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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Conheça os efeitos e danos do rebite, muito utilizado por caminhoneiros

rebite
O rebite ou bolinha, muito utilizado por caminhoneiros para ficarem “acesos”, são drogas sintéticas classificadas como anfetaminas e seus derivados. Essas drogas atuam no Sistema Nervoso Central, estimulando-o a trabalhar em um ritmo mais acelerado. Assim, a pessoa consegue efetuar atividades, como dirigir, por mais tempo que o normal, sem se cansar.
Após algumas horas, o efeito passa e outra dose é necessária para se continuar os afazeres. Contudo, a cada efeito que se esgota, uma dose maior é necessária, pois o organismo já está cansado e fraco, e uma dose igual a anterior já não fará o mesmo efeito.
Assim, o indivíduo entra no ciclo dependente e crescente das anfetaminas, com doses iniciais de 1-2 comprimidos e que podem chegar a casos com mais de 20 comprimidos por dia, para se chegar ao efeito desejado.
Dentre os efeitos observados nos usuários de rebite, temos tanto alterações fisiológicas, como comportamentais. Em baixas doses, a pessoa apresenta um quadro de insônia, perda de apetite, fala rápida, taquicardia e dilatação dos olhos (este efeito é prejudicial para os motoristas, pois à noite sua visão pode ficar mais ofuscada pelos faróis dos carros em direção contrária). Contudo, com o aumento da dose surgem efeitos como aumento da pressão arterial, impotência sexual, diminuição do desejo sexual (libido), distúrbios gastrintestinais, agressão, irritabilidade, síndrome de perseguição, paranoia e alucinações.
Em indivíduos que tomam frequentemente essas drogas as consequências chegam a ser extremamente graves, pois além dos problemas cardiovasculares, células do cérebro sofrem danos permanentes, causando problemas psicológicos e neurológicos irreversíveis.
O tratamento de usuários de anfetamina é um pouco complexo e envolve uma equipe multidisciplinar (médico, psicólogo e farmacêutico, por ex.), pois esse tipo de substância causa dependência, e o usuário sofre com a Síndrome de abstinência, entrando em um estado de depressão ao suspender o uso da droga.
Por fim, analisemos a situação. Alguns caminhoneiros relatam que o pouco tempo lhes dado para a entrega da carga, seria o grande fator para que os mesmos utilizassem os rebites. Contudo, após a conclusão de que os mesmos não estão sob condições psicológicas ideais no uso da droga, poderíamos classificar o caminhão como uma arma na mão desse usuário? E os efeitos e danos irreversíveis em seu organismo, poderíamos classifica-lo como um suicida em longo prazo? E por último, por ser o rebite proibido em farmácias no Brasil inteiro, a relação entre o vendedor clandestino e o comprador poderia ser classificada como um tráfico de drogas ilícitas? E você o que acha? Opine abaixo.
Texto de: Jeferson Machado Santos
CRF-SE: 658.
Farmacêutico pela Universidade Federal de Sergipe – UFS.
Habilitação em Bioquímica Clínica pela Universidade Federal de Sergipe – UFS.
Especialista em Administração de Empresas pela FIJ-RJ.
Especialista em Farmacologia e Interações Medicamentosas pela Uninter-IBPEX.
Publicado em 06/02/2014 por Rafael no Blog do Caminhoneiro.

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