de bens que precisam ter horários para serem entregues pois deles depende o funcionamento de outras atividade, como é o caso justamente dos combustíveis.
Para saírem da Marginal Tietê, alguns caminhoneiros terão de prolongar o trajeto em até 100 quilômetros, o que aumentaria o custo do frete e diminuiria a rentabilidade das entregas.
POSTOS DE COMBUSTÍVEIS E EMPRESAS DE ÔNIBUS:
A correria por combustível foi grande nos postos da Capital e Grande São Paulo. Filas enormes se formavam nas avenidas e ruas onde ficam os estabelecimentos.
Em várias unidades, álcool, diesel e gasolina se esgotaram em poucas horas.
A Polícia Militar e o Procon autuaram donos de postos de combustível que estavam cobrando bem acima do valor normal praticado. Num estabelecimento da Alfredo Pujol, na Capital Paulista, o litro de gasolina que era de R$ 2,69 passou para R$ 4,50.
O dono foi preso. Nestes casos, há previsão de crime contra o consumidor e a economia popular.
Nas empresas de ônibus, na terça-feira, muitas viações tiveram de fazer verdadeiros esquemas operacionais para não faltar o óleo diesel que garantiria o atendimento aos passageiros.
As empresas que tinham mais de uma garagem remanejaram suas frotas para abastecerem nos pátios onde as reservas eram maiores. Até mesmo os ônibus que não pertenciam a estas garagens eram deslocados para elas.
Outras viações, mesmo pagando mais que na distribuidora, abasteceram nos postos de rua que ainda tinham o diesel.
Nesta quarta-feira, as empresas de ônibus tiveram de contar com a escolta da polícia e mesmo de empresas particulares de segurança que acompanhavam os caminhões até às garagens de ônibus.
A Oak Tree, do Consórcio Sudoeste Laranja, teve na parte da manhã de recolher 20 ônibus por risco de falta de combustível. Na parte da tarde, as garagens de São Paulo tiveram abastecimento suficiente para um dia a mais de operação.
No ABC Paulista, algumas empresas de ônibus conseguiram diesel. O Grupo Leblon Transporte de Passageiros de Mauá recebeu um caminhão com quantidade capaz de garantir três dias de abastecimento.
As tensões entre caminhoneiros ficaram maiores quando nesta terça-feira, Gilberto Kassab chamou os grevistas de chantagistas e os que depredaram caminhões de bandidos e malandros.
Kassab afirmou que não vai recuar da decisão de restringir o tráfego na Marginal Tietê.
Mesmo com o retorno dos caminhoneiros, a situação dos postos de combustíveis e empresas de ônibus só deve ser normalizada até o final.

Publicado em 08/03/2012 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus

domingo, 4 de março de 2012

Mescla de serviços em um ônibus tem virado tendência de mercado

Ônibus da Util – União Transporte Interestadual de Luxo, com duas categorias de serviço saindo do TERSA – Terminal Rodoviário de Santo André. A utilização de duas categorias em um único ônibus, como ocorre com primeira e segunda classe na Aviação Civil, é mais uma arma das empresas para conquistar passageiros. Foto: Adamo Bazani

Empresas de ônibus apostam em mix de serviços em um único veículo
Objetivo é oferecer diferentes opções num mesmo horário e conquistar número maior de passageiros.
ADAMO BAZANI – CBN

Primeira classe e segunda classe.
Logo de cara, estes termos podem lembrar a aviação.
Mas algo semelhante, que já era prática em algumas empresas de ônibus tem virado tendência no mercado de transporte rodoviário: oferecer pelo menos duas categorias de serviços diferentes em um único ônibus.
E cada vez mais companhias adotam o sistema e dizem considerar os resultados um sucesso.
Normalmente, os ônibus com mais de uma categoria nas linhas rodoviárias até então se restringiam a veículos DD, Double Decker, de dois andares. Na maior parte das vezes, no primeiro andar a categoria é de primeira classe, com poucas poltronas leito e no segundo piso do ônibus, as poltronas são convencionais ou semi-leito, dependendo da linha ou da empresa.
Mas agora, a oferta de dois tipos de atendimento tem se ampliado em ônibus de um pavimento.
As vantagens são várias para empresas e passageiros.
Para as companhias, elas podem atender a um público maior, mais exigente e mais diversificado com um ônibus só, de acordo com a demanda de passageiros que é limitada em algumas categorias e maior em outras. Para os usuários, são mais opções num mesmo horário. Quem quiser um serviço de maior categoria ou mais econômico não precisa ficar esperando horários específicos já que o mesmo ônibus possui dois ou mais atendimentos.
No final do ano passado, a Viação Cometa, que atende ao Sudeste Brasileiro, lançou a configuração GTV – Gran Turismo Veículo. Há ônibus GTV na linha Curitiba – São Paulo.
O ônibus GTV possui 9 poltronas leito na parte dianteira e 24 poltronas executivas na segunda parte.
A diferença entre os serviços Double Service é que no GTV os embarques não são feitos por uma porta apenas. Pela porta dianteira entram os passageiros da categoria leito e pela porta do meio passam os usuários do serviço semi-leito.
Os ônibus são do modelo Marcopolo Paradiso 1200, Geração Sete.
Do mesmo grupo da Cometa, a Auto Viação Catarinense também entre os estados de São Paulo e Paraná oferece um tipo de ônibus com duas categorias. Os Double Service, que possuem 6 poltronas leito e 24 semi-leito, podem ser vistos, por exemplo, na linha entre Curitiba e São Caetano do Sul, no ABC Paulista.
A Util – União Transporte Interestadual de Luxo, que atende a estados como Minas Gerais e São Paulo, tem o serviço Mix.
Há duas configurações do Mix: uma com seis poltronas leito e 24 padrão executivo e outra com 12 poltronas semi-leito e 24 convencionais. O ônibus é na cor laranja.
A Util pinta os ônibus de acordo com a categoria:
O Clássico é Azul: O ônibus Clássico está preparado para 2 tipos de serviços:
• Convencional que pode ter 46 ou 50 lugares e possui gabinete sanitário
• Executivo que tem 46 lugares, ar condicionado e gabinete sanitário.
O Plus é azul mais claro:
Veículo com capacidade para 42 passageiros, equipado com ar condicionado, gabinete sanitário, apoio para pernas, TV e DVD.

O Premium é rosa:
Veículo equipado com 34 poltronas padrão semi-leito, com reclinação de 55 graus, gabinete sanitário, equipado com ar condicionado, apoio para pernas, TV e DVD

O Leito é verde:

Veículo equipado com 19 poltronas do tipo cama com reclinação total. Dispõe de ar condicionado, apoio para pernas e gabinete sanitário.

Há ainda o Animal Planet, pintado como se fosse uma zebra, com ônibus executivo, ar condicionado e banheiro. São 46 poltronas executivas.

Apesar de não ser nenhuma novidade, a mistura entre categorias no mesmo ônibus tem aumentado. É mais uma arma das empresas para tentarem conter a perda de passageiros que ocorre tanto para o avião como para os ônibus clandestinos.

Publicado em 05/03/2012 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.
Blogpontodeonibus

As profissões "Servis" estão desaparecendo...Confira!

A tecnologia e a busca por produtividade aceleram o fim de algumas funções.

Cai a parcela de empregadas com 18 a 24 anos. Não há substitutas para as mais velhas. Em 1999 correspondia a 21,7% e em 2009 passou a 11,1%.

O conjunto das familias já gasta menos com serviços domésticos. A partir de janeiro, o peso desse item no cálculo da inflação cai 5%.

Outras funções pouco produtivas e pouco especializadas tendem a desaparecer.
1- Empacotador;
2- Engraxate;
3- Ascensorista;
4- Frentista;
5- Cobrador de ônibus.

Confira reportagens interessantes nas seções Vida/Trabalho e Idéias/Economia.

Fonte: Revista Época, publicado em 23/01/2012, Nr. 714, site www.epoca.com.br

sexta-feira, 2 de março de 2012

Radar começa a fiscalizar caminhões pela esquerda

Rodovia Imigrantes...

A partir desta quinta-feira, os caminhoneiros que insistirem em trafegar pela faixa da esquerda da Rodovia dos Imigrantes serão autuados por um radar de presença, instalado na via. Ele está no Km 48 da pista de subida e será capaz de flagrar os motoristas de acordo com o peso e com o comprimento do veículo.

Segundo a Ecovias, concessionária que administra o Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), o equipamento têm como principal medição a distância entre eixos.

Enquanto veículos de passeio têm de 3 a 4 metros entre os pneus da frente e de trás, caminhões, ônibus e micro-ônibus têm características distintas. Por este motivo, veículos mais pesados serão flagrados.

De acordo com o gerente de Atendimento ao Usuário da Ecovias, Eduardo Di Gregório, vans não serão autuadas. “Ele (o radar) pega por massa e comprimento, então só vai registrar veículos com peso maior, como ônibus e micro-ônibus”.

Créditos: Irandy Ribas
Segundo a Ecovias, concessionária que administra o Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), o equipamento têm como principal medição a distância entre eixos

Como explica o gerente, o peso é a outra variável. A razão entre os dois índices é o fator determinante para o acionamento da câmera, responsável por flagrar a placa do veículo. Os dados serão encaminhados ao Departamento de Estradas de Rodagem (DER), que fará o tratamento da imagem e a autuação do veículo.

“A foto pega as três faixas e vai identificar com precisão a posição do caminhão na da esquerda. Ela é de fácil identificação; então, fica bem claro para o DER fazer essa autuação”, ressalta Di Gregório.

A infração de tráfego de veículos lentos em faixas de trânsito rápido é considerada leve pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Ela dá ao motorista quatro pontos na carteira e o obriga a arcar com uma multa de R$ 85,12.

Publicado em 01/02/2012 no site http://www.atribuna.com.br/noticias.asp?idnoticia=138446&idDepartamento=5&idCategoria=0

quinta-feira, 1 de março de 2012

Multas para motoristas de ônibus sobem 29%

A cada 3 minutos, um é autuado. Falar ao celular lidera ranking de infrações, segundo levantamento da SPTrans

Motoristas receberam 196 mil multas no ano passado / José Patrício/ AE Motoristas receberam 196 mil multas no ano passado José Patrício/ AE

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O número de motoristas de ônibus dirigindo acima do limite de velocidade ou falando ao celular está aumentando. Em 2011, a SPTrans (São Paulo Transportes) aplicou 196 mil autuações, 29% mais do que as 152 mil de 2010. Em média, a cada três minutos um motorista foi autuado na cidade.

As responsabilidade pelas multas é dos agentes da SPTrans, que fiscalizam os principais corredores de ônibus da cidade. A cobrança é enviada para as empresas que, em geral, repassam o prejuízo para os funcionários.

Falar ao celular foi a infração que mais rendeu multas em 2011. Foram 7,8 mil infrações – cerca de uma por hora, e 18% a mais do que as 6 mil aplicadas ao longo de 2010.

Em seguida aparecem as infrações por trafegar colocando em risco a segurança dos passageiros e terceiros, o que inclui desrespeitar o farol vermelho. Foram 7,3 mil multas no ano passado, 22% acima do registrado em 2010.

Falta de cinto de segurança (3,5 mil autuações) e excesso de velocidade (2,6 mil multas) aparecem em terceiro e quarto lugar, respectivamente.

Desde junho de 2011, os ônibus da capital começaram a receber um painel que mostra aos passageiros a velocidade. Quando o veículo passa de 60 km/h, os números piscam para alertar os usuários. Atualmente, cerca de 2.180 dos cerca de 15 mil ônibus da cidade possuem o equipamento.

Os motoristas de ônibus atribuem o alto número de multas por dirigir falando no celular ao trânsito da capital. Segundo Nailton de Souza, diretor do sindicato dos motoristas, muitos condutores recebem ligações dos fiscais durante as viagens. Ele não comentou sobre as outras infrações.

Publicado em 29/02/2012 por Márcio Alves, do Metro SP. noticias@band.com.br
http://www.band.com.br/noticias/cidades/noticia/?id=100000488557